sábado, 23 de novembro de 2013

Capítulo 31 - I'm so sorry...

Aline's POV

-Bom dia, meu amor. - Max abriu a porta com um sorriso encantador.
-Bom dia. - respondi retribuindo seu sorriso.
-Não vai entrar?
Só quando ele fez essa pergunta, percebi que estava parada como uma estatua na porta.
Entrei caminhando devagar, escutando os saltos de minha bota fazerem barulho no chão envernizado de seu apartamento.
-Pode me dizer o que está acontecendo com você? - ele levantou uma sobrancelha.
Bem, era a hora.
-Bem, eu e Carol saímos juntas ontem... - comecei fazendo uma pausa.
-Isso eu já sei.
Pensei que ficar enrolando talvez fosse deixá-lo com raiva. Resolvi parar de enrolar e contar de uma vez...
-Eu bebi demais, eu acho. Me descontrolei e fiquei com outro cara.
-Você o que? - ele enrugou a testa, surpreso com o que havia dito.
-Eu fiquei...
-Não, não, não. Não precisa repetir.
-Você ta chateado? - perguntei com medo da resposta.
-Você ainda ta perguntando isso?
-Me desculpa, Max.
-Qual é o seu problema?
-O que?
-Você ainda tem a cara de pau de vir aqui me pedir desculpa? - ele bufou. - Mereço isso mesmo. O que é? Não me tinha ontem para se divertir e agarrou o primeiro que viu?
-Como é? O que você quer dizer com isso?
-Olha Aline...
Ele veio até mim e pude ver raiva em seus olhos...
-Me deixa sozinho, ta?
-Não Max. Por favor, não significou nada pra mim.
-Mas para mim sim. Quis dizer que em questão de um dia você consegue me esquecer e agarrar outro...
-Não. Eu não te esqueci! Você ta entendendo errado!
-O que eu estou entendendo errado? Que você não sabe beber e cedeu a primeiro que deu em cima de você?
-Max, por favor.
Senti lágrimas caírem, eu nunca fui boa com brigas assim. Não sabia como me defender e me sentia culpada. No fundo, ele estava certo.
Eu havia ficado com outro tão facilmente... Essa fraqueza me incomodava.
Andei até ele, segurando em seus braços tentando uma aproximação, mas ele me repeliu, como se sentisse nojo de mim.
-Era por isso que estava estranha, né? Tava com medo de me dizer que eu tenho uma galhada na minha cabeça?
-Não, Max! Me desculpa mesmo... Eu não queria.
-Me deixa sozinho! - ele pediu pausadamente.
-Eu...
-O caminho da porta você já conhece. - ele me interrompeu antes que eu pudesse começar a falar.
Abaixei a minha cabeça, nunca havia visto ele com aquela cara, principalmente direcionada a mim.
Abri a porta e parei uma ultima vez para olha-lo. Talvez tivesse a esperança de que ele fosse me impedir de ir, mas ele se virou indo em direção ao quarto sem ao menos olhar pra trás.
Sai do prédio e sentia ódio de mim mesma.
Não queria voltar ao hotel, não queria falar com ninguém, nem ao menos olhar meu reflexo no espelho.
...
Londres estava movimentada naquela manha de quinta feira...
Pessoas corriam de um lado para o outro, entrando em lojas, saindo com seus carros... Muitas provavelmente se direcionando a seus trabalhos.
A manhã estava fria e com certeza, choveria mais tarde.
Andava sem rumo, sem emoção nenhuma, quando me deparei com o rosto de Max em uma vitrine.
Era uma loja de CDs e lá estava ele, na verdade eles, The Wanted. Uma das vitrines era especial deles, com o album novo, que parecia ser lançamento na cidade.
Voltei meus olhos ao poster dos meninos, encarei todos eles, mas meus olhos pararam nos verdes perfeitos de Max.
Senti uma lágrima cair e me apressei em limpá-la.
Estava disposta a voltar ao hotel, mas uma voz ao meu lado me tirou do transe.
-Essa cidade é realmente pequena!
-Rick! - falei surpresa.
-Você ta chorando?
-Não, é... Alergia, ao frio. - menti.
-Tem certeza?
Pelo visto não havia sido convincente.
-Acho que sim...
-Quer tomar um café?
-Acho que não sou uma boa companhia agora.
-Ah, que isso. Eu insisto! Nós podemos... conversar.
O sorriso de Rick se abriu, preenchendo quase toda a extensão de sua mandíbula.
Por um momento o associei a um anjo. Mas senti um calafrio quando pensei na palavra, o que foi bem estranho.
No fim, acabei aceitando seu café, hipnotizada por seus olhos e seu sorriso.
-Agora me conta o porque de você estar chorando? - ele perguntou quando nos sentamos na mesa da cafeteria.
-A gente se beijou aquele dia na boate, certo?
-Sim... E devo acrescentar que foi maravilhoso.
-Mas... Não podia ter acontecido. Eu não sei o que me deu. Fiquei descontrolada com a bebida. - expliquei um pouco rápido.
-E aonde chega o seu arrependimento?
-No Max.
Suspirei quando disse seu nome.
-E quem é esse? - ele perguntava curioso.
-É o cara que eu saio... Mas, acho que estou realmente apaixonada por ele.
Rick levantou a sobrancelha, parecendo achar idiota tudo o que eu havia acabado de dizer... Mas ele estava certo, eu estava sendo uma idiota completa.
-Me desculpa. Não devia ta te contando essas coisas. Você não precisa ouvir... A gente nem se conhece.  - falei apressadamente.
-Tudo bem, linda. Você pode falar... Mas posso te confessar algo?
-Claro!
-Eu gostei muito de você e estou disposto a tirar esse Max da sua vida.
Sorri um pouco sem graça.
-Rick, não sou a pessoa certa para você investir. Acredite em mim.
-Eu não estou pedindo permissão! Alem disso, não sou uma pessoa fácil de se livrar.
Achei aquilo estranho e por uns míseros segundos, me incomodou. Mas estava sendo boba...
Ele com certeza falou aquilo para parecer que ia "lutar" por mim.
-Tudo bem. Você quem sabe. - disse.
-Vai largar ele para ficar comigo.
-O que?
-É o que vai acontecer, ou eu não me chamo Rick.
-Ah... Eu acho que vou voltar ao hotel. Obrigada pelo café. - disse pegando meu copo, que ainda estava intocado, e me levantando.
-Você parece assustada! - ele sorriu.
Algo me fez arrepiar mais uma vez. Seu sorriso era doentio e imaginei o que estava fazendo? Rick era um estranho e eu estava sentada em uma cafeteria, contando minha vida pra ele.
-Me lembrei de que tenho algo pra fazer...
-Ah, você esta triste! Essa coisa pode esperar.
Ele segurou minha mão com força, me impedindo de me afastar.
-Não, eu realmente preciso ir.
-Mas eu não quero que você vá!
-Me solta! - falei firme.
Ele não o fez e fui obrigada a me livrar de suas mãos.
Algumas pessoas nos olharam assustadas. Deviam ter pensado que era uma briga de casal.
Sai andando o mais depressa que pude e prometi a mim mesma nunca mais falar com ele...
...

