sábado, 10 de janeiro de 2015

Capítulo 12 - It's going down, down, down...

Nota: Coloquem Jason Walker - Down para tocar quando eu disser (PLAY) e parem quando eu disser (STOP).

Aline's POV

Jay correu até a esquina tentando acalçar Carol.
-Jay, deixa ela! - falei alto para que ele conseguisse me ouvir através da confusão.
-Acho melhor levarmos a Danielle ao hospital. - disse Tom com cara de nojo.
Quando me virei e vi o porque de sua cara, realmente tive vontade de vomitar.
Até Nathan que acabara de ser levado pelos paramédicos estava com a cara mais inteira do que a dela.
-Duas brigas no mesmo dia. - Tom deu um sorrisinho sarcástico.
-Tomara que a cara dela fique deformada. Ela merece, estúpida. - disse antes de me voltar para Jay.
-Vou atrás de Carol. -  ele disse.
-Não. Eu vou atrás dela... Vai para o hospital e me mantenha informada sobre Nathan. - disse vendo Max e Siva aparecerem com os carros.
Expliquei a Max que Carol precisava de mim, agora e mais do que nunca.
Ele concordou, todos se ajeitaram nos carros e partiram me deixando sozinha na rua.
A questão era, onde estava Carol?
Meu celular tocou com uma mensagem:
"Você poderia ter evitado tudo isso... 
O seu colega é mais rápido do que eu pensava. O que aconteceria se Carolina descobrisse que você é responsável pela morte de uma das pessoas que ela mais ama?
A minha proposta ainda está de pé, gata. Ou terei que matar mais alguém?
Com amor, Rick."

O que?
Não! Não! Não! Isso não pode estar acontecendo. Não, ele estava brincando.
Havia sido um acidente.
A rua estava vazia e escura, aquela hora da madrugada quase não se passava carro.
Justamente na hora que Carol e Nathan estavam saindo?
Fui até a calçada e me sentei no chão. Lágrimas caiam sobre a tela do meu telefone, que ainda estava aberto em sua mensagem.
"Ou terei que matar mais alguém?"
"Ou terei que matar mais alguém?"
"Ou terei que matar mais alguém?"
Era a única frase que martelava a minha cabeça... Basta!
Nathan não podia morrer. Ninguém ia morrer... Iria dar um fim nisso, para sempre.
...
Max's POV

Estávamos na sala de espera do hospital.
Enquanto Jay contava a todo mundo o que ele havia visto da varanda comigo, Tom estava isolado na varanda do hospital.
Abri a porta de vidro e fui até ele.
-O que foi, cara? - perguntei.
-Serei o próximo, Max...
Ele sussurrou e achei que não havia entendido.
-O que? Próximo? Hã?
-Lembra que eu disse que estavam tentando nos matar? Primeiro foi você ao hospital, depois Siva e Jay... Agora o Nathan.
-Tom, você está falando besteira, cara. - disse, mas senti todos os pelos do meu corpo se arrepiarem.
-Não, Max! Sério, será que só eu to vendo isso? Tem algo errado, você não acha?
-Ainda acho que você está exagerando... Quem iria querer nos matar?
-Não sei... - ele suspirou.
Olhei para o céu e fiquei calado, apenas admirando as estrelas daquela quente noite em Londres. Era para ser uma noite de festa, linda, mas tudo foi por água abaixo em questão de poucos minutos.
-E por que motivo? - sussurrei esperando que ele tivesse me escutado.
-Vingança, ou quer algum de nós fora do caminho ou todos... Quem sabe?
Mais uma vez o silêncio se abateu sobre nós... Senti que aquela noite ia ser longa. Bem longa.
...
Aline's POV
O único lugar, e o mais óbvio, em que Carolina poderia estar, era o hotel... Em seu quarto. 
Fui até ele e tive sorte de meu nome estar na lista de pessoas autorizadas a subir sem que precisassem ligar para ela. 
(PLAY)
O elevador subiu devagar. 
Cheguei a segundo andar, indo até a porta do quarto 202. 
Meus saltos fazendo eco no corredor vazio. 
Bati na porta e ela se abriu com meu esforço. 
O quarto estava escuro, apenas a luz do corredor o iluminou. 
-Amiga? - perguntei da porta. 
Fui avisada de que Carol estava no banheiro por causa do barulho que ela estava fazendo... E o que estava acontecendo?
Corri até o banheiro e me assustei tanto, que os pelos de meus braços se eriçaram. 
Carol estava debruçada sobre o vaso, colocando tudo o que havia comido e toda a bebida pra fora. 
Corri e prendi seu cabelo. Ouvia seu choro através de seu refluxo... Ela tossia. 
Olhei ao redor.., O banheiro estava todo revirado. Coisas jogadas pelo chão.
Olhei para as mãos de minha amiga e vi os machucados nos nós de suas mãos, devido aos socos que tinha dado em Danielle. 
Ela apertou a descarga e chorou, gritava... 
-Shiu! Eu to aqui com você, amiga. - disse a puxando para o meu colo.
Seu choro ainda fazia eco no banheiro. Um grito de pavor veio misturado a ele. 
-Vai ficar tudo bem. - disse a ela querendo acreditar. 
Nunca havia visto a minha amiga tão destruída. Senti dor... Culpa. 
-Por que? - ela surrou lutando com seu choro. - Por que com ele, Aline?
-Eu sinto muito. 
Uma lágrima escorreu pelo meu rosto e por alguns minutos ficamos em silêncio, apenas escutando o fungar de nossos choros. 
-Isso vai passar, amiga. Vai acabar. Eu te prometo... - sussurrei acariciando seus cabelos. 
-Como?  - ela sussurrou de volta. 
-Apenas confie em mim. 
Eu sabia como. Ele estava me esperando e planejou isso desde o início. Era difícil admitir, mas no final de tudo, ele havia ganhado.
(STOP)
...

Passaram-se o que me pareceram horas. Carol adormeceu em meus braços, no chão do banheiro. 
Sua passagem de volta ao Brasil estava marcada para hoje a tarde, mas depois de tudo o que aconteceu, creio que ela não voltaria tão cedo. 
Vi uma pequena claridade na janela e percebi que estava amanhecendo. 
-Olá? 
Escutei alguém chamar da porta e me lembrei de que quando entrei no quarto, deixei a porta aberta. 
Jay apareceu segundos depois na porta do banheiro e se ajoelhou ao nosso lado. 
-Ela ta bem? - ele perguntou tirando as mechas de cabelo que estavam no rosto de Carol. 
-Chorou a noite toda. - sussurrei. - Ainda bem que dormiu. Não sei mais o que dizer a ela...
Tentei me mexer, mas meus braços estavam dormentes de estar na mesma posição por várias horas. 
-Me ajuda a colocá-la na cama, Jay? 
Jay a pegou no colo e tirou seu peso de cima de mim. 
Continuei um tempo sentada no banheiro, levando o choque da realidade que foi noite passada. Senti uma lágrima escorrer. Me senti culpada... Nada disso teria acontecido se...
-Você está bem, Aline? - Jay voltou ao banheiro. 
-Acho que sim, Jay. E o Nathan? Como estão as coisas lá no hospital?
-Nathan está em coma. Disseram que a pancada foi forte, ele foi operado para estabilizarem uma hemorragia que estava no baço. 
Fiz sinal para que Jay falasse mais baixo. A qualquer momento Carol podia acordar e não queria que ela ouvisse isso tudo. Não agora. 
Jay sentou ao meu lado no chão. 
-Max levou Danielle em casa. 
-Ele fez o que? - perguntei tensa. 
-Sem ciúmes agora, Aline. Por favor. A Carol desfigurou o rosto dela... Ela levou alguns pontos e o médico pediu descanso. 
-Desculpa. Não sabia que tinha sido desse jeito. - disse arrependida. - Mas vai ficar com muitas marcas?
- O médico disse que ela é nova, os arranhões e cortes sumirão. Vai demorar um tempinho, mas sumirão. 
-Eu preciso tomar um banho e clarear a mente. Tem uma coisa que preciso resolver. - disse ainda sussurrando. 
Jay me ajudou a levantar. 
-Você pode ficar com a Carol um tempinho? Não quero que ela esteja sozinha quando acordar. - pedi. 
-Qualquer coisa é melhor que o hospital. Ainda tenho arrepios quando passo por aquela porta. - Jay esboçou um sorriso, o que por alguns segundos me fez sorrir. Mas a tensão voltou ao meu corpo. 
O abracei e sai do quarto. 
...


Entrei no meu apartamento e ele parecia mal assombrado. 
Os vestígios da festa ainda estavam por todos os lados, porém tudo estava vazio e silencioso. 
Tirei meus saltos e caminhei devagar. Max podia estar dormindo e não queria acordá-lo para que ele questionasse aonde eu iria. 
Para a minha sorte, tudo estava vazio. Ele ainda não havia voltado pra casa e eu imaginava porque... Todos nós estávamos em choque, assustados e cansados. Max deve ter ficado com Tom e Siva, já que passei a noite com Carol. 
Fui até o banheiro e encarei meu reflexo no espelho. 
Apesar de não ter acontecido nada comigo, meu rosto refletia uma morta viva. Estava pálida com os olhos fundos e as olheiras roxas ao redor deles os davam um aspecto ainda mais horrendo. 
Tirei meu vestido e entrei no banho quente. A manhã havia esfriado um pouco, típica de Londres. 
Vesti uma calça jeans e um moletom. 
Estava parecendo um pijama, mas para o que eu ia fazer, não tinha a mínima vontade de me arrumar. 
Peguei meu telefone e com lágrimas nos olhos, aceitei o inevitável apertando o número de discar. 



