Comecei essa nota dizendo que o próximo capítulo fecha a 1ª Temporada de Heart Vacancy! Mas não se preocupe... A Segunda já está sendo escrita. ;)
Muitas revelações, muito choro, casais se formando e outros terminando. haha
Espero que vocês tenham amado e foi muito bom receber os comentários de vocês, que continuaram me dando forças para escrever.
Obrigada por tudo e espero que esse capítulo deixe vocês com gostinho de quero mais.
Então, até o próximo e que venha a 2ª Temporada.
Nota 2: Coloquem Heart Vacancy Instrumental para tocar quando eu disser (PLAY) e parem quando eu disser (STOP).
...
Carol's POV
Nathan estava demorando muito tempo para voltar com aquele teclado.
Me levantei e fui atrás dele.
Quando cheguei ao final do corredor ele estava no meu quarto.
-Nathan? O que está fazendo?
Ele estava com minha camisola na mão, me encarando.
Levantei uma sobrancelha esperando uma resposta que não veio.
Nathan parecia estar em transe. Pensando em algo.
-Sykes?
Mais uma tentativa e nada, ele estava dormindo em pé.
-NATHAN! - gritei.
Isso o assustou, deixando minha camisola cair.
-O que... Eu... Hãã. - ele gaguejou.
-Não entendo monossilabas. Pode me dizer o que está fazendo?
-Eu estava... estava... pensando. Isso, pensando. Você me assustou, nossa!
-Pensando com a minha camisola na mão, Sykes? - perguntei rindo.
-Ela estava no chão.
-Hum... Ta. - disse, mas sabia que a camisola não estava no chão. Eu lembrava de onde a havia deixado.
-Acredite. Eu vim buscar o teclado...
-No meu quarto? - o interrompi.
-Sim, olha!
Ele se abaixou, se esticando para debaixo da cama e puxando uma caixa enorme.
Nathan abriu e lá estava o teclado.
Sorri da minha própria idiotice... Pensava que ele estava ali porque ainda sentia algo e ele tinha ido pegar o teclado.
O ajudei a levar para sala e nos sentamos no sofá.
-O que você quer ouvir?
-Me surpreenda. - pedi.
Ele sorriu estalando os dedos e se concentrando.
...
(PLAY)
Nathan começou a tocar calmamente...
Identifiquei a musica e, não, ele não estava tocando ela. Heart Vacancy?
Ele olhou para mim e sorriu de minha expressão.
-Sim, antes que você pergunte.
-Obrigada, Nathan. Eu amo Heart Vacancy.
-De nada.
-Serio, não só pela música, mas pelos doces e por ter vindo aqui... Sabe que seus amigos estão na festa?
-Eu sei, eu vim de lá... - ele confessou.
-E não ficou porque?
-Pensei em você.
Fiquei em silencio, sem saber o que dizer... Pensei no que a namorada dele diria se ouvisse ele falando isso, mas tratei de espantá-la da minha mente.
Se ele não estava pensando nela, porque eu pensaria?
A música ainda tocava e nós nos encarávamos.
-Vai embora amanhã mesmo? - Nathan perguntou.
-Achei que você soubesse.
-Só queria confirmar... E quando volta?
-Pergunta difícil. - brinquei dando um pequeno sorriso. - Só Deus sabe.
Ele suspirou abaixando a cabeça.
-Alguma coisa errada? - eu quis saber.
-Carol... Eu...
-Você o que?
-Eu... - ele gaguejava, como se estivesse escolhendo as palavras certas. - Eu desisto!
Ele segurou meu pescoço com força, colocando seus lábios nos meus.
Meu coração batia tão rápido que quase era possível sentir a casa vibrar no ritmo dele.
Nathan me puxou para o seu colo e suas mãos percorriam o caminho de minhas coxas até minha bunda, que estava destampada, devido a estar só de calcinha.
"Finalmente." minha mente manifestou-se.
Sentir suas mãos quentes acariciando o meu corpo era maravilhosamente perfeito.
Queria que aquele momento durasse para sempre.
...
Nathan's POV
Mais uma vez sentia aquela explosão.
Carolina... Ela dava vida a todos os meus sentidos.
Sentir seu corpo em minhas mãos era um dos maiores prazeres que já havia tido.
