terça-feira, 30 de abril de 2013

Capítulo 13 - You got me...


Peguei sua camisa e vesti. Ficava um pouco grande, mas era a unica coisa que tinha para me tampar.
Desci as escadas e escutei pacotes se abrindo na cozinha.
Quando cheguei lá, havia uma mesa de café da manhã pronta e o cheiro estava ótimo.
-Você estragou a minha surpresa. - ele me disse fazendo cara de triste.
-Acredite amor. Já foi uma grande surpresa ver isso tudo na mesa. Pensei que não tivesse comida aqui.
-E não tinha.
Levantei uma das sobrancelhas. A comida não ia brotar no jardim.
Como ele não me explicou, continuei olhando para sua cara, realmente curiosa onde ele havia conseguido...
Ele olhou para mim e riu.
-Eu sou o Nathan Sykes, amor.
-Você foi ao mercado. - disse meio em dúvida.
-Também não. Não teria dado tempo de voltar.
-Eles trouxeram isso para você? Que isso hein... - eu perguntei impressionada.
Ele sorriu.
-Quantos autógrafos você deu para conseguir? - eu quis saber.
-O que uma fan apaixonada não faz por um boooom beijo.
Eu ia colocar a panqueca na boca, parei na mesma hora que ele disse aquilo.
-Mas que cara horrível. A comida não está boa? - ele disse rindo.
Permaneci em silêncio. Olhando para sua cara. Eu sabia o que era uma fan apaixonada... Não condenava isso. Afinal, antes de conhece-lo, eu fui uma delas. Mas beijá-la? E o que ele quis dizer com bom beijo? Ele ia se casar, né?
-Ta me dando medo já. - ele ainda sorria. - O que você está pensando?
-Esperando você me dá um bom motivo para eu não arrancar esse anel do dedo e jogar na sua cara. E me diga que um bom beijo foi no rosto.
-Ciumenta. - ele disse andando na minha direção. - Eu estava brincando, não beijei ninguém.
-Seu sem graça.
-Eu simplesmente paguei um pouquinho mais pelo serviço e pela rapidez. E bem, sou conhecido aqui, né? - ele explicou.
Depois de me controlar, eu finalmente comi a panqueca que eu estava segurando desde que eu entrei na cozinha.
Tomamos um bom café. Depois limpamos tudo.
Parei em frente ao espelho da sala para prender meu cabelo. Quando olhei para o lado, ele estava me olhando de cima a baixo da cozinha.
-O que foi? - quis saber curiosa.
-Nada. Estou só admirando você com a minha blusa.
-Gostou? - eu disse dando umas voltas, provocando - Só estou vestindo ela. Só ela. Não encontrei minha calcinha.
-Que você não a encontre nunca mais. Eu exijo que você ande assim para sempre pela casa.
-Me obrigue! - desafiei.
-Não me provoca hein.
-Ta calor. Você não acha? - eu disse desabotoando o primeiro botão.
-Eu vou te esquentar ainda mais.
Ele veio andando na minha direção e eu comecei a correr. Mas ele parecia um projeto de homem aranha, ou sei lá, ele saltou por cima da mesa que nos separava e ainda pulou o sofá, me alcançando antes que eu pudesse chegar na escada.
-Isso não valeu. Você tem que correr como uma pessoa normal. - eu disse.
-Pessoa normal? - ele disse rindo e parando para pensar.
-É. Não saia pulando por cima das coisas. - disse gesticulando por onde ele havia passado.
-Ta te darei uma vantagem de 5 segundos.
-Só 5? Pelo menos 10.
-10? Em 10 segundos da tempo de você fugir pela janela.
-Eu sou uma pessoa normal.
Ele riu e começou a contar.
Subi a escada correndo e entrei no quarto. Me perguntava o que estavamos fazendo? Pique esconde?
Fiquei atrás da porta e quando ele entrou, pulei em suas costas.
Ele me girou por algumas horas e me jogou na cama.
-Você não pode comigo. - ele disse.
-Ah é? - Eu girei e fiquei por cima dele.
-Não pode. - Ele fez empulso para girar mais uma vez. Mas eu o prendi com toda a minha força. O que causou um efeito, pois continuei por cima.
-Sou eu quem mando! - eu disse beijando seu nariz.
Eu comecei a provoca-lo, já que eu estava "no comando". Mordi sua boca e quando ele veio me beijar, eu recuei.
-Vai me torturar agora?
-Até que você se renda... - brincava.
Comecei a beijar seu pescoço. Ele fez muita força e me girou mais uma vez. Mas nessa hora nós chegamos ao limite da cama e caimos no chão.
Eu tive a sorte de cair por cima dele. Ele bateu com a cabeça tão forte que pude sentir o comodo estremesser.
-Au!
-Ai, Meu Deus. Desculpa. Ta tudo bem? - eu disse com os olhos arregalados.
-Agora eu me rendo. Fui nocauteado. - ele disse com voz de dor, colocando a mão na cabeça.
-Como é? Você o que? Acho que eu não ouvi direito.
-Eu te amo. - ele disse, me beijando.
-Só por que você disse "eu te amo" você acha que vou parar de te torturar? - disse interrompendo o beijo.
-E não vai? - ele disse desabutuando o resto da camisa.
Meu cordão "I love London" caiu para fora da blusa.
Ele o segurou, olhou nos meus olhos e sorriu. Ele sabia que eu nunca havia tirado.
Então o largou e soltou meu cabelo que eu tinha prendido lá embaixo.
-Bem melhor assim. - ele disse.
Sua mão começou a deslizar pelo meu corpo, tirando a camisa que eu vestia e naquela hora foi a segunda vez que ele me teve, não só o meu corpo, mas meu coração e alma. Foi bem mais intenso do que a primeira vez.
E pude sentir que ele me queria de verdade e eu... Me entreguei completamente.


Nota: Hey gente! Mais um episódio hoje e não esqueçam de me dizer a opinião de vocês. ;)
Até o próximo.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Capítulo 12 - Sexy Love...


