sábado, 22 de março de 2014

Capítulo 42 - See ya again...

Nota: Bom, olá pessoal!
Comecei essa nota dizendo que o próximo capítulo fecha a 1ª Temporada de Heart Vacancy! Mas não se preocupe... A Segunda já está sendo escrita. ;)
Muitas revelações, muito choro, casais se formando e outros terminando. haha
Espero que vocês tenham amado e foi muito bom receber os comentários de vocês, que continuaram me dando forças para escrever.
Obrigada por tudo e espero que esse capítulo deixe vocês com gostinho de quero mais.
Então, até o próximo e que venha a 2ª Temporada.

Nota 2: Coloquem Heart Vacancy Instrumental para tocar quando eu disser (PLAY) e parem quando eu disser (STOP).

...

Carol's POV

Nathan estava demorando muito tempo para voltar com aquele teclado.
Me levantei e fui atrás dele.
Quando cheguei ao final do corredor ele estava no meu quarto.
-Nathan? O que está fazendo?
Ele estava com minha camisola na mão, me encarando.
Levantei uma sobrancelha esperando uma resposta que não veio.
Nathan parecia estar em transe. Pensando em algo.
-Sykes?
Mais uma tentativa e nada, ele estava dormindo em pé.
-NATHAN! - gritei.
Isso o assustou, deixando minha camisola cair.
-O que... Eu... Hãã. - ele gaguejou.
-Não entendo monossilabas. Pode me dizer o que está fazendo?
-Eu estava... estava... pensando. Isso, pensando. Você me assustou, nossa!
-Pensando com a minha camisola na mão, Sykes? - perguntei rindo.
-Ela estava no chão.
-Hum... Ta. - disse, mas sabia que a camisola não estava no chão. Eu lembrava de onde a havia deixado.
-Acredite. Eu vim buscar o teclado...
-No meu quarto? - o interrompi.
-Sim, olha!
Ele se abaixou, se esticando para debaixo da cama e puxando uma caixa enorme.
Nathan abriu e lá estava o teclado.
Sorri da minha própria idiotice... Pensava que ele estava ali porque ainda sentia algo e ele tinha ido pegar o teclado.
O ajudei a levar para sala e nos sentamos no sofá.
-O que você quer ouvir?
-Me surpreenda. - pedi.
Ele sorriu estalando os dedos e se concentrando.
...

(PLAY)

Nathan começou a tocar calmamente...
Identifiquei a musica e, não, ele não estava tocando ela. Heart Vacancy?
Ele olhou para mim e sorriu de minha expressão.
-Sim, antes que você pergunte.
-Obrigada, Nathan. Eu amo Heart Vacancy.
-De nada.
-Serio, não só pela música, mas pelos doces e por ter vindo aqui... Sabe que seus amigos estão na festa?
-Eu sei, eu vim de lá... - ele confessou.
-E não ficou porque?
-Pensei em você.
Fiquei em silencio, sem saber o que dizer... Pensei no que a namorada dele diria se ouvisse ele falando isso, mas tratei de espantá-la da minha mente.
Se ele não estava pensando nela, porque eu pensaria?
A música ainda tocava e nós nos encarávamos.
-Vai embora amanhã mesmo? - Nathan perguntou.
-Achei que você soubesse.
-Só queria confirmar... E quando volta?
-Pergunta difícil. - brinquei dando um pequeno sorriso. - Só Deus sabe.
Ele suspirou abaixando a cabeça.
-Alguma coisa errada? - eu quis saber.
-Carol... Eu...
-Você o que?
-Eu... - ele gaguejava, como se estivesse escolhendo as palavras certas. - Eu desisto!
Ele segurou meu pescoço com força, colocando seus lábios nos meus.
Meu coração batia tão rápido que quase era possível sentir a casa vibrar no ritmo dele.
Nathan me puxou para o seu colo e suas mãos percorriam o caminho de minhas coxas até minha bunda, que estava destampada, devido a estar só de calcinha.
"Finalmente." minha mente manifestou-se.
Sentir suas mãos quentes acariciando o meu corpo era maravilhosamente perfeito.
Queria que aquele momento durasse para sempre.
...

Nathan's POV

Mais uma vez sentia aquela explosão.
Carolina... Ela dava vida a todos os meus sentidos.
Sentir seu corpo em minhas mãos era um dos maiores prazeres que já havia tido.
Com ela era diferente... Ela era unica.
Tudo estava perfeito até que uma frase veio a minha mente: Pergunte a ela onde ela estava na quinta-feira passada.