Nota: Sei que já pedi várias vezes desculpas pela demora e mais uma vez estou aqui implorando a vocês, leitores que me perdoem. A falta de criatividade e tempo tem me consumido de uma maneira incrível.
Espero que tenham gostado desse capítulo e peço a vocês paciência comigo. ;)
Prometo que não vou abandonar vocês.
Obrigada por todo o apoio que vocês tem me dado e até o próximo.

domingo, 26 de outubro de 2014

Capítulo 11 - Pain... Angry

Carol's POV

-Vou pegar uma bebida que a minha acabou. - Nathan disse.
-Deixa, eu pego!
Me levantei e fui correndo a cozinha. Abri a geladeira e havia tantas marcas de cerveja que fiquei na duvida de qual Nathan estava bebendo.
-Talvez devesse ter deixado você vir buscar mesmo. - pensei alto.
-Além de falar sozinha igual a uma retardada, não conhece a cerveja do homem que ela ama.
Fechei a porta da geladeira e respirei fundo. Quando me virei, lá estava ela.
-Com licença, você disse alguma coisa? Acho que eu escutei alguém latindo. - disse a encarando.
-Não vou cair no seu jogo. Está tão claro que está quase se jogando no colo dele para chamar atenção.
-Eu não preciso disso, conquisto ele com uma conversa fácil. Ao contrário de certas pessoas. Quantas vezes você teve que dá pra ele, hein?
-Vou acabar com você!
O que aconteceu a seguir foi tão rápido.
Em um segundo ela estava vindo pra cima de mim e no outro estávamos rolando pelo chão da cozinha.
O ódio me consumia e resolvi colocar todo ele em minhas mãos.
Sentia meu cabelo ser puxado e fui atirada em direção a pia, fazendo cair tabuleiros de comida.
Danielle estava em cima de mim, mas não ia deixar isso barato. Agarrei-a com as minhas duas pernas e girei, fazendo-a ficar embaixo.
-Sua piranha, vadia, cachorra! Você fica longe de mim. - disse lhe acertando dois socos. Danielle agarrou meus cabelos mais uma vez e de novo rolamos pelo chão.
Os nós da minha mão queimavam e senti minha boca sangrar.
-O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? - Aline chegou e nos viu rolando pelo chão.
Senti Aline a puxar de cima de mim, o que foi mais fácil acertá-la com mais um soco.
-PARA, CAROL! SAI PRA LÁ! - ela gritava tentando nos separar.
Mas era em vão. Aline era uma para segurar duas pessoas que realmente queriam se matar.
-MAX! NATHAN! ALGUÉM ME AJUDA! - ela gritou.
Imediatamente, a festa inteira apareceu.
-O que? - escutei a voz de Nathan.
Max segurou Danielle, mas ainda queria matá-la. Fui na direção dela, mas Jay me tirou do chão me segurando pelas pernas.
-Calma ai, baixinha. Chega de briga! - Jay falou me levando para o outro lado da cozinha.
-Me põe no chão, Jay.
-Nathan ela me atacou. - Danielle falou fazendo voz de choro.
-Por que? Carol, o que houve? - Nathan perguntou.
-Ela é uma piranha mentirosa! Me larga, Jay!!! - gritei o mais alto que pude.
-Só se você prometer que não vai tentar bater na piranha mentirosa de novo. - Jay brincou o que me fez rir.
Ao me colocar no chão, senti um cheiro de puro álcool em sua boca.
-Você é uma mentirosa! Ela não sabia o tipo de cerveja que você gostava, eu vim dizer a ela e ela me atacou. - ela continuou.
-EU VOU ARRANCAR A SUA CABEÇA! MENTIROSA! - gritei mais um vez indo em direção a ela.
Jay me segurou mais uma vez.
-Para! Chega! Carolina chega! - Aline falou alto. - Sei que vocês se odeiam mas não quero ninguém rolando pelo chão da minha casa. Nathan, é melhor você tirar ela daqui.
Todos olhávamos um para o outro, reparei que o olho esquerdo de Danielle estava roxo e sangrando.
-Danielle, vem cá! Deixa eu te ajudar antes de você ir. - Nareesha ofereceu, direcionando seu olhar para a Aline.
Aline acentiu, dando permissão para Nareesha dar uma assistencia a Danielle antes de ela ir embora.
-Amiga, é melhor você colocar um gelo na sua boca. - ela disse se virando pra mim.
-Eu estou ótima! - disse segurando meu sorrisinho.
Ela olhou para mim e riu.
-Você realmente ta achando graça disso, Carolina?
Droga. Ele ainda estava lá... Nathan.
-Ta legal, gente! Vamos voltar para a festa. Já sairam muitas faíscas nessa cozinha. Não queremos ficar assistindo a mais. - Jay disse dispersando a multidão que ainda nos olhava.
Aline veio a minha direção.
-Cara, você vai ficar com um hematoma feio ai. - ela tocou a minha bochecha.
-De boa, amiga.
-Estarei na sala... Qualquer coisa, me chama. - ela disse saindo da cozinha.
...

-Você realmente acha essa cena bonita? - ele começou me interrogando.
-Nathan, não é o que você ta pensando. Eu não...
-Por que, hein, Carolina? Estávamos tendo uma noite ótima. É impossível não estragar as coisa?
-Vai a merda, Nathan. Não comece!
-O que? - ele pareceu surpreso.
Meu Deus, o que eu estava falando? Me senti um pouco tonta.
Ele se aproximou e o encarei de baixo. Nathan me cheirou.
-Agora você bebe? - ele perguntou arqueando a sobrancelha.
-Foram só dois copos.
-Você realmente está mudada mesmo. To vendo que está cada vez mais impossível ficar com você.
-Não, Nathan!
Ele saiu pela porta da cozinha. Corri atrás dele, passando pela festa.
Nathan saiu do apartamento e eu o segui.
-Aonde você vai? - perguntei.
-Embora! - ele disse chamando o elevador.
-Sem sua queridinha?
-Ela veio dirigindo no carro dela...
-Ah. - me calei quando o elevador chegou.
Entrei com ele.
-Sabe, não duvido muito que você tenha começado essa briga.
-O que? Você acredita nela? Acha que eu menti para você?
-Bem, não seria a primeira vez. Me surpreende a cada dia.
-Ela me atacou! - falei alto.
-As vezes me pergunto se realmente conheço você. Tudo o que me mostrou, me ensinou, tudo... Parece uma farsa. Estou me contentando em saber que aqueles dois dias no Brasil não eram você. Era uma máscara, para me mostrar o que eu queria ver.
O elevador abriu e senti o mundo desabar na minha cabeça.
Então era isso? Ele me achava uma falsa?
Sai do elevador antes dele e fui andando na frente.
-Quer saber? Você é um idiota, otário e babaca... Eu não sei onde eu estava com a cabeça de vir aqui. Você é uma completa perda de tempo. - disse por fim.
Um silêncio se abateu entre nós. A rua estava deserta e escura, combinando com a tensão que se instalou entre nós.
-Vai embora, Carol. Pra mim chega. Arrg, eu não acredito!
Ele virou de costas, passando a mão em seus cabelos. Ele estava nervoso e não sabia mais o que fazer.
-Eu odeio você. - disse fechando meus olhos. Uma lágrima caiu, e ela fez arder meu rosto machucado.
-Repete! Olha pra mim e repete!
-Eu. Odeio. Você.
-Não é verdade! Não está me olhando nos olhos.
-Aceite se quiser.
Me virei para a atravessar a rua.
É incrível em como questão de segundos, de um movimento, a sua vida toda muda. Escutei a freada de um carro, um empurrão muito forte e em questão de segundos, eu estava sendo jogada no outro lado da pista.
...

Jay's POV

-Olha, olha aquele casal lá embaixo discutindo! - disse a Max enquanto bebíamos uma cerveja na varanda.
-As vezes me acho sortudo por ter Aline.
-Pois é! - concordo. - Vocês nasceram um para o outro, cara.
-Obrigado, Jay. E a Jullia? Como vocês estão?
-Bem, gosto muito dela. Estamos mais nos conhecendo... Mas estou gostando de cada detalhe. Quem sabe.
-Fico feliz em saber que você sossegou um pouco! - riu Max.
-Huuum... OLHA O CARRO! OLHA O CARRO! MERDA! - gritei prestando atenção na cena.
-Droga! - escutei Max falar. - Atropelou? Estou sem meus óculos.
-Atropelou os dois. - confirmei.
-O que houve, meninos? - Aline se aproximou, junto com algumas pessoas que também escutaram meus gritos.
O casal que estava discutindo lá embaixo, havia atravessado a rua sem olhar e foram atropelados por um carro que vinha em alta velocidade.
-Um atropelamento. - Max disse.
-De quem? - Aline quis saber.
-Parecem um casal, saíram daqui do prédio... Estavam brigando. - expliquei.
Aline ficou pálida e Max teve que segurá-la, pois a impressão que tive, era que ela ia desmaiar.
-O que foi, amor? Quer ser sentar? Vou buscar uma água... - Max preocupou-se.
-Carol e Nathan saíram pela porta do apartamento a uns 10 minutos.
A explicação de Aline me deu um calafrio.
-Puta que pariu. Faltava essa.
Larguei minha cerveja na mesa e sai correndo em direção a saída da festa. Alguns curiosos vieram atrás. Não podia ser Nathan e Carol. Temia pelo pior.
O elevador demorou, meu nervosismo era tão grande, que desci do sexto andar pelas escadas.
...

