sábado, 10 de janeiro de 2015

Capítulo 12 - It's going down, down, down...

Nota: Coloquem Jason Walker - Down para tocar quando eu disser (PLAY) e parem quando eu disser (STOP).

Aline's POV

Jay correu até a esquina tentando acalçar Carol.
-Jay, deixa ela! - falei alto para que ele conseguisse me ouvir através da confusão.
-Acho melhor levarmos a Danielle ao hospital. - disse Tom com cara de nojo.
Quando me virei e vi o porque de sua cara, realmente tive vontade de vomitar.
Até Nathan que acabara de ser levado pelos paramédicos estava com a cara mais inteira do que a dela.
-Duas brigas no mesmo dia. - Tom deu um sorrisinho sarcástico.
-Tomara que a cara dela fique deformada. Ela merece, estúpida. - disse antes de me voltar para Jay.
-Vou atrás de Carol. -  ele disse.
-Não. Eu vou atrás dela... Vai para o hospital e me mantenha informada sobre Nathan. - disse vendo Max e Siva aparecerem com os carros.
Expliquei a Max que Carol precisava de mim, agora e mais do que nunca.
Ele concordou, todos se ajeitaram nos carros e partiram me deixando sozinha na rua.
A questão era, onde estava Carol?
Meu celular tocou com uma mensagem:
"Você poderia ter evitado tudo isso... 
O seu colega é mais rápido do que eu pensava. O que aconteceria se Carolina descobrisse que você é responsável pela morte de uma das pessoas que ela mais ama?
A minha proposta ainda está de pé, gata. Ou terei que matar mais alguém?
Com amor, Rick."

O que?
Não! Não! Não! Isso não pode estar acontecendo. Não, ele estava brincando.
Havia sido um acidente.
A rua estava vazia e escura, aquela hora da madrugada quase não se passava carro.
Justamente na hora que Carol e Nathan estavam saindo?
Fui até a calçada e me sentei no chão. Lágrimas caiam sobre a tela do meu telefone, que ainda estava aberto em sua mensagem.
"Ou terei que matar mais alguém?"
"Ou terei que matar mais alguém?"
"Ou terei que matar mais alguém?"
Era a única frase que martelava a minha cabeça... Basta!
Nathan não podia morrer. Ninguém ia morrer... Iria dar um fim nisso, para sempre.
...
Max's POV

Estávamos na sala de espera do hospital.
Enquanto Jay contava a todo mundo o que ele havia visto da varanda comigo, Tom estava isolado na varanda do hospital.
Abri a porta de vidro e fui até ele.
-O que foi, cara? - perguntei.
-Serei o próximo, Max...
Ele sussurrou e achei que não havia entendido.
-O que? Próximo? Hã?
-Lembra que eu disse que estavam tentando nos matar? Primeiro foi você ao hospital, depois Siva e Jay... Agora o Nathan.
-Tom, você está falando besteira, cara. - disse, mas senti todos os pelos do meu corpo se arrepiarem.
-Não, Max! Sério, será que só eu to vendo isso? Tem algo errado, você não acha?
-Ainda acho que você está exagerando... Quem iria querer nos matar?
-Não sei... - ele suspirou.
Olhei para o céu e fiquei calado, apenas admirando as estrelas daquela quente noite em Londres. Era para ser uma noite de festa, linda, mas tudo foi por água abaixo em questão de poucos minutos.
-E por que motivo? - sussurrei esperando que ele tivesse me escutado.
-Vingança, ou quer algum de nós fora do caminho ou todos... Quem sabe?
Mais uma vez o silêncio se abateu sobre nós... Senti que aquela noite ia ser longa. Bem longa.
...
Aline's POV
O único lugar, e o mais óbvio, em que Carolina poderia estar, era o hotel... Em seu quarto. 
Fui até ele e tive sorte de meu nome estar na lista de pessoas autorizadas a subir sem que precisassem ligar para ela. 
(PLAY)
O elevador subiu devagar. 
Cheguei a segundo andar, indo até a porta do quarto 202. 
Meus saltos fazendo eco no corredor vazio. 
Bati na porta e ela se abriu com meu esforço. 
O quarto estava escuro, apenas a luz do corredor o iluminou. 
-Amiga? - perguntei da porta. 
Fui avisada de que Carol estava no banheiro por causa do barulho que ela estava fazendo... E o que estava acontecendo?
Corri até o banheiro e me assustei tanto, que os pelos de meus braços se eriçaram. 
Carol estava debruçada sobre o vaso, colocando tudo o que havia comido e toda a bebida pra fora. 
Corri e prendi seu cabelo. Ouvia seu choro através de seu refluxo... Ela tossia. 
Olhei ao redor.., O banheiro estava todo revirado. Coisas jogadas pelo chão.
Olhei para as mãos de minha amiga e vi os machucados nos nós de suas mãos, devido aos socos que tinha dado em Danielle. 
Ela apertou a descarga e chorou, gritava... 
-Shiu! Eu to aqui com você, amiga. - disse a puxando para o meu colo.
Seu choro ainda fazia eco no banheiro. Um grito de pavor veio misturado a ele. 
-Vai ficar tudo bem. - disse a ela querendo acreditar. 
Nunca havia visto a minha amiga tão destruída. Senti dor... Culpa. 
-Por que? - ela surrou lutando com seu choro. - Por que com ele, Aline?
-Eu sinto muito. 
Uma lágrima escorreu pelo meu rosto e por alguns minutos ficamos em silêncio, apenas escutando o fungar de nossos choros. 
-Isso vai passar, amiga. Vai acabar. Eu te prometo... - sussurrei acariciando seus cabelos. 
-Como?  - ela sussurrou de volta. 
-Apenas confie em mim. 
Eu sabia como. Ele estava me esperando e planejou isso desde o início. Era difícil admitir, mas no final de tudo, ele havia ganhado.
(STOP)
...