Uns minutos depois estávamos abraçados dentro da banheira. A água era tão quentinha que tive vontade de ficar ali para sempre. E eu estava ali, com ele. O que mais eu podia querer?
Ele acariciava as minhas costas, quase me fazendo dormir. Porém a banheira era pequena e dura... Ele tinha razão, não era uma coisa totalmente confortável.
Então chegamos a conclusão de que a cama era o melhor lugar.
Minutos depois, ele levantou da banheira para pegar as toalhas e eu não pude deixar de reparar o seu corpo. Não era malhado, mas perfeito.
A cada momento que passava eu o achava mais lindo. A curva de seus ombros, descendo por sua cintura fina. Ele era perfeito em todos os sentidos.
Voltamos para o quarto.
Ele me levou no colo até a cama. Me setando nela e...
-O que foi? - perguntei a ele quando ficou simplesmente sentando na minha frente me encarando.
-Nada. É só que... Eu te amo, de verdade.
Seus olhos... Eu não podia deixar de olhar para eles. Eram tão perfeitos...
-Eu também te amo, Nathan.
Começamos a nos beijar e dessa vez não estávamos desesperados, nunca me senti tão calma. Me lembrei do que costumavam me dizer que a paixão era desesperada, mas o amor não, era calmo, doce. Eu queria ele para sempre do meu lado. Na minha vida. Aquela noite iria ser a certeza de tudo o que queriamos para nós dois.
Suas mãos começaram a percorrer meu corpo de uma forma desconhecida ainda pra mim, como se ele quisesse explorar cada centímetro e necessitasse disso. Suavemente ele apertava meus seios enquanto minhas unhas arranhavam suas costas de uma forma que o exitava mais ainda, se isso era possível. Ele me deitou na cama com todo cuidado do mundo, como se eu fosse uma boneca de porcelana. Ele me prendeu com os braços, como se eu não pudesse fugir dali, e na verdade eu não queria. Nathan me dava leves chupões no pescoço e lentamente foi descendo aos meus seios, eu já não me controlava mais, eu ansiava pelo seu toque. Ele separou minhas pernas e tocou minha intimidade levemente, logo em seguida me invadindo. Minhas costas se envergaram, arfando de tanto prazer. Fiz questão de empurra-lo pro lado e também lhe dar prazer. Sentei em cima dele, tentando fazer uma cara de safada, o que tirou um leve sorriso de sua boca. Eu me movimentava, tentando ir cada vez mais rápido e podia ver a satisfação refletir em seu corpo. Ele apertava as minhas coxas com mais força a cada movimento... Parei de me mexer quando ele soltou um gemido. Sorri e o encarei... Do nada, ele me olhou e disse:
-Minha vez!
Ele me jogou na cama de novo e me invadiu várias vezes, dando estocadas rápidas mas ao mesmo tempo com a calma de um príncipe... Tentava respirar, mas me faltava folego. Ele continuava os movimentos e então senti meu ápice chegar. Suspirei.
Ele sorriu e caiu de lado com a respiração ofegante, assim como a minha. Me aninhei em seu peito. Senti o seu beijo em minha testa e um carinho em meu cabelo antes de adormecer.
...
Acordei de manhã sozinha na cama. Olhava ao redor mais não o via no banheiro.
Sua camisa ainda estava no chão, ao lado do meu vestido.
Me perguntava onde estava a minha calcinha, esse pensamento me fez rir, e continuei, refazendo as cenas de
ontem a noite, que tinha sido uma das mais especiais de toda a minha vida.


Nota: Oie gente. Sei que o capítulo é pequeno, mas acho que ele recompensa né? Quero agradecer a ajuda que eu tive da Ray, amiga obrigada por tudo, por ter me ajudado a tranformar esse capítulo em uma coisa mágica. Quero dizer que ela também tem uma fic. Leiam Warzone, é realmente ótima. *-* Então é isso... Espero que tenham gostado e até o próximo. \o

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Capítulo 11 - Lets get it started...


Nathan parou o carro na garagem de uma linda casa.
-Ela é bonita... - eu disse enquanto ele abria a porta. - E bem grande. - completei quando me deparei com uma belíssima sala.
A casa estava mobilhada. Sentei no sofá e tirei meus sapatos, que já estava machucando o meu pé.
-Iremos dormir aqui? - eu perguntei. Quando entramos no carro, eu esperava um hotel... Mas depois que ele revelou o nosso destino, fiquei feliz que ia ser em um lugar especial.
-Não espera que eu volte a Londres agora, né? Senão eu te ponho pra dirigir.
Realmente a minha pergunta tinha sido idiota... Eu comecei a rir.
-Onde dormiremos?
-Mas já quer ir para essa parte? Tão rápido. - ele brincou.
-Deixa de ser bobo.
Ele tirou o terno e começou a subir as escadas e eu o segui.
Chegamos a um quarto lindo. Com uma cama de casal, suite... Apesar de sua beleza ele não era tão grande. Era confortável.
-Isso é o que? A cama dos seus pais? - eu quis saber.
Não me sentiria bem se fosse em uma cama em que os pais dele costumavam dormir. Sei lá, falta de respeito talvez.
-Não, essa cama era minha. Esse quarto era meu.
-Uma cama de casal no seu quarto? Só para você? - perguntei com sarcasmo.
-Não é o que você está pensando, sério. - rimos.
-E o que eu estaria pensando?
-Nunca trouxe nenhuma menina pra cá, quer dizer já vieram meninas aqui mas, nenhuma delas dormiu nessa cama comigo... Aqui. Nenhuma delas dormiu aqui em casa.
Arregalei os olhos e ele percebeu o sentido dos meus pensamentos. Ele estava se enrolando e eu ria enquanto ele tentava explicar.
Mas acabei me senti especial. Então eu ia ser a primeira que ia dormir no quarto com ele.
-Tudo bem, Nathan. Já entendi...
-Mesmo? Desculpa.
-Não importa. Me mostre onde posso toma um banho quente e eu te perdoo. - disse a ele.
A noite tinha ficado bem fria. Não usei seu terno a festa inteira. Mesmo dentro daquela casa, ainda estava gelada.
-Eu também preciso de um. - disse ele tirando sua gravata e camisa.
Eu comecei a me sentir... Quente. Já o tinha visto sem camisa, mas nunca tinha levado para outro tipo de pensamento. Agora era diferente.
Nós estavamos com pensamentos diferentes. Já que era para fazer mesmo...
-Pode me ajudar com o meu vestido?
Ele sorriu e veio andando até mim.
Virei de costas para ele e a medida que ia descendo o zípere e soltando as alças, ele beijava o meu pescoço. Virei de frente para ele, o beijando. A intensidade de nosso beijo foi aumentando...
Ele desceu suas mãos de meu pescoço, passando por meus seios e parando em minha bunda. De repente o senti puxando minhas pernas... Abracei a sua cintura com elas.
Parei o beijo porque senti que ele começou a andar... Se afastando da cama, do quarto.
-Onde estamos indo?
-Tomar banho...
-Mas o banheiro é para lá. - eu disse apontando para o quarto que tinhamos acabado de sair.
-Você vai ver quando chegarmos.
Eu me sentia uma criança sendo carregada, deitei minha cabeça em seu ombro aproveitando para fechar os olhos um pouco. De repente, escutei ele abrir uma porta.
Quando olhei, estavamos dentro de um enorme banheiro. Todo ladrilhado, com uma... Banheira? Sim, tinha uma banheira. Esse devia ser o banheiro principal.
Mas, eu parei para pensar o meu maior sonho sempre foi fazer sexo dentro da banheira. Como ele adivinhou?
-Banheira... Como você sabe? Nunca te contei isso. - eu perguntei a ele.
-Se você é amiga da minha irmã, sabe que...
-Não tem segredos com ela. - eu completei.
-Exatamente. Mas você tem certeza? Banheira é desconfortável, sabia?
-Por que? Você já teve experiências na banheira?
-Jura que você quer discutir isso agora? - ele perguntou meio impaciente.
-Hum... Desculpa. Eu vou pensar.
Ele ligou a água quente me colocou no chão. Eu estava apenas de calcinha e com muito frio.
Ele percebeu que eu esfregava os meus braços na tentativa de me esquentar. Então veio e me abraçou.
-Eu te amo, minha pequena. - ele disse apoiando seu queixo no topo da minha cabeça. Sim, eu era uma pequena perto dele. Porém, ele nunca havia me chamado assim.
-Agora é minha pequena? Você sabe o meu nome? Isso é coisa de homem que tem várias mulheres.
-Eu tenho 3, mas posso te garantir que sei o nome de todas Ana Carolina.
Eu não sabia se reclamava do 3 mulheres ou se achava lindo o meu nome no sotaque dele.
-3 mulheres? - eu tinha que perguntar.
-Minha mãe, Jess e você.
Eu o olhei nos olhos. Havia um brilho diferente neles. Verdes, mais profundos que o oceano, que me deixavam escantada. A olhar triste que ele tinha mais cedo, no jardim, tinha desaparecido.
Eu o beijei. E dessa vez, era só eu e ele.
Fui soltando o sinto de sua calça ao mesmo tempo que ele tentava descer a minha calcinha. Acabou que nos embolamos.
-Calma! Senão não vamos conseguir. - disse a ele.
-Ah, nós vamos sim.
Começamos a rir descontroladamente, nem isso levávamos a sério.