(STOP)

A voz de Danielle ecoou e lembrei de nossa briga mais cedo.
Interrompi o beijo com muito esforço e fiz a pergunta que me atormentou.
-Carol, onde esteve na quinta-feira passada?
Ela me encarou com a sobrancelha levantada. Como se não acreditasse na minha pergunta.
-Em um restaurante... - ela respondeu na duvida.
-Sozinha?
-Sim... Hã, por que isso importa mesmo?
-Ainda por cima é mentirosa. - disse tirando-a do meu colo e me levantando.
-O que isso tem a ver com nosso beijo?
-Tem tudo a ver... Porque você estava com outro e acabou de mentir para mim!
-Eu estava com Henrique, sim e dai? Como você sabe? Você estava lá?
Parei para pensar. Não podia dizer a Carol sobre as fotos... Era Dani que estava me ajudando a "desmascará-la" e falar sobre, iria ser errado.
-Sim, eu estava lá e... Eu vi você beijando outro. - menti o melhor que pude.
-Você é um idiota, sabia, Sykes?
-Realmente, você faz todo os homens que saem com você de idiotas... Já saquei o seu tipo. É daquelas que querem ter vários para quando estiver mal com um, correr para o outro.
-Vai se foder! Você ta me chamando de piranha? - ela levantou do sofá e me encarou.
-Contou para aquele babaca do seu ex, atual ou qualquer merda que ele seja seu, tudo o que tivemos no Brasil?
-Isso não diz respeito a ele... Não estamos juntos!
-Ah, é, esqueci que você beija qualquer um.
-Sai, daqui!! Eu te odeio!! Sai!! - ela gritou me empurrando em direção a porta.
-Bem maduro da sua parte de novo... Não pode me expulsar do apartamento do Max.
-Ah, eu posso sim! Vou chamar a policia!! - ela gritava me empurrando com cada vez mais força.
Segurei os braço dela me recusando a sair.
-Você é igual a todas as outras... Atrás de mim por causa da fama. - disse a encarando.
-Deixa eu te contar um segredo, Sykes. O mundo não gira ao redor do seu pinto.
-Não vai me fazer de babaca!
-Você já é um babaca!! Volta para a sua namorada... Já contou a ela que você coloca um par de chifres em todas as garotas que você fica?
-Não trai você garota! Você é maluca!
-Você jogou tudo pro alto, não venha jogar a culpa em mim!
Carol estava vermelha... Parecia que ia explodir.
-Você ta totalmente errada. Não sabe o que fala. - disse tentando ser mais calmo.
-Você está totalmente certo de tudo o que você faz, né? Olhe-se no espelho, Nathan.
-Você já se olhou e viu a falsa que você é?
Ela arregalou os olhos e agora eu tinha certeza, ela ia explodir.
Max tinha uma estante de livros na sala.
Carol foi até ela e segurou dois nas mãos.
-Não faça isso... Põe esse livro... - disse em vão, pois ela já havia arremessado um.
-SAI DAQUI! - ela disse jogando mais dois na minha direção.
Consegui desviar, mas ela foi mais rápida e pegou mais dois.
-VAI EMBORA!
Um deles acertou minha cabeça em cheio.
Doeu e muito, tinha certeza de que ia fazer um galo.
-Você é maluca!! Não vou ficar nem mais um minuto aqui. Vai se tratar!
-Nathan... Me desculpa.
-Adeus! - disse abrindo a porta, sentindo o ódio me consumir.
...