Carol's POV

Não fazia ideia de onde Henrique ia me levar. O tempo estava frio e não conseguia pensar em algo diferente do que um restaurante, de novo.
Me vesti e fiquei esperando.
Abri o celular e vi o bilhete de Aline de que estaria com Max.
Se eles estavam juntos, com certeza ela só ia voltar a noite.
"O dia inteiro com Henrique, talvez?" pensei.
Na verdade, estava mais animada com relação a ele, mas ao mesmo tempo temia...
Temia que não conseguisse esquecer Nathan.
Sacudi de leve a cabeça tentando afastar meus pensamentos dele...
Aquela hora, em plena quinta feira, ele devia estar agarrado com sua namoradinha.
Me irritei com o rumo com que meus pensamentos chegaram e não queria mais ficar sozinha.
Disquei o numero de Henrique.
-Onde você está? - perguntei impaciente.
-Mas ta com saudades, Carolzinha?
-Deixa de bobeira. Aline já saiu a bastante tempo e não gosto de ficar sozinha...
-Eu estou saindo de casa. Já já to chegando ai.
-Onde vamos? - perguntei curiosa.
-É surpresa... Espere e você verá.
...

Nathan's POV

-Mas porque você quer ir a London Eye com esse tempo? Vamos ficar em casa, assistir um filme só eu e você.
-Não, Nathan. Todo dia ta frio e chuvoso... Vamos fazer algo diferente.
-Tem certeza?
-Deixa de ser preguiçoso, Nathan!!
Sorri com sua irritação. Eu achava isso engraçado em minha namorada. Mas eu fiquei pensando, ela tinha razão. Havia dias que não fazíamos um programa diferente pois a maioria dos dias eram só chuva e frio.
Antes de ontem fomos passear e comer algodão doce porque o tempo estava maravilhoso.
Mas esse dia me remeteu a Carolina... O que ela devia estar fazendo agora?
Sabia que ela amava frio, mas não imaginava o que ela pudesse fazer com isso.
-Ta pensando se vai sair comigo ou não? - Dani tirou Carol de meus pensamentos.
A encarei estreitando meus olhos, fingindo estar pensando em seu caso.
-Por favor, amor? - ela fez biquinho.
-Esta bem! Vamos nos vestir...
Ela levantou animada.
-Sabe... De noite eu posso até te recompensar. - ela voltou a cama mordendo minha orelha.
-Olha que posso te obrigar a me recompensar agora, hein?
-Não! Só mais tarde... Senão a London Eye vai fechar.
Ela saiu correndo como um raio, catando suas roupas e eu me levantei atrás. Vestindo minhas roupas bem quentes.