Nota: Oie gente. Ta ai o capítulo que tava (quase) todo mundo esperando... Mas como eu sou má. Ainda enrolei um pouco. hahaha Espero que vocês gostem e não esqueçam de me dizer o que acharam. É importante saber a opinião de vocês. Ou aqui, ou no meu twitter (@anjocaro). Até a próxima gente.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Capítulo 10 - Surprising myself...


-Mentiraaaa! Você será minha cunhada. - disse Jess.
Estávamos sentadas em um canto do salão esperando para podermos ir embora.
Os convidados já tinham ido. Os únicos que ficaram foram o pessoal da banda com suas esposas, Max com a Kamila, a quem devo acrescentar estava linda grávida, Siva com Nareesha, Jay estava sozinho ao lado de Nathan e eu ri quando "Jaythan" passou por minha mente e Tom com Kelsey. De longe eu escutava-os rindo. Provavelmente sacaniando Nathan pelo casamento.
-Sim, Jess. Eu amo o seu irmão.- conclui depois de um tempo.
-Isso eu já sabia. Né? - ela disse segurando minha mão e analisando o meu anel.
-Você sabia que ele ia me pedir em casamento. Você me perguntou duas vezes isso hoje.
-Ele ia pedir ontem, mas mandei ele esperar a festa hoje. Ia ser mais clássico. E pensar que eu quase estraguei a surpresa duas vezes. - ela disse colocando uma mão na cara.
-Fiquei surpresa do mesmo jeito. Esperava um pedido de namoro. Esperava até... Qualquer coisa. Mas quando ele disse casamento...
-Esperava o que? Posso saber?
-Não é nada.
-Esperava... Alguma coisa relacionada a sexo, não é?
Eu olhei espantada para ela. Como?
-Não me olhe com essa cara. Eu não tenho segredos com meu irmão. - ela disse debochando da minha surpresa.
-Eu posso saber o que você sabe?
-Tudo.
-Tudo? - eu tinha que saber o quanto era esse tudo.
-Ele me disse que ele sempre tenta, mas que você se recusa. E que não vai insistir, deixará você tentar ou dar algum sinal. Disse que quer que você confie nele o suficiente para fazer por conta própria...
-Ele disse isso?
-Sim, disse. Disse também que vocês quase fizeram semana passada. E eu disse para ele que é uma questão de tempo. Você irá ceder. Pronto, só isso que eu sei.
-Engraçado como você sabe o que se passa na minha cabeça, né?
-Você o ama? De verdade?
Aquela pergunta de novo? Eles andaram ensaiando alguma coisa ou o que?
Eu abaixei a minha cabeça e sorri. Sabia que no fundo ela estava certa. Eu ia ceder.
-Amo. - eu disse.
-Foi o que eu pensei. Não vai resistir aos encantos do meu irmão. Não por muito tempo.
Nós rimos juntas. Ela estava muuuito certa. Eu amava o Nathan. Íamos nos casar e não negaria nada a ele. Não depois dessa noite pelo menos.
-Você ainda vai negar? - ela quis saber.
-Nós vamos nos casar, Jess.
Ela riu satisfeita.
-Mas me conta... Você e Jay? - quis saber curiosa.
-Você ta doida?
-Vi vocês dançando animadinhos um com o outro.
Ela riu.
-Estamos saindo a um tempo, mas nada sério.
-A 3 meses atrás, Nathan me disse que ele estava namorando.
-O Nathan acha que estamos namorando. - ela explicou. - Ele diz a todo mundo que eu namoro o Jay.
-Vocês estão juntos a 3 meses e não namoram?
-Na verdade, são 5 meses.
Eu fiquei com cara de espantada. 5 meses?
-Que foi? - ela perguntou.
-Eu concordo com o seu irmão. Vocês estão namorando, isso sim.
-Ai Deus! Mais uma...
-Posso saber o porque que eu não soube disso?
-Não era importante.
-Pow! NÃO ERA IMPORTANTE?
Percebi que havia falado um pouco alto demais.
Finalmente nos chamaram para ir embora. Continuamos debatendo o assunto até chegarmos no carro.
Quando entrei, vi que Jay deu um selinho nela antes de entrar em seu carro. Aquilo foi lindo.
....
Quando a Sra Karen parou o carro na porta de casa. Eu estava me preparando para descer, quando Nathan pediu a chave. Ele disse alguma coisa que não consegui escutar e entrou no carro novamente.
-Aonde você vai? - eu disse olhando da porta do passageiro.
-Vamos dar uma volta.
Hesitei um pouco, mas entrei novamente no carro. Olhando pela janela vi Jess piscar o olho e sorrir para mim e a partir dai eu tinha absoluta certeza do que ia acontecer.
Eu só pude rir daquele momento. Provavelmente ela tinha conversado com ele. Só que quando? Eu estava com eles o tempo todo.
Depois eu me liguei. Ela trocava mensagens com alguém dentro do carro e ele não parava de olhar o celular um minuto. Só eu mesma para não me tocar.
-Vocês são impossíveis sabia? - eu disse a ele.
-Por que? - ele perguntou rindo.
-Esquece.
Nós começamos a rir. Ele sabia do que eu estava falando.
-Onde vamos?
-Você vai conhecer um lugar especial para mim.
-Hum... Outra montanha? - perguntei sorrindo.
-Não, é uma casa. Morei lá a minha infância e uma parte da adolescência... Antes de conhecer os meninos e formar a The Wanted. Agora meu pai a colocou para alugar.
-Gloucester? - arregalei os olhos.
Ele estava mesmo me levando pra lá. Eu estava com vontade de gritar... Nossa, onde na minha vida ia me imaginar conhecendo Gloucester com o Nathan?
-Porque essa surpresa toda?
-Eu já te disse que fui fan...
Ele riu.
-Mas é uma viagem de umas 2 horas, vai demorar... - ele continuou.
-Sem problemas... Posso te perguntar uma coisa?
-Claro.
-Quem era o senhor que foi me dizer que você estava no jardim me esperando?
-Era o meu avô.
-O SEU AVÔ! OH, MEU DEUS! Por que você não me apresentou ele antes? Você sempre falava dele. - estava quase me emocionando. O meu lado de fan estava voltando depois de tanto tempo.
Ele ria a cada reação que eu tinha.
-Ele chegou atrasado na festa, amor. Me desculpa.
-Poxa Nathan...
-Você terá tempo pra conhecê-lo. Se acalme.
Riamos sem parar.