Aline's POV

Acordei sentindo algo roçando em meu rosto.
Abri meus olhos devagar e vi Max beijando minha bochecha.
-Bom dia, meu amor! - ele disse.
-Bom dia, Max.
-Já é de manhã, acabamos pegando no sono.
-Não é pra menos... - sorri.
-A noite de ontem foi maravilhosa... Você me faz o homem mais feliz do mundo.
Virei-me para que seu rosto pudesse ficar bem próximo do meu e eu pudesse encarar aqueles olhos que eu tanto amava.
Max, se aproveitou que eu estava nua e deslizava suas mãos por todo meu corpo.
Dei um sorrisinho de leve.
-Apesar de ser minha, ainda fica coradinha quando eu encosto no seu corpo... Ta com vergonha?
Sorri mais ainda, lhe dando um beijo.
Isso foi o estimulo que Max precisava para colocar sua mão entre minhas pernas.
-Amor, eu tenho que ir pra casa arrumar minhas malas. Iremos embora hoje a tarde. - disse para que ele se interrompesse, antes que eu me descontrolasse.
-Não me lembra disso. - ele levantou de bico.
-Não faz assim. - levantei e sentei encarando suas costas. - Vou voltar antes do que você imagina.
-Quando?
-Assim que der, eu prometo... E alem disso. Começa a sua turnê amanhã. Ponha um sorriso nesse rosto e vá se divertir com suas fans.
Passei minhas pernas por sua cintura e depositei vários beijos em suas costas.
Max sorriu.
-Contarei os dias para te ter de volta. - confidenciou.
-Contaremos então.
Sorrimos um para o outro...
Max era o homem que sempre pedi a Deus. Ele tinha cara de pegador e durão, mas era um dos homens mais doces e românticos que já havia conhecido.
Isso o fazia ser ainda mais lindo.
Catamos, por fim, nossas roupas e fomos embora do hotel. O dia hoje ia ser longo...
...
Entramos no apartamento e ele parecia vazio, silencioso.
Max viu alguns livros de sua estante no chão.
O teclado o qual Nathan havia perguntado sobre, estava em cima da mesa de centro da sala. Max me olhou com um sorrisinho safado...
-Será que alguém dormiu aqui? - ele perguntou baixo e eu soube a quem ele se referiu. Nathan.
-Não, Max! Ninguém dormiu aqui, apenas eu. - Carol entrou pela sala vestindo um moletom preto com óculos escuros.
Olhei minha amiga de cima a baixo, ela parecia que estava de luto. "Merda!" pensei.
-Pra que esses óculos? Ta nublado. - afirmei.
-Não dormi muito bem... Só isso. Meus olhos estão meio inchados.
Podia jurar que ela estava com aquele óculos para esconder sua cara de choro e o motivo? Bem, todos já sabiam.
-Brigaram de novo? - perguntei.
-É o Nathan, né Aline? Mas não quero falar sobre isso. Quanto a bagunça Max. Me desculpe...
Estou indo visitar o Jay e assim que eu voltar, eu arrumo tudo.
-Não tem problema, Carol! Você quer que te leve de carro até o hospital? - Max ofereceu.
-Não precisa... Não é tão longe. Eu vou andando.
-Quer companhia, amiga? - ofereci.
-Não, amiga! Fique com Max. Vocês tem tempo para se despedir. - ela disse com um sorriso fraco. - Eu já arrumei minhas coisas. Catei tudo seu e deixei em cima da sua cama... Vai te ajudar a ter mais tempo.
Minha amiga era mesmo um anjo... O que mais me revoltava era vê-la triste.
Ela merecia ser feliz, com um homem de verdade, que realmente a amasse.
Fui até ela e a abracei.
-Te amo, amiga. - disse.
-Tambêm te amo, Lines.
-Mande beijos para o Jay.
-Mando sim. - ela disse dando uma fungadinha.
-Toma cuidado na rua. - disse sorrindo.
-Sim, mãe. - ela brincou se dirigindo a porta.
Quando Carol saiu, ainda fiquei uns 30 segundos encarando a porta. Pensando em oq tinha iniciado a briga dos dois.
-Quando eles vão parar de brigar? - Max perguntou me abraçando por trás.
-Só Deus sabe, amor. Só Deus sabe.
...

Carol's POV

A cidade estava vazia aquela hora da manhã...
Tomei café em uma padaria da esquina e quando me deparei com o vidro de doces, eles me pareceram familiar.
Olhei para o emblema da padaria. "Puta que pariu" pensei. Tanto lugar para tomar café em Londres e eu entro justamente na mesma padaria a qual Nathan me comprou os doces ontem.
Paguei a conta e tratei de sair o mais rápido dali. A ultima coisa que precisava, era me deparar com Nathan hoje.
Hoje de manhã, havia pensado em lhe enviar uma mensagem pedindo desculpas pelo livro que lhe acertei. Cheguei a escreve-la.
Mas depois de pensar muito, a apaguei. Foi bem feito, ele mereceu, por tudo que me disse.
Alguns minutos depois, cheguei, andando, ao hospital que Jay estava internado.
-Bom dia. Em que posso ajudá-la? - perguntou a recepcionista, simpática.
-Vim fazer uma visita a James McGuiness.
-Só um minuto.
Ela digitou alguns minutos no computador a sua frente e logo depois me entregou um crachá.
-Quarto 305, senhorita.
-Eu sei. Obrigada.
Peguei o elevador e fui até o andar de James, logo, estava batendo na porta do quarto 305.
...