Carol's POV

Abri meus olhos e tudo estava escuro...
Era incapaz de me mexer. Não sentia meu corpo, na verdade não sentia nada.
Senti o asfalto áspero contra a pele de meu rosto e comecei a processar onde estava e o que tinha acontecido.
Minha briga com Nathan, um carro, um barulho alto e... Fui arremessada do outro lado da rua.
-Moça, a senhorita está bem? Consegue se mexer?
Um homem desconhecido veio me perguntar.
Olhei para ele e forcei meu cérebro a alguma reação. Pernas, se mexeram, braços, também.
Será que tinha sido impressão minha?
-Acho que sim. - disse.
Consegui me sentar com a ajuda dele.
-Sente dor? O seu amigo te empurrou antes que o carro pudesse te atingir. Bateu a cabeça?
O que? Pensei no que ele havia me dito.
Meu amigo me empurrou? Sim, não estava sozinha... Nathan!
-A ambulância já foi acionada!
O homem continuou falando... Mas eu não escutava mais nada.
Me levantei e comecei a andar até a aglomeração de pessoas do outro lado da rua.
-Sai da frente! Saiam! - empurrei uma o outra.
A visão que tive me levou do chão ao inferno em segundos. Um grito saiu dos meus pulmões. O horror percorreu meus fios de cabelo até a ponta das minhas unhas dos pés.
Minhas pernas vacilaram e eu cai ao lado de seu corpo!
-NATHAN!!!! AAAAAAH!
Nathan estava deitado de costas. Sua cabeça sangrava, seu braço estava em um ângulo estranho pendendo em suas costas.
-CHAMEM UMA AMBULÂNCIA, PELO AMOR DE DEUS! - gritei, mas minha voz estava vacilando.
-Por favor, Nathan. Não!
Lutava para respirar, eu ia morrer. Não aguentava a dor que brotava em meu peito.
-Carol! Carol!
Jay veio em minha direção, ficando igualmente assustado quando me viu sentada ao lado de Nathan.
Logo atrás dele estavam Aline, Max, Siva, Tom e o resto da festa. Pessoas que eu nem me lembrava o nome.
-Oh, merda! - escutei a voz falha de Tom.
-Uma ambulância! - Kelsey gritou. - Já chamaram?
Mas a pergunta dela foi respondida pelo barulho da ambulância virando a esquina.
-Carol, está bem? - fui abraçada por Aline.
-Com licença! Abram caminho! - gritou o médico já vindo com maca e seus devidos aparelhos.
-Só ele de vítima? - ele me perguntou.
-Sim! - confirmei.
Sabia que não havia sido atingida. O empurrão que senti, havia sido ele, me tirando do caminho do carro.
Meu choro se elevou mais.
-Vamos buscar os carros... Para irmos ao hospital! - disse Max se distanciando de Aline.
Aline me ajudou a levantar do chão. Era difícil me mover.
-Agora só falta você ter matado ele, estúpida.
Me virei enquanto Aline me amparava.
Danielle havia dito, e eu não acreditava o que eu tinha ouvido.
-Como é garota? - Aline a encarou.
-Você ouviu... A ganância e a estupidez da sua amiga fizeram mal a ele. Se ele morrer, a culpa vai ser sua, Carolina. - ela pronunciou meu nome pausadamente.
Eu mal enxergava sua cara por causa de suas lágrimas, mas fui até ela e a encarei.
O soco que dei nela, a jogou no chão.
Sentei em cima dela e a raiva que senti, nunca havia sentido em minha vida.
Socava a cara dela como quando era mais nova e deixava buracos em meus travesseiros de tanto descontar minha raiva neles.
O sangue dela sujou minhas mãos.
-Carol! Para! Você vai matá-la! - Aline me segurou, tentando me tirar de cima dela. - Me ajudem!
Max me segurou e me puxou com força de cima dela.
-Carolina! - Aline me olhou assustada. Todos me olharam assustados.
Olhei para as minhas mãos e haviam sangue nelas. Meu Deus, o que estava acontecendo? O que eu estava fazendo?
Precisava sair dali... Comecei a correr.
-Carol! Para! Carol! - Jay gritou.
Não queria ouvir mais nada e nem falar com ninguém. Corri, corri sem rumo. Parei rápido para tirar meu saltos e segurando-os, fui até sabe-se Deus onde.


Nota: Olá, gente!
Nossa! Esse capítulo foi um dos mais difíceis e mais dolorosos que eu já escrevi.
Espero que tenham gostado... Dessa vez postei mais rápido.
Desculpa a espera.
Não deixe de comentar. Beijos e até a próxima! ;)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Capítulo 10 - She'll not finish my party...

Como de costume, Aline foi me buscar no aeroporto com Jay.
Abracei-a com tanta força, que podia jurar que ela havia ficado branca porque estava sem ar.
Jay me tirou do chão e me rodou em meio ao saguão do aeroporto.
-Minha irmãzinha! - ele disse.
-Que história é essa, James? A irmã é minha. - Aline brincou.
-Podemos ser todos irmãos. Vocês não precisam brigar. - disse.
-Não. Claro que não! Senão eu estaria namorando o meu irmão e isso não seria legal.
Rimos com os rumo do pensamento de Aline.
-E ai? Reservei um quarto para mim naquele hotel perto da sua casa Jay. Será que você pode me dar uma carona até a festa? - sorri chantageando.
-Mas é claro!
-O que? Você vai ficar longe de mim? Negativo. Você vai ficar lá em casa. - Aline protestou.
-Não, amiga. Não posso. Você e Max precisam da privacidade de vocês e depois dessa festa, eu vou precisar dormir.
-Eu podia dormir sem saber da atividade de vocês hoje. - Jay debochou.
-Ta com inveja de mim e do Max, James?
-Nem um pouco. Eu tenho a Jullia. - ele se gabou.
-Quem seria essa Jullia? Como eu não sei dela? - perguntei o encarando.
-É a menina que estava comigo no Ano Novo, lembra?
-A que você encontrou no avião também? - Aline perguntou.
-Sim, ela mesmo. E por uma ironia do destino, encontrei com ela semana passada no Princess Louise. - ele contou.
-O que? Onde?
-É um pub famoso daqui. - Aline explicou.
-Você já está familiarizada com a cidade, é? - brinquei.
-Max me levou nele na quarta quando saimos do trabalho. É lindo. Você devia conhecer.
-Me lembre de colocar isso na minha agenda.
...

A noite havia chegado e como sempre, demorei anos escolhendo a melhor roupa. Estava quente, bem, não aquele frio que fazia em Londres, então optei por algo mais aberto e devo admitir que amei o resultado.
Esperava Jay vir me buscar e ele foi bem pontual. Não se atrasou nem um minuto.
-Nossa! Você está linda! - ele disse.
-Obrigada, Jay! - disse dando-lhe um beijo no rosto. - Bem, onde está a famosa Jullia?
-Ah, ela trabalha com administração de empresa e teve que viajar esse final de semana para tratar de negócios.
-Sério? Poxa, como queria conhecê-la melhor, só trocamos sorriso na época do Ano Novo.
-Você terá tempo para isso. Acredite.
-Okay...
-Ponha o cinto e lá vamos nós.
...

Aline's POV

-Você está linda, meu amor! - Max falou quando me olhei no espelho pela ultima vez.
-Gostou mesmo do meu vestido?
-Bem, estou achando ele muito decotado e muito curto.
-Ah, Max! Você quer que eu mude? - perguntei um pouco decepcionada. Era a primeira vez que ele reclamava da minha roupa.
-Claro que não! Eu disse que você está linda... Se eu digo que você está linda, não é para mudar nada.
Estreitei os olhos o analisando.
-Quero que todo mundo sinta inveja de mim por ter uma mulher como você ao meu lado. - ele sorriu, me abraçando.
Não pude deixar de sorrir também e o agradeci com um beijo.
Max levantou meu vestido e colocou sua mão entre as minhas pernas. Em questão de segundos, eu fui atirada na cama.
-NÃO! NÃO, MAXMILIIAN! SAI, ME LARGA! - gritei.
-Porque?
-Você vai bagunçar o meu look de 2 horas... Demora demais para refazer.
-Desculpa. Não resisti. - ele disse se sentando na cama e me olhando levantar.
Fui ao espelho e abaixei alguns fios do meu cabelo que ele fez o favor de tirar do lugar.
-Bem, continua linda. - ele disse, mas antes que pudesse responder, a campanhia tocou.
-Nossos primeiros convidados chegaram. - ele disse se dirigindo a porta e saindo do quarto.
...

Siva e Nareesha foram os primeiros a chegar, seguidos de mais uns colegas de Max.
Estava me servindo de uma bebida quando escutei de novo a campainha.
Como estava mais perto da porta, fui abri-la. Deixei meu copo cair com a raiva que senti.
-O que essa garota está fazendo aqui, Nathan?
Perguntei me dirigindo a ele, pois não queria olhar para a cara dela.
-Aline, ela veio me acompanhando.
-Sério isso, Nathan?
-Amor, deixa! Eu vou embora... Fica na festa com os seus amigos. - Danielle disse.
Ai, que ódio! Ódio! Queria dar na cara dela.
-Lines, o que foi? - Max veio me perguntar e parou do meu lado, também não acreditando no que estava vendo. - Mate, vocês voltaram?
-Não, Max. Será que não podemos andar como amigos?
Ela me encarou empinando o nariz. Imaginei como seria lindo quebrá-lo e isso me fez sorrir.
-Ta rindo de que, garota? - ela me perguntou.
-To pensando o quanto você é uma puta, vadia e sem vergonha na cara.
-Aline! - Nathan gritou, mas eu continuei.
-Não quero você na minha casa. - disse.
-A casa não é só sua, queridinha. Vai, Nathan. Eu vou embora. - ela disse se virando, mas Nathan segurou seu braço a impedindo de ir.
-Se ela for, eu também vou, cara. - ele disse encarando Max.
Max me encarou e vi a tristeza em seus olhos... Eles eram amigos. Não podia colocá-lo para fora.
O encarei e lhe dei um selinho.
-Faça o que quiser, amor. Não ficarei chateada.
Sai de perto, mas antes que pudesse me afastar, escutei convidá-los a entrar.
...

-Você não vai acreditar quem está aqui, amiga? - disse abraçando Carol que havia acabado de chegar com Jay.
-Quem? - ela me perguntou ainda sorridente, não imaginando a atmosfera pesada que havia se formado na festa.
-Nathan trouxe ela.
O sorriso incrível que estava no rosto de Carol sumiu.
-Vou embora! - ela disse se virando para a porta.
-Não, você não vai. Seja superior... Ela quer irritar a gente e não deixe ela conseguir o que quer. Nathan disse que estão só de acompanhantes.
-Será que ele é tapado? Ele acredita mesmo que ela está aqui para acompanhá-lo?
-Bem, me fiz a mesma pergunta. - disse pensativa. - E ai? O que vai fazer?
-Me traz uma bebida. To sentindo que a noite vai ser quente. - ela disse indo em direção a sala. Carol não era de beber, mas se ela já começou assim, senti que a noite ia mesmo ser inesquecível.
...

Carol's POV

Cumprimentar Nathan na frente da vadia era realmente lindo.
Abracei-o com o sorriso mais impecável que eu podia e a vi se corroer quando ele me recebeu com o mesmo sorriso.
-Você está maravilhosa! - ele disse.
-Obrigada. Dani, querida, você se importaria de eu te roubar ele por alguns segundos? - sorri sarcasticamente.
-Claro que não, fofa. - ela sorriu de volta, mas senti seu olhar me fuzilar.
"Você me paga, piranha"
-Ah, você quer dançar, Nathan? - perguntei me virando pra ele, ajeitando aquela mexa que eu tanto amava de seu cabelo, que insistia em cair em seus olhos.
-Eu não sei dançar!
-É só se mexer... Vem! Vamos!
Nathan sorriu e cedeu.
Bingo, pensei. Dei uma piscadinha para ela. Se era guerra que ela queria, vamos a guerra. No Ano Novo, a ultima vez que vi Nathan, estava disposta a lutar por ele. Sabia que não ia ser fácil... Mas tudo correu tão bem entre a gente que me recusei a acreditar que ele não me amava.
Não ia perde-lo para ela de novo.
Não dessa vez.
Nos divertimos tanto. Ríamos, nos abraçávamos, conversávamos e voltávamos a dançar.
E eu estava amando tudo isso.
...