Nota: Hey gente, desculpem pelo capítulo meio calmo. Mas espero que vocês gostem... Não se esqueçam de dar a opinião de vocês. Obrigada e até o próximo. ;)

domingo, 14 de abril de 2013

Capítulo 9 - Fight For This Love...

Nota: Coloquem Say it On The Radio - The Wanted para tocar quando eu falar "play" e parem quando eu disser.


O jardim era bem grande. Estilo aqueles que se veem em filmes. Tinha vários banquinhos e uma fonte bem no meio, que estava desligada. Estava frio. Xinguei a mim mesma por ter comprado um vestido tão aberto.
Andava sozinha, procurando quem estava me esperando. Estava ficando com medo, sério. Olhava para as árvores e de repente aquele magnifico jardim me parecia bem assustador. Continuei olhando ao redor, dando passos pequenos, mas percebi que estava me afastando das luzes do salão. Olhei para o anjo no meio da fonte... Era como se seus olhos estivessem prestes a piscar e me acompanhar.
Seja lá que tivesse me esperando, não apareceu, então eu decidi entrar.
Quando me virei, eu esbarrei nele.
-AI MEU DEUS! - eu gritei assustada.
-Não, é o Nathan.
-Você... Ta maluco? Você me assustou. Parece um fantasma. - eu disse pondo a mão no coração, que tinha acelerado com o susto.
-Desculpa. Não era para te assustar. - ele disse rindo da minha reação.
-Posso saber o que estamos fazendo aqui fora?
-A gente precisa conversar. - O sorriso sumiu de seu rosto e ele andou até um dos banquinhos e se sentou, fazendo sinal para que eu me sentasse a seu lado. Eu caminhei devagar. Havia alguma coisa diferente em seu rosto. Seus olhos não tinham o mesmo brilho... Por fim, me sentei. -Eu estive pensando o dia inteiro. Semana que vem eu vou sair em turnê. E quando eu voltar para cá, você já terá ido para o Brasil.
Aquilo foi uma apunhalada. Já era semana que vem? Porque o tempo tinha passado tão rápido?
Eu segurei em sua mão. Aquilo que ele disse me deu uma sensação horrível de vazio. Sabia que uma hora ia acontecer. Mas semana que vem? Tão rápido. E ficar sem ele? Nunca!
-Sua mão ta gelada. Ta com frio? - ele perguntou.
-Um pouco.
Eu tinha me esquecido completamente do frio. De repente ele não tinha mais importancia.
Ele levantou. Tirou seu terno e jogou nas minhas costas, sentando novamente ao meu lado.
Encostei a cabeça em seu ombro.
(Play)
-O que vai ser da gente? - eu perguntei.
Ficamos em silencio por alguns minutos. Aquela pergunta ficou no ar. Como se rodiasse e nos fechasse mais ainda em nossos pensamentos.
Sim, eu gostava muito dele. Como Jess disse, estava estampado na minha cara. Porém tinha medo de esse tempo todo ter sido só uma diversão para ele, mas e a palavra "amor"? Eu tinha que arriscar.
-Temos um problema. Se essas viagens começarem de novo. - ele cortou o silencio. - Vai ser bem difícil assim.
-Você vai conhecer outras garotas, não é? - minha voz quase falhou.
-A questão não é essa. - ele disse abaixando a cabeça para tentar me olhar. - Não posso começar uma coisa se eu tiver certeza de que isso vai te fazer sofrer.
-O que você quer dizer? - eu perguntei assustada.
-Carol, não quero te prender a mim sabendo que você é incrível. Que você pode continuar a sua vida. Que pode encontrar outro cara legal que fique todos os dias ao seu lado, quando você precisar. E não um que estará viajando ou que não tenha certeza do futuro dele. Você largou muita coisa por mim. E eu não quero que continue abandonando os seus sonhos por minha causa.
-Você ta querendo terminar tudo comigo. É isso? Quer eu vá embora?
-Não, eu só quero ter certeza de que quando eu for embora, você ficará bem.
-Você fala como se fosse morar em outro planeta. O que você quer dizer com ir embora? Só porque você vai sair em uma viagem pequena, você não me procurará mais?
Esperava uma resposta, mas tudo que obtive foi seu silêncio.
Então era aquilo? Ele queria mesmo jogar aqueles momentos fora só porque iamos ficar algum tempo sem se ver?
-Quer saber de um negócio Nathan? - eu ia explodir. Estava sentindo isso, então levantei do banco e o encarei.  - Eu realmente me apaixonei por você. Não, paixão não. Eu te amo. Não importa se eu voltar para o Brasil e se você for para o outro lado do mundo. Eu continuarei presa a você. E quer saber mais? Não vou procurar outro garoto, porque eu não quero outro garoto. Eu quero você.
Ele ficou imovel por alguns minutos. Seus olhos fixos em um ponto do jardim que eu não conseguia ver.
-Você me ama? De verdade? - ele quis saber.