Jay's POV

Tentava fechar os olhos mas não sabia de onde mais ia tirar sono.
Nos últimos dias, é o que mais tenho feito. Acho que dormi por um ano inteiro.
Tédio, era isso que sentia.
Não havia nada de bom na televisão e não havia nada que pudesse fazer para mudar meu estado.
Tinha que permanecer imóvel por causa dos minhas costelas.
Soprei um cacho que estava caindo na minha testa e o mesmo, voltou a cair.
Soprei novamente e por meia hora aquilo foi minha diversão, até que o soprei com muita força e ele não caiu mais.
Saco.
Escutei uma batida na porta.
-Entra! - gritei.
Carol apareceu por detrás da porta, parecendo uma espiã com aquele casaco e os óculos escuros.
-Q tipo de disfarce é esse? - perguntei me sentindo animado por ter, finalmente, alguém para conversar.
-Não é um disfarce, James. - ela sorriu tirando os óculos.
Os olhos de Carol estavam vermelhos e inchados, como se ela não tivesse dormido.
-Pelo visto, a festa foi boa hein? - brinquei.
-Você terá que perguntar isso aos seus amigos, pois eu não fui na festa.
-Qual o problema, então?
-Nathan, James... O Nathan nasceu. Esse é o problema. - ela disse segurando o choro.
-Oh, Carol. Me desculpa. Vocês brigaram de novo?
-É, acontece.
Ela suspirou e pensei em alguns segundos em o que dizer para ajudá-la, mas não havia o que ser dito. Ela só seria realmente feliz quando parasse de brigar com ele.
-Eu vim me despedir. - ela cortou o silêncio.
-Onde você vai?
-Embora. Vou voltar ao Brasil essa tarde.
-Ah, festa de despedida... Faz sentido.
-Sim! - ela disse e pude ver mais uma lágrima cair.
-Vem cá me dar um abraço. - disse estendendo os braços para frente.
Carol veio até minha cama e se deitou em meu peito.
-Vou sentir saudades, chaveirinho! - brinquei.
-Chaveirinho, James? - ela deu uma risada abafada.
-Sim, você é a pequena do grupo.
Rimos por alguns minutos... Carol e a sua altura.
Perguntei sobre Aline e Max e como eles iam ficar em relação a se separarem.
-Ela vai voltar mais rápido do que você pode imaginar. Eu a conheço muito bem.
-E você pode voltar com ela. - sorri.
-Vamos ver, quando tiver a oportunidade.
-E você tem uma...
-Qual? - ela perguntou confusa.
-Final do ano ta batendo na porta, baby! Festas e mais festas. Esse ano viajaremos todos juntos. Já chegamos a esse acordo e eu estou te convocando a ir com a gente.
-Ano Novo?
-Sim, festa de Ano Novo. - confirmei.
-Pensarei sobre.
-Não tem o que pensar. Vou mandar a polícia atrás de você se não estiver aqui.
Rimos e brincamos, pude jurar que o olhar dela se animou.
-Bem, eu tenho que ir. Ajudar a Aline com a mala dela.
-Ta okay. - acenti.
-Se cuida hein, James? E nada de bebida para essas costelas.
-O que? Bebida me cura. É um antídoto.
-Aham... Vai nessa. - ela sorriu.
Carol veio e me deu um beijo na testa.
-Adeus. - disse se dirigindo a porta.
-Te vejo no Ano Novo. - gritei antes que ela fechasse a porta.
-Te vejo no Ano novo, Jay. - ela desapareceu do meu campo de visão, sorrindo.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Capítulo 41 - Your love is my turning page...

Nota: Coloquem Sleeping At Last - Turning Page quando eu disser (PLAY) e podem deixar tocar até o final. ;)


