sexta-feira, 29 de março de 2013

Capítulo 6 - You're amazing just the way you are...


O mês passava cada vez mais rápido e me arrepiava com ideia de Nathan ter que viajar daqui a pouco tempo. Então tentava aproveitar ao máximo.
Os dias com ele eram incríveis.
Ele conseguiu até me fazer beber em um deles, coisa que abominava completamente da minha vida. No dia seguinte ele riu porque não aguentava nem escutar o barulho do mosquito de tanta dor de cabeça. Sim, eu tinha ficado com uma bela ressaca.
...
O aniversário de Jess estava chegando. E eles insistiam em querer fazer uma big festa porque queriam me apresentar a família. Nathan aos amigos e Jess as amigas dela.
Acho que nunca fui tão disputada. Mas era bom me sentir especial. Ainda mais por pessoas tão queridas.
Nathan e eu estávamos uma noite deitados no sofá da sala discutindo isso. A mãe dele e Jess não estavam em casa então ficávamos bem largados.
Eu respeitava a família dele ao máximo. Então não ficávamos nos agarrando pelos cantos da casa. O máximo era um selinho. A unica que viu uma vez foi Jess. Ela fazia piada com a gente. Mas para ela estava tranquilo. Ela disse que guardaria nosso segredo.
-Tenho a impressão de que essa festa não vai ser só da Jess... - disse a Nathan rindo.
-É. Será mais para você se socializar mesmo.
-Eu sabia disso.
-Tem algum problema? Porque podemos cancelar.
-Ta doido? É o aniversário dela.
-Foi você que começou. - ele disse levantando as mãos. - Ela nem queria festa.
-Jura?
-É, mas eu a convenci de que ia ser bom para você.
Nós ficamos bastante tempo abraçados aquela noite. E eu mexendo em seu cabelo, um vicio que não conseguia esconder.
-Mas que mania de mexer no meu cabelo. - ele disse.
Tirei a mão e fiz cara de criança emburrada.
-Tadinha... Pode mexer.
-Não consigo me controlar. É mais forte do que eu. - eu disse rindo. - Quase uma obsessão.
-E se eu raspasse ele? Você iria perder essa manina bem rápido...
-Não faça isso nunca na sua vida. Jamais. Eu imploro.
-Você tinha que ver a sua cara assustadora agora. - ele disse fazendo piada do meu desespero.
-Porque você faria isso? Você não gosta? - eu quis saber.
-Eu amo. Esse é o problema. Estou me acostumando demais. E quando eu estiver longe de você? Quem vai mexer?
-Pede aos meninos... Você pode até escolher. Jaythan... Mathan. - disse com um sorriso maldoso.
Ele me olhou com uma cara de "você só pode ta brincando".
-É bom que assim você sente a minha falta. - eu disse.
-Acredite em mim. Não é nada legal sentir sua falta.
-Awn que bonitinho, amor.
-Amor? - ele disse fazendo uma cara estranha.
Não entendi o porque, mas me corrigi na hora.
-É nada de amor...
-Eu acho meio clichê sabe? Hoje em dia não é muito verdadeiro. - ele explicou.
-É mesmo. - disse tentando esconder a decepção.
Não fiquei triste por ele ter cortado a palavra "amor". O meu tinha sido sincero. Mas nunca mais usarei ela com ele.
-Sabe tem outras duas coisas que eu sou obcecada em você. - eu disse brincando com seus dedos e tentando mudar o clima chato que tinha ficado.
-Huum... Tem mesmo é?
-Para de pensar maldade. - dei um soco em sua mão.
-Não disse nada. - ele riu. - Mas me conta. Quais são?
-Seus olhos verdes azulados e...
-Verdes azulados? Isso é uma cor?
-Sim, você já reparou a cor deles?
-O que que tem? - ele perguntou levantando a sobrancelha.
-Eles uma hora estão azuis e uma hora verdes. Depende do ambiente que você está, da luz, do ângulo que a pessoa está vendo...
-Ta legal, já entendi. - ele sorriu.
-Me deixe terminar, e tem também o seu...
-Sorriso. - ele completou.
-Como sabe?
-Pensa que não sei o efeito que ele causa em você? Seu rosto fica vermelho. Como se... Não sei. Fosse explodir.
-É que eu fico sem folego e começo ficar com vergonha porque tenho medo que você note. Ele ilumina o meu dia. - disse sorrindo.
-Isso foi lindo. - ele beijou minha testa. - Eu amo o seu sorriso também. Ele é sincero. Diferente dos outros... Consigo saber sempre quando você ta fingindo e quando você está realmente feliz. Não sabe esconder.
Eu suspirei.
-O que foi? - ele quis saber.
-Me sinto feliz com você. - fiz um pausa enquanto ele me olhava nos olhos. - Promete que isso nunca vai mudar?
-Só mudará se você quiser.
Eu o beijei rapidamente.
-Isso foi um não quero? - ele perguntou.
-Isso foi mais para um "nunca tente fazer isso".
Nós rimos e nos abraçamos.
...
A festa de Jess chegou bem rápido e isso me lembrava que a turnê do Nathan se aproximava.
Ele ia passar 2 meses fora e isso significava que quando ele voltasse eu já teria voltado ao Brasil.
Isso me deixava desesperada.
Sai com Jess de manhã para comprar um vestido.
Eu não abri mão do preto. E ela comprou um azul marinho que ressaltava a sua pele.
Comprei um scarpan também preto. Meu vestido era um longo decotado. Tinha me deixado bem bonita. Fique horas dentro do provador me olhando com ele e simplesmente me apaixonei.
...
No dia da festa, Nathan e a mãe foram na frente resolver algumas coisas do salão. Eu mal tinha falado com ele. Aquele dia estava bem corrido.
Eu iria com Jess depois.
Demoramos bastante para nos vestir. Ela era como eu, sempre a ultima a ficar pronta.
Estávamos meio atrasadas... Então seriamos um pequeno destaque na hora que chegássemos.


Nota: Oie gente! Desculpa a demora por esse capítulo... Tive alguns problemas pessoais. Mas esperam que vocês estejam gostando e, por favor, não esqueça de me dizer a opinião de vocês. É realmente importante. Obrigada! <3

domingo, 24 de março de 2013

Capítulo 5 - This is my decision...