-Você tem dúvidas? Você sabe o quanto eu sofri para decidir ser guia de turismo e conseguir o meu emprego? Eu me demiti... Porque se continuasse lá, daquele jeito, talvez a gente se visse só duas ou três vezes por ano. Eu gastei quase todo o meu dinheiro para vir para cá. Arrisquei tudo. Porque eu queria estar com você.
-Eu entendi.
-A que bom que você entendeu né? O que isso vai mudar? Você não me quer mais. E ta inventando a desculpa mais idiota que eu já vi.
(Parar)
Ele riu. Bem alto. Sua gargalhada ecoou pelo jardim. Não acreditei que ele tava rindo naquela hora. Tive vontade de socá-lo.
-Qual é a graça? - perguntei irritada.
-Essa piada que você contou. Você acha mesmo que eu não te quero?
Eu não respondi e ele se levantou também, vindo até mim enquanto falava.
-Eu vim aqui hoje com a intenção de te pedir em casamento, você sabia? Só que eu pensei bem. Não quero te prender a mim desse jeito. É egoista da minha parte. Você tem 25 anos. Tem muito para viver. E como eu disse, pode achar um cara que realmente cuide de você como você merece.
-Você é o único que cuida de mim como eu mereço. Você me faz muito feliz. Lembra sobre nunca ter encontrado a pessoa certa? Havia um motivo para aquilo... Agora eu achei! E é você! Eu vou te esperar, seja lá quantas viagens você tenha que fazer... Quero ficar com você. Para sempre. - era quase uma suplica. Estava segurando o choro. - É verdade que ia me pedir em casamento?
Ele me olhou, segurou minha mão e me puxou para voltar a sentar, me colocando em seu colo. Olhei a redor para ter certeza de que estávamos sozinhos.
-Não tem ninguém aqui. - ele disse. Como sempre lendo minha mente.
Eu me aninhei como uma criança. Ele me segurava com uma força, como se tivesse medo de que alguém ou alguma coisa me arrancasse de seus braços. Por um momento tive medo... Mas quanto mais forte ele me segurava, mas o sentimento sumia.
Senti sua mão deslizando pela minha perna. Levantando meu vestido. E de novo, ele me causou arrepios aquela noite.
Ele deu um beijo demorado na minha testa e eu pensava como viveria sem ele no Brasil. Ele tinha razão, eu ia sofrer, já estava sofrendo só de pensar. Mas queria me prender a ele... Eu o amava de verdade. Senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto.
-Nathan, eu quero me casar com você.
-Você não entendeu nada do que eu falei? - ele perguntou levantando a sobrancelha. - Não, não chora, por favor.
-Eu entendi sim. Mas se for para ter você no final. O sofrimento vale a pena. Não ira se livrar de mim tão fácil. - limpei as lágrimas.
-Esse é o meu maior sonho. - ele disse sorrindo e limpando uma lágrima que ainda insistia em escorrer. -Nunca ninguém vai tirar você de mim, nunca. Se você quer ficar comigo, não insistirei para que escolha outra vida ou outra pessoa. Agora você tem noção de que é minha, pra sempre?
-Então você ainda me quer?
-Sua boba. Eu te quero de todas as maneiras possíveis.
-De todas é? - eu provoquei.
-Você disse sem provocações hoje. Lembra?
-Nós estamos sozinhos. Lembra? - eu disse beijando o seu pescoço e subindo até sua orelha, mas ele me parou.
-Antes que eu me esqueça...
Ele colocou a mão no bolso do terno que eu estava vestindo.
Fiquei olhando, esperando o que iria fazer. Ele me mostrou um anel.
-Quer casar comigo?
O pedido... Era isso que Jess tanto me perguntou aquela noite. Ela sabia que ele ia me pedir em casamento.
Estiquei minha mão para ele por o anel. E quando ele colocou no meu dedo, mais lágrimas caíram. Aquilo estava mesmo acontecendo? Eu? Com Nathan Sykes?
-Eu te amo Nathan. - disse fungando.
-Você fica tão.. Bebê quando chora.
-Para... Não me sacaneia.
-Eu também te amo, minha vida. - ele disse rindo.
-Minha vida? Essa é nova. - eu disse sorrindo.
-Meu amor, minha vida, meu bebê, minha noiva e futura mãe dos meus quatro filhos.
-Quatro? - eu perguntei assustada.
-Claro... Quatro. Porque não?
-Você não é daqueles pais que quer montar um time de futebol, né?
-Wooow... É uma boa ideia. - ele ria.
-Você é maluco, Sykes.
Ele me abraçou e nos beijamos. Eu era a pessoa mais feliz do universo.
-Nathan, e quando eu voltar para Brasil? - perguntei.
-Você disse que iria me esperar não importasse o que.
-E eu vou.
-Me espere lá, que eu vou atrás de você.


Nota: Oie gente! Esse capítulo é um dos meus favoritos até agora. Muita emoção nele. haha. Espero que vocês tenham gostado e, por favor, não deixem de comentar aqui ou lá no meu twitter. Obrigada por tudo e até o próximo. \o



terça-feira, 9 de abril de 2013

Capítulo 8 - Leave out all the rest...