Carol's POV

O telefone havia tocado e eu fui atender... A pessoa do outro lado da linha não disse um "ai".
Podia ser algum dos meninos sacaniando, pois escutava uma música ao fundo, o telefone que aparecia no identificador não me era estranho, mas naquela hora eu não o reconheci.
Estava pronta para manifestar minha revolta com a brincadeira, mas a ligação foi interrompida.
Desliguei o telefone sem paciência e me dirigi ao banheiro para tomar banho.
...
A água estava maravilhosa...
Como estava sozinha em casa, vesti o mesmo moletom comprido e preferi ficar de calcinha.
Deitei no imenso sofá da sala tentando relaxar mas nada parecia adiantar.
Pensava na volta ao Brasil que seria amanhã e o que ia ser depois disso.
Queria distrair minha mente e para fazer isso, coloquei o que eu mais gostava de ouvir. Piano...
Estava começando a pegar no sono quando uma cólica resolveu me despertar.
Corri para o banheiro e lá estava, problemas femininos.
-Mereço! - suspirei alto.
A campainha tocou.
Mas quem seria o insuportável na hora mais inoportuna?
Corri até a porta prendendo e cabelo e quando abri, pensei de estar sonhando.
-Oi! - ele disse.
-Olá, Nathan!
Um silêncio pairou sobre nós e começamos a falar.
-Eu vim...
-O que... Err, desculpa, fala você. - me interrompi lhe dando espaço.
-Você não foi a festa hoje e... Eu vim ver se você está bem.
-Só uma dorzinha boba.
-Nos seus pontos? Eu posso te levar no médico.
-Não, esta tudo bem. Apenas uma cólica chata.
-Ah, saquei. Mulheres.
Sorrimos um para o outro e mais uma vez o silêncio ameaçou nos consumir.
-Eu trouxe isso para você... O que veio a calhar, já que mulheres nesse estado gostam de comer besteiras, certo? - Nathan começou, não deixando que nossa conversa se tornasse forçada.
Olhei para sua mão e nela havia uma caixa com um emblema, que pude identificar que era de alguma padaria.
-Você não quer entrar? - ofereci.
Ele acentiu com um sorriso e entrou me entregando a caixa.
-São os melhores doces que já comi aqui pelo centro. Conheço todos os atendentes de tanto que vou comer lá.
-Quanta gordice, Sykes!
Rimos.
Abri a caixa e nela havia todos os tipos de doce que se possa imaginar... Bomba de chocolate, folheado de creme, beijinho, tortinha de morango e, meu favorito, quindim.
-Meu Deus, Nathan! Isso é... Huuuum. - comecei, mas não terminei a frase pois já havia colocado um deles na boca.
-Isso é... Doce! - ele disse com sarcasmo.
-Delicioso! - sorri comendo mais.
Ofereci a ele e, obvio, ele aceitou.
Sentamos no sofá e devoramos toda a caixa juntos.
-De quem e o ultimo quindim? - Nathan observou o solitário doce que parecia brilhar dentro da caixa vazia e toda bagunçada.
-Meu, porque você comprou a caixa para mim e ela é minha.
Peguei o doce e observei sua cara.
-Por que esse bico? - perguntei.
-Depois reclamam que estão gordas!! Irei te lembrar desse quindim que você não quis me dar.
-Mas que tipo de praga é essa?
-Vamos, me dá um pedaço. Divide!
-Não!! O quindim é meu!
-Só uma dentada. - ele disse tentando alcançar a minha mão. Protestei mais uma vez e isso fez Nathan me fazer cosquinhas, mas senti dor no lugar em que seus dedos apertavam.
-Nathan! Meus pontos! Ai, para. - pedi colocando as mãos de leve na barriga.
-Ah, meu Deus! Me desculpa... Eu não queria... Deixa eu ver.
-Não, ta tudo bem.
-E se tiver sangrando? Deixa eu ver...
Ele levantou meu moletom e arregalou os olhos quando viu que eu estava apenas de calcinha.
-Ai, merda! Me desculpa de novo. - ele disse virando-se de costas, como se tivesse me visto nua.
-Não tem problema. Não que você já não tenha visto isso...
Ele me encarou nos olhos e pude sentir meu rosto corar. Imediatamente, me arrependi do que tinha dito.
Mas era a mais pura verdade.
No Brasil, tomei banho de calcinha e sutiã na piscina com ele e cheguei a dormir sem calcinha por baixo de sua blusa Game Over. O que ele tinha visto de diferente?
Comi o ultimo quindim e seu sorriso brilhou em seus lábios enquanto eu lambia os meus dedos.
-Obrigada. Estavam maravilhosos! - disse.
-De nada... Quando quiser.
Sorri e mais uma vez, nosso grande amigo, o silêncio, nos dominou.
Nathan olhava tudo o que tinha a sua volta... Procurando algo para começar uma conversa, imaginei.
-O que estava ouvindo?
Pensei que não havia mudado de musica e ainda estaria ouvindo o piano.
-Nada de interessante. - disse um pouco envergonhada pois sabia que Nathan tocava.
Ele pegou meu celular e pois os fones no ouvido.
Alguns segundos se passaram e Nathan me encarou.
-O que foi? - perguntei.
-Não sabia que você gostava de ouvir piano... Assim, instrumental.
-Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe, Nathan. - sorri.
-O que por exemplo? - Ele levantou a sobrancelha com ironia, o que me fez rir bastante - Que sua risada é maravilhosa? Bem, eu acabei de descobrir.
-Obrigada. Você é maravilhoso.
Pude perceber que ele ficou sem graça e logo tratou de mudar o assunto.
-Bem... Quer dizer que você gosta de piano?
-Sim, de uma certa forma, uso para me acalmar. Desde mais nova... Mas nunca aprendi a tocar.
-Eu posso te ensinar ou... Tocar para você se acalmar.
-Se tivesse um piano aqui... - falei sonhadora.
-O Max tem um teclado escondido em algum lugar dessa casa.
-Jura?
-Sim. Irei encontrar. - ele disse se levantando e indo em direção aos quartos. - Me espera. Não saia dai.
-Não vou. - acenti rindo.
...

