quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Capítulo 14 - I Can't Believe I Had to See...

Aline's POV

Voltei para o hotel e Carol estava jogada na cama, mudando constantemente os canais da TV, sem se decidir por um. Como eu já conhecia a peça, ela estava entediada.
-Nossa! Pensei que tinha se esquecido de mim. Almoço longo, hein? - ela perguntou com sarcasmo.
-Tivemos um probleminhas.
-Com o zíper da sua calça, imagino.
Olhei para baixo e sorri... O zíper de minha calça realmente estava aberto.
-A observadora, sempre! - disse com um sorrisinho.
-Nunca escapa de mim, sua linda.
-Mas posso saber porque você está reparando o meu zíper? - perguntei rindo.
-Você deixou a gaiola aberta... Sorry.
-Ridícula. - taquei a almofada do sofá nela.
Nós caímos na risada por um bom tempo.
-Mas me conta. Como foi lá? - ela perguntou curiosa.
-Nós quase incendiamos a casa. - ri me lembrando do fato ocorrido.
-Huuuuum... Seus safados.
-Não amiga. Não foi isso que você pensou... Quer dizer. Aiin...
Me enrolei para explicar e ela arregalou os olhos tentando acompanhar minhas palavras.
-Vocês transaram ou não? - ela perguntou direta.
-Não, sim... Quase, mas esquecemos a comida no forno e tivemos que parar. Ai fomos os dois correndo na cozinha nus, porque senão teríamos tacado fogo no apartamento.
Ela permaneceu em silêncio por uns segundos e depois caiu na gargalhada.
-Desculpa... - ela disse ainda morrendo de rir.
Não aguentei e comecei a rir de sua risada... As risadas de Carol eram silenciosas, mas ela sempre chorava em todas. Era engraçado demais.
-Mas vocês podem terminar o que começaram hoje na festa. - ela deu uma piscada. - Sinto muito pelo seu momento estragado. Max parece ser bom no que ele faz.
-Ele é.
-Como assim? Vocês já fizeram isso antes? - ela pareceu surpresa.
-Sim, no Brasil.
-Pera... Você não me disse isso. No meu quarto? Com Tom, Siva e Jay lá?
-Não ficamos no seu quarto a noite toda bobinha! E desculpa não ter te contado, achei meio desnecessário.
-Uau, você foi bem mais rápida que eu... Beeeeem mais rápida. - ela disse perdida em pensamentos.
-Ta falando de que? Você e Nathan foram os primeiros a sumir aquela noite e você me disse que dormiram juntos depois da piscina.
-Nós realmente dormimos juntos. APENAS dormimos. - ela disse dando enfase a palavra "apenas".
Fiquei alguns segundos processando o que ela tinha acabado de me dizer.
-Vocês não...?
-NÃÃO! - ela gritou.
-É por isso que ele disse que você não era especial... Te conheço, deve ter negado a ele.
-Eu não neguei... Apenas não fizemos. Estávamos no primeiro encontro.
-E dai?
-Desculpa, eu sou conservadora!
-Você é uma demente!
-Porquê?
-Cara, ele é o Nathan Sykes! Ele podia ter levado qualquer menina pro quarto que ela não ia perder tempo.
-Mas eu não sou qualquer uma, está bem? E você acha que só especial pra ele quem transa? Nathan não é assim.
Ela parecia indignada, mas estava defendendo-o. Eu achava isso lindo. Por mais que Carol odiasse a pessoa, ela sempre ia querer ver o lado bom dela.
-Você está defendendo ele? - perguntei.
-Não! Vamos acabar com isso! Não transamos e acabou.
-Ta bom, desculpa, eu vou tomar um banho. - disse indo em direção ao banheiro.
...