Dançar com o Nathan era a coisa mais engraçada do mundo. Me lembrava das primeiras noites em que saímos juntos, na montanha e o dia da boate.
Ele era... Desengonçado. E eu não era uma expert, então nos divertíamos bastante.
Dançamos de tudo. Musicas lentas, animadas, musicas da banda dele, que ele cantava sussurrando no meu ouvido, me causando alguns arrepios. Tivemos espaço até para eu tentar ensinar samba para mais da metade da festa. Afinal eu era brasileira. Isso ele fez o favor de espalhar para todos.
Estávamos dançando uma musica lenta. Abraçados. Minha cabeça estava apoiada em seu ombro e ele respirava no meu pescoço. Uma das melhores sensações do mundo.
Enquanto virávamos devagar pela pista eu avistei Jess e Jay dançando juntos.
Eles viram que eu estava olhando e começaram a sacaniar. Faziam gestos de gente se agarrando. Ela me mandava beijar o pescoço de Nathan e Jay para que mordesse a sua orelha.
Aquilo me fez rir.
-O que foi? - Nathan perguntou procurando o motivo da minha risada.
-Não foi nada, meu amor.
Vixe. Não, eu tinha chamado ele de amor. Não de novo. Não acredito nisso. Quando ficamos juntos, nós combinamos, nada de chamar de "amor". Ele não gostava, por alguma razão.
-Amor? - ele perguntou no meu ouvido enquanto ainda dançávamos.
-Brasileiros tem essa mania. Chamar todo mundo de amor. - tentei inventar uma desculpa. Como eu era idiota.
-Você nunca chamou ninguém aqui de amor.
-Foi sem querer. Não vai acontecer mais. - Tentei não soar irritada com aquilo. Mas foi difícil e ele percebeu.
-Amor... - ele disse pensativo. - Que pena que não vai acontecer mais né? Eu tava pensando que com você ela não é tão ruim assim. Até que ela faz bastante sentido.
-O que? - eu realmente não entendi o que ele estava falando.
-Não fiquei chateado de você me chamar de amor, pelo contrário. Mas como você disse que não vai mais acontecer. O que eu posso fazer?
-Mas você disse que não gosta. - eu o encarei.
-Não me lembro mais de ter dito isso.
-Você realmente não existe. E sim, você disse. - Eu ria.
-Amor, com você vale qualquer coisa. - ele olhou em meus olhos.
Ele falava aquelas coisas tão espontaneamente que era difícil não ficar surpresa.
-Me chama de "amor" de novo. - ele pediu.
-Você ta brincando comigo, né?
-Não. É sério. Me chama de amor de novo.
-Eu te amo... Meu amor.
Ele sorriu. Começamos a nos beijar mais uma vez. E dessa vez eu não estava nem ligando. Não queria parar nunca... Eu o amava e queria demostrar aquilo para todos.
-Okay meninos. Não estamos em casa.
Quando Jess disse isso. Eu acordei, percebi a que ponto estávamos chegando.
Eu empurrei-o e comecei a me endireitar.
-Desculpa. - eu disse a Jess, olhando ao redor.
Algumas pessoas encaravam a gente. Pensei que deviam estar me achando uma "piranha". Fiquei com um pouco de vergonha.
-Relaxa. - Nathan segurou a minha mão.
-Vamos no banheiro? - perguntei a Jess, mas nem esperei a resposta. Já sai arrastando-a. Virei para Nathan e disse - Eu já volto.
....
-Ai meu deus, que vergonha. - eu disse entrando no banheiro. Depois de Jess ter me dito que por pouco Nathan não mostrou minha calcinha para a festa inteira.
-Relaxa. Não deixei vocês chegarem ao extremo.
-As pessoas estavam me olhando com uma cara estranha. - disse choramingando.
-Provavelmente com inveja.
Eu ri.
-Mas e ai? Me conta. - ela continuava, um pouco ansiosa . - O que você pretende fazer?
De novo aquelas perguntas sem sentido. O que ela sabia que eu não estava entendendo?
-Jess, eu não faço a minima ideia do que você quer saber.
-Será que meu irmão é tão lento assim? Estamos quase no final da festa. - ela disse irritada.
-Você quer me contar o que está acontecendo?
Eu já estava impaciente. Sabia que tinha acontecido alguma coisa ou ia acontecer.
-Não posso. Meu irmão me mata.
-Não mata não. Ele não vai saber que você me contou.
-Eu REALMENTE não posso.
-Jess, por favor. - se curiosidade matasse, eu não estaria mais nesse planeta.
-Para! Não posso mesmo.
Revirei os olhos e indo em direção a porta. Segredos de irmãos eu pensei. Mas que coisa totalmente irritante.
-Ei, o seu batom ta borrado. - ela disse.
Eu arregalei os olhos. Como podia? O batom era claro, nem marcava direito na pele. Corri até o espelho e percebi que não havia nada borrado.
-Você precisava ver a sua cara de desesperada. - ela disse rindo.
-Engraçadinha. - eu disse. Mas ela já havia saído do banheiro.
....
Voltei para a pista de dança. Vi Jess dançando com Jay de novo. Me perguntei se tava rolando alguma coisa entre os dois. Nathan disse que Jay estava namorando. Quem sabe? Mas isso não importava agora.
Onde ele estava? Dei a volta no salão procurando. Passava por pessoas desconhecidas, que sorriam para mim, me cumprimentavam por ser uma boa dançarina (eles não devem saber o que é dança, tadinhos) e que estavam bem animadas com a minha presença. Teve até uma moça que me perguntou como era o Brasil. Demorei alguns minutos falando com ela.
Voltei a andar pelo salão e quando estava desistindo de procurar, um senhor desconhecido tocou meu ombro.
-Você é a Carol, né? - ele perguntou com a voz bem baixa que tive que me aproximar bastante para escutar.
-Sou sim, senhor.
-Pensei que nunca ia te encontrar. Aquelas pessoas da pista de dança são realmente malucas.
-São um pouco. - eu segurei a risada. - Mas o senhor estava dizendo?
-Ah sim. Me mandaram dizer que estão te esperando lá fora, no jardim.
-Quem?
-Eu não sei. Foi só isso que me mandaram dizer.
-Tudo bem. Obrigada.
Fiquei meio desconfiada. Mas pensei que podia ser algo importante.