Siva's POV

-To sentindo que isso não vai dar certo. - eu disse a Nareesha.
-O que, Seev?
-Carol monopolizou Nathan a noite toda... Está provocando a Danielle, esfregando na cara dela que ele prefere ela. Não consegue ver?
Nareesha se encostou no bar onde estávamos conversando e observou Carol conversando com Nathan sentada no sofá.
Carol tinha uma das pernas em cima da de Nathan e ele segurava a mão dela.
-Não vejo nada demais, Siva. Eles se amam e agora estão fazendo o que realmente eles deviam ter feito a muito tempo. Juntos, finalmente.
-Tudo bem. Pode até ser, mas Nathan trouxe ela. - direcionei meu olhar para Danielle que estava na varanda, observando Nathan e Carol com cara de poucos amigos.
-Acho que a idiota de ter vindo foi ela. Ela sabe que não é bem vinda aqui. - Naree revirou os olhos.
-Desde quando você ficou agressiva assim, meu amor? - perguntei brincando.
-Desde nunca. Eu sou um amor, bebê.
Ela me provocou. Dei a ela o meu melhor sorriso e resolvemos esquecer os problemas dos outros.



Nota: Olá, gente. Como prometido, mais um capítulo para vocês,
Desculpa a demora, mas como sempre, é aquela velha história... Falta de tempo.
Estudar e trabalhar ao mesmo tempo é realmente algo complicado. Chego em casa pensando em cama.
Obrigada pela paciência de vocês!
Espero que vocês gostem desse capítulo e qualquer coisa, sabem onde me encontrar. Só gritar lá no meu twitter (@anjocaro)

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Capítulo 9 - And here we go again...

Nota 1: Olá meninas! (creio que todas são meninas, né? Ou não?)
Bem, sei que vocês ficaram bem chateadas com a demora da fic. Mas devo ser sincera, eu havia pensado em desistir, pois a separação dos meninos havia me afetado muito... Não conseguia mais por as ideias em ordem.
Também estava muito atolada com o meu trabalho, a minha prova final (que não passei por uma questão. Pois é, acreditem) e com a minha vida.
Mas ultimamente, várias pessoas vieram me cobrar e dizer o quanto amavam Heart Vacancy e o quanto queriam saber o desfecho dessa história. Então, bem, aqui estou eu novamente, tentando dar para vocês o melhor e agradecer por todo apoio e confiança que vocês tem me dado.
Prometo que farei o meu máximo para postar, pelo menos, um capítulo por semana.
Eu espero que vocês gostem... E qualquer coisa. Vocês sabem onde me encontrar.
Obrigada mais uma vez e boa leitura. ;)

Nota 2: Coloquem Crazy In Love (Cover) para tocar quando eu disser (START) e parem quando for (STOP).

Aline's POV

Chegar ao Brasil novamente, me lembrou o quão longe de Max eu estava.
Havia se passado cinco dias e eu ainda estava enrolada com os papéis da transferência de meu trabalho.
Estava cada vez mais difícil me organizar. Os diretores estavam barrando minha transferência para outro país, o que segundo eles implicava em perderem uma ótima profissional aqui no Brasil e gastos extras a empresa, já que eu teria que ir para uma que era parceira da minha atual.
Sentei em frente ao computador. Problemas urgentes requerem medidas desesperadas.
Enviei mais de 20 curriculos para empresas situadas em Londres. Todas com salários bem inferiores ao o que eu ganhava, mas davam para sobreviver até achar algo melhor.
O Brasil, por incrível que pareça, afastava um pouco eu e Carol.
Ela ficava envolvida no trabalho dela, que ultimamente não a deixava respirar.
Max me passava mensagens todos as horas possíveis. Ficava feliz com a situações cotidianas dele com as fans.
Era cada história.
Nosso namoro foi assumido quando estávamos no hotel e, para a minha surpresa, jornais e revistas de fofocas publicaram sobre ele, criando o maior alvoroço.
Fotos e mais fotos foram aparecendo, muitas que eu nem sabia que existia.
Admirava uma delas, relembrando dos dias que estávamos juntos quando meu celular tocou.
-Você é oficialmente a senhora George! Não tem nenhum site de fofoca que não fale sobre vocês. - Carol disse animada.
-Quanto tempo, hein amiga? Como está?
-Muito animada com as coisas que eu vejo sobre você e Max. E ai? Quando casarão?
-Err... Você não acha que está se antecipando não? - disse meio na duvida.
-É claro que não! Já era para ter assumido isso a muito tempo. Pelo amor!
Me preparava para responder, quando minha caixa postal em avisou que estava recebendo outra ligação. Observei o número e era de Londres, me animei pois poderia ser alguma proposta de emprego ou simplesmente meu amor para me contar sobre seu dia.
-Amiga, só um minuto que tem alguém me ligando. - disse transferindo a ligação.
-Você acha que eu estava brincando, sua piranha? - uma voz masculina gritou antes mesmo de eu dizer algo.
-O que? Quem é? - perguntei assustada.
-Você sabe quem é Aline Villar ou será que terei que te lembrar o quanto foi fácil quase matar o seu namoradinho e seus coleguinhas?
Fraquejei por um minuto. Eu sabia quem era. Era impossível esquecê-lo. Rick.
-O que você quer, Rick?
-Bem, eu estava passando por uma livraria aqui perto de casa e resolvi entrar para comprar um livro para relaxar... Acidentalmente, eu passei na sessão da revista e veja só, sua foto estava em uma e em mais umas vinte. E adivinha a notícia? Pode ter certeza. Eu tive vontade de vomitar todo o meu café.
As revistas que saiam ultimamente eram sobre o meu namoro com Max, que havia sido assumido. Fiquei em silencio, esperando que ele continuasse:
-Me lembro de ter te dado um tempo para pensar e vejo que você tomou a escolha errada.
-Rick, espera, vamos conversar.
-Não tenho mais nada para lhe falar. Seu tempo acabou.
A ligação caiu e eu gelei dos pés a cabeça. Precisava fazer alguma coisa, ele ia fazer uma loucura.
O celular voltou a tocar, me fazendo dar um pulo. Percebi que Carol havia ficado na outra linha e que a ligação havia caindo pois ela estava me ligando de volta. Mas não tinha tempo a perder, ignorei a ligação de Carol e peguei a bolsa e a carteira e sai batendo a porta do apartamento.
Estava no Brasil, mas tinha que fazer algo para parar esse homem e eu ia tentar de tudo.
-Para onde? - perguntou o taxista assim que entrei.
-Me leve ao consulado britânico o mais rápido possível.
Tinha algo em mente. Ia denunciá-lo aqui, emitir um alerta e deixar todos avisados sobre Rick.
...

1 MÊS DEPOIS

Max's POV

-Vamos lá galera! Nosso ultimo show! - disse animado.
Todos vibraram. Estávamos a um mês viajando praticamente o país inteiro e depois disso era descanso, o que me lembrava de que ia ver a minha loirinha em poucos dias.
Ela já estava em Londres me esperando e, segundo ela, com uma notícia que eu ia amar.
Mal podia esperar para o que estava por vir, e eu estava com uma sensação ótima.
-Max! Max! Max, volta para terra cara! - Tom gritou.
-O que foi? - disse assustado.
-Para de pensar no sexo com a Aline e vamos, temos que entrar no palco.
Sorri com o que Tom disse e me levantei correndo indo em direção a porta do camarim.
...

Aline's POV

Cá estava eu em Londres novamente.
Olhando meu celular a cada 5 minutos. Tentava enganar a mim mesma, dizendo que estava esperando mensagens de Max, mas não estava.
Ficava com medo de ver o nome de Rick na tela.
Havia registrado queixa no consulado do Brasil e eles haviam me dito que iam tomar as devidas providencias.
Depois daquele dia, Rick havia sumido. Me perguntava se haviam conseguido prendê-lo e o pensamento me fez suspirar.
O telefone tocou e estava tão nervosa que o deixei cair.
Quando o peguei do chão, vi o nome de Carolina.
-Oie, amiga. - atendi me controlando.
-Eu sabia! Eu sabia que você ia conseguir. Li sua mensagem agora. E como foi a entrevista?
-Eles adoraram, amiga. A minha chefe é uma fofa. Falou que eu já posso começar amanhã mesmo.
-Sério? E ai?
-Bem, já deixei minha mãe de sobre aviso. Ela vai cuidar do meu apartamento e das minhas coisas ai no Brasil.
-Então você não volta mais, né? - senti a tristeza em sua voz.
-Não. Mas você vem comemorar comigo. Estarei em Londres com meu Max e com um emprego.
-Amiga, eu adoraria, mas esse final de semana tenho uma reunião de trabalho. Vai ser complicado.
-O outro então? - sugeri.
-Vou pensar.
-A qual é amiga? Já fizemos isso uma vez. Você vem na sexta a noite, chega no Sábado de manhã, curte a festa a noite e volta no domingo a tarde. Vamos, por mim? Vamos comemorar meu emprego e a volta dos meninos.
-Err... Por falar nos meninos, já contou para o Max? - ela perguntou mudando de assunto.
-Ainda não. Contarei hoje a noite quando chegar.
-Ele vai amar! Fico muito feliz por você, amiga! Você merece.
-Obrigada, amiga. Não sei o que seria de mim sem você. - disse me emocionando.
-Também não sei o que seria de você sem mim.
Ela me fez rir. Ridícula e convencida. Essa era a Carol que eu amava. Minha irmã de alma.
-Mas e ai? Vai fazer um jantar ou o que? - ela perguntou curiosa.
-Bem, eu pensei em uma coisa super legal e bem excitante.
-Oh, já vi que esse negócio vai ser bom! - rimos juntas. - Quero todos os detalhes depois ou eu não vou comemorar nada com você em Londres.
-Você vem mesmo?
-Claro! Ou você acha que eu ia perder uma festa em Londres? Estarei ai na semana que vem.
...

Max's POV

-Já posso abrir os olhos, Aline? - disse cansado e ficar com os olhos fechados.
Havia chegado essa noite de viagem, mal a tinha visto e ela me mandava fechar os olhos.
-Não, Max. Estamos quase chegando. Pera.
Escutei-a abrir a porta, mas não tinha a mínima noção de onde eu estava.
-Pronto. Pode abrir.
Estava em um escritório lindo e bem iluminado e, continuei na mesma. Estava confuso e não sabia que lugar era aquele.
-E o que tem aqui? - perguntei confuso.
-Max, onde você acha que estamos?
-Em um escritório. - disse sendo meio obvio.
-E de quem você acha que é esse lugar? - ela andou até mim se insinuando.
"Será que era dela?" pensei.
Arregalei meus olhos.
-Não pode ser! - disse impressionado.
-Nunca mais vamos nos separar, Maximilian.
-Eu te amo. Eu te amo tanto. - disse indo em direção a ela e a abraçando.
Nos beijamos e tirei Aline do chão. Estava tão feliz que ia tê-la do meu lado todos os dias. Todas as horas.
Não íamos nos desgrudar nunca mais.
-Me pergunto onde você esteve todos esses anos da minha vida? - perguntei olhando nos olhos.
-Te esperando. No Brasil!
Sorri e beijei intensamente. Mais uma vez.