Com ela era diferente... Ela era unica.
Tudo estava perfeito até que uma frase veio a minha mente: Pergunte a ela onde ela estava na quinta-feira passada.
(STOP)
A voz de Danielle ecoou e lembrei de nossa briga mais cedo.
Interrompi o beijo com muito esforço e fiz a pergunta que me atormentou.
-Carol, onde esteve na quinta-feira passada?
Ela me encarou com a sobrancelha levantada. Como se não acreditasse na minha pergunta.
-Em um restaurante... - ela respondeu na duvida.
-Sozinha?
-Sim... Hã, por que isso importa mesmo?
-Ainda por cima é mentirosa. - disse tirando-a do meu colo e me levantando.
-O que isso tem a ver com nosso beijo?
-Tem tudo a ver... Porque você estava com outro e acabou de mentir para mim!
-Eu estava com Henrique, sim e dai? Como você sabe? Você estava lá?
Parei para pensar. Não podia dizer a Carol sobre as fotos... Era Dani que estava me ajudando a "desmascará-la" e falar sobre, iria ser errado.
-Sim, eu estava lá e... Eu vi você beijando outro. - menti o melhor que pude.
-Você é um idiota, sabia, Sykes?
-Realmente, você faz todo os homens que saem com você de idiotas... Já saquei o seu tipo. É daquelas que querem ter vários para quando estiver mal com um, correr para o outro.
-Vai se foder! Você ta me chamando de piranha? - ela levantou do sofá e me encarou.
-Contou para aquele babaca do seu ex, atual ou qualquer merda que ele seja seu, tudo o que tivemos no Brasil?
-Isso não diz respeito a ele... Não estamos juntos!
-Ah, é, esqueci que você beija qualquer um.
-Sai, daqui!! Eu te odeio!! Sai!! - ela gritou me empurrando em direção a porta.
-Bem maduro da sua parte de novo... Não pode me expulsar do apartamento do Max.
-Ah, eu posso sim! Vou chamar a policia!! - ela gritava me empurrando com cada vez mais força.
Segurei os braço dela me recusando a sair.
-Você é igual a todas as outras... Atrás de mim por causa da fama. - disse a encarando.
-Deixa eu te contar um segredo, Sykes. O mundo não gira ao redor do seu pinto.
-Não vai me fazer de babaca!
-Você já é um babaca!! Volta para a sua namorada... Já contou a ela que você coloca um par de chifres em todas as garotas que você fica?
-Não trai você garota! Você é maluca!
-Você jogou tudo pro alto, não venha jogar a culpa em mim!
Carol estava vermelha... Parecia que ia explodir.
-Você ta totalmente errada. Não sabe o que fala. - disse tentando ser mais calmo.
-Você está totalmente certo de tudo o que você faz, né? Olhe-se no espelho, Nathan.
-Você já se olhou e viu a falsa que você é?
Ela arregalou os olhos e agora eu tinha certeza, ela ia explodir.
Max tinha uma estante de livros na sala.
Carol foi até ela e segurou dois nas mãos.
-Não faça isso... Põe esse livro... - disse em vão, pois ela já havia arremessado um.
-SAI DAQUI! - ela disse jogando mais dois na minha direção.
Consegui desviar, mas ela foi mais rápida e pegou mais dois.
-VAI EMBORA!
Um deles acertou minha cabeça em cheio.
Doeu e muito, tinha certeza de que ia fazer um galo.
-Você é maluca!! Não vou ficar nem mais um minuto aqui. Vai se tratar!
-Nathan... Me desculpa.
-Adeus! - disse abrindo a porta, sentindo o ódio me consumir.
...
Aline's POV
Abri meus olhos devagar e vi Max beijando minha bochecha.
-Bom dia, meu amor! - ele disse.
-Bom dia, Max.
-Já é de manhã, acabamos pegando no sono.
-Não é pra menos... - sorri.
-A noite de ontem foi maravilhosa... Você me faz o homem mais feliz do mundo.
Virei-me para que seu rosto pudesse ficar bem próximo do meu e eu pudesse encarar aqueles olhos que eu tanto amava.
Max, se aproveitou que eu estava nua e deslizava suas mãos por todo meu corpo.