Nota: Hey people (eu internacional)... Espero que tenham gostado desse capítulo. Achei ele um pouquinho mais curto que os outros, mas não reparem. Haha. Qualquer coisa, me avisem.
Queria aproveitar para sugerir a fic de uma amiga minha, eu comecei a ler a pouco tempo, mas estou amando. A Have Some Fun, da Laura. Leiam, é realmente muito boa. ;)
Obrigada por tudo mais uma vez. <3

domingo, 7 de abril de 2013

Capítulo 7 - Forever Yours...


Nota: Oi gente. Estou começando a nota na frente do capítulo porque quero pedir desculpas a todos pela demora. Tive alguns problemas pessoais e ficou bem difícil vir aqui. Aqui está o capítulo e espero que vocês gostem. Não deixem de me dizer a opinião de vocês por aqui ou pelo meu twitter. ;)
Procurarei recompensar essa semana postando um outro mais rápido. Ta bom? ;) Obrigada por lerem.


Eu estava linda. Me olhava no espelho imaginando o que ele ia pensar quando me visse...
-Uau! Você ta linda demais! Acho que perderei meu brilho hoje. - Jess disse entrando no quarto.
-Não vou tirar o seu brilho Jess, afinal, o aniversário é seu.
-Com certeza para o meu irmão não haverá outra pessoa na festa. Vejo como ele olha para você. Nunca o vi ficar assim por ninguém, sabia? - ela disse sentando na cama e mexendo no meu sapato, suspirando, como se estivesse imaginando uma cena bonita.
-Ah, que isso, Jess. Só estou aqui a um mês. Creio que sou só uma diversão para o seu irmão. Quando eu voltar para o Brasil, ele me esquece. Estamos ficando a bastante tempo e ele nem me pede em namoro.
-E precisa? Por que você duvida tanto que ele goste de você? Eu ando reparando isso. E vejo a barreira que você está criando. Não está se entregando por completo esses dias.
-Porque... A você sabe. Ainda mais agora que ele vai sair em turnê de novo. Eles sempre iam a festas...
-Você fala como se meu irmão fosse um galinha. Esquece que agora Tom e Siva estão casados. Max vai ter um filho. Eles cresceram. Nathan não tem mais 19 anos.
Ta certo, ele não tinha mais 19 anos. Mas sei lá, ele estava solteiro. E ainda era novo e... lindo.
Daqui a um mês eu voltaria para o Brasil e o que ia ser da gente? Já tinha pedido meu cartão de cidadã em Londres, mas ele ainda ia demorar e não podia ficar mais do que o normal permitia. Senão viraria ilegal.
Era uma situação que estava me deixando cada vez mais tensa.
-Você ta me escutando?
Fui tirada do transe que estava pela voz aguda de Jess.
-Não desculpa, o que você disse?
-Que ta estampado na cara dele que ele é perdidamente apaixonado por você e você por ele. Por que é tão difícil para você aceitar isso?
Não era o problema de aceitar... Não sabia como explicar aquilo, mas eu tinha que tentar. Em um mês ela era a minha unica amiga e irmã caçula do meu... Ficante? Estava ficando um pouco neurótica com a ideia de Nathan sair em turnê, isso significava groupies que falando no sentido mais correto, abririam as pernas para ele. Não suportava a ideia de que podia ser trocada...
-Jess, ele é o Nathan Sykes. - eu disse.
-E daí?
-E daí é que ele pode ter as garotas que ele quiser. Acho que não quer nada sério comigo.
-Ai vocês fans. Tem que parar de pô-lo em um pedestal. Ele não é um Deus. Ele não quer outras garotas. Está interessado em você. É um menino comum.
-Comum também não, né?
-Ai, eu desisto de conversar. Não quero me estressar hoje. O carro já está chegando. Eu vim aqui te avisar.
-Ta okay. - me perguntei se ela tinha ficado chatiada - E Jess? Você está muito linda mesmo.
Eu disse para quebrar o clima a nossa discussão.
-Aiin, ficou legal mesmo? - ela disse se avaliando.
-Estou te invejando! - eu disse.
Ela riu e abriu a porta. Mas se deteve e disse:
-Posso te pedir um favor? Não machuca o meu irmão. Ele realmente gosta de você.
Eu me virei para encará-la, mas ela já havia saído. Eu? Machucar o irmão dela? A unica pessoa que tinha chances de sair machucada daquilo tudo era eu. Estávamos ficando bem sério a 2 meses e eu nem sabia se ele me amava. Amor? Essa palavra horrível de novo. Acho que agora entendia o motivo dele condená-la.
Mas era a verdade. Eu o amava e queria que ele sentisse a mesma coisa por mim. Eu tinha medo. Ele nunca tinha deixado obvio.
Resolvi deixar os problemas de lado só hoje.
Olhei novamente para o espelho. Era difícil acreditar que era meu reflexo.
"Nossa ele vai babar muito", pensei comigo mesma.
...
Cheguei no salão junto com Jess. Apesar de ser uma festa normal. A mãe dela fez questão de uma cerimônia de abertura em que ela entrava descendo pelas escadas do salão. O que estava na cara que ela odiou.
Ela estava fazendo 22 anos. Estava muito nervosa de ter que entrar sozinha no salão com todos olhando para ela. Segundo ela, o que gostava de mais atenção era Nathan.
-Jess, vai dar tudo certo. Respira. - eu tentava tranquiliza-la.
-Entra comigo. Afinal a festa também é para você. Não tem nada a ver eu entrar sozinha. - era quase que um apelo.
-Não posso. Esse é o seu momento. Mas eu vou estar logo atrás de você.
Não queria dizer a ela que também estava meio nervosa com isso. O que iria acontecer essa noite?
Descendo as escadas do salão, ela parecia uma princesa...
Depois que todas as atenções tinham saído da escada, eu resolvi descer. Tinha que encontrar o Nathan. Todos os outros rostos eram desconhecidos. A não ser o de sua mãe, que estava muito ocupada agora dando atenção a alguns convidados junto com Jess.
Não precisei procurar muito. Antes de chegar ao ultimo degrau, eu o avistei. No pé da escada. Me esperando. Ele sorria daquela maneira que me arrancava o folego. Ele fazia de propósito. Sabia que eu quase morria com aquilo.
Pensei no que Jess havia dito no quarto antes de irmos para a festa. A maneira que ele me olhava...
-Smoking? - eu disse chegando perto dele.