Carol's POV

Não entendi aquela "revolta" de Aline por eu não ter transado com o Nathan... Fiquei emburrada, ainda bem que ela havia se trancado no banheiro.
Porém, voltei a pensar em como seria nosso primeiro encontro depois daquilo tudo. Em o que iria falar quando encontrasse com ele na festa, isso quase me fazia desistir de ir.
Olhei para o relógio e percebi que ainda não tinha escolhido minhas roupas. Fiquei horas fuxicando a mala, em duvida entre um vestido e outro.
Depois de uns 30 minutos decidindo, meu celular avisou que eu estava recebendo DM. Fui olhar e era de Jay...
"Max me contou que você está em Londres com a Aline. Estou tão feliz que você veio!"
"Awn, James! Estava com saudades... Claro que eu viria" respondi.
"Que ótimo! Mas você vem a festa?"
"Faz diferença se eu for ou não?" perguntei.
Por mais que não tivessemos nos aproximado muito, eu e Jay construimos uma certa amizade. Ele era fofo, maravilhoso, e sempre se preocupava com todos.
"Claro que faz diferença... Eu também estou com saudades. hahahah" ele respondeu.
"Eu vou sim, James. Não se preocupe."
"Ah, que ótimo. Voltarei aos preparativos. Vejo você mais tarde."
Nesse exato momento, Aline saiu do banheiro, vendo o vestido que joguei em cima da cama.
-Huum, esse vai ficar lindo.
-Você acha? - perguntei.
-Que cara é essa hein? Já disse que vai ficar bonito.
-Vou ter que olhar para a cara dele... - disse suspirando.
-Não olhe. Você não é obrigada a falar com ele.
-E você acha que vai ser fácil?
-Você ainda o ama né? - ela perguntou me olhando nos olhos.
-Não!
-Não mente pra mim...
-Não! - disse, mas comecei a rir.
A quem eu queria enganar? Aline sabia o quanto eu amava, não adiantava esconder isso dela e nem de ninguém.
...
Chamamos o táxi e estávamos atrasadas para a festa porque a minha lindíssima amiga, Aline, deixou para decidir o vestido quando fomos nos vestir. Mas devo admitir que ela havia ficado linda. Eu estava amando também o meu vestido, depois de várias horas para escolhe-lo.
-Relaxa, chegar atrasada dá mais emoção. - Aline disse.
-Menos tempo que eu olho para a cara do Nathan! - sorri sarcástica.
-Vocês vão acabar se agarrando nessa festa.
-Ai, amiga. Joga praga não.
Ficamos rindo.
Chegamos a cobertura de um apartamento no centro de Londres.
-Ei, divirta-se com o Max! - disse a Aline enquanto esperávamos a porta ser aberta.
-Você também com o... Deixa pra lá.
Sorri. E a porta foi aberta por Tom.
-Thomas! - exclamei indo cumprimentá-lo com dois beijos no rosto.
-Nossa! Mas vocês estão lindas! - ele disse.
-Obrigada! - agradecemos juntas.
-E como foi de viagem? Tudo certo?
-Sim, foi tudo ótimo! - Aline disse e eu me limitei a concordar com o que ela disse.
-Fiquem a vontade meninas! - ele disse.
-Você viu o Max? - Aline perguntou.
-Eu o vi na varanda de cá, da esquerda... - Tom apontou para a esquerda e foi ai que reparei o ambiente.
Nós estávamos e uma sala imensa e podia ver a varanda, da esquerda, segundo Tom. Aline logo pediu licença e saiu andando. Pronto, fiquei sozinha mais uma vez.
-E você Tom? Como está? - perguntei para quebrar o silencio de nossa conversa.
-Estou ótimo. Você quer uma bebida? Tem Coca-Cola no refrigerador lá na cozinha...
-Tudo bem. Daqui a pouco eu vou lá buscar.
-Ah, claro.
Nesse momento, uma menina morena veio e puxou Tom, dizendo que queria mostrá-lo uma pessoa.
-Estou ocupado! - ele disse.
-Tudo bem, eu vou andar por ai. Vai lá.
-Ta okay... O Nathan está na varanda da direita. - ele avisou piscando os olhos e andando.
Eu podia ter fingido que não escutei a ultima frase, afinal, a música estava alta.