Nota: Huuum... Capítulo tenso esse hein? O que vocês acham que vai acontecer agora?
Max vai perdoar Aline? O que tem com Rick? E Nathan caindo nas armações da Danielle?
Espero que vocês tenham gostado e não deixem de comentar.
Obrigada pela leitura! ;)
Até o próximo.

sábado, 16 de novembro de 2013

Capítulo 30 - I don't wanna talk about him anymore...

Carol's POV

Estávamos a caminho do hotel no carro de Henrique e em um completo e profundo silêncio.
Eu condenava a mim mesma por ter conhecido Nathan um dia... Não conseguia parar de pensar nele um minuto. O jantar inteiro, ele estava lá. Assombrando meus pensamentos.
Queria dar uma chance a Henrique, afinal, já havíamos sido muito felizes juntos e ele tinha razão quando brigávamos.
Eu o troquei, troquei nosso namoro pelo The Wanted, nosso relacionamento, pelo Nathan.
Queria me socar, chorar e gritar, mas tudo o que pude fazer foi continuar em silêncio admirando as luzes que passaram pela janela.
-Eu acho que voltarei ao Brasil. - Henrique quebrou o silêncio.
-O que? - perguntei surpresa.
-Já era pra ter voltado desde antes de ontem, quando te encontrei no Starbucks. O meu avião era o da noite, mas o adiei porque achei que você fosse precisar de alguém que te protegesse nessa cidade.
Eu sorri bufando.
-Eu sei me defender nessa cidade... - disse.
-Você é uma princesa, Carol, e qualquer homem que te ver dando mole, vai te querer. Ainda mais aqui, eles adoram estrangeiras.
-É muito gentil da sua parte. Mas porque está pensando em voltar se ficou aqui por mim? Eu só volto na semana que vem...
-Porque achei que ainda tinha chances. Mas não como uma mulher como você. Você é maravilhosa e eu não mereço uma segunda chance... Eu vacilei feio.
-Mas que drama, menino. - brinquei rindo.
-Sério... Eu te pedi algumas horas e você me deu, mas, acho que não foi o suficiente. Eu aceito que perdi.
Pensei em algo para dizer, mas não encontrei nenhuma frase concreta para que respondesse sua afirmação e tudo o que fiz foi me fechar em meu silêncio, mais uma vez.
O carro parou e percebi que havíamos chegado.
-Bem, é isso. - ele começou. - Adeus, Carol. Espero que possamos nos ver no Brasil.
-Obrigada pela noite, Henrique.
Me inclinei para dar um beijo em seu rosto, mas ele o virou, me dando um selinho.
Respirei fundo e forcei minha mente a funcionar... Suas mãos fizeram uma carinho de leve em meu rosto.
Pensei em resistir aquilo, mas porque resistir? Eu era livre, livre de qualquer coisa e de todos...
Retribui o seu beijo calmamente e flashes de nosso namoro voltaram a minha mente...
Pensei que realmente poderia dar uma segunda chance. O que eu tinha a perder?
Um clarão fez com que eu interrompesse e olhasse assustada.
-O que é isso? Relâmpago? - perguntei olhando para o céu. Mas não havia vestígios de nuvens de chuva...
-Não sei! Eu... Eu acho que você devia entrar.
Ele gaguejou um pouco, estava nervoso?
-Tem alguma coisa errada? - perguntei assustada.
-Se chover, você pode se molhar...
Sorri.
-Podemos dar um passeio amanhã ? - perguntei.
-Mas eu ia voltar ao Brasil. - pareceu indignado.
-Desculpa! Boa viagem então.
Rimos com a ironia da situação... Agora eu que estava o chamando para sair.
-Que horas eu te pego? - ele perguntou.
-Hum... A tarde?
-Tudo bem.
-Onde vamos?
-Eu vou pensar em um lugar bom.
-Okay. - me inclinei dando-lhe um selinho e abrindo a porta do carro.
Estava um pouco animadinha, admito. Talvez podia tê-lo como companhia quando Aline saia com Max. Isso seria bom, por um lado.
...