Max's POV

-Ta mais calma, amor? - perguntei a Aline, pois depois da briga com Danielle, ela havia se sentado e ficado calada a festa inteira.
-To sim, Max. Só não acho legal ficar brigando... Eu pago de namorada barraqueira.
-Relaxa. Eu não acho que você seja assim. Ela deu motivos.
-E eu já não gosto dela...
-Ninguém gosta, mas, Nathan a escolheu. Nem todo mundo tem um gosto requintado igual ao meu.
Aline me olhou com um sorriso safado estampado em seus lábios. Depositei neles um, dois, três selinhos e ela segurou minha cabeça, dando inicio a um beijão.
-Quero ir pra casa. - ela sussurrou em meu ouvido.
Sorri para ela e quando ia responde-la, fui interrompido pelo vibrar do celular.
Olhamos o visor juntos.
-Falando na peste. - ela disse quando vimos "Nath" no visor.
-Fala, cara. - atendi.
-Hey, man. Preciso saber onde você guardou aquele teclado que você tinha. Eu não encontro no seu quarto.
-No meu... O que? O que você ta fazendo na minha casa?
-Não me diga que você jogou fora? - ele me respondeu com outra pergunta.
-Ta embaixo da cama do quarto de hospedes. Mas pra que você o quer? Você tem vários na sua casa.
-A questão é que não estou na minha casa...
-Isso eu já percebi.
-E Carol gosta de ouvir para se acalmar.
-Ah, Carolina, claro. - sorri e pude ver que Aline sorriu ao ouvir-me citar o nome de sua amiga em uma conversa com Nathan.
-Pois é... Estou fazendo companhia a ela.
-Vocês vão fazer outra coisa isso sim. - brinquei.
-Cara, cala essa boca. Vou desligar. Encontrei o teclado. Muito obrigada.
-Okay, baby e comporte-se.
Desliguei o telefone sorrindo.
-O que foi? - Aline perguntou.
-Nathan... Fazendo companhia para Carol.
-Hum... Já vi que sua casa estará ocupada. - ela disse passando os braços pelo meu pescoço.
-NOSSA casa. - enfatizei.
-Te amo, Max. Muito mesmo...
-Também, Line. Mas, e agora? Um hotel?
-Me parece uma ideia maravilhosa. - ela sorriu me beijando.
Recolhemos nossas coisas e fomos embora daquela festa.
...

(PLAY)

Nathan's POV

Desliguei a ligação com Max e só agora percebi onde estava.
O quarto de hospedes. O quarto de Carol.
Haviam roupas penduradas nos cabides atrás da porta e sua cama estava desarrumada.
Olhei o ambiente por vários minutos.
Seus travesseiros tinham aquele cheiro que eu tanto amava. Morangos...
Havia um retrato, com o que imaginei ser a mãe dela, na cabeceira da cama. As duas muito parecidas e lindas...
Mas algo que estava dobrado debaixo dos travesseiros chamou minha atenção.
A camisola de seda rosa com rendinhas.
Senti meu coração acelerar e imaginei Carol vestindo-a, como quando vestiu minha camisa Game Over a um tempo atrás.
Peguei a camisola e mais uma vez o cheiro de morangos se tornou vivido.
Era um dos melhores cheiros q já havia sentido no mundo. Viciante...
-Nathan? O que está fazendo?
Olhei para trás e lá estava ela.
Ela...
Eu precisava dela e mais nada importava.
Corri até Carol e de repente, tudo ao redor explodiu.
O meu desejo pelo corpo dela era maior que tudo. Beijei-a, como nunca havia beijado antes.
Minha mão percorreu seus cabelos, soltando-os do coque em que estavam presos.
Dirigi meus beijos para seu pescoço. Cada respiração, era como se estivesse sendo drogado por seu perfume e não quisesse nunca sair daquele êxtase em que me encontrava.
Suas mãos bagunçavam meus cabelos e faziam carinho no meu pescoço e indo para debaixo de minha blusa.
Ela me puxou pela calça jeans e naquele momento, eu senti que ela me amava. Sentia seu coração bater acelerado, no mesmo ritmo que o meu.
Eu finalmente estava no paraíso.
-NATHAN!! - escutei um grito que imediatamente interrompeu tudo.
...


Nota: Bom, gente!! SURPRESAAA!! kkkk
Espero que tenham amado esse capítulo Narol Shippers!
Foi fofo né? Gostaram da música? Do beijo? Me contem...
Não esqueçam de comentar e até o próximo! ;)

sábado, 8 de março de 2014

Capítulo 40 - Okay, I'm done...