-Não ta legal? - ele perguntou com uma cara assustada e ao mesmo tempo se analisando.
-Você está lindo. É porque estou mais acostumada com o Nathan de camisa, jeans e tênis.
-Eu posso tirar se você quiser. - ele me olhou com a cara que eu descrevia como safadeza.
-Não comece a me provocar. Lembre-se estamos no aniversário da sua irmã. - eu disse dando dois tapinhas em seu braço.
-Me comportarei. - ele disse sorrindo.
Dei um selinho nele e quando olhei para o lado, havia um garçom com uma bandeja de bebidas coloridas que eu não fazia ideia do que fossem.
-Aceitam uma bebida? - ele perguntou.
Nathan pegou a roxa e eu recusei. Sabia que aquilo continha álcool e não, eu nunca mais iria chegar perto de bebida nenhuma. Tive a minha primeira e unica experiencia a um tempo atrás e não tinha sido nada legal.
Ele me ofereceu, mas eu olhei com cara de reprovação.
-Só hoje. É festa. - ele insistia.
-Você sabe que eu nunca bebo. E depois daquela vez então... Eu ficaria bêbada só com um copo desse.
-Exagerada. - ele disse revirando os olhos.
-É sério ta? Você é acostumado já. Eu não. Não vou estragar a festa da sua irmã. O que você ia fazer se eu tivesse caindo bêbada pelos cantos do salão?
-Te levaria para um hotel. - ele disse isso com o sorriso mais... Limpo do mundo.
Eu não achei graça naquilo, então virei as costas para sair andando. Que parte do sem provocações hoje ele não entendeu? Mas ele me abraçou por trás.
-Eu cuidaria de você. - ele sussurrou no meu ouvido. - Apesar de eu ter amado você bêbada aquela noite. Sabe? Animadinha...
Olhei para ele ainda emburrada e ele me deu um beijo demorado na testa... Sempre me surpreendendo. Sorri.
-Você não dispensa o preto, né? - ele disse me soltando e analisando. Percebi que seu olhar demorou mais no meu decote.
-Você gostou? - perguntei dando uma volta.
-Sempre gostei. Preto é uma cor realmente incrível e em você...
Antes que eu pudesse responder ele continuou:
-Vem. Tem gente que eu quero que você conheça.
Ele me segurou pela mão e saiu me arrastando pelo salão.
...
Eu havia conhecido tanta gente aquela noite que seria impossível gravar o nome de todas elas.
Ele me apresentou Tom, Max, Siva e Jay. Estava apaixonada pelos meninos... Muito simpáticos e doidos. A maior parte que fiquei do lado deles, eu não parava de rir.
Estava sentada na mesa, olhando em volta mas me sentindo meio deslocada. Via entre uma pessoa e outra Nathan rindo com eles. Eram praticamente irmãos e não se desgrudavam nunca.
Estava com uma incrível sensação de vazio porque estava longe dele. E percebi que teria que começar a controlar isso se ia ficar sem ele por um tempo.
-E ai? Me conte tudo? - disse Jess sentando na mesma mesa que eu estava. A capacidade dela de cortar os meus pensamentos era incrível. Quase que uma implicância.
-A decoração esta magnifica e você também. Não cometeu nenhum erro. - eu disse com sinceridade.
-Eu agradeço o seu elogio, mas não é sobre isso que eu estou falando.
Eu olhei para a cara dela. Pensando que ela podia estar bêbada ou coisa do tipo. Não fazia a minima ideia ao que ela se referia.
-Do que você ta falando? - eu quis saber.
-Do pedido.
-Pedido de que?
Sim, ela estava bêbada e delirando naquele exato momento. Ou será que não?
-Para de olhar para mim como se eu tivesse falando alguma coisa errada. Eu vou dançar, já que você não vai me contar agora.
Eu fiquei pensando... Pedido? Se tem uma coisa que bêbado fala é a verdade. Principalmente na sua cara. E ela não estava inconsciente. Definitivamente sabia o que ela estava fazendo. Ela tinha certeza daquela pergunta.
Resolvi levantar ir atrás dela. Mas alguém segurou o meu braço e quando vi quem era esqueci completamente porque tinha levantado.
-Justo quando eu vim sentar com você. - disse Nathan. - Ta fugindo de mim?
-É claro que não. - respondi me sentando.
Ele puxou a cadeira para mais perto, de modo que sua perna encostasse na minha quando sentou.
Eu me endireitei e pus essa mesma perna em cima da dele. Ele se achou no direito de levantar meu vestido, por a mão nela e ficar acariciando-a.
-Mas que abuso. - eu disse brincando.
-Se você pode mexer no meu cabelo, eu também tenho o direito de mexer na sua perna.
Nós eramos bem íntimos um do outro e não, nós nunca fizemos sexo. Mas eramos beeem carinhosos.
Eu achava fofa as atitudes dele. Bem protetor. Tipo príncipe. No inicio, achei que enjoaria. Que podia ser meio grudento, mas não, não foi.
Ele era aquele tipico menino que você quer ter do lado em todos os tipos de situação. Aquele que faz piada de tudo, mas na hora de falar sério, deixa de ser criança.
Parei de olhar para a pista e percebi que ele estava me encarando.
-Que foi? - eu perguntei sorrindo.
-Meus amigos tinham razão.
-Sobre?
-Que a Jess não é a unica pessoa esplendida dessa festa.
-Você está realmente lindo, Nath. - eu disse brincando e ajeitando a sua gravata.
-Boba. Você está realmente linda.
-Obrigada.
-Sabe, eu até fiquei com um pouquinho de ciúmes. - ele disse olhando para um ponto fixo do chão. Meio com vergonha do que ele tinha acabado de dizer.
-Por que ciúmes? Eles só olham. Você é o único que pode tocar. - eu olhei para sua mão em minha perna. Ele riu. - Eu sou só sua.
-Tem certeza de que você quer ser só minha?
-Não entendi a pergunta? - eu gelei.
-O quanto você gosta de mim? Ficaria comigo aqui pra sempre?
-O gosto de você o suficiente para me sentir mal, sozinha e desesperada quando não estou ao seu lado. Mesmo estando no meio de toda essa gente.
Ele sorriu e me beijou. Nossos beijos sempre se descontrolavam... Mas na festa, eu os interrompia. Afinal, não estávamos em casa e nem sozinhos.
-Quero dançar. - eu disse.
Ele levantou da cadeira puxando a minha mão. Eu estava bem animada.