(START)
Ela foi até a porta e a trancou. Sua cara era sujestiva, sabia o que tinha em mente.
-Sabe, eu estava pensando em estrear meu escritório essa noite... - ela disse colocando sua mão por dentro da minha blusa.
-Eu adoraria estreá-lo com você.
Desabotoei a blusa de Aline, passando minha mão de leve pelo seu ombro, pelos seus seios, até tirá-la totalmente.
Aline se arrepiou, o que me deixou excitado.
Deus, como eu sentia falta dela... Como eu a amava.
Coloquei-a sentada na mesa e tirei rapidamente minha blusa e minha calça.
Sua mão percorria meu corpo enquanto eu chupava seus seios.
-Max... - ela sussurrou. - Sou sua para sempre.
Tirei sua calça e a excitei com a mão.
Aline gemia a cada toque meu.
E então eu abaixei a cabeça, com a minha língua, eu fui cada vez mais para baixo fazendo-a perder o controle, uma lambida lenta de cada vez.
Acariciei suas cochas e fui esfregando minha barba cerrada por elas, por sua virilha, até roçar em suas dobras internas e eu a lambia e mordia com vontade.
Seu grito de prazer ecoou pela sala, ressoando pelo teto alto e pelas janelas de vidro.
Voltei a beijar a sua boca e com isso, subi em cima da mesa com ela.
A penetrei e quanto mais a beijava, mais aumentava a velocidade.
Senti a mesa arrastar embaixo de nós.
Estava chegando ao meu ápice, queria que aquilo durasse para sempre.
Aline e eu chegamos ao clímax praticamente juntos e depois, ficamos deitados juntos na mesa.
(STOP)

Acariciava os cabelos dela.
-Avise a seus amigos que semana que vem faremos uma festa. - ela falou baixinho, enquanto ainda escutava a sua respiração.
-Sim, temos muito que comemorar.
-Avise ao Nathan que a Carol virá.
-Ele vai ficar muito feliz em saber disso... Sabia que eles dormiram juntos depois que a Carol se perdeu na praia, no Ano Novo?
-O que? - ela falou alto e me encarou. - Eles finalmente transaram e aquela vadia não me contou nada?
-Amor, não, ele disse que só dormiram jun... Mas pera, finalmente? E o Brasil? - perguntei confuso.
-Eles ficaram juntos aquele dia, mas adivinhe só. Nunca transaram. Qual é o problema deles com sexo?
-Que pena! Nem todo mundo sabe o quanto é bom.
Ela sorriu e beijou minha boca.
-Esperava que a Carol tirasse a virgindade do Nathan. - ri, fazendo piada.
-Nathan ainda é virgem? Sério? Com aquela garota? Duvido...
-Que garota? A Danielle? Eles não estão mais juntos... Nathan terminou com ela.
-Finalmente! Já ia dizer que aquela lá é capaz de furar a camisinha para engravidar dele. Não confio nadinha nela.
-Nossa!! Vocês mulheres são muito malignas. - ele riu.
-Vou te mostrar quem é a maligna, Maximillian.
-Então mostra!
Ela sorriu e me beijou como se aquele fosse o ultimo dia de nossas vidas.
...

Carol's POV

-To chegando depois de amanhã... Já ta tudo certo. - dizia a Aline que me observava pela camera do Skype.
-To tão ansiosa para te ver.
-Eu também, amiga. E como anda os preparativos da festa?
-Ih, não mexi um dedo. Sabe como são os meninos com festa. - ela revirou os olhos e sorriu. - Só pedi para eles abastecerem a casa com comida, pelo menos pela metade das bebidas. Não quero ter que carregar ninguém para o hospital.
-Vai ser na casa de quem?
-Na minha, digo, na do Max. Ah, na nossa!
Rimos juntas.
-E como eles estão?
-Estão bem e ah, havia esquecido de te falar. Natha não está com a demônia mais. Ou seja, caminho livre para você.
-Ele te contou alguma coisa? - perguntei curiosa.
-Não. Max me contou naquele dia que ele voltou. Desculpa ter esquecido de falar. To colocando tanta coisa em dia. E ir na transportadora pegar coisas minhas para trazer para o apartamento do Max. Tivemos que sair para comprarmos um armário maior. Estamos correndo pra lá e pra cá.
-Sem problemas, amiga. Você tem suas coisas para resolver. Mal posso esperar para chegar ai.
-Eu to contando as horas. Nossa! Você me faz muita falta. Você podia se casar com o Nathan e vir morar aqui logo. - ela riu, fazendo piada.
-Err... Vamos com calma, pequena gafanhota. Com calma.
Realmente me animou bastante saber que Nathan não estava mais com aquela garota. Mal podia esperar para vê-lo também. Daqui a dois dias, isso iria acontecer.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Capítulo 8 - Time to say goodbye!

Aline's POV 

Sai ainda protestando, mas creio que depois do acontecido de ontem, ele não ia largar Carol sozinha.
Pude ver o desespero nos olhos dele quando chegou com ela no colo.
Fui até a piscina porque imaginei que era onde Max estava. Mas não...
Liguei para seu celular e ele disse que estava na praia.
Fui até ele, que estava sentado na beira do mar.
-Pronto, amor. Me diga o que houve? - perguntei.
-O que houve o que? - ele quis saber.
-Nathan disse que era importante o que você queria falar comigo.
-Você caiu direitinho, Lines.
Ele começou a rir e foi ai que eu entendi. Nathan inventou que Max queria falar comigo para me tirar do quarto.
-Eu ainda enforco esse garoto.
Me virei indo em direção ao hotel, mas fui abraçada por Max que me segurou por trás.
-Deixa eles, amor!
-Max, eles vão acabar se matando e a Carol tem que descansar.
-Não! Ele está se culpando por tudo que aconteceu com ela... Deixa eles conversarem. - Max insistia beijando meu pescoço.
Fiquei um tempo pensando, e acabei me rendendo a seus beijos. Ele me virou para que pudéssemos encarar o mar.
-Olha essa paisagem... Nosso ultimo dia aqui. - ele pediu.
Pude notar o sol se pondo o que fazia o céu multicolorido.
Ele estava uma mistura de azul, laranja e rosa o que me deixou fascinada.
Sentamos na areia, abraçados.
E ficamos assistindo aquele espetáculo.
-Vou sentir saudades de nós juntinhos... - confessei.
-Eu também vou.
-Quando começam os shows?
-Semana que vem... Você bem que podia ficar comigo até lá.
-Carol vai voltar para o Brasil depois de amanhã. Vou aproveitar a viagem e organizar as coisas do meu trabalho.
Na ilha eu estava desligada do mundo, mas saber que tudo isso ia acabar amanhã me puxava para a realidade.
Se ficasse em Londres, Rick iria saber de tudo e não estava com humor para enfrentar suas ameaças... Ele havia sumido desde aquela vez em que nos falamos no telefone. E isso me assustava cada vez mais.
Tinha medo do que iria acontecer se ele soubesse que eu e Max assumimos nosso namoro, ele ia endoidar mais ainda. Mas agora, iria dar um fim a isso, ele não ia me chantagear mais.
Então, achava melhor dar um tempo no Brasil.
-Ta pensando em que? - Max perguntou.
-Em como ficar sem você... Vai me ligar todos os dias né? - pedi.
-Com certeza amor! Agora para de pensar nessas coisas e aproveita que você está comigo.
O beijei e continuamos apreciando o sol, que agora já tinha companhia de algumas  estrelas que cobriam a parte azul escura.
...

Carol's POV

Assim que Aline saiu do quarto, Nathan começou a rir.
-Qual a graça? - perguntei.
-Eu espero que ela não queira me matar quando descobrir que foi uma desculpa para tirá-la daqui. - ele explicou.
-Ela vai querer, mas eu te protejo. - disse rindo.
-Ah, agora estou mais calmo! Sendo que a ratinha não aguenta nem ficar em pé.
-Como é? - perguntei fingindo ficar emburrada, o que não durou muito. Logo sorrimos...  E voltamos a ficar em silêncio.
-Você ta melhor? - ele se sentou na cama ao meu lado, quebrando o silêncio.
-Estou sim! Obrigada por tudo, Nathan. - suspirei.
-Pelo?
-Você foi atrás de mim, né? E me trouxe para cá... A Aline me disse que foi você quem me trouxe pro quarto.
-A culpa foi minha. Me desculpa...
-Nathan, você tentou me avisar e eu não dei ouvidos... Continuei andando.
-Não é a primeira que se perde nessa ilha, sabia? - ele deu um sorrisinho.
-Como assim? - perguntei curiosa.
-Sabe, a primeira vez que viemos para cá, não me lembro o que se passou, mas em uma das comemorações dos meninos, eu não fui, preferi ficar sozinho... Então eu fui caminhar na praia a noite e notei que as trilhas que ligam as praias eram bem parecidas. A segunda vez que fiz isso, me afastei demais. A floresta realmente confunde... A sua sorte é que sua amiga sentiu falta de você.
-Eles não procuraram por você?
-Não... Eles estavam mais bêbados do que nunca aquele dia... Nem deviam lembrar da minha existência. Mas como eu tive aulas de sobrevivência na escola, na madrugada mesmo encontrei o hotel.
-Já tive aulas de sobrevivência porque eu trabalho no aeroporto. - disse.
-Então você foi burrinha mesmo.
-Vou te expulsar do meu quarto, hein?
-Tudo bem. Essa eu deixo passar porque é a primeira vez que você vem para cá. Eu já conheço essas trilhas de cor.
Começamos a rir e agora eu via que tudo no fim valia a pena... Rir com o Nathan, o que eu mais amava no mundo.
-Mas me culpo por você ter ficado o ultimo dia aqui, trancada no quarto.
-De boa, estou acostumada a perder toda a diversão... - disse mas percebi que seu olhar estava perdido em algum lugar.
-Elas estão lindas hoje. - ele se levantou acariciando as rosas brancas...
-Sim, obrigada por elas também. Eu adoro o cheiro que deixam. - agradeci mais uma vez.
-Eu também!
Ele foi até a porta da varanda e olhou o relógio.
-Quer dar uma volta? - perguntou.
-Não, tenho que descansar!
-Ta bom! Se bem que daqui a vista é ótima para o que eu ia te propor.
-E o que seria?
-Você ainda tem um balanço, cara. - ele disse animado sumindo do meu campo de visão.
Me levantei e fui até ele, ele se balançava devagar olhando o céu.
-O que ia me propor? O balanço? - sorri.
-Não, era o por do sol... Se bem que daqui ele não aparece muito bem.
-Desse lado é o nascer.
-Percebi, mas mesmo assim não perde em quesito vista.
-Não mesmo! - concordei sorrindo.
Fiquei em pé ao seu lado... O balanço dava para duas pessoas, mas bem apertadas, eu ficaria tão próxima dele, de novo.
-Senta aqui comigo! - ele pediu.
-Vai ficar apertado...
-Vai nada! Prometo não te empurrar dele.
Rimos enquanto ele se espremia no cantinho o que deixou um bom espaço para mim.
Sentei ao seu lado e ficamos observando o horizonte.
Estava um vento geladinho para o meu short curto e camiseta... Acabei me arrepiando e ele percebeu.
-Poe as pernas no meu colo! - ele pediu.
-Pra que?
-Você ta toda arrepiada... Vou te esquentar.
Sorri sem graça com aquela frase. Não ia me render a Nathan para acabarmos brigando igual noite passada, mas o obedeci e estiquei minhas pernas em seu colo.
Suas mãos acariciavam com um pouco de força, provocando o atrito entre sua mão e toda a extensão de minha perna.
Senti-me quente, mas tinha certeza de que não era pelo atrito e sim simplesmente pelo toque de seus dedos alisando as minhas coxas.
Ficamos assim por um bom tempo... Eu o encarava mais do que observava a vista.
O seus olhos perfeitos se mesclavam com o colorido do céu e ficavam de uma cor cada vez mais linda a medida que a claridade ia abandonando-os.
Estava encantada. Hipnotizada... Completamente apaixonada!
...