Aline's POV

-Eu sabia que você ia ligar mais cedo ou mais tarde, coisa linda!
Só de ouvir a voz dele do outro lado da linha, meu estômago embrulhava.
-O que você quer, Rick? - perguntei irritada.
-Bem, isso quebra o protocolo, já que você me ligou. Você tem que me dizer o que quer.
-Foi você não foi? O freio do carro do Jay?
-Eu só dei um desgastezinho nele... - ele admitiu com sarcasmo.
-Você... Você não... O Jay quase morreu sabia? - gritei nervosa.
-E dai? Ai que ta a graça da coisa. Eu ia te mostrar que não estou brincando e que quero você pra mim.
-Estou voltando pro Brasil amanhã...
-Mas eu sei que você volta a Londres. O seu querido namoradinho não estará no Brasil pra você.
-E se eu não voltar? Você deixa todo mundo em paz?
-Será que você não entendeu, cachorra? Vou caçar todos os seus amigos se você não se render a mim.
Eu gelei... Ele parecia com raiva e me assustava esse sentimento nele.
Senti uma lágrima cair. Não tinha mais argumentos.
Sabia que ia ter que me render a ele mais cedo ou mais tarde.
-Sabe, Aline... Para você não achar que eu sou um cara mal. Te darei um tempo pra pensar.
-Quanto tempo?
-Isso eu decido... Volte para o Brasil e quando voltar a Londres, eu saberei.
-Não vai machucar ninguém mais, vai?
-Isso eu também vou pensar... Até logo, princesa.
-O que? Você não... - me interrompi quando ouvi o barulho de ligação desligada que meu celular fazia.
Meu estomago embrulhou mais uma vez...
Debrucei na privada e tudo que havia comido e bebido, desceram por água abaixo.
...
Sai do banheiro e não me sentia nada bem, fui a pista de dança imaginando que Max podia estar lá, mas não estava.
Tom dançava como louco e era o único rosto conhecido naquela pista, o dele e da broaca namorada do Nathan.
Fui até ele e perguntei por Max.
-Ele foi na cozinha com o Siva! Quer dançar?
-Não obrigada... Irei atrás do Max. Estou me sentindo um pouco mal.
-Por isso que demorou anos no banheiro! - Tom disse e começou a rir escandalosamente e confesso, sua risada também me fez rir.
Por fim, fui na cozinha atrás de Max. A música na cozinha parecia mais baixa... Como se as paredes fossem a prova de som.
-To dizendo Siva, ela estava se esfregando em mim quando estávamos dançando.
-E o Nathan não viu, Max? Você não falou nada?
Me escondi atrás da geladeira e prestei atenção na conversa que se desenrolava...
-Danielle é uma piranha, Siva. Só Nathan que não vê. Ela já deu em cima de mim várias vezes hoje...
-Ela está meio alterada!
-Pois é... Deixa pra lá.
Eu senti meu sangue ferver... Como aquela vagabunda tinha dado em cima do meu namorado?
Virei as costas e esbarrei no armário. Provocando um barulho audível para todos que estavam na cozinha.
-Merda! - gritei.
-Aline... Você ta bem? - Max perguntou vindo até mim, porém o fuzilei o máximo que podia com o olhar.
-Não! - disse firme sai andando de volta a sala.
Eu ia arrebentar a cara daquela vaca desmamada.
Sentia eu ódio profundo de tudo...
-Amor, para! Não vale a pena.
Max me segurou pelo braço, me impedindo de chegar a pista de dança.
-Me solta, Maximillian! Ou eu vou achar que você gostou dela se esfregando em você...
Ele arregalou os olhos e me soltou, colocando as mãos para o alto.
Avistei Danielle dançando com Nathan e imaginei ela dançando da mesma maneira com Max... O que serviu para aumentar meu ódio ainda mais.
Bati em seu ombro, fazendo-a se virar para me encarar.
-O que foi? - ela perguntou.
Fechei minha mão com toda força que pude juntar. Senti as veias do meu braço pulsarem.
Acertei um soco direto em seu nariz, fazendo-a ir no chão.
...