Henrique's POV

Liguei para Danielle revoltado... Ela havia ultrapassado os limites. Se Carol tivesse notado que aquela claridade não era um trovão e sim um flash, estaria tudo perdido. Disquei seu número.
-E ai? Como foi? - ela perguntou.
-Me dê um motivo para não te matar agora?
-Mas o que foi?
-Você quase estragou tudo com essa coisa de fotos... Ela viu um dos flashes agora no carro. - estava quase tremendo de raiva e talvez desespero. Quase havíamos perdido tudo.
-Ela não viu, relaxa!
Ela estava calma demais, o que me deixava mais nervoso.
-Ela entendeu que tinha algo errado, Danielle. Ainda bem que pensou que era um relâmpago.
-É uma lesada mesmo! - ela parecia se divertir.
-Mas as fotos ficaram como?
-MA-RA-VI-LHO-SAS!
-E o que fará com elas?
-Farei com que cheguem as mãos do Nathan. É o empurrãozinho que precisa para que ele acredite que estão realmente juntos.
Bufei, tendo uma pontinha de culpa mais uma vez.
-Faça o que tem que ser feito. - disse desanimado.
-O que é isso? Ta com pena dela? Não vai dar para trás, né?
-Não! Cala essa boca e me de a ideia de onde posso levá-la amanhã...
-Hum... Tipo um encontro?
-Não, iremos simplesmente nos sentar e olhar um para a cara do outro. - disse com sarcasmo.
-Do jeito que ela é sem graça, não duvido muito.
-Ela não é sem graça, ela...
-Leve-a a London Eye! - ela deu a ideia me interrompendo.
-É uma ótima ideia para quem parece que não pensa as vezes.
-Não me venha com essas... Vai levá-la a London Eye ou não?
-Porque isso te interessa?
-Quem não pensa agora?
Fiquei em silêncio, esperando que ela concluísse.
-Arrastarei Nathan até lá...
-Mas que mente perversa. Fico impressionado. - brinquei.
-Obrigada! Tenho que desligar... Juntos na London Eye, então?
-Te digo a hora amanhã.
-Feito! - ela disse desligando o telefone.
...

Aline's POV

Carol voltou ao hotel com um sorrisinho no rosto.
Perguntei como havia sido a noite e ela me contou tudo, até sobre o beijo.
-Então você resolveu dar outra chance a ele? - peguntei.
-Porque não? Acha que fiz errado?
-Não sei... E o Nathan?
Ela revirou os olhos e por alguns minutos achei que estava chatiada comigo.
-Vamos esquecê-lo, ta? A partir de hoje, não toca mais no nome dele comigo.
-Sua escolha. - disse levantado minhas mãos em sinal de "não discurssão".
-Falou com o Max? - ela quis saber.
-Iremos ficar juntos amanhã, você se impor...
-Não, vou sair com Henrique. Pode ir ficar com Max. - ela me interrompeu.
-Obrigada amiga! Espero que de tudo certo...
-Vai dar. Acredite. Estarei torcendo por você.
...
Acordei mais cedo do que Carol de novo... Seis dias em Londres e ainda sofria para me acostumar com o horário.
Carol dormia profundamente. Senti até uma invejinha dela... No segundo dia ela já estava perfeitamente acostumada com o fuso horário. Como se fosse algo fácil.
"Londres, né?" pensei comigo mesmo.
Carolina havia nascido para essa cidade... Ela quase não parecia uma estrangeira aqui. Comigo era notável o quanto era brasileira.
Não gostava muito do frio... Estava aguentando-o porque, bem, estava aqui pelo Max.
Me levantei, tomei banho lentamente e esperei dar o horário do café do hotel.
Tomei-o me sentindo nervosa, imaginando como começaria aquela conversa com Max.
Mas depois me perguntei o porque estava criando tantos problemas com isso?
Afinal, foi só um beijo em um outro cara que não significou absolutamente nada para mim.
Voltei ao quarto e Carol ainda dormia...
"Mas adora uma cama." pensei.
Mudei minha roupa e mandei uma mensagem para Max dizendo que já estava indo.
Pensei em acordar Carol gritando o nome de Nathan, mas ela havia me pedido para não tocar no nome dele.
Dessa vez não interrompi seu sono, deixei um recado aberto no bloco de notas de seu celular, já que papel e caneta não havia naquele quarto.
Respirei fundo, endireitei o cabelo e sai...

Nota: Hey gente!! Antes de mais nada quero agradecer a paciência de vocês por terem esperando tanto por esse capítulo... Mas como prometido, eu voltei no final de semana.
Espero que vocês tenham gostado.
E ai? O que acharam da nova chance que Carol está dando ao "safado" do Henrique, hein?
Como Nathan reagirá a essas fotos? E Aline e Max? O que esperar desse encontro dos dois?
Comentem e qualquer coisa, é só me gritarem no twitter.
Obrigada mais uma vez. ;*

sábado, 9 de novembro de 2013

Capítulo 29 - I'm so afraid...