Aline havia sumido, então o que me restou foi andar a festa atrás de um rosto conhecido.
Passei por um imenso corredor e podia avistar uma outra sala, que me parecia bem maior do que a primeira que entrei.
-Olha quem está aqui!
Me virei rapidamente e vi Siva e Nareesha.
-Seev!! - exclamei.
-Baba, quero que conheça a Carol... Ela é a menina que cuidou de nós no Brasil. - ele disse nos apresentando.
-Nossa! Os meninos falaram muito de você. É um prazer. - Nareesha disse.
-Você é linda! - disse admirando o vestido dela, que devo acrescentar, a deixava mais princesa do que ela já era.
-Obrigada e eu amei o seu vestido. - ela disse.
-Eu estava pensando o quanto o seu está divino.
-Porque não paramos de falar de vestidos? - Siva se intrometeu.
Nós rimos.
-Já falou com todos os meninos? - ele perguntou.
-Tom abriu a porta para mim e Aline...
-Aline? Onde ela está?
-Perdida por ai com o Max. - brinquei.
-Ah, Aline é a menina que o Max não para de falar? - Nareesha perguntou.
-Sim, é ela mesmo, amor. É a amiga da Carol! - Siva respondeu.
-Espero conhece-la também... - Nareesha sorria.
-Você irá! Vamos passar duas semanas aqui de férias.
-Temos que marcar de sair juntas então.
-Claro! Podemos marcar um shopping, compras... - afirmei animada.
-Já vi que sobrei de novo. - Siva disse olhando para o teto.
-Desculpa. - Naree disse dando um selinho nele.
-E o Jay? - eu perguntei.
-Não sei. Você o viu, amor?
Nareesha negou.
-O Jay realmente é outro perdido, mas o Nathan está lá na varanda de trás.
-Ah, claro. Eu vou... falar com ele.
Porque todo mundo me jogava pra cima do Nathan? Chegava a ser irritante.
-Aproveite a festa! - Siva disse e nos despedimos.
Voltei a andar pela sala e agora compreendia o que Tom quis dizer com a varanda da esquerda. A sala que entramos, tinha uma varanda e a do outro lado, também. A cobertura tinha duas varandas.
Olhei através dos vidros fumês e lá estava ele, Nathan. Com um grupo de meninas que pareciam rir de alguma coisa que ele estava contando. Tipico dele...
Fui andando em direção a porta, pensando em confrontá-lo de primeira e quando estava chegando no limite dos vidros, alguém me puxou pra trás, me abraçando muito forte.
-Que bom que você veio! Que saudades!
-James, ta me matando! - gritei sorrindo.
-Pensei que você não fosse vir. - ele disse me soltando.
-Eu disse que viria!
-Sim, você disse. E como você está? Aline cadê?
-Eu to bem... Ah, encontre o Max e você achará a Aline, com certeza.
-Creio que em um dos quartos, então.
Rimos... Jay parecia estar meio alegrinho. Me perguntava quantas bebidas ele já havia entornado.
-Mas e você? - perguntei.
-Estou ótimo. Aproveitando a festa no melhor estilo. - ele disse levantando um copo vermelho em sua mão, que pude reparar, tinha uma bebida azul.
-Hum... Sei.
-Err... Sabe mesmo. - ele disse sorrindo. - Mas onde estava indo?
-Eu estava indo falar com o Nathan ali na varanda. - disse apontando para as minhas costas, já que havia me virado.
Jay olhou para confirmar e perguntou:
-Ah, você quer uma bebida?
-O Tom me avisou do estoque de Coca-Cola na geladeira. Eu vou cumprimentar o Nathan e depois vou lá.
-Ah, não! Deixa a Coca e bebe comigo.
-Não! Nem pensar nisso... - eu brinquei.
-É mais divertido! Vamos! Eu pego pra você.
Senti uma de suas mãos me puxando... Ele estava me impedindo de falar com o Nathan ou era impressão minha?
-Eu vou falar com o Nathan e eu vou lá beber com você. Prometo.
-Ah... Tem certeza? - ele perguntou gaguejando.
-Que foi James? - perguntei assustada.
Ele tirou seus olhos de mim e olhou na direção da varanda. Me virei, para encarar o que havia feito a sua expressão mudar. E ai, eu vi...