Nathan's POV

A festa parou imediatamente para olhar a cena que se sucedia.
A música foi desligada e eu? Fiquei querendo entender o que se passava.
Danielle estava no chão, limpando o nariz que soltava umas leves gotinhas de sangue.
Me movi na direção dela para ajudá-la, porém Max segurou meu braço.
-Que foi, mate? - perguntei.
-Deixa elas se entenderem, cara. Vai por mim.
Encarei as duas, sem saber o que fazer.
-Você ta maluca?! - Danielle levantou indo encarar Aline.
-Isso é para você aprender a não ficar se esfregando no homem das pessoas.
"O que?" não entendi a afirmação de Aline.
-Não me esfreguei em ninguém...
-Óh, agora você é a santinha! Pode ter arrancado o Nathan da Carolina, mas comigo o buraco é mais embaixo... Encosta no Max outra vez e você vai se arrepender de ter nascido.
-Nathan! Diz alguma coisa... Essa louca ta me agredindo. - Danielle olhou para mim, implorando.
-Aline...
-Não, Nathan, não! Presta atenção, senão o seu galho vai ficar ainda maior. - fui interrompido e aquela frase me atingiu como uma pedra.
-Max, é verdade? Ela tentou algo com você?
-Foi, cara. Me desculpa. - Max confirmou e no meu melhor amigo eu acreditava.
Suspirei e encarei Danielle...
-Não acredite nisso! Querem separar a gente para a amiguinha dela voltar pra você. - Danielle começou.
-Mas é uma falsa mesmo, né? Eu devia te deixar careca, sua piranha. - Aline ameaçou.
-O que é que foi? Não confia no seu taco? Acha que vai perder seu homem pra mim, como aquela vadiazinha da sua amiga perdeu?
Danielle voltou a encará-la e não gostei da maneira que ela xingou Carol.
-Isso, olha! Sua maquiagem não esconde essa sua cara de safada, sua falsa!
Danielle e Aline agora batiam boca uma com a outra...
Max se intrometeu, empurrando Aline para longe.
Segurei Danielle e ela fazia força para se soltar.
-Chega! - gritei e todos me olharam. - Chega Danielle!
-Nathan, não acredita nela... Eu sempre te ajudei. Lembra de tudo o que a gente descobriu.
Danielle tomou meu rosto em suas mãos, me fazendo carinho e pedindo perdão.
Eu estava irritado e confuso.
-Vai para casa, você está cheirando a álcool. Descansa, nos falaremos depois.
Tirei dinheiro da carteira e a entreguei:
-Toma! Isso deve pagar o táxi.
-Não! Nathan!
Olhei para os lados e todos me encaravam. Tive vontade de sair dali e foi o que eu fiz.
Fui até a porta e senti Danielle vindo atras de mim.
-Nathan!
-O que é Danielle? Agora você também me trai?! - gritei.
-Não acredito que você ta acreditando nisso... Eu realmente dancei com Max, sim. Agora se ele entendeu que eu estava dando em cima dele, não é culpa minha. Você demorou a vir para a pista, ele estava sozinho e eu também. Estávamos apenas nos fazendo companhia.
Suspirei enquanto esperava o elevador.
Demorei para ir para a pista de dança porque havia ido pegar uma bebida na cozinha e cai na tentação de ligar para a casa de Max. Porém, no primeiro "alô" que Carolina deu, desliguei o telefone, incapaz de falar.
Como eu era estupido.
O elevador chegou, entrei e Danielle entrou comigo.
-Diz alguma coisa! - ela pediu.
-O que você quer que eu diga?
-Qualquer coisa.
-Estou indo pra casa. - falei saindo do elevador e me dirigindo a garagem.
-Eu vou com você! - ela disse correndo para acompanhar meus passos largos.
-Não vai, não!
-Porque?
-Porque eu quero ficar sozinho? - enruguei a sobrancelha, esperando que ela entendesse que essa era a resposta mais obvia.
-Você não vai ver ela, vai?
-Não tinha pensado nisso...
-Ah, claro que você pensou, Nathan! Pode ir atras dela. Larga a sua namorada sozinha pra ir vê-la.
-Não faça esse drama!
-Drama? Por falar a verdade? Nathan, se você entrar nesse carro, o nosso namoro acabou. Porque eu tenho certeza de que desde que chegou nessa festa, é NELA que você pensou...
-Ta terminando nosso namoro? - perguntei confuso.
-Pois é, estou. Só não esquece de perguntar a ela onde ela esteva na quinta passada e com quem! Era com o namoradinho dela... Beijando ele. Porque é isso que ela faz, Nathan!! Ela te usa e beija outros. Beija outros!
Senti meu rosto ferver e percebi que eu ia explodir.
-Cala essa boca, Danielle! Chega! Cala a merda da boca! Quer terminar nosso namoro? Ótimo! Não vou ouvir suas gracinhas nem mais um minuto.
Abri o carro, bati a porta com força e acelerei o mais rápido que eu podia.


Nota: Mais um capítulo para vocês, gente! Espero que tenham gostado...
Gostaram da surra que Danielle levou da Aline? Merecida né?
E o namoro de Nathan... Realmente acabou? Vocês acham que ele está indo ver a Carol ou não?
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