Nota: Oie gente! Estou começando essa nota antes porque tenho um aviso...
Primeiramente, peço desculpas pela demora desse capítulo (sempre postei rápido, né?). Isso aconteceu porque agora voltei a estudar e como já trabalho, os dias de semana ficaram complicados para mim.
Mas não pensem que vocês ficaram sem Heart Vacancy. A fic vai continuar com tudo e postarei um capítulo todo o final de semana (eu realmente espero que eu consiga).
Peço muito obrigada a todos que estão acompanhando e espero que gostem. Não deixem de comentar... Eu amo quando vocês vem me dizer o que estão achando.
Então, é isso. Boa leitura! ;)

Carol's POV

-Você está um arraso amiga! - Aline comentou enquanto admirava a minha roupa no espelho.
-Não sei em que restaurante o Henrique vai me levar, mas acho que isso está bom!
-Seja lá onde vocês forem...Você continuará arrasando.
-E ai? Falou com o Max? - perguntei.
-Ainda não tive coragem de ligar e parece que ele não sente a minha falta... Nem me ligou.
-Ah amiga... Ele sabe que iríamos sair nós duas ontem. Vai ver ele quis te deixar respirar ou descansar.
-Você acha?
-Tenho quase certeza!
-Ligarei então...
-Faça isso!
Continuei arrumando meu cabelo e ela ficou em silêncio, de cabeça baixa olhando suas mãos.
-Que foi, amiga? - perguntei calma.
-To com medo. - ela confidenciou suspirando.
-Medo?
-E se brigarmos? Se ele não gostar?
-Amiga, você é livre para sair com quem quiser...
-É verdade! Ele disse que não tínhamos nada firmado.
-Então... Vai dar tudo certo. - encorajei. - Toma. Liga logo.
Entreguei seu celular a ela.
-Não será melhor contar ao vivo do que pelo telefone? - quis saber.
-Marquem um encontro...
-Farei isso!
"Estou aqui embaixo te esperando" dizia a mensagem de Henrique em meu celular.
-Henrique chegou! Boa noite, Aline e boa sorte. - disse me dirigindo a porta. - Qualquer coisa, já sabe né?
-Eu te grito. - ela sorriu.
-Isso. Beijos e te amo!
-Obrigada amiga! Te amo muito e divirta-se.
...

Aline's POV

Carol saiu pela porta e eu fiquei sozinha, no silêncio do quarto, olhando meu celular por alguns minutos.
Rezei para que desse tudo certo e apertei a discagem rápida com o número de Max.
-Hey, loirinha! Estava com saudades! - ele atendeu com aquela voz que me fazia suspirar.
-Também estou, meu amor! - retribui.
-Como foi a boate ontem? Você e Carol se divertiram?
-Foi boa! - disse desanimada.
-Ta tudo bem mesmo?
-Não, precisamos conversar!
-Tudo bem. Você quer que eu vá ai ou...?
-Na verdade, eu preferia que fosse amanhã. Não to me sentindo muito bem hoje e acho que dormirei cedo.
-Eu também to meio cansado!
-Como foi seu dia?
-Eu fui a Manchester ver minha família e acabei de chegar. Desculpa não ter te ligado.
-Ah, sem... Sem problemas. - gaguejei.
-Falei para o Jack de você e ele quer te conhecer!
Max parecia animado em me apresentar a seu irmão e isso cortou meu coração.
-Quem sabe um dia possamos sair todos juntos. - sugeri sem emoção.
-Tem certeza que você está bem?
-Estou.
-Ta bom... Vou te deixar descansar.
-Obrigada, amor. Até amanhã.
-Que horas você vem? - ele quis saber antes que eu desligasse.
-De manhã, pode ser?
-Claro! Estarei te esperando.
-Tudo bem então. Dorme bem.
-Até! Você também.
Desliguei o telefone e tinha vontade de me jogar pela janela. Pensei em ligar para a Carol, mas isso estragaria o jantar dela.
Deitei agarrando as minhas pernas e senti uma lágrima cair do meu olho.
"Para, para, para!" pensei.
Porque estava chorando? Ia dar tudo certo... Não ia acontecer nada demais. Max ia me perdoar.
Percebi que o seu perdão não era meu maior medo e sim a possibilidade de perdê-lo.
...