Nota: Hey people! Espero que não queiram me matar por causa desse capítulo! haha
Obvio, espero que vocês tenham gostado e o que será que a Carol viu, hein? Alguém tem alguma ideia?
Não esqueçam de comentar... É realmente muito importante saber o que vocês estão achando! ;)
Beijos e até o próximo! \o

sábado, 24 de agosto de 2013

Capítulo 13 - Set on fire?

Nota: Hey people!
Bem, o capítulo de hoje é um menorzinho, mas creio que tem uma das partes que todo mundo esperava... Um reencontro que vai colocar tudo para ferver! hahahaha
Espero que gostem e não esqueçam de comentar, aqui ou no meu twitter.
E, ah, quase me esqueço... Esse capítulo é +18 ta? Divirtam-se e até o próximo. \o 


Carol's POV

Chegar a Londres era uma sensação indescritível... Sempre me sentia maravilhosamente bem nessa cidade. Respirei fundo e só a brisa que enchia meus pulmões já me alegravam.
-Amiga, você se importa de eu ir almoçar com o Max hoje? - Aline me tirou do transe.
-Vocês vão a um restaurante? - perguntei porque ai eu poderia ir junto. Ela já queria me largar sozinha nas primeiras horas que estávamos lá?
-Na verdade, vai ser no apartamento dele. - ela explicou.
-Aaaah ta... E quem será o almoço?
-Ele disse que quando chegarmos lá decidimos por comida japonesa ou italiana...
-Não. - a interrompi. - Não perguntei QUAL e sim QUEM.
-O que você ta querendo dizer com isso? - ela me olhou controlando o riso.
-Huuuuuum... Não sei.
-Você não presta mesmo.
Começamos a rir... Mas tinha certeza de que esse almoço ia ser longo.
...

Aline's POV

Peguei um táxi até o apartamento de Max... Estava meio ansiosa de vê-lo novamente. Vinhamos a dias combinando esse momento. Desde que Carol disse que ia pensar no assunto, pois sabia que ela ia aceitar... Ela nunca me deixava na mão.
Quando cheguei em sua porta, respirei fundo. O que estava acontecendo comigo? Porque diabos estava gelada? Não conseguia entender esse nervosismo que tinha perto de Max, era como se com o olhar ele abalasse todas as estruturas do meu corpo. Poderia me controlar se ele quisesse.
Toquei a campainha e o que me pareceu segundos, ele abriu a porta.
Olhei em seus olhos perfeitamente verdes.
-Entra! - ele sorriu.
O encarei e abracei-o, sentindo suas mãos ao redor de meu corpo. Me sentia protegida...
Escutei a porta bater atrás de nós e o soltei, voltando a encarar seu apartamento, que parecia dar dois do meu no Brasil.
-Você tem bom gosto... - disse a ele ainda admirando.
-Tive ajuda.
Rimos e quando paramos pude escutar uma música bem baixinha ao fundo.
-Bem, estou com fome. - disse a ele, a viagem havia sido longa.
-Ah, claro. Separei dois tipos de comida... É só por no forno. Vem comigo.
O segui até a cozinha. Ficamos um tempo escolhendo as comidas, mas eu optei pela Italiana. Sempre.
Ele ligou o forno e disse:
-Pronto, agora é só esperar. E a Carol? Veio com você?
-Veio... Ela ficou pra comer no hotel mesmo.
-