Dei um sorrisinho de leve.
-Apesar de ser minha, ainda fica coradinha quando eu encosto no seu corpo... Ta com vergonha?
Sorri mais ainda, lhe dando um beijo.
Isso foi o estimulo que Max precisava para colocar sua mão entre minhas pernas.
-Amor, eu tenho que ir pra casa arrumar minhas malas. Iremos embora hoje a tarde. - disse para que ele se interrompesse, antes que eu me descontrolasse.
-Não me lembra disso. - ele levantou de bico.
-Não faz assim. - levantei e sentei encarando suas costas. - Vou voltar antes do que você imagina.
-Quando?
-Assim que der, eu prometo... E alem disso. Começa a sua turnê amanhã. Ponha um sorriso nesse rosto e vá se divertir com suas fans.
Passei minhas pernas por sua cintura e depositei vários beijos em suas costas.
Max sorriu.
-Contarei os dias para te ter de volta. - confidenciou.
-Contaremos então.
Sorrimos um para o outro...
Max era o homem que sempre pedi a Deus. Ele tinha cara de pegador e durão, mas era um dos homens mais doces e românticos que já havia conhecido.
Isso o fazia ser ainda mais lindo.
Catamos, por fim, nossas roupas e fomos embora do hotel. O dia hoje ia ser longo...
...
Entramos no apartamento e ele parecia vazio, silencioso.
Max viu alguns livros de sua estante no chão.
O teclado o qual Nathan havia perguntado sobre, estava em cima da mesa de centro da sala. Max me olhou com um sorrisinho safado...
-Será que alguém dormiu aqui? - ele perguntou baixo e eu soube a quem ele se referiu. Nathan.
-Não, Max! Ninguém dormiu aqui, apenas eu. - Carol entrou pela sala vestindo um moletom preto com óculos escuros.
Olhei minha amiga de cima a baixo, ela parecia que estava de luto. "Merda!" pensei.
-Pra que esses óculos? Ta nublado. - afirmei.
-Não dormi muito bem... Só isso. Meus olhos estão meio inchados.
Podia jurar que ela estava com aquele óculos para esconder sua cara de choro e o motivo? Bem, todos já sabiam.
-Brigaram de novo? - perguntei.
-É o Nathan, né Aline? Mas não quero falar sobre isso. Quanto a bagunça Max. Me desculpe...
Estou indo visitar o Jay e assim que eu voltar, eu arrumo tudo.
-Não tem problema, Carol! Você quer que te leve de carro até o hospital? - Max ofereceu.
-Não precisa... Não é tão longe. Eu vou andando.
-Quer companhia, amiga? - ofereci.
-Não, amiga! Fique com Max. Vocês tem tempo para se despedir. - ela disse com um sorriso fraco. - Eu já arrumei minhas coisas. Catei tudo seu e deixei em cima da sua cama... Vai te ajudar a ter mais tempo.
Minha amiga era mesmo um anjo... O que mais me revoltava era vê-la triste.
Ela merecia ser feliz, com um homem de verdade, que realmente a amasse.
Fui até ela e a abracei.
-Te amo, amiga. - disse.
-Tambêm te amo, Lines.
-Mande beijos para o Jay.
-Mando sim. - ela disse dando uma fungadinha.
-Toma cuidado na rua. - disse sorrindo.
-Sim, mãe. - ela brincou se dirigindo a porta.
Quando Carol saiu, ainda fiquei uns 30 segundos encarando a porta. Pensando em oq tinha iniciado a briga dos dois.
-Quando eles vão parar de brigar? - Max perguntou me abraçando por trás.
-Só Deus sabe, amor. Só Deus sabe.
...
Carol's POV
A cidade estava vazia aquela hora da manhã...
Tomei café em uma padaria da esquina e quando me deparei com o vidro de doces, eles me pareceram familiar.
Olhei para o emblema da padaria. "Puta que pariu" pensei. Tanto lugar para tomar café em Londres e eu entro justamente na mesma padaria a qual Nathan me comprou os doces ontem.
Paguei a conta e tratei de sair o mais rápido dali. A ultima coisa que precisava, era me deparar com Nathan hoje.
Hoje de manhã, havia pensado em lhe enviar uma mensagem pedindo desculpas pelo livro que lhe acertei. Cheguei a escreve-la.