Acordei e estava de novo na minha cama... Mas como havia ido parar ali, eu não me lembrava.
Senti um peso na minha barriga e quando me virei, Nathan dormia ao meu lado, me abraçando...
Olhei para o relógio, eram 3 horas da manhã. Com certeza eu havia dormido no balanço, porque a ultima visão que tive foram os olhos de Nathan.
Ele acordou com meus movimentos na cama.
-Carol? - ele perguntou.
-Sim!
-Já é de manhã?
-Não... São 3 horas da madrugada.
Ele se levantou coçando os olhos.
-Não arrumei a minha mala e vamos embora de manhã cedo.
-As minhas estão prontas. - disse sorrindo.
-Vou para o meu quarto, ta bom? - ele disse calçando seus chinelos e levantando.
-Tudo bem Nathan! Até daqui a algumas horas.
Ele veio e me deu um beijo demorado na bochecha e pude sentir seu perfume.
Havia me esquecido o quanto o perfume de Nathan era bom.
-Até! - ele disse se dirigindo a porta.
...

De manhã ninguém estava animado para ir embora do hotel, alguns porque a viagem havia sido perfeita e outros porque estavam com cara de quem estavam dormindo em pé.
Nathan estava afastado de mim e resolvi não fazer esforço para me aproximar. No avião da volta sabia que ele ia sentar do meu lado.
Eles haviam comprado a passagem com uma certa antecedência e segundo eles Scooter tinha vantagem para escolher lugares.
Pegamos o helicóptero até o aeroporto de Portugal.
Dessa vez, quando cheguei no meu acento ele não estava lá e sim Aline.
Fiz cara de desentendida.
-Que foi? - ela perguntou.
-Esperava outra pessoa ai.
-Ta querendo ficar sentada com o Sykes é? Ta querendo me trocar por ele?
-Não, amiga. Lógico que não...
-Ele trocou de assento comigo... Disse que seria uma companhia melhor para você.
-Ele disse isso? - perguntei assustada.
Passamos uma tarde tão boa ontem vendo o por do sol e pelo o que eu sei, nós estávamos dormindo abraçados. Se eu não tivesse acordado de madrugada, talvez teríamos dormido juntos até hoje de manhã.
-Vocês brigaram de novo, puta que pariu hein... - Aline disse impaciente.
-Não amiga, nós não brigamos. Nós...
-Senhorita, peço que se sente. - a comissaria me interrompeu.
Só ai notei que Aline estava no meu acento, na janela.
-Sai dai que esse é meu lugar. - disse puxando seu braço.
-Não. Você veio na janela. Não que você tenha observado muito porque você estava dormindo cheirando o pescoço do Nathan.
-Sai logo dai, vadia! - disse segurando o riso, fingindo revolta com seus argumentos.
-Não! Que isso! Eu tava na poltrona do meio com o Max. Me deixa ir na janela agora.
-Sai Aline! - fiz voz de choro.
-Não vou sair e senta logo o rabo aqui e para de me envergonhar, criança. Vai levar umas porradas quando chegar em casa.
A comissaria nos olhava com cara assustada, mas percebi que ela também segurava o riso.
-Então vou no seu colo! - disse animada me jogando com força nas pernas de Aline.
-Sua desgraça! Você ta me matando, sua gorda!
Todos no avião nos olhavam, inclusive os meninos que riam da nossa cena.
Escutava a risada alta de Tom.
-Senhoritas, tenho que pedir que se controlem e sentem-se ou serei obrigadas a retirá-las do avião. - mais uma vez a comissaria falou.
-Expulsa essa garota aqui! Cruzes!! É ela que não sossega. Não nega que veio da favela.
Ri alto e me sentei no corredor finalmente vencida por Aline que se recusou a levantar.
-Estava vendo a hora que ela ia bater na gente. - falei depois que a comissaria se afastou, afivelando meu cinto.
-Tava vendo a hora em que ela ia te explodir ou te tacar pela janela, sua insuportável.
-Eu estou brigando pelos meus direitos.
-Direito de que? - ela perguntou levantando uma sobrancelha.
-Olha aqui a minha passagem! Eu posso muito bem te tirar dai.
Mostrei a ela meu impresso da passagem que estava com o numero do acento que era referente a janela.
Ela olhou e sorriu.
-Isso fica comigo! - ela disse escondendo a minha passagem.
-Viu? Sabe que estou certa.
Sorrimos.
-Qual é a sua tara por janela? Se casa com uma!
-Só se você e Max forem padrinhos.
Continuamos nos sacaniando até chegarmos ao aeroporto de Londres. Eu e Aline não mudávamos nunca.
...

Nathan's POV

-Porque trocou seu acento com a Aline cara? - Max me perguntou.
-Tenho que me afastar da Carol.
-Porque? Brigaram de novo?
-Não... Não foi isso.
-Então o que? - perguntou confuso.
-Trai demais a Dani esse final de semana... Estou meio culpado. O pior é que quando estou com a Carol eu esqueço de tudo. Não importa namorada, não importa se fui traído por ela. Nada...
-Cara, você ainda ta achando que ela te traiu?
-Eu tenho provas, Max. Mas a questão não é essa!
-Nathan, não ta na hora de você dá um tempo nesse namoro e repensar tudo o que você sente? Porque sinceridade, você não ama a Danielle como...
-Mas eu gosto da Dani, tanto que estou sentindo culpa.
-Você está sentindo culpa porque você é certinho Nathan. Apenas. - ele debochou.
-Cara eu to falando sério...
-Desculda. Mas como foi com a Carol? Aline me disse que você foi no quarto dela ontem.
-Assistimos o por do sol mas ela dormiu e eu a coloquei na cama... Acabei adormecendo de lado dela e só acordei de madrugada.
-Cara, você realmente a ama. Para de lutar contra isso que quanto mais o tempo passar. Vai ser pior.
Encarei-o pensativo.
-Ta bom. Vou ver o que fazer.
...

Nota: Olá, tudo bem gente?
Primeiramente, mil desculpas pela demora. Tive problemas para escrever e ando sem tempo pra nada.
E ai? Curtindo muito a Copa? Ansiosas para o Brasil e Alemanha amanhã? Espero que saibam por quem torcer, coisa que eu ainda não sei. #Verdade
Bem, espero que gostem e não deixem de dizer o que acharam.
Qualquer coisa, só me avisar. ;)

terça-feira, 17 de junho de 2014

Capítulo 7 - I'll take care of her...

Aline's POV

-Chama um médico!! Socorro!! Me ajudem!!
Nathan entrou correndo pela recepção com Carol no colo.
Eu que já estava nervosa, fiquei pior.
Eu, Max, Jay, Tom, Kelsey, Siva e Nareesha estávamos lá... Esperando. Pois como Nathan havia deixado claro para mim que sabia onde ela estava, resolvi reunir todo mundo e avisar.
Assim que ele entrou gritando, todos nós corremos na direção deles.
-Acorda, Carol! Por favor. - Nathan implorava.
O encarei e pude ver uma pequena lágrima se formar no canto de seu olho esquerdo, o que foi rapidamente impedida de cair pela palma de sua mão.
Nathan estava visivelmente nervoso. Se bobiasse, mais do que eu.
-Com licença!
Um homem desconhecido veio abrindo o caminho, com uma pequena mala preta.
-Quem é o senhor? - perguntei.
-Eu sou o médico, senhorita. E vocês deviam sair de cima dela, ela precisa de ar. - ele pediu.
Todos nós nos afastamos, exceto Nathan, que tinha a cabeça de Carol apoiada em seu colo.
O médico a examinou por alguns minutos e pediu que trouxessem água gelada o que foi imediatamente feito.
-Ela vai ficar bem, doutor? - Nathan perguntou.
-Ela está com uma pequena insolação e sua pressão está baixa... Nada muito grave. Eu aconselho que ela repouse. Beba muita água e se alimente bem... Nada muito pesado, evitem gorduras... Façam uma salada, alimentos frescos. Frutas e etc.
-Porque ela não acorda? - eu perguntei preocupada.
-Ele deve estar esgotada... Aconselho que a deixem dormir.
O médico se levantou e continuou falando coisas aleatórias que não prestei mais atenção pois Nathan se levantou, pegando Carol no colo e andando em direção a escada.
-Onde você vai? - Jay se manifestou.
-Colocá-la na cama para descansar...
...