Henrique's POV

Carol desceu rápido e ela como sempre estava linda.
-Você esta perfeita. - disse quando ela abriu a porta do carro e entrou.
-Obrigada! - agradeceu sem graça.
Conversamos sobre como terminou a noite passada... Ela contava sobre a ressaca de Aline.
-Mas ela ta melhor? - perguntei.
-Ta sim. Ficou no quarto descansando.
-Melhor coisa.
Chegamos ao restaurante uns 15 minutos depois... Não era muito longe de carro.
Pedi ao maitre uma mesa para dois e ele nos guiou até a mesa no meio do salão.
-Err... Não teria uma mesa mais próxima das janelas? - pedi.
Carol me olhava em silêncio.
O maitre pediu que esperássemos um pouco e uns minutos depois nos levou até a nossa mesa, que estava ao lado de uma imensa janela.
"Perfeito." pensei.
-Não sabia que você gostava de mesas perto da janela. - Carol observou.
-Que isso... Estamos em Londres. Sei que você adora a vista dessa cidade.
-Verdade! - ela concordou sorrindo.
Puxei a cadeira para que ela se sentasse...
-Você está fazendo isso tudo para me impressionar? - ela perguntou desconfiada.
-Porque? Estou conseguindo..
-Huuum... Não!
-A droga! Achei que tava chegando perto. - brinquei e para a minha felicidade, surtiu efeito. Ela riu.
O papo entre nós fluiu como na época em que estávamos namorando e apaixonados.
Por uma hora, pensei que o que eu e Danielle estávamos fazendo com Carol era injusto.
Mas depois, não. Se contasse a ela a verdade, de que eu e Danielle estávamos separando ela e Nathan, talvez ela se atirasse de volta nos braços dele.
Eu não ia me permitir perdê-la para ele... Queria Carol de volta. De verdade, eu estava disposto a ir até o fim com o plano.
Estava admirando ela contar sobre seu trabalho, quando meu celular apitou com uma mesagem:
"As fotos estão ficando maravilhosas. Mas precisam de um toque especial... Você sabe o que fazer, né? Beijos Danielle."
-O que foi? - Carol perguntou reparando que fiquei olhando o celular um pouco assustado.
-Nada! É uma mensangem que chegou... - disse disfarçando enquanto olhava para os lados.
Como Danielle sabia como as fotos estavam? Então ela estava ali em algum lugar nos observando.
Pedimos nossa comida e a noite continuou... Tentei pegar em sua mão algumas vezes mas ela sempre as tirava de cima da mesa.
-Carol, - eu comecei, obtendo sua atenção - eu te disse que você poderia me dar algumas horas para que te provasse que eu mudei, mas vamos ser sinceros. Você ta me evitando a noite toda, mal deixa eu encostar na sua mão... Pode me dizer se quiser ir embora.
Ela me encarou por alguns minutos e pude ver seu olhar de compaixão aparecer.
Essa era a minha Carol, sempre querendo fazer todos que a cercam bem.
-Me desculpa, Henrique. Estou sendo uma idiota com você.
-Não... Eu te entendo. Eu que fui um idiota e você está certa de me querer longe.
-Não é que te queira longe... É que ultimamente eu não to me sentindo muito bem em relação a namoros, entende?
-É ele, não é?
-O que? - ela pareceu desentendida, mas sabia que ela tinha noção de quem eu falava.
-Ele, Nathan. Você sempre o amou mais do que tudo... Mais do que você me amou.
-Isso não é verdade. Eu realmente amei você, mas todas aquelas brigas e seu ciúmes...
-Eu, sei. Não precisa lembrar. - falei tentando não parecer impaciente.
Então, como sempre ele entrava no meio da nossa relação. Nathan Sykes. Como eu queria fazer esse garoto sumir do mundo. Tudo seria mais fácil...
-Me desculpa. - ela pediu e, com um gesto que me surpreendeu, segurou uma de minhas mãos.
Olhei em seus olhos e pude ver um brilhinho diferente... Quase lágrimas.
Carol fungou impedindo que elas caíssem e disse:
-Podemos pedir a conta? Eu acho que quero voltar ao hotel.
-Tudo bem. - concordei fazendo o que me pedia.

domingo, 3 de novembro de 2013

Capítulo 28 - Fears...