Mas depois de pensar muito, a apaguei. Foi bem feito, ele mereceu, por tudo que me disse.
Alguns minutos depois, cheguei, andando, ao hospital que Jay estava internado.
-Bom dia. Em que posso ajudá-la? - perguntou a recepcionista, simpática.
-Vim fazer uma visita a James McGuiness.
-Só um minuto.
Ela digitou alguns minutos no computador a sua frente e logo depois me entregou um crachá.
-Quarto 305, senhorita.
-Eu sei. Obrigada.
Peguei o elevador e fui até o andar de James, logo, estava batendo na porta do quarto 305.
...
Jay's POV
Tentava fechar os olhos mas não sabia de onde mais ia tirar sono.
Nos últimos dias, é o que mais tenho feito. Acho que dormi por um ano inteiro.
Tédio, era isso que sentia.
Não havia nada de bom na televisão e não havia nada que pudesse fazer para mudar meu estado.
Tinha que permanecer imóvel por causa dos minhas costelas.
Soprei um cacho que estava caindo na minha testa e o mesmo, voltou a cair.
Soprei novamente e por meia hora aquilo foi minha diversão, até que o soprei com muita força e ele não caiu mais.
Saco.
Escutei uma batida na porta.
-Entra! - gritei.
Carol apareceu por detrás da porta, parecendo uma espiã com aquele casaco e os óculos escuros.
-Q tipo de disfarce é esse? - perguntei me sentindo animado por ter, finalmente, alguém para conversar.
-Não é um disfarce, James. - ela sorriu tirando os óculos.
Os olhos de Carol estavam vermelhos e inchados, como se ela não tivesse dormido.
-Pelo visto, a festa foi boa hein? - brinquei.
-Você terá que perguntar isso aos seus amigos, pois eu não fui na festa.
-Qual o problema, então?
-Nathan, James... O Nathan nasceu. Esse é o problema. - ela disse segurando o choro.
-Oh, Carol. Me desculpa. Vocês brigaram de novo?
-É, acontece.
Ela suspirou e pensei em alguns segundos em o que dizer para ajudá-la, mas não havia o que ser dito. Ela só seria realmente feliz quando parasse de brigar com ele.
-Eu vim me despedir. - ela cortou o silêncio.
-Onde você vai?
-Embora. Vou voltar ao Brasil essa tarde.
-Ah, festa de despedida... Faz sentido.
-Sim! - ela disse e pude ver mais uma lágrima cair.
-Vem cá me dar um abraço. - disse estendendo os braços para frente.
Carol veio até minha cama e se deitou em meu peito.
-Vou sentir saudades, chaveirinho! - brinquei.
-Chaveirinho, James? - ela deu uma risada abafada.
-Sim, você é a pequena do grupo.
Rimos por alguns minutos... Carol e a sua altura.
Perguntei sobre Aline e Max e como eles iam ficar em relação a se separarem.
-Ela vai voltar mais rápido do que você pode imaginar. Eu a conheço muito bem.
-E você pode voltar com ela. - sorri.
-Vamos ver, quando tiver a oportunidade.
-E você tem uma...
-Qual? - ela perguntou confusa.
-Final do ano ta batendo na porta, baby! Festas e mais festas. Esse ano viajaremos todos juntos. Já chegamos a esse acordo e eu estou te convocando a ir com a gente.
-Ano Novo?
-Sim, festa de Ano Novo. - confirmei.
-Pensarei sobre.
-Não tem o que pensar. Vou mandar a polícia atrás de você se não estiver aqui.
Rimos e brincamos, pude jurar que o olhar dela se animou.
-Bem, eu tenho que ir. Ajudar a Aline com a mala dela.
-Ta okay. - acenti.
-Se cuida hein, James? E nada de bebida para essas costelas.
-O que? Bebida me cura. É um antídoto.
-Aham... Vai nessa. - ela sorriu.
Carol veio e me deu um beijo na testa.
-Adeus. - disse se dirigindo a porta.
-Te vejo no Ano Novo. - gritei antes que ela fechasse a porta.
-Te vejo no Ano novo, Jay. - ela desapareceu do meu campo de visão, sorrindo.