O avião partiu... As palavras dela realmente mexeram comigo, mas era tarde demais.
Não tinha como simplesmente pular lá de cima...
Minha mente funcionava tão rápido. Mesclando pensamentos dos nossos beijos e tentando encontrar uma maneira de voltar a Londres.
Queria ter ficado. Realmente queria, mas eu tinha que resolver as coisas.
Uma semana era muito pouco como eu imaginava. Pedi demissão do meu emprego. Sabia que eu ia ter que fazer isso. Mas uma grande amiga me convenceu de que os obstáculos somos nós quem criamos.
Não tive muita aprovação da minha família. Mas eu precisava voltar... Não estava me sentindo bem no Brasil. Por mais que tenham sido dois dias com Nathan, era como se o conhecesse a anos... Bem, eu o "conhecia" a anos, né?
Mas como iria para Londres para ficar?
Não tinha dinheiro guardado para me sustentar por tanto tempo lá.
E não era fácil. Poe mais que não necessite de visto para entrar no país, não se pode ficar lá por muitos meses... A minha carteira de guia me permitia ficar apenas 1 mês e para conseguir uma carteira de "cidadã européia" ia demorar uns... 3 meses? Não poderia ficar muito tempo na cidade sem essa carteira, senão não conseguiria emprego e teria problemas para viver por lá.
Mas 3 meses? Era muito tempo.
...
Estava olhando anúncios na internet quando vi um que me chamou atenção. Intercâmbios.
Conhecia a agencia. Afinal eu era guia de turismo, já tinha feito alguns favores a ela. Era umas das vantagens. E podia conseguir pela metade do preço.
Deus! Só espero que eu não me arrependa...
Gastei mais do que podia do meu dinheiro para passar dois meses trabalhando em Londres, com a permissão para ficar. Já que era um intercambio.
O pacote dava direito a hospedagem. Mas eu já teria lugar para morar.
...
Voltar para Londres e encontrá-lo novamente foi a melhor coisa que podia ter acontecido...
Esperava que ele estivesse chateado por eu não ter cumprido a promessa. Mas para a minha felicidade nada havia mudado. Ele me recebeu com aquele sorriso que eu lembrava de quando ele estava feliz.
-Senti sua falta. - ele disse.
Eu acho que nunca beijei tanto uma pessoa em menos de uma hora.
Tínhamos muito que conversar.
Ele ficou decepcionado quando eu disse que iria ficar apenas dois meses.
Mas isso não importava... Tínhamos dois meses pela frente não é? Eu estava bem animada, fazendo planos.
-Tem um problema ai, Carol. - ele me disse fazendo uma cara enjoada.
-Que problema?
-Eu... Vou ter que fazer uma viagem com os meninos da banda. A gravadora nos procurou e é uma coisa pequena e nós vamos cantar as nossas musicas, tipo um tour para relembrar.
-E quando vai ser?
-Daqui a um mês.
-Você ta brincando comigo não é? - disse um pouco irritada. - Eu vim aqui para ficar com você e você vai viajar...
Ele me calou com um beijo. Isso era irritante... Ta não ia interromper o momento.
-Não vamos brigar agora. Não por um motivo bobo, temos tempo para falar sobre isso.
Ainda estava sobre o efeito do seu beijo, então não discuti mais.
...
Conhecer a família do Nathan foi ótimo. A irmã dele, Jess, me recebeu como se já fossemos amigas a muito tempo.
A mãe dele ficou feliz em me conhecer também. Não perguntei pelo pai, porque desde mais nova sabia a situação dele.
A senhora Karen me cedeu um quarto ótimo. Tinha uma belíssima vista.
-Gostou do seu quarto? - Nathan perguntou.
-É lindo, Nath. Muito obrigada.
-Eu que agradeço. Nem acredito que você está aqui comigo. - ele disse empurrando uma mala minha e sentando na cama.
-Nem eu. Eu estou tão feliz que poderia... Gritar, não sei. E como estão as coisas? O que aconteceu com você depois que eu fui embora?
-Bem... Eu fiquei depressivo e pensei que você não ia voltar mais.
-Eu disse que iria voltar. - disse a ele.
-Você me disse uma semana. E conta comigo... - ele levantou os dedos, como se contasse os dias. - Você demorou um mês para voltar.
-Desculpa. - eu disse com uma cara triste.
-Ta tudo bem. Você ta aqui agora né? E como foi lá no Brasil?
-Vamos esquecer um pouco o Brasil.
Sentei ao seu lado na cama.
-Senti sua falta. - disse a ele.
-A culpa foi sua que não quis ficar direto comigo aqui.
-Mas agora eu estou aqui. - disse beijando sua boca.
Ele olhou para o cordão no meu pescoço. Eu segui o seu olhar.
-Não tirei ele um só dia. - eu disse.
-Fico feliz com isso. - ele sorriu, me abraçando.
...
Eu trabalhava de manhã até a hora do almoço. Então ficava a tarde e a noite toda com ele.
-Quer ir na boate hoje de novo? - ele perguntou.
-Podemos ir a um lugar mais calmo hoje? Estou mesmo cansada.
-Vamos ao cinema? - Jess perguntou.
-Eu não te chamei baixinha. - ele disse a ela.
A relação dos dois era perfeita. Apesar de implicarem um com o outro. Ele tomava conta dela, como um pai. E eles guardavam os segredos um do outro. Me lembrei de como perturbava a minha mãe pedindo um irmão. Sempre quis ter um assim. Sentia até uma pontinha de inveja da relação dos dois.
-Eu gostei da ideia dela. - disse piscando meu olho rápido para somente ela ver.
-Cinema jura? - ele olhava de mim para ela.
-Então você não vai! - Jess falou com um tom irritado.
-Engraçadinha. É claro que eu vou.
Concordei com a ideia de Jess porque realmente queria um programa calmo. Até eu me acostumar com o fuso horário. E porque via que ela não gostava de ficar sozinha.
Eu entendia, de verdade... Sabia a sensação.
Então pelo menos duas vezes na semana ela saia com a gente.
Depois de muito debatermos que filme iriamos ver, fomos nos vestir.
-Mas vocês demoram demais para ficarem prontas... Assim vamos chegar lá e o filme terá começado. - Nathan reclamou.
-Nem vem Nathan... Já estamos prontas e você demora também. - disse descendo as escadas com Jess atrás de mim concordando.
-Vou ter uma conversa séria com os meninos para vermos quem realmente demora a se vestir. - Jess provocou.
-Estão unidas contra mim agora?
-Nós te amamos, Nathan. - disse abraçando-o.
-Podemos ir? - ele perguntava impaciente.
-Se você nos der licensa. - Jess ria.
Ele se irritou a pegou no colo e saiu correndo para a garagem...
-ME PÕE NO CHÃO!
Escutava gritos e risos. "São doidos" pensei fechando a porta de casa.

Nota: Oie gente. Desculpem pelo capítulo sem emoção e por ter demorado um pouco mais a postar. rs. Mas espero que tenham gostado e continuem lendo.Qualquer coisa em digam no twitter (@anjocaro)... Beijos.


quarta-feira, 20 de março de 2013

Capítulo 4 - The one thing I wish I forget...