Carol's POV

Acordei e ainda sentia algo macio embaixo de mim...
Pensei ainda estar jogada naquela areia e isso me deu uma vontade de voltar a dormir para sempre.
Porém forcei a minha mente a funcionar, estava sim em um lugar macio, mas fresco e com um cheiro de rosas.
Estava no céu?
Pensei na ultima coisa que lembrava de ter visto... Nathan e um quadriciclo?
Nathan estava ao longe tacando pedrinhas na água.
Abri meus olhos e, graças a Deus, estava em um quarto. Meu quarto, no hotel.
-Hey amiga! - Aline falou baixo.
-O que houve? - perguntei um pouco confusa.
-Nathan te trouxe desmaiada da praia... Você se perdeu.
-Achei que tinha morrido! - falei sorrindo.
-Dramática! - ela riu alto.
Fiz bico.
-Fico feliz que você está bem... Mas me conta o que aconteceu? Porque você sumiu?
-Eu não sumi... Eu me perdi. - corrigia-a.
-Você me entendeu anta...
Rimos e olhei para a cabeceira do lado da cama. Havia um jarro com as rosas brancas que havia ganhado de Nathan na noite anterior.
Me perdi em pensamentos e Aline reparou.
-Foi ele, não foi? - ela perguntou.
-A noite tava sendo linda! Nos beijamos e não havíamos brigado, mas a demônia ligou na hora e estragou tudo. - expliquei.
-E por causa disso você deu uma de Jane e foi atrás do Tarzan na floresta?
-Vai a merda, garota! - xinguei e caímos na gargalhada.
-Hoje iriamos curtir nosso ultimo dia e você ai igual a uma velha na cama...
-Pode ir lá!
-Não, tenho que cuidar de você.
-Ah, agora necessito de uma babá.
-Você precisa de um chip implantado na sua pele, assim você não se perde.
-Isso deve doer.
Ficamos em silêncio por alguns minutos.
-Esse amor entre você e o Nathan, um dia matará alguém. Isso se não forem um de vocês.
-Ele é sempre o culpado de tudo!
-Você não deve aliviar também né? - ela levantou a sobrancelha.
-Ta defendendo ele agora, vadia?
-Não... Eu só quero que vocês se entendam. Será que é pedir muito?
-Você está pedindo para o macaco deixar de subir em árvore.
-Não, não estou e você sabe que não. - ela disse impaciente.
-Vai curtir o seu dia, vai Aline, e me deixa dormir.
-Não... Já disse que vou ficar e cuidar de você.
-Não quero dormir com você ai me encarando feito o Chucky. - disse tacando o travesseiro em sua cara.
Ela ficou me encarando.
-O que foi? - perguntei.
-Estou pensando... O que o beijo do Nathan não faz com você!
-Como assim? - levantei a sobrancelha.
-Depois de tudo o que a senhorita passou, está de bom humor. - ela disse tacando o travesseiro de volta.
Passamos o resto do dia assim... Nos sacaniando, conversando e brincando.
Almoçamos juntas no quarto e não saímos de lá pra nada.
Me lembrava das festas do pijama que costumávamos fazer... Eram exatamente assim, porém a noite, claro.
Passar horas conversando com minha amiga realmente melhorava meu humor.
...

Nathan's POV

Estava com vontade de ficar o dia inteiro no quarto por causa do que havia acontecido.
Mas era o ultimo dia no hotel, iria aproveitar o sol enquanto podia, já que em Londres quase não tínhamos isso.
Porém, passei o dia excluído... Não consegui me misturar na diversão dos meninos, que corriam na areia da praia como se nada houvesse acontecido.
-Nathan? Ta tudo bem? - Nareesha se sentou de um lado e logo depois Kelsey do outro.
-Estou me sentindo culpado. - confessei as duas.
-Pelo o que?
-A Carol se perdeu por minha culpa... E bem, ela podia estar aqui se divertindo com a gente. No ultimo dia.
-Você não teve culpa, Nathan... E alem do mais, olha o sol forte que está. Tenho certeza que se Carol estivesse aqui, ela estaria reclamando. - Kelsey brincou.
Carol havia confessado a nós que tinha problemas com sol... Ela odiava sentir calor.
Sorrimos com observação de Kelsey.
-Ei! Você ainda pode se redimir... Pensa sobre isso.
-Como Kels? - quis saber.
-Faça o dia dela divertido... Faça com que ela esqueça o que aconteceu.
-É uma boa ideia. - Nareesha concordou. - Faça algo que não envolva muito esforço, tipo traga ela para ver o por do sol!
-Isso, Naree! - Kelsey vibrou com a ideia.
Eu apenas observava as duas planejando tudo o que eu deveria fazer e isso me tirou altas risadas.
Elas tinham razão. Eu tinha fazer o ultimo dia de Carol valer a pena.
-Vamos pra água? - Kelsey chamou. - Ta realmente quente.
Me animei com a ideia, era por isso que eu amava essas meninas...
...

Carol's POV

-Sério? Reclamaram do barulho de vocês? - ria alto, com Aline contando que a recepcionista havia telefonado para ela e Max na noite passada.
-É cara... E eu nem fiz tanto barulho assim.
-A cama devia ta arrastando no chão então. - ainda ria.
-Será?
-Pode ser...
-E você não sabe... - ela começou.
-O que? - quis saber.
-Não notou nada de diferente?
-O que?
-Nadinha? Repara...
Cheguei perto de seu pescoço levantando seus cabelos.
-O que você ta procurando? - ela quis saber.
-Ué, as marcas de chupões. Se bem que isso não é algo diferente.
-O que você está querendo dizer? Max nunca me deixou marcas, ele é um príncipe.
-Awwwn! - disse debochando.
-Para, ta bom! Eu estava falando disso...
Ela me mostrou seu dedo e eu vi um anel. Me emocionei.
Aline e Max havia oficializado o namoro deles, depois de tudo o que havia acontecido. Finalmente.
-Parabéns, amiga! Estou muito feliz por você! - disse abraçando-a.
-Obrigada amiga! Por ter me apresentado o Max, por tudo... Eu o amo muito.
Fiquei impressionada com a ultima frase... Aline era difícil de se apaixonar e estava admitindo que estava amando o Max!
-Deus! Amiga, você está amando! - disse deixando cair uma lágrima.
-Porque você está chorando, sua demente? - ela perguntou também se emocionando.
-Não sei. - disse fungando.
-Minha manteiga derretida. - ela me abraçou e ficamos assim até escutarmos uma batida na porta.
....

Aline's POV 

Levantei para abrir a porta e Carol ficou sentada na cama me olhando.
Esperava que fosse a camareira, mas não.
-O que você está fazendo aqui, Nathan? - perguntei um pouco seca.
-A Carol ta ai? Preciso falar com ela. - ele perguntou.
-Deixa ele entrar amiga...
Eu não tava acreditando nisso. Carol ainda tinha deixado ele entrar? Pelo o que eu entendi, a culpa de ela ter se perdido foi dele.
Deixei que ele entrasse e eles ficaram se encarando em silêncio... Pude escutar o barulhinho do vento.
-Err... Aline, o Max quer falar com você e ele disse que é importante. - Nathan disse.
-O que ele quer? - quis saber. - Ele sabe que estou cuidando da Carol.
-Eu não sei. Ele só pediu que eu avisasse.
-Amiga, pode ir lá! Eu vou ficar bem... - Carol se intrometeu.
-Ta bom. Eu vou, mas eu volto. - disse encarando Nathan.
-Que foi? - ele perguntou levantando a sobrancelha.
-Da ultima vez que a minha amiga ficou sozinha com você, Sykes, ela sumiu por horas...
-Amiga! Vai logo! - Carol me interrompeu.
Dei um sorriso e pude sentir que ela queria ficar sozinha com Nathan. Pelo visto, eu não voltaria a esse quarto tão cedo.


Nota: Olá gente!
Peço mil desculpas pela demora... Encontrar tempo nos meus dias tem sido uma tarefa difícil! 24h tem sido pouco!
E ainda tem a Copa para piorar, corre pra lá, corre pra cá, trabalha, vai pra festa e hoje, jogo do Brasil. A correria aqui em casa seja a ser cômica. kkk
Enfim, espero que gostem do capítulo e estou fazendo o meu máximo para postar o mais rápido possível.
Beijos e até o próximo.

domingo, 1 de junho de 2014

Capítulo 6 - I'll take you out of here...

Max's POV

Acordei com o melhor humor possível e Aline já estava vestida andando de um lado pro outro do quarto...
Sua cara era de preocupação.
-O que foi, amor? - perguntei.
-To preocupada com a Carol.
-Porque?
-Ela sumiu, não atende o celular... Fui na recepção e ela não pegou a chave noite passada. Ou seja, não está no quarto.
-Aline, senta aqui e pensa...
Ela obedeceu e eu continuei:
-Com quem ela sumiu noite passada?
Ela ficou em silêncio e seu olhar era distante.
-Nathan. - ela sussurrou.
-Então... Vai que eles...
-Será? - ela me olhou alegre.
-Liga para a recepção e pergunta se ele ta no quarto.
Ela correu desesperada para o telefone e fez exatamente o que eu disse.
-A recepcionista disse que a chaves não estão lá... Ainda não saiu do quarto. - explicou colocando o telefone no gancho.
-Parece que ganhei a minha aposta.
-Não. Ela teria me avisado... Ela sempre me dá bom dia pelo celular. Porque ela sempre acorda antes de mim.
-Amor, eles sumiram... Sabe-se lá o que fizeram. Vai ver a noite deles foi melhor que a nossa. Se acalma. - disse dando um beijo em seu ombro nu pela blusa de alcinha que vestia.
-Ta bom... Vai se vestir para tomarmos café.
-Sim, senhora. - brinquei fazendo continência e me trancando no banheiro.
...

Jay's POV

Acordei e fui me vestir rápido para tomar café com medo de perder o horário.
Ainda bem que depois da festa de ontem, os horários de hoje foram mudados.
O sol brilhava lá fora e como amanhã de manhã já íamos embora, hoje iríamos aproveitar ao máximo.
Chegando lá, Max e Aline, Siva e Nareesha já estavam tomando seu café.
-Bom dia pessoas! - disse animado.
-Bom dia Bird! Bom dia Jay! - eles disseram em couro.
-Faltam dois casais. - fiz a observação.
-Pelo visto estão juntos. - Max falou animado.
-Juntos?
-É!
-Pera ai, Max!! De que casal estamos falando?
-Eu to falando dos dois... Tom e Kelsey e Nathan e Carol. - Max explicou.
-Eles estavam juntos ontem mesmo, mas ficaram a noite inteira? - perguntei surpreso.
-Ela não dormiu no quarto e ele ainda não desceu. - Aline disse.
-Isso é ótimo! - exclamei.
Todos sorriram concordando.
-Bom dia! - Kelsey e Tom chegaram.
Todos cumprimentaram em coro, o que era engraçado. Começamos a rir e a falar alto.
-E Carol e Nathan? Onde estão? - Tom perguntou.
-Adivinhe, Tom. - comecei.
-O que, Jay?
-Nathan e Carol sumidos juntos!
-E o que é que tem?
-Tom... Você é lento cara? - perguntei irritado.
Kelsey tossiu, se entalando com o café e encarou Tom.
-O que foi? - Aline pareceu se assustar.
-Bem, encontrei Nathan ontem a noite e ele estava indo pro quarto... Com a mão machucada, irritado e... sozinho.
-Sozinho?! - Aline gritou.
-Sim, perguntei por Carol e ele disse que ela havia ficado na praia.
-Ele a deixou na praia sozinha?
Todos ficaram em silencio e Aline jogou o guardanapo e o pão que segurava na mesa, se levantando depressa.
-O que foi? - Tom perguntou.
Eu também fiquei curioso, pois não entendia o que se passava.
-Ei, onde você vai? - Max chamou-a.
-Acordar o Nathan! - Aline gritou.
-O que houve? - perguntei assustado.
-Carol sumiu!
Max se levantou para seguir Aline e eu fui atrás... Tom, Kelsey, Siva e Nareesha ficaram olhando espantados o nosso desespero.
-Jay, nos ligue se ela estiver lá! - Siva gritou.
...