"Bom dia. Espero que seu celular tenha continuado o mesmo... Senão, algum estranho receberá essa mensagem. A sua amiga ta bem? Espero que possamos combinar a nossa saída! Porque a boate ontem não foi combinada. Hahaha. Beijos, Henrique."
Encarava aquela mensagem que havia me despertado aquela manhã.
Aline dormia do meu lado ainda com a mesma roupa que estava ontem...
Pensei em responde-lo. Mas o que eu ia dizer? Pensei, pensei e enfim mandei uma resposta super normal:
"Sou eu mesmo Henrique! Hahaha Podemos combinar sim."
"Hoje... Pode ser?"
"O que pretende fazer?"
"Almoço?"
"Hum... Acho que Aline vai precisar de cuidados quando acordar e terei que obrigá-la a comer."
Disse isso porque olhei para o relógio e ele havia acabado de mudar de 11:59am para 12:00pm. Se fossemos almoçar, significaria que deixaria minha amiga sozinha e ela, com certeza, precisaria de ajuda quando acordasse.
"Jantar então?" ele insistiu.
Não estava com imaginação para inventar uma negação ao convite dele... Sabia que ele ia insistir e uma hora eu teria que aceitar.
"Tudo bem... Jantar!" respondi.
"Passo no hotel as nove para te pegar, certo?"
"Combinado!"
...

Aline's POV

Acordei com uma baita do de cabeça e no corpo. Pensei o que havia acontecido ontem, eu não me lembrava muito bem, mas parecia que havia levado uns mil socos.
-Bom dia, Bela Adormecida! - escutei a voz de Carol dizendo com sarcasmo.
-Eu gosto da Cinderela. - sussurrei, rindo do meu pensamento.
-O que? - ela pareceu assustada.
-Eu gosto da Cinderela! - falei mais alto ainda rindo.
-Ainda ta bêbada?
-Aiin, não. Minha cabeça ta estourando!
Joguei minha cara no travesseiro... Que ressaca braba que eu tava, mas porque isso se só tinha bebido dois copos?
-Como eu sou uma amiga muito boa, eu comprei remédio pra você.
Carol me entregou um saquinho e eu quase pulei em cima dela! Como a minha amiga é maravilhosa!
-Agora vai tomar banho que você ta com cheiro de álcool! Quem ta ficando bêbada sou eu.
A obedeci e para ser sincera, aquilo me fez muito bem. Quase já não sentia o peso no meu corpo...
-Porque ficou bêbada dessa maneira? Achei que já fosse acostumada a bebida! - Carol comentou enquanto me sentava na cama e ela secava meu cabelo com a toalha.
-Também! Mas só tomei dois copos...
-Não mente! - ela riu.
-Não estou. Tinha algo errado naquelas bebidas.
-Andou tomando coisas de estranhos?
-Não, pedi diretamente ao barman e bebi com aquele menino que conheci.
-Estranho...
Carol ficou em silêncio, pensativa enquanto penteava meu cabelo... Eu, sinceramente, estava com vontade de dormir com aquilo. Carol era como uma mãe, sempre cuidava de mim. Cuidava mais de mim do que eu cuidava dela.
-To morrendo de fome! - disse.
-Nós perdemos o horário do almoço! Acho digno sairmos pra fazer um lanche pelo menos...
-Justo! - confirmei.
-E outra... Não ficarei aqui a noite!
-Vai fazer o que? - perguntei curiosa.
-Vou jantar...
-Huuum... Com o Nathan vai?
-Não, com o Henrique!
-Que Henrique?
-Meu ex, sua tapada.
-O que essa praga ta fazendo aqui? Credo! - disse, o que tirou uma risada sua. - Serio amiga! Vai se envolver com ele de novo?
-Não! Ele era legal, só muito ciumento!
-Isso!! Ciumes!! Ele ainda vai acabar te matando!!
-Ele não vai fazer isso! Você parece a minha mãe...
-Apenas tome cuidado ta? - pedi calmamente.
-Tudo bem... E o gostosão de ontem?
-Quem?
-Não se lembra? - ela pareceu assustada.
Forcei minha mente e um vídeo de tudo o que havia acontecido ontem, passou pela minha mente. Rick, seu nome era Rick. Ele era um rapaz lindo, loiro, musculoso, tipo atleta... Mas ai me veio os olhos de Max a mente.
-Vou ter que contar ao Max! - conclui.
-Você estava em um conflito interno ontem... Eu quase te soquei. Você bêbada fica muito chata!
-Cala a boca! Você é minha amiga! É seu dever me aturar...
-Não tinha isso no contrato!
-Estava nas clausulas, quem manda assinar sem ler as letras miúdas?
Sorri!! Aline era advogada e das boas! Adorava as piadas inteligentes que ela fazia...
...
Tomamos banho e catamos algo para comer... Por fim, paramos em um Subway.
-Não tinha nada mais saudável pra comer? - perguntei a Carol que comia um de amôndegas banhado em molho.
-Eu aproveito da minha magreza enquanto posso... Você que será frustrada pelo resto da vida. - ela disse apontando para o meu de salada e filé de frango que perto do dela parecia uma árvore seca enquanto o dela era um arco íris.
Comíamos calmamente, até escutar uma voz que não me recordava me dizer um: "Oi linda!".
Carol arregalou seus olhos e boca e pude ver um pingo de molho cair em sua roupa...
-Ta babando ai! - disse antes de me virar e encarar o estranho.
O loiro de olhos extremamente azuis e um corpo espetacular estava atrás de mim...
-Oi Rick! - disse sem graça com sua beleza.
Na escuridão da boate, não pude ver a sua beleza por completo, mas na claridade, ele podia ser comparado a um deus.
-Tudo bem? Você me pareceu mal ontem! - ele começou.
-Acho que bebi demais.
-Nós dois então! - ele sorriu e que sorriso.
Senti Carol e me dá um chute... Tinha certeza que era para eu apresentá-la.
-Essa é a minha melhor amiga, a Carol!
Eles se cumprimentaram e o sorriso de Carol foi de orelha a orelha.
-Bom, não vou atrapalhar o lanche de vocês! Aline, se importa de me dar seu telefone... Podíamos combinar de, enfim, sairmos por ai.
Eu excitei um pouco e senti mais um chute de Carol.
-Claro! - disse sorrindo.
Ele anotou meu telefone e eu o dele.
Depois que ele se despediu de nós duas educadamente e foi embora, me virei para Carol e soquei seu braço.
-Ai doida! Que foi? - ela perguntou assustada.
-Isso foi pelos dois chutes que você me deu, sua vadia.
Ela riu e acabei não me controlando e rindo também.
-Serio, o que é esse homem? - ela perguntou.
-Lindo né?
-Lindo? Eu trocaria uns 500 Maxes por ele... - ela brincou.
-Você não trocaria UM NATHAN por ele.
Ela abaixou a cabeça e parou de brincar.
-Desculpa amiga! Foi sem querer...
-Eu sei amiga! Foi só uma brincadeira.
-Eu nem sei o que te dizer... - disse um pouco triste.
-Não tem o que dizer. Perdi o Nathan... Pra sempre.
-Não acho que tenha perdido. E esse cachorro quente que vocês foram comer juntos?
-Brigamos depois, não significou nada... Horas depois ele tava beijando a demônia.
-Amiga, a demônia sempre vai ta beijando ele... Eles são namorados.
-Tudo bem! Muda o assunto, okay?
Percebi que ela havia ficado triste... Era contra a Carol se aproximar de Henrique novamente, mas quem sabe o jantar com ele poderia fazê-la esquecer um pouco Nathan afinal.
...