Acordei com meu despertador as 5:00. Terminei de arrumar as malas, coloquei tudo no lugar, tomei banho, me vesti e finalmente me despedi de meu quarto.
Desci para tomar o café... Alguns turistas estavam lá, também comendo. Fui falar com eles.
-Estão preparados para deixar Londres?
Alguns disseram sim, outros disseram que não porque haviam amado a cidade. Isso era bem típico.
Londres era aquela cidade impossível de não amar.
Eles me ofereceram para acompanhá-los no café. Não recusei. Estava meio deprimida aquela manhã. Mas não podia demostrar sentimentos negativos aos turistas.
Terminamos de tomar café e todos os outros já estavam reunidos no saguão às 07:00. Tinhamos que estar no aeroporto uma hora antes de embarcar. Ainda bem que ele era perto hotel. Uns 20 minutos.
Olhava para o relógio e agora eu estava ficando preocupada. Sim, me perguntava onde ele estava? Ele disse que vinha se despidir. Ele prometeu...
-O ônibus já está pronto. - me disse o motorista.
-Senhores! - gritei chamando atenção dos turistas. - O ônibus está todo pronto para nos levar ao aeroporto. Como os senhores estão vendo, estamos em um bom horário. Então vocês podem embarcar e se acomodarem sem desespero. Por favor.
Eles começaram a entra no onibus. Quando eram 07:20, já estavam todos prontos para ir.
-Vai ligando o onibus. Só um minuto... - disse ao motorista.
Lembrei do numero do telefone que ele tinha posto em meu celular.
Desligado. Tentei novamente. Caixa postal.
A decepção que eu senti doeu. Mas o que eu esperava também? Nós só saimos duas noites.
Entrei no ônibus e vi que o meu lugar era do lado da minha amiga.
Sentei tentando não demostrar emoção.
-Ele não veio né? - ela perguntou.
Olhei com a cara mais surpreendida que podia fazer. Ela era a unica que percebia e que sabia desse meu "casinho" no trabalho.
-Por que essa cara menina?
-A senhora não pode ficar falando desses assuntos muito alto. - disse a ela.
Ela inclinou a cabeça para perto de mim e sussurrou:
-Ele não veio, não é?
Eu ri, mas não adiantava esconder as coisas dela. Ela já estava "envolvida" na história. Comecei a contar tudo o que tinha acontecido. Desde a noite de ontem até aquele exato momento.
....
O aeroporto estava vazio. Os passageiros foram despachando suas malas e embarcando.
Eu despachei as minhas. Tinha a minha passagem nas mãos. Olhei para o relógio. Estava chegando o horário de embarcar.
-Ainda bem que eu te encontrei aqui. - disse uma voz cansada atrás de mim.
-O que...? - me virei.
Eu olhava para um Nathan suado e bufando. Creio que ele correu bastante para chegar a tempo.
-Eu disse que ia me despidir. Desculpa o atraso. Tive uns problemas com meu carro hoje de manhã.
-O que houve?
-Uma peça que... Não interessa, não vim falar sobre isso.
Eu sorri.
-Acho que você veio dizer adeus. - eu disse a ele.
-Também não. Eu vim fazer isso...
Ele me beijou. E o beijo foi diferente dessa vez, havia mais urgência nele. Eu senti... Medo, mas ao mesmo tempo leveza. Podia parar o tempo naquela hora.
Paramos de nos beijar e ficamos abraçados. Nunca tinha reparado o quanto o perfume dele era bom.
Mesmo suado ele tinha um cheiro maravilhoso.
-Acho que estou apaixonado por você. - ele disse.
-Você acha?
-Sim.
-Ah, você está mesmo? - perguntei quase perdendo a voz.
-Porque duvida?
-Só estou surpreendida.
Ele ignorou e continuou a falar:
-Vim te pedir para ficar comigo. Não volta para o Brasil.
-Nathan, eu tenho a minha família lá. Eu estou com 15 turistas dentro de um avião que irá partir em... - olhei o relógio. - 40 minutos. Tenho o meu trabalho.
-Você não gosta de mim.Eu sabia. - ele disse abaixando a cabeça.
-Não, não é verdade. Você sabe que mexe muito comigo, muito mesmo. Mas não posso largar as coisas assim. As noites que eu passei com você aqui foram uma das melhores da minha vida. Não me lembro de ter me divertido tanto. - fiz uma pausa. Estava falando rápido demais.
-Você pode ser guia aqui. Tem capacidade para isso. Eu vi como se importa com seus passageiros.
-Não posso ficar...
O olho dele encheu de água. Gelei... Estava apaixonada também. Sentia isso.
-Mas posso voltar. - completei. - Levarei os passageiros, me de uma semana para resolver as coisas. Eu volto.
Um grande sorriso apareceu em seu rosto.
-Volta para ficar comigo?
-Só com você. Eu prometo.
Ele me beijou de novo.
-Trouxe um presente para você. - ele disse tirando uma caixinha do bolso. - Eu comprei ontem. Mas esqueci em casa e deixei para te dar hoje. Quase entrei em desespero quando pensei que não ia conseguir.
Eu abri. Era um cordão com os dizeres "I Love London". Era lindo.
-Eu achei a sua cara. - ele disse.
Agora foi a vez do meus olhos encherem d'água.
-É... Lindo. - eu disse me virando para ele por no meu pescoço.
Ele colocou. Eu andei uns cinco passos até o espelho da pilastra para olhar.
Ele sorria atrás de mim.
-E você me disse que nunca foi bom com surpresas. Em dois dias, você me surpreendeu mais do que a minha vida inteira.
-Err... Eu me esforcei. - ele disse rindo.
-Senhores passageiros. Ultima chamada para o voo 512 com destino ao Rio de Janeiro.
-É a sua hora. - ele disse. - Não esqueceu nenhum passageiro não né?
-Não. - disse rindo.
-Essa é a minha garota.
Dei um ultimo beijo nele rápido e entrei. Ainda parei para olhar para trás.
Eu comecei a me sentir estranha. Sempre que deixava Londres me sentia mal. Mas dessa vez estava pior, parecia que ia desmaiar. Sentia uma parte de mim estava ficando para trás.
...
Quando entrei no avião estava chorando. O que eu iria fazer? Se ficasse em Londres agora perderia meu emprego, tudo o que eu demorei tanto para construir. Mas eu podia continuar dentro do avião e voltar para o Brasil. E não ter certeza se iria conseguir voltar daqui a uma semana... Tinha feito uma promessa a ele, mas não tinha certeza se iria cumprir-la.
"Se acalma" dizia a mim mesma.
-Ele estava lá fora sentado no banco. - a minha turista favorita veio procurando seu lugar.
-Como a senhora sabe? Você deveria estar dentro do avião.
-Eu me perdi em uma lojinha lá atrás. Ele me viu e me mandou correr. Senão eu ficaria para trás.
-A senhora deveria ter me avisado. - disse um pouco impaciente.
-Não brigue comigo. Você tem sorte de ter um menino que se preocupa tanto com você.
Aquilo foi como um tapa na cara.
-Eu falei com ele. - disse a ela.
-Eu como foi? Você está com uma cara de enterro, minha querida.
Tentei limpar as lágrimas do rosto, mas foi inútil, mais escorriam.
-Ele pediu para eu ficar com ele. Eu acabei me apaixonando, mas não posso jogar tudo pro alto de repente e ficar em Londres... Eu tenho meu trabalho, minha família e meus amigos.
Eu coloquei a mão no coração para me acalmar. Ainda bem que quando chorava a minha voz não era alta.
-Sua família e seus amigos não iam sair do Brasil... Você poderia visitá-los quando quisesse e emprego? Bom, você é uma ótima guia. Sabe muito sobre Londres. Você não acha que se preocupa demais com as coisas que te cercam e esquece de olhar para você? Amor... É raro de encontrar. E você ta dentro de um avião se afastando do seu.


Nota: Hey gente. Mais um capítulo para vocês... Eu to amando saber que vocês estão gostando. Sério. Isso me dá forças para continuar. Bom, eu quero sugerir hoje as fics de uma amiga minha que me deu muito apoio pra escrever isso aqui para vocês, e que devo acrescentar são ótimas, a Kamilahttp://sayitonafic.blogspot.com.br/?m=1 ... Leiam, são realmente muuuito boas. #EuViciada.








domingo, 17 de março de 2013

Capítulo 3 - If this is love... Then love is easy.

Nota: Coloquem Princess Of China - Coldplay & Rihanna para tocar quando eu falar "play" e parem quando eu disser. ;)


Acordei de manhã um pouco tensa... Não havia dormindo muito bem por causa do meu celular.
Tomei banho e aproveitei para arrumar mais ou menos as coisas para de noite poder ficar mais tempo com ele. Seja lá onde fossemos.
Desci para tomar café.
-Com licença. Você é a guia de turismo? - a recepcionista perguntou antes que eu pudesse chegar ao restaurante.
-Sou sim.
-Chegou essa caixa bem cedo para você.
-De quem?
-Desculpe mas o entregador não disse.
-A ta. Obrigada.
Era uma caixa pequena menor o que uma de cereal. Abri e lá estava o meu celular.
Dei um suspiro. Deus abençoe esse menino. Pensei comigo mesmo. Veio um papel também que dizia: "Desculpa. Achei ele no bolso ontem a noite, mas resolvi te entregar agora de manhã. Assim eu podia desejar bom dia para a pessoa mais sexy que eu já vi dançando. E não, isso não é sarcasmo, caso você esteja pensando. Hoje faremos muito isso. Se prepare..."
Eu sorri. Impossível ele ser mais perfeito.
...
Levei os turistas para o museu hoje. O ruim é que ele possuía muitas escadas. Tive que acompanhar uma senhora que insistia em não querer andar de elevador. Pelo menos ela era divertida. Fazia algumas piadas inteligentes sobre a arquitetura do museu e as vezes sobre coisas que eu já havia reparado.
-Eu vi você sair com aquele mocinho bonito ontem. Ele parecia gostar de você. - ela me surpreendeu enquanto olhávamos uma escultura.
-Eu o conheci ontem mesmo. Ele é bem divertido.
-Ele é daqui?
Não queria conversar com ela sobre Nathan. Era meio anti-ético. Guias não podem se envolver com ninguém durante o seu trabalho... Mas não podia ser indelicada.
-Sim, ele é de Londres.
-E ta esperando o que para agarrá-lo menina? Ah se eu tivesse a sua idade.
Eu ri. Não acreditava que ela tava falando aquilo. Me lembrava da minha avó.
-Nós sairemos hoje de novo.
Oh. Meu Deus. Por que eu estava me entusiasmando com a conversa?
-Que bom minha querida. Você parece gostar dele. Vocês formam um casal bonito. Vocês irão namorar?
-Não! Amanhã voltaremos para o Brasil e para ser sincera, não sei quando vou vê-lo de novo. Não é tão simples.
-Minha filha, tudo no amor é simples. Quem coloca obstáculos é a gente.
Amor? Quem falou em amor?
Mudei o assunto e voltamos a falar da arquitetura.
...
A noite tinha chegado rápido. Eu nem tinha decidido o que vestir. O preto eu já tinha usado e agora eu só tinha o azul simples, mas se ele tinha mandado eu ir chique.
Não usaria o preto de novo, e não tinha roupa mais chique que ele. Vesti o azul e coloquei um blaze branco por cima. Eu estava com cara de mais... Velha, ri desse pensamento. Mas era a unica coisa que eu tinha...
Olhei para o relógio. Vixe, 8:20. O elevador não podia ser mais lento...
Quando cheguei lá embaixo, Nathan conversava com a minha senhora do museu.
-Pensei que tinha desistido de mim hoje. - ele disse me dando um beijo no rosto.
-Tive problemas com a rouca. Vejo que você conheceu uma de minhas turistas e melhor acompanhante de museu. - eu disse a ele.
Ela ficou meio corada mas agradeceu e disse que não ia tomar nosso tempo.
Já dentro do carro ele disse:
-Fofa ela. Você não acha?
-Sim. Ela é ótima. - confirmei.
-Ela estava me contando o quanto você é uma boa guia. Acho que se eu for no Brasil, te contratarei.
-Eu posso te dar meu cartão se você quiser? - eu disse rindo.
-Eu to falando sério. Aliás eu coloquei o numero do meu telefone na sua agenda e peguei o seu, se não se importa.
Peguei meu celular e fui olhar a agenda. Lá estava o número dele.
-Foi uma surpresa e tanta hoje de manhã. Você salvou meu dia. - disse a ele.
-Eu vi a sua agenda organizada ai. Pensei que ele podia ser importante.
-E é. Controlo grande parte da minha vida por ele.
-Você então não devia deixá-lo no bolso de qualquer estranho que você conhece.
-Engraçadinho. Você tirou ele de mim para eu não ficar olhando o relógio.
-Hoje você não está preocupada com a hora. Não olhou uma só vez para o painel desde que entrou.
Ele era bem observador. Realmente não tinha olhado.
-Estou sim, mais do que ontem. Mas confio em você. Amanhã meu avião parte de manhã cedo.
-Gostei do confio em você. - ele disse animadinho. - Antes que eu me esqueça... Você está linda.
-Obrigada. Está bom mesmo?
-Ta brincando?
-Não... O único vestido chique que eu tinha, eu usei ontem para ir para uma montanha.
-Você disse que tinha gostado. - ele pareceu desanimado.
-Desculpa, Nathan. Eu realmente amei a noite de ontem... Me desculpa.
-Tudo bem, não se preocupa, vocês está linda...
-Obrigada. Pelo elogio e pelo bilhete de hoje de manhã.
-Disponha. - havia sarcasmo em sua voz o que me fez rir.
Ele estacionou o carro perto de uma boate.
-Já passei por aqui uma vez, mas nunca entrei. - disse a ele.
-Devia. Ela toca músicas ótimas.
O lugar era meio escurecido com pinturas em neon em suas paredes. Havia muita gente dançando e bebendo.
Nós nos sentamos no bar, beliscamos uma batata frita, porém eu não estava com muita fome.
Depois ele levantou e me puxou para dançar.
-Nathan, não sou uma boa dançarina.
-Mentira. Você ontem no carro foi incrível. Imagina que ainda estamos naquele morro ontem. Só eu e você.
Ele me olhou nos olhos.
Comecei a me mexer. Era incrível como me sentia bem com ele.
(Play)
Estávamos indo muito bem. Rindo de algumas coisas que fazíamos... Mas ai foi a vez de uma música que eu sempre fui viciada quando mais nova tocar.
-Nossa!! Eles ressuscitaram essa. - ele sorriu.
-Eu amo demais essa musica. - disse a ele.
-Eu também gosto.
Nós cantávamos como doidos, ele me girava e me puxava de volta. Eu me sentia... Feliz, não que não fosse feliz antes dele, mas era uma coisa diferente. De repente nós nos olhamos. Eu me perdia nos olhos dele e ele sabia disso.
Ele foi chegando mais perto e seu olhar foi mudando. Me atraindo.
Coloquei a mão em seu pescoço. Subindo até seu cabelo.
Ele me puxou, fazendo nossos corpos grudarem.
De repente não existia mais ninguém. Só eu e ele. Seu beijo era devagar, suas mãos faziam movimentos pelas minhas costas, subindo até puxar meu cabelo de leve, foi um beijo comportado, doce. Soltei, mas olhei em seus olhos novamente e ele me surpreendeu com um selinho.
Continuamos dançando... A noite estava sendo perfeita. Não queria que ela terminasse.
Mas resolvi sentar.
(Parar)
-Ta tudo bem? - ele perguntou.
-Desculpa. Estou realmente cansada.
-Quer ir para casa?
-Casa? Não tenho casa aqui.
-Para o hotel. Foi isso que eu quis dizer. São 10:30 já. Vamos, creio que você precisa descansar.
Entramos no carro e o meu olho estava fechando. Por que isso? Porque na noite de hoje?
-Nathan me desculpe. Não queria estragar a sua noite.
-Você acha que estragou a noite por que quis vir embora? Essa foi a melhor noite para mim. Sabia? - ele fez uma cara de safado.
-Bom saber.
-É triste saber que você amanhã não vai estar mais aqui.
Eu senti um pontinha de decepção em sua voz?
Tombei no banco e encostei a cabeça em seu ombro. Ele tirou uma das mãos do volante e me envolveu em um abraço.
Depois de alguns minutos, escutei ele estacionar o carro e acordei.
-Carol, nós chegamos.
-Hum... - estava meio sonolenta.
-Quer ajuda? - ele ria da minha cara.
-Me leva até la em cima? - eu pedi.
Escutei o seu riso baixo e o motor do carro desligar. Ele foi até a porta do passageiro e abriu para que eu descesse. Desci andando um pouco devagar.
Meu olho estava quase fechando e para a minha infelicidade, eu pisei errado na calçada e quase fui de cara no chão, a sorte é que ele estava lá.
-Vem cá! - ele disse passando um de meus braços em seu pescoço. - Qual o número do seu apartamento?
-503.
Ele me pegou no colo. Eu estava... Flutuando. Escutava o barulho do elevador e da porta, mas meus olhos estavam recusando a se abrir.
-Fica em pé só um pouquinho para eu abrir a porta do quarto. - ele pediu.
Obedeci. E fui colocada na cama alguns segundos depois.
Ele me deu um beijo na testa e saiu. Agarrei a sua blusa. Aquela ia ser a ultima vez que eu ia vê-lo? Sem me despedir direito?
Levantei lutando contra o sono.
-Onde você vai com tanta pressa? - ele perguntou rindo.
-Me despedir de você. Essa é a ultima vez que a gente vai se ver.
-Descansa. Amanhã de manhã eu venho aqui falar com você. Que horas sai o seu avião?
-As nove. Não se atrasa.
-Eu prometo. Boa noite.
Eu deitei. Senti que ele mexeu no meu cabelo, mas segundos depois eu apaguei e não sei mais o que aconteceu.


Nota: Óia eu aqui de novo... E ai? O que acharam? Não deixem de me dizer e mais uma vez, obrigada por estarem curtindo. ;)


quinta-feira, 14 de março de 2013

Capitulo 2 - Let's have some fun...

Nota: Coloquem a Have Some Fun - Pitbull & The Wanted quando eu falar "play" e parem quando eu disser. ;)


Estava nervosa descendo o elevador. Me olhava no espelho imaginando se a minha roupa estava boa. Estava com um vestido preto de manga comprida que tinha as costas nua.
Como a noite estava fria, joguei um casaco sobre tudo por cima. Não fazia ideia de onde ia. Então me arrumei um pouco mais do que o normal.
Quando cheguei no saguão ele já estava em pé na recepção.
Olhei para o relógio. 8:05. Não estava tão atrasada assim.
Ele me viu e veio em minha direção com aquele sorriso magnifico. Ele podia fazer comercial de pastas de dentes.
-Está aqui a muito tempo? - perguntei.
-Não. Cheguei a dois minutos. Você está linda.
Agradeci meio sem graça.
-Onde vamos?
-Em um restaurante italiano. - ele disse com cara de inocente.
Eu ri e fui me dirigindo a saída.
-Nathan, eu não posso demorar. Você sabe né?
-Eu sei sim. Pode deixar comigo.
Fomos andando em direção a um carro preto que estava em frente ao hotel.
-Hum... A sua carteira. Me lembro que ficava perguntando quando você ia tirar e brincando dizendo que você atropelaria todo mundo. - eu disse rindo.
-É. Escutava essas piadas todos os dias.
-Você não comentou mais nada depois no seu twitter.
Ele sorriu e olhou para baixo.
-Eu disse alguma coisa errada? - perguntei ficando nervosa.
Tinha medo de cometer algum erro. Estava me controlando demais.
-Não. É que eu esqueci que você já tinha sido fan.
-Tem algum problema nisso? - eu quis saber. - Porque se tiver eu não comento.
-Claro que não. Assim eu te impressiono mais.
Eu sorri. Ele tinha razão. A cada palavra que ele dizia eu ficava mais impressionada.
Ele dirigia em silêncio e muito bem, acrescentei em meus pensamentos. Para quebrar o gelo, eu comecei a cantar uma musica da banda dele. A minha favorita.
Ele olhou para mim, sorriu e começou a cantar junto...
Quando ele parou o carro em frente ao restaurante, estávamos cantando a terceira musica.
Descemos do carro rindo, feito bêbados. Algumas pessoas na rua nos olharam, mas nem ligamos.
-Você canta bem. - ele disse.
-Nada comparado a sua voz. - eu disse dando o braço a ele enquanto atravessávamos a rua.
Ele olhou para nossos braços cruzados. Eu reparei isso. Juro que tinha sido espontâneo, mas não o soltei.
Entramos no restaurante. Ele parecia ser de luxo e estava bem cheio.
Fomos falar com a atendente e ele perguntou pela comida reservada.
-Comida reservada? Não seria mesa? - eu perguntei levantando uma sobrancelha.
-Não, ta certo. Não vamos comer aqui.
-Aonde vamos então?
-Você é guia de turismo. Cheia de cultura. Acho que ficar dentro de um restaurante cheio não é muito a sua cara.
Continuei olhando para ele. Não tinha resposta para o que ele tinha acabado de me dizer. Se ele estava querendo me surpreender, ele estava conseguindo.
Um garçom trouxe uma bolsa de papelão com a comida. Ele pagou e saímos do restaurante.
-Vamos comer dentro do carro? - perguntei.
-Não! Que tipo de pessoa você acha que eu sou?
-Uma que está me surpreendendo muito.
Entramos no carro. Ele o ligou e acelerou.
-Sério que estou te surpreendendo? - ele perguntou animado.
-Sim. Parabéns, você está conseguindo. Posso saber onde vamos?
-Fico feliz com isso. - ele deu um sorrisinho. - É um lugar lindo que eu adoro ir. Você pode levar seus turistas lá se quiser. Só que devo dizer. Ele é um pouco longe.
-Quanto tempo?
-Uma hora mais ou menos.
Olhei para o relógio do painel. Eram 8:40. Calculei os horários mentalmente. Pelo menos 11:30 eu teria que estar entrando no hotel.
Ele reparou que encarei o relógio e disse:
-Não se preocupe. Eu calculei o horário.
-Você calculou o horário? - mais uma surpresa.
-Não sou ótimo com cálculos. Mas eu tentei.
-Isso não me animou.
-Me dá seu celular. - ele disse.
-Isso é um assalto ou um sequestro?
-Nenhum dos dois. - ele riu
Hesitei um pouco, por fim abri a bolsa e entreguei a ele meu iPhone.
Ele colocou o celular no bolso e fez alguma coisa que o relógio do painel apagou.
-Pode me explicar agora? - eu perguntei.
-Você não vai ficar olhando para os relógios. Vai simplesmente confiar em mim.
-A que bom. - tentei não parecer impaciente.
Ficamos em silêncio por um tempo.
Eu tentava desvendá-lo a cada momento, analisava. Por mais que ele fosse da banda que eu gostava quando mais nova, ele ainda era um estranho. Ele era bem irritante devo admitir, mas aquele irritante que as pessoas adoram conviver. Aqueles que tentam ao máximo te fazer bem.
A comida estava deixando um cheiro ótimo dentro do carro, o que fez a minha barriga roncar.
-O que você pediu para a janta?
-Lasanha de camarão.
-Agora eu realmente fiquei com fome. - disse sorrindo.
-É a melhor que eu já comi. Você vai gostar... Olha. Estamos chegando.