Aline's POV

Subi as escadas correndo, com Max e Jay atrás de mim.
Bati na porta de Nathan e ele não atendeu.
-Amor, vai ver eles estão juntos agora! - Max falou.
-Max, não! Tem algo errado... Ele estava sozinho! Você ouviu a Kelsey!
Bati de novo e mais uma vez tudo que obtemos foi o silêncio.
-Será que sumiram juntos? - Jay perguntou.
-NATHAAAAAN!!! - gritei socando a porta.
Max me segurou.
-Amor, se acalma! - ele disse.
Mas nesse momento Nathan abriu a porta com cara de sono.
-What the hell? - ele perguntou.
-A Carol ta com você? - invadi seu quarto indo até varanda, banheiro e nada.
-Ei! Que invasão é essa? - ele perguntou.
-Nathan, cade a Carolina? - o encarei.
-Sei lá! No quarto dela, talvez?
Eu, Max e Jay nos olhamos assustados... Nathan parecia mais confuso do que nós.
-Vou olhar na piscina... - Jay disse e se retirou.
-Falarei com a recepcionista. - Max saiu atrás de Jay.
Voltei meu olhar a Nathan.
-Onde está a Carol, Nathan? - perguntei mais uma vez.
-Eu não sei... Não sou babá dela.
-Ela tava com você ontem, seu puto!!! - gritei.
-Ela estava, mas nós brigamos e ela tava andando pela praia, segui ela por um tempo, mas ela fez o favor de me empurrar e eu cai. Nisso me irritei e voltei pro hotel e ela ficou lá.
Reparei que sua mão estava enfaixada e que a faixa tinha um pouquinho se sangue já seco.
"O amor dos dois um dia ia acabar matando-os" pensei.
Meu celular começou a tocar...
-Fala amor! - disse a Max.
-A recepcionista falou que a camareira encontrou tudo arrumado do jeito que deixou na noite retrasada, ela não dormiu no quarto.
-Já falou com o Jay? - perguntei.
-Ainda não o encontrei. Ele ia na piscina e depois procurar lá no perímetro da praia.
Tentei controlar, mas algumas lágrimas caíram do meu rosto.
Onde estaria minha amiga? Tive medo de que algo de ruim acontecesse com ela.
Carol não era das pessoas mais aventureiras que eu já vi e nessa ilha toda.
Desliguei o telefone com Max depois que ele disse que ia conversar com os seguranças.
-O que ta acontecendo? - Nathan perguntou.
-Carol sumiu, não estava no quarto, não pegou as chaves ontem de noite... Você precisa me dizer onde ela ta. - disse com voz de choro.
-Já procuraram em tudo? Piscina? Boate? Bar? Jardim?
-Os meninos foram procurar... Pior que o celular dela ta fora de área.
-Longe do hotel. - ele pareceu pensativo.
Ele começou a andar de um lado para o outro pensando. Depois de uns 5 minutos, ele gritou:
-É isso!!
-É isso o que? - perguntei nervosa.
-Vou encontrá-la. Tranca tudo quando sair do quarto ta? - Nathan disse trocando os chinelos e pegando uma blusa e saindo apressadamente.
-Nathan, espera!
Mas ele já havia batido a porta atrás de si.
Esperava que ele realmente soubesse onde Carol estava.
Tranquei sua porta e me juntei a Max e Jay que ainda procuravam pelo hotel e pela praia próxima.
...

Nathan's POV

Já estávamos acostumados a vir esse hotel... Talvez os meninos não se lembrassem porque aquele dia estavam bêbados na boate, mas Carol não foi a primeira a se perder.
Um casal a uns anos atrás também se perdeu por causa da mata que em algumas partes invadia a praia. Quando os encontraram, eu fui perguntar como haviam se perdido e onde...
Pra eles se perder na ilha foi uma aventura. Até nos tornamos amigos aquele dia. Sorri lembrando de como eles contaram e encararam aquilo tudo.
Mas voltei meu pensamento ao o que estava acontecendo com Carol. Ela estava irritada ontem de noite, devia estar com fome e sede e ainda mais com o sol quente que fazia hoje.
A pele de Carol era bem branquinha, com certeza ela estava sofrendo. Esse pensamento me deixava muito preocupado.
Fui a área de laser do hotel.
-Robert, preciso de um dos quadriciclos emprestados.
Robert já trabalhava a muito tempo no hotel e era mais ou menos um zelador.
-Tem alguma coisa errada, Nathan? - perguntou preocupado.
-Sim... E preciso que me empreste um quadriciclo para que possa ser mais rápido.
-Claro! Quer que te acompanhe?
Ele perguntou mas não respondi pois sai correndo para a garagem. Sabia onde ficava as chaves.
Acelerei um e sai a 100 km por hora da garagem.
...

Carol's POV

Não aguentava mais, meus pés queimavam na areia quente e estava com muita sede... Muita mesmo.
"Vou morrer" pensei.
Me impressionei que ninguém ainda tinha me achado. Esperava que pelo menos Aline sentisse a minha falta. Costumava dar bom dia a ela sempre... Será que tinha esquecido?
Sorri, com certeza estava ocupada demais para pensar em outra coisa.
Sentei na sombra de uma árvore e fechei os olhos. Estava ficando tonta... Minha pressão estava caindo.
"Tudo isso é culpa dele. Culpa do Nathan" pensava com ódio.
Meu celular apitou e a bateria descarregou.
-Que ótimo! - falei alto.
Passaram-se uns 10 minutos e comecei a escutar um barulho de motor.
Eu estava delirando... Parecia uma moto. O que uma moto estava fazendo naquela ilha?
Abri meus olhos e vi o que era... Um quadriciclo e Nathan estava sentado nele.
Me levantei e andei ao seu encontro, feliz por ver um rosto familiar.
-Todo mundo procurando a princesa e ela ta aqui... De pernas pro ar na sombra.
O pequeno sorriso que tinha no rosto, sumiu com a afirmação dele.
-Como é? - perguntei.
-A sua amiga ta quase tendo um ataque no hotel porque você sumiu sabia?
-E você ta querendo dizer que a culpa é minha, Sykes? - perguntei ficando irritada.
-Ué, quem sumiu foi você né?
-Vamos relembrar... Por culpa de quem eu sumi ontem?
-Eu mandei você voltar!
-Ah claro! Você disse: Volta Carol senão você vai se perder nessa ilha doida que tudo parece a mesma coisa e o hotel some misteriosamente.
-Que tipo de drogas você ta usando? O hotel não sumiu...
-Eu tentei voltar, mas ele não estava mais lá.
-Pelo o que vejo, você está indo para o lado errado. - ele disse olhando para trás, de onde ele havia vindo com o quadriciclo. - Sobe logo ai que eu não to aguentando esse sol.
-A educação sempre existe né, seu grosso?
-Quem está precisando de ajuda não sou eu... Eu estou bem nutrido e hidratado em cima de um veículo e a senhorita ta com a cara pior do que a nossa quando acordamos da ressaca.
-Você ta... - comecei, mas fui interrompida.
-A unica coisa que te salva de estar completamente assustadora é esse seu vestido de princesa.
-Vai pra merda! Não preciso da sua ajuda! - gritei e comecei a andar.
-Eu já disse que você está indo para o lado errado?
Encarei-o e ele tinha aquela cara de sarcasmo que só ele sabia fazer.
Apesar de querer enforcá-lo, eu não conseguia me concentrar.
Me virei e voltei a andar na direção que ele havia me indicado.
Ele ficou sentado no quadriciclo ainda me olhando.
-Vai ficar ai? - perguntei.
-Quando você tomar uma boa distancia, eu acelero um pouquinho, enquanto isso, posso apreciar o mar. - ele disse descendo do veículo e andando em direção a água.
Olhei ele se afastar e corri até o quadriciclo...
-Se está procurando isso... Bem, não sou tão burro quanto você pensa.
Ele sacudia as chaves na mão.
Suspirei... Ele pensava mesmo em tudo. Nathan era impossível.
Desisti de lutar e sai andando, meus pés doíam. Dei uns 5 passos e olhei pra trás.
Nathan tacava pedrinhas dentro do mar.
Voltei a olhar pra frente e a minha visão embaçou... Comecei a ficar gelada e mole.
"Não, não!" pensei. Mas sabia que ia acontecer... Minha pressão desceu e apaguei antes que pudesse fazer algo.
...

Nathan's POV

Admirava uma gaivota que mergulhava várias vezes...
Carol ia demorar anos para andar, mas o orgulho dela a fazia recusar a minha ajuda. O que eu poderia fazer?
Olhei para o lado e ela estava deitada no chão.
-Esse teatro não vai em convencer!!! - gritei mas ela não se mexeu. - Ta bem. Eu tenho todo o tempo do mundo!
Olhei mais uma vez do canto do olho e ela não se mexia.
"Merda, merda!" pensei.
Sentei no quadriciclo e acelerei até ela.
-Carol!! Carol!!!
Seus lábios haviam ficado roxo e ela estava gelada. Fiquei desesperado.
-Não, não... Gelada não! - falei alto.
Peguei-a no colo e me sentei no quadriciclo, a endireitando de uma maneira que pudesse segurá-la e acelerar ao mesmo tempo.
-Guenta ai, meu amor. Eu vou te tirar daqui!


Nota: E ai gente?
Gostaram desse capítulo?
A implicância do Nathan não tem limites... Nem quando a Carol ta ruinzinha! kkk
Espero que tenham gostado e não esqueçam de comentar. ;)