Danielle's POV

Toquei a campainha do apartamento em um lugar mais afastado do centro de Londres. Fiquei uns 10 minutos esperando.
-Nossa!!! Pense que nunca ia abrir essa maldita porta! - disse impaciente.
-Ih, ta de mal humor, princesa? - Henrique perguntou com sarcasmo.
-Não me venha com piadinhas... Porque me chamou aqui? Sabe que não podemos ser vistos juntos.
-Como estou? - perguntou dando uma volta.
-Apresentável! - disse levantando a sobrancelha, sem animação.
-Advinha com quem eu vou sair?
-Você sabe que odeio esses suspenses... Não tenho tempo para suas peguetes.
-Mais você é tão lerda quanto seu namorado?
Parei para pensar, isso não podia estar ficando melhor.
-Com ela? - perguntei animada.
-Sim, com a Carol!
-Graças a Deus! E ela aceitou de boa?
-Ela não resiste ao meu charme. Assim como todas as mulheres, se o homem souber como fazer, ele conquista fácil.
Senti uma certa aproximação dele... Que isso? Dando em cima de mim agora?
-Oh por favor, guarde seus métodos de conquista para as suas piranhas! - falei empurrando-o.
-Já tem tudo preparado?
-Para as fotos? Sim, me manda o endereço do restaurante e tudo será planejado.
-Pegarei a mesa mais fácil de ser fotografada!
-Ótimo! - disse.
-Mereço um premio, pode falar!
-Caiu como uma ratinha! - comemorei ignorando-o.
-E vai cair mais... Você terá o seu Nathan pra sempre.
-Sim, você merece um premio! - falei alto.
-É mesmo? Bom saber...
Ele me puxou rápido e me beijou... Puts, o beijo dele era muito bom, não entendia como Carol havia trocado ele por Nathan. Os dois tinham uma pegada totalmente diferente. Mas acho que Henrique conseguia ser melhor, confirmando a minha tese de que os brasileiros eram maravilhosos.
Mas pensei, já estava traindo Nathan?
-Sai me solta! - o empurrei.
-Vai dizer que você não gostou?
-Não! Não gostei! - disse tentando me concentrar.
Henrique riu.
Sai de seus braços, peguei minha bolsa.
-Vai logo! Não vai deixar a sua cachorra esperando. - disse batendo a porta e saindo daquele lugar.