Começamos a subir uma ladeira em um morro. Para onde ele estava me levando?
-Fecha os olhos. - ele pediu.
-Para que? Ta tudo escuro mesmo.
A unica coisa que iluminava a estrada eram os faróis do carro, via algumas árvores, mas nenhum movimento. Se fosse no Brasil, já teríamos sido assaltados.
-Fecha logo! - ele disse um pouco mais alto.
Fechei e alguns minutos depois senti o carro parar.
-Posso abrir?
-Não. Espera.
Escutei ele bater a porta do carro e me segurei para não abrir os olhos.
Ele abriu a porta do meu lado e me ajudou a descer.
Andei alguns passos segurando firmemente em sua mão, sentia que o chão não era totalmente liso. Finalmente ele disse:
-Pode abrir.
A visão que eu tive foi uma das mais perfeitas de toda a minha vida. Nós estávamos em uma montanha e lá embaixo estava a cidade de Londres. Toda acesa.
Via o Big Ben iluminado bem ao longe. O estádio de Wembley... Tentei localizar o hotel, mas eram muitas luzes.
-Gostou? - ele perguntou.
-É... Maravilhoso.
-Essa é Londres.
-Poderia ficar olhando isso aqui para sempre. Obrigada.
-Fico feliz que você tenha gostado.
Ele abriu aquele sorriso perfeito de novo e eu me peguei olhando para seus lábios.
Sacudi a cabeça de leve e disse:
-Vamos comer aqui?
-Sim.
Ele voltou ao carro e veio com uma grande toalha e a bolsa de papelão.
Ele forrou o capô, deu um pulo e sentou em cima dele organizando a comida. Tentei subir, mas era muito alto para mim e além disso eu estava de salto.
-Quer ajuda para subir? - ele perguntou.
Com certeza ele viu a minha tentativa frustada.
-Você podia ter me dito. Eu iria vir mais aventureira. - respondi sarcasticamente.
-Mas eu só pensei nisso depois. E você está linda desse jeito. Gostei da sua roupa.
Isso era porque ele não tinha visto o vestido. Mas obvio que não ia dizer isso a ele.
Ele desceu do capô do carro e parou na minha frente.
-Que f..?
Antes que eu terminasse de falar ele pegou as minhas duas pernas. Como se segurasse uma criança e me colocou sentada no carro.
O meu vestido foi parar nas minhas costas. Ainda bem que o casaco não subia.
-Você é doido. - eu disse enquanto enfiava a mão por dentro do casaco e endireitava meu vestido.
Ele riu e subiu no carro de novo e depois de alguns minutos começamos a comer.
Ele tinha razão. A lasanha era mesmo deliciosa e ainda tinha uns pãezinhos com uma espécie de geleia que era muito gostoso.
Comemos tudo. Eu estava realmente satisfeita.
Deitei no capo e fiquei olhando o céu. Ele estava lindo.
Nathan foi jogar as embalagens e a bolsa de papel fora e quando voltou, se deitou ao meu lado.
-O céu daqui de cima é mais bonito. - eu disse.
-É mesmo. - ele concordou. - Como você me conheceu?
-Foi numa ponte. Eu estava olhando o lago...
-NÃO!
Nós começamos a rir.
-Eu ouvi a Lightning em um programa de clipe. Não liguei muito. Mas no dia seguinte estava cantando-a no meio da rua... Depois eu ouvi a Glad You Came e me apaixonei e descobri que eram as mesmas pessoas. E por ai foi...
-Entendi. Você é de que lugar do Brasil mesmo?
-Rio de Janeiro.
-A cidade maravilhosa. As meninas de lá são bem bonitas. Aliás, todas as brasileiras são.
-É mesmo? - eu perguntei segurando o riso.
-Mas você é mais linda... É surpreendente.
Eu corei.
-Não sou não. Assim você me deixa sem graça. - disse.
-Mas eu to falando sério.
-Para com isso, Nathan.  - Eu ri e dei uma tapinha em seu braço. Rimos por um tempo.
-Quando você vai voltar em Londres? - ele perguntou.
-Err... Nunca. Não sei.
-Nossa hein!
Nós não parávamos mais de rir nessa hora.
-Eu já disse Nathan. Eu sou guia especializada aqui. Depende de quantas pessoas querem vir para cá.
-Vem morar aqui.
Olhei para ele com uma cara séria. Ele sabia que era meu sonho, havia dito a ele mais cedo.
-Por enquanto eu não posso. Aliás eu teria que construir minha vida. Não tenho ninguém conhecido. Nem casa. Você é meu único amigo aqui.
-Que isso! Você é guia turística aqui e nunca fez um amigo?
-Nathan, eu só saio com os meus turistas. É o meu trabalho.
-Você precisa se divertir no seu trabalho sabia? Eu aprendi isso. Você faz as coisas melhor quando se diverte.
-Eu estou em Londres. Você acha que eu não me divirto?
-Não. Me diz a melhor noite que você teve aqui? - ele fez uma cara de "eu te desafio".
Eu responderia a ele que era essa. Hoje. Mas não ia dar esse gosto. Meu orgulho falou mais alto.
-Eu me pergunto porque chegamos a esse assunto?
-Ta fugindo da pergunta. Mas tudo bem. - ele disse descendo capô.
-Não to não. Aonde você está indo?
(Play)
Ele entrou no carro e ligou o rádio, aumentando o volume. Pra que ele fez aquilo?
-Vem dançar.
-Não. Por que isso agora?
-Porque eu tenho certeza que a sua resposta para minha pergunta era a noite de hoje. Acertei?
-Você é mesmo irritante.
Ele riu e tirou o casaco, começando a dançar. Eu ri bastante.
-Vem dançar logo.
-Não sei dançar. - inventei uma desculpa.
-É só se mexer.
Ele fez um movimento muito engraçado. Parecia mais uma minhoca. Eu não parava de rir.
-É mais divertido te ver dançar.
Ele parou e fez a cara que meu pai fazia quando ia me dar bronca. Vindo até o carro e parando na minha frente. Ele me puxou e quase me derrubou no chão. Dei um gritinho. Ele me colocou em pé na frente dele.
-Você tem que deixar de ser velha e se divertir um pouco. Quantos anos você tem? - ele perguntou.
-25.
-Você parece uma velha de 50 anos, se bobiar, até elas são mais animadas que você.
Eu ia xingá-lo, mas a minha educação de guia me ensinou a contornar essas vontades.
Fui em direção ao carro. Ele estava me provocando. Não ia deixar isso barato.
Aumentei mais o volume da musica. Olhei para ele e comecei a tirar meu casaco. Ele me olhava de cima a baixo.
-Uau. Era isso que você estava escondendo de mim?
Meu vestido preto grudadinho e fino me deixava com frio. Mas se ia impressiona-lo, tinha que ser o serviço completo.
-Você está linda nesse vestido.
Comecei a dançar indo na direção dele.
-A baba ta escorrendo aqui no cantinho, Sykes. - eu disse sorrindo.
-Não quer limpar para mim não?
-Eu tenho cara de babá para ficar limpando baba de criança?
Ele riu. Agora dançamos juntos. Deixei me levar pela musica eletrônica... Fazia tempo que não dançava desse jeito.
Ele me puxou pela cintura, para mais perto dele. Coloquei a mão em seus cabelos. Estávamos nos divertindo mesmo. Quando algum celular fez barulho, mas não era o meu.
(Parar)
-Merda. - ele xingou.
-Que foi? - perguntei assustada.
-São 10:30 já. Se você quer chegar cedo no hotel.
-Nathan, se não fosse meu trabalho, eu não tava nem ligando.
-Eu sei. Podemos ir embora.
Entramos no carro e ele diminuiu o rádio. Porém eu estava rindo.
-Essa é a melhor noite que eu já tive em Londres. - eu disse. - Quero dizer foi a única.
-Eu já sabia disso.
Ele ligou o carro e andou.
-Você não tem mesmo namorada, Nathan? - eu quis saber.
-Não. Já disse que sempre fui sozinho. E se tivesse depois dessa noite, ela teria terminado comigo. Tinha uma mulher me agarrando enquanto dançávamos sabe?
Eu ri.
-Mentira... Jura? Que safada!
Nós rimos.
-E você lá no Brasil?
-Não. Eu... Não me interesso muito por isso.
-Por que você é lésbica?
-Não, seu idiota! - eu disse rindo. -Nunca achei a pessoa certa.
-Sei. É complicado mesmo. E do jeito que você é sabe? Veeelha... Não namoraria com você. - ele olhou para a minha cara esperando uma resposta.
-Também não namoraria você. É muito novo para mim.
-Sou mais velho que você. Tenho 26.
-Mas você é como uma criança irresponsável.
-Se fosse irresponsável não estaria te levando para casa agora.
Ta bom, eu não tive mais resposta para competir com ele. Ficamos em silêncio por alguns minutos, escutando a musica.
-Amanhã a gente podia se ver de novo. - ele disse quebrando o silêncio e pude sentir animação em sua voz.
-Meu voo é logo de manhã. Então teríamos que voltar bem mais cedo. Amanhã é o tipico dia que eu não durmo. Arrumar as minhas malas e deixar tudo pronto para logo de manhã já orientar os turistas. Senão fica gente para trás.
-Já aconteceu com você? Deixar turista para trás?
-Comigo não. Mas com uma amiga minha sim. Não foi nada legal para ela. Por isso sou bem focada no meu trabalho sabe? Não me divirto muito.
-Sei... Mas vai dar tudo certo. Você tem o medo de acontecer e isso te faz redobrar a atenção.
Eu realmente gostava da companhia dele. Me perguntava como não o tinha conhecido antes? Já tinha dois anos que fazia viagens para Londres e muitas vezes passava pelos mesmos lugares.
-Então o mesmo horário amanhã? - ele perguntou.
Olhei para ele. Queria vê-lo amanhã... Mas o meu trabalho...
-Pode ser. Pode pelo menos me dizer que roupa eu devo colocar? Chique ou esportiva?
Ele ficou alguns minutos em silêncio. Será que ele tinha me escutado?
-Oiee? Terra chamando Nathan.
-Me de um tempo para pensar onde te levo amanhã. - ele disse.
Demorou um cinco minutos:
-Já sei. Ótimo lugar.
-Onde? - perguntei curiosa.
-Roupa chique.
Foi somente isso que ele disse.
-Ta okay.
Paramos em frente ao hotel. Olhei para o painel. O relógio estava aceso e mostrava 11:40. Ta, era um bom horário. Tinha valido a pena.
-Obrigada por hoje Nathan. Foi realmente lindo. Desculpa por ter te chamado de... Irresponsável.
-Ta tudo bem. Que bom que você gostou. Eu que agradeço. Você me tirou do tédio hoje.
Nós rimos.
-Então até amanhã. - eu disse saindo do carro.
-Quer que te leve até o elevador? - ele sorriu.
-Não, ta tudo bem. Acho que consigo encontrar o caminho... Boa noite.
Ele riu e respondeu:
-Dorme bem e não vá sonhar comigo.
-A mesma coisa para você.
Ele acelerou o carro e eu entrei no hotel.
Cheguei no quarto e tomei um banho. 00:10 era uma hora ótima para dormir. Fui procurar meu celular na bolsa para por de despertador, mas ele não estava lá. Procurei nos bolsos do casaco e ai eu me lembrei. Meu celular tinha ficado no bolso dele. Meu Deus. Toda a minha agenda tava lá. O que eu ia por para me despertar agora? O que eu ia fazer sem meu celular?
O único jeito era pedir a recepção do hotel né?

Nota: Heey de novo gente... Espero que tenham gostado desse capítulo novo e não esqueçam de dizer o que acharam por aqui ou pelo meu twitter, por favor. Obrigada por lerem. ;)


terça-feira, 12 de março de 2013

Capítulo 1 - Till I Found You...


Eu mostrei o parque para todos os turistas.
O vento soprava devagar. Fazendo alguns fios virem a minha boca.
Todos eles estavam animados com a ideia de estar pela primeira vez em um parque europeu.
Eu olhava ao redor... Londres era o meu lugar favorito e já estava acostumada a vir pelo menos duas vezes ao ano. O meu emprego e a minha obsessiva paixão tinham me feito especialista na cidade.
-Okay, pessoal. Duas horas de lazer aqui. Vocês podem fazer o piquenique de vocês, tirarem suas fotos, mas peço para não saírem do parque e qualquer coisa que precisarem, eu estarei ao redor.
Alguns se reuniram para comer, outros corriam com suas câmeras para lá e para cá. Em duvida sobre o que fotografavam.
Me lembrei da minha primeira vez em Londres e sorri. Tinha sido exatamente assim. Sem contar a parte em que chorei a primeira vez que vi o Big Ben. Resolvi caminhar, mas não podia me distanciar do grupo. Então parei na pequena ponte do parque o fiquei observando o calmo lago.
Pequenos peixes nadavam nele. Reparava suas cores e como nadavam devagar. Boa vida.
-É realmente fascinante, né?
Eu olhei para o lado para ver qual dos turistas estava falando comigo, porém ele não era um turista. Seu rosto perfeito me era familiar.
-É. A natureza é realmente incrível. - disse a ele.
-Você não é daqui. - ele disse olhando para o grupo de turistas que faziam o piquenique.
Ele era europeu. Sabia por causa de seu inglês perfeito.
-Não. Eu sou do Brasil.
-Brasil. - ele disse pensativo. - Eu estive lá duas vezes.
-Eu você gostou?
-Moraria lá se pudesse.
-Você não sabe o que diz. Londres é muito boa para se morar. É mais tranquila, fresca...
-Porque? Você mora aqui? - ele quis saber.
-Não, mas é um sonho de criança.
-Por que não fica então? - ele perguntou sorrindo.
Alguma coisa em seu sorriso também me era familiar. Porém não tinha amigos em Londres. Me dedicava sempre ao meu trabalho. Nunca podia abandonar meu grupo.
-Ta vendo aquelas pessoas ali e lá? - eu disse apontando para o grupo que tirava foto e depois para os do piquenique, que ele já havia notado. - Eles são meus passageiros. Eu sou guia de turismo. Não tenho como morar aqui. Não agora pelo menos.
-Guia de turismo? Que legal. Mas você é guia só de Londres? Perdoa a minha curiosidade.
-Tudo bem. Sou especializada em Londres no internacional, mas sou guia no Brasil também.
-Parece ser uma profissão legal.
-É sim. Sempre gostei de Londres e meu sonho sempre foi vir para cá. Enquanto eu não moro, duas vezes por ano eu trago turistas, dá para se contentar.
Nesse momento um dos passageiros veio me chamar. Estava tendo dificuldades para entender o Inglês.
Eu fiquei meio chateada. Estava gostando de conversar com o estranho.
-Com licença. - disse a ele.
Fui resolver o problema dos turistas, o que demorou um pouco e depois voltei para a ponte e fiquei feliz por ver que ele ainda estava lá.
Sorri e percebi que quando ele me viu abriu um lindo sorriso. E me veio de novo a sensação familiar.
Era impossível. Da onde eu o conhecia?
-Você ainda está aqui! - eu disse animada até demais.
-Eu esqueci de perguntar o seu nome.
Fofo da parte dele.
-Ana Carolina. Você pode me chamar de Carol.
-É uma prazer te conhecer. Eu sou o Nathan. - ele disse apertando a minha mão.
Uns quinhentos dejávus passaram pela minha cabeça. Eu comecei a rir, descontroladamente.
-Qual é a graça? - ele quis saber levantando uma de suas sobrancelhas. E me perguntei como não o reconheci?
-Se fosse a um tempo atrás eu teria te abraçado, pedido um autógrafo e uma foto. E com certeza estaria chorando ou gritando. Sabia que te conhecia de algum lugar.
Ele gargalhou e perguntou:
-Você era fan da banda?
-Sabia todas as musicas. E ainda sei algumas. Vocês eram... Perfeitos.
-Obrigada. Foi uma grande... Coinsidência não acha?
-Demais.
Nós sorrimos juntos.
-Eu fui em um show de vocês no Rio de Janeiro. - disse a ele.
-E você gostou?
-Ta brincando, né? Eu fiquei o dia seguinte todo sem falar. Estava rouca de tanto cantar... E gritar claro.
-Causo esse efeitos nas pessoas. - ele piscou um olho.
Fiquei meio sem reação na hora que ele disse isso. Mas tentei não demonstrar, dizendo:
-Você não mudou nada. Nossa e os Wanted Wednesdays?
-Você lembra! - ele afirmou animado.
-Claro, eu morria de rir com os videos que vocês faziam.
-É nós eramos meio... bagunceiros? - ele disse como se esperando eu confirmar.
Meio? Não disse a ele isso obvio. Eles eram super vida louca... Porém uns amores. Sempre se preocupavam com o que as fans pensavam. Mas era difícil saber qual era o mais maluco... Eles tinham sérios problemas.
-E os outros como estão? - eu quis saber.
-Siva e Nare, casados. Tom e Kelsey, também casados. Max vai ser pai. Jay namorando...
-Nossa! Uau!
Eu estava realmente impressionada. Eu passei algum tempo da minha vida vendo esses meninos "crescerem". Como as coisas mudam rápido.
-E você? - eu quis saber.
-Você sabe. Eu sempre fui o sozinho.
-Por que você quer. - Oh, meu Deus. Eu não tinha falado isso.
-Perdão? Não te entendi.
-Ah... Você é bonito, famoso, canta bem. Nossa, eu sonhava em namorar você. - eu ri. Mas depois fiquei com um pouco de vergonha pelo o que tinha dito. Que bom que ele passou por cima. Acho que tinha entendido que eu fiquei sem graça... Será que eu tinha corado?
-É, mas foi falta da pessoa certa entende?
-Entendo. - disse olhando para o chão. Realmente entendia aquilo.

...

Olhei para o relógio. Já tinha que ir embora. Os turistas já estavam se recolhendo para me esperarem.
-É. Já está na minha hora.
-Quando você volta para o...? - ele quis saber.
-Rio. Depois de amanhã. Foi um prazer conhecer você Nathan. Eu nem acredito.
-Você passa o dia inteiro cuidando das crianças? Ou você tem algum tempo para explorar a cidade?
Eu ri com a pergunta dele.
-Depois das oito todos tem que estar no hotel. Mas eu posso sair para dar uma volta.
-Você quer dar uma volta comigo hoje a noite? Talvez jantar?
-Não sei não. Eu tenho que está acordada antes de todos. Bem cedo. - eu tentava explicar.
-Só uma volta, um jantar. Prometo que antes das onze você estará voltando.
Tudo bem, eu estava trabalhando. Mas acho que um jantar não ia fazer mal a ninguém.
-Tudo bem. Me pega no hotel Royal National as oito mesmo. Estarei no saguão te esperando. - disse a ele.
-É aquele perto da Russell né?
-É ele sim.
-Você não irá se arrender. - ele piscou um olho.
Porque ele fazia isso? Aquele olho dele era... Hipnotizante.
-Ta okay. - eu disse sorrindo, tentando sair do transe que seus olhos me causaram.
Fomos nos cumprimentar com o um beijo no rosto, mas fomos para o mesmo lado. Quase demos um selinho.
Parei, olhei pra ele e ri. Fiquei com um pouco de vergonha. Com certeza, tinha ficado vermelha.
Tentamos de novo e dessa vez, foi certo.
-Tchau. - me virei para ir embora.
Quando já estava quase no final da ponte, ele me chamou:
-Carol, qual sua culinária favorita? Não venha com esse negócio de me surpreenda que eu não sou muito bom nisso.
-Italiana. - eu disse sem conseguir segurar o riso.
-Okay. Me espere. E não se atrase.
-Digo o mesmo a você. - sorri.
Ele sorriu de volta e saímos por lados opostos da ponte.


Nota: Gente, espero que vocês tenham gostado... Se quiserem deixar comentários ou gritar comigo no twitter (@anjocaro), a vontade. Mas não deixem de me dizer o que acharam...
Beijos e até o próximo capítulo. ;)

segunda-feira, 11 de março de 2013


Prólogo: Desde pequena eu sempre sonhei em ir para Londres. Não sei porque, aquele cidade tinha uma coisa que me atraia, como um imã. Se bobiar, já nasci querendo morar lá.
Minha família nunca foi rica, batalhei por tudo isso, pelo meu emprego de guia de turismo e por todas as viagens que eu já havia feito... O que eu não sabia é que todo esse sentimento por Londres não era em vão. Ela sempre guardou algo para mim. Algo que nunca imaginei acontecer...