Passaram-se o que me pareceram horas. Carol adormeceu em meus braços, no chão do banheiro. 
Sua passagem de volta ao Brasil estava marcada para hoje a tarde, mas depois de tudo o que aconteceu, creio que ela não voltaria tão cedo. 
Vi uma pequena claridade na janela e percebi que estava amanhecendo. 
-Olá? 
Escutei alguém chamar da porta e me lembrei de que quando entrei no quarto, deixei a porta aberta. 
Jay apareceu segundos depois na porta do banheiro e se ajoelhou ao nosso lado. 
-Ela ta bem? - ele perguntou tirando as mechas de cabelo que estavam no rosto de Carol. 
-Chorou a noite toda. - sussurrei. - Ainda bem que dormiu. Não sei mais o que dizer a ela...
Tentei me mexer, mas meus braços estavam dormentes de estar na mesma posição por várias horas. 
-Me ajuda a colocá-la na cama, Jay? 
Jay a pegou no colo e tirou seu peso de cima de mim. 
Continuei um tempo sentada no banheiro, levando o choque da realidade que foi noite passada. Senti uma lágrima escorrer. Me senti culpada... Nada disso teria acontecido se...
-Você está bem, Aline? - Jay voltou ao banheiro. 
-Acho que sim, Jay. E o Nathan? Como estão as coisas lá no hospital?
-Nathan está em coma. Disseram que a pancada foi forte, ele foi operado para estabilizarem uma hemorragia que estava no baço. 
Fiz sinal para que Jay falasse mais baixo. A qualquer momento Carol podia acordar e não queria que ela ouvisse isso tudo. Não agora. 
Jay sentou ao meu lado no chão. 
-Max levou Danielle em casa. 
-Ele fez o que? - perguntei tensa. 
-Sem ciúmes agora, Aline. Por favor. A Carol desfigurou o rosto dela... Ela levou alguns pontos e o médico pediu descanso. 
-Desculpa. Não sabia que tinha sido desse jeito. - disse arrependida. - Mas vai ficar com muitas marcas?
- O médico disse que ela é nova, os arranhões e cortes sumirão. Vai demorar um tempinho, mas sumirão. 
-Eu preciso tomar um banho e clarear a mente. Tem uma coisa que preciso resolver. - disse ainda sussurrando. 
Jay me ajudou a levantar. 
-Você pode ficar com a Carol um tempinho? Não quero que ela esteja sozinha quando acordar. - pedi. 
-Qualquer coisa é melhor que o hospital. Ainda tenho arrepios quando passo por aquela porta. - Jay esboçou um sorriso, o que por alguns segundos me fez sorrir. Mas a tensão voltou ao meu corpo. 
O abracei e sai do quarto. 
...


Entrei no meu apartamento e ele parecia mal assombrado. 
Os vestígios da festa ainda estavam por todos os lados, porém tudo estava vazio e silencioso. 
Tirei meus saltos e caminhei devagar. Max podia estar dormindo e não queria acordá-lo para que ele questionasse aonde eu iria. 
Para a minha sorte, tudo estava vazio. Ele ainda não havia voltado pra casa e eu imaginava porque... Todos nós estávamos em choque, assustados e cansados. Max deve ter ficado com Tom e Siva, já que passei a noite com Carol. 
Fui até o banheiro e encarei meu reflexo no espelho. 
Apesar de não ter acontecido nada comigo, meu rosto refletia uma morta viva. Estava pálida com os olhos fundos e as olheiras roxas ao redor deles os davam um aspecto ainda mais horrendo. 
Tirei meu vestido e entrei no banho quente. A manhã havia esfriado um pouco, típica de Londres. 
Vesti uma calça jeans e um moletom. 
Estava parecendo um pijama, mas para o que eu ia fazer, não tinha a mínima vontade de me arrumar. 
Peguei meu telefone e com lágrimas nos olhos, aceitei o inevitável apertando o número de discar. 



Nota: Sei que já pedi várias vezes desculpas pela demora e mais uma vez estou aqui implorando a vocês, leitores que me perdoem. A falta de criatividade e tempo tem me consumido de uma maneira incrível.
Espero que tenham gostado desse capítulo e peço a vocês paciência comigo. ;)
Prometo que não vou abandonar vocês.
Obrigada por todo o apoio que vocês tem me dado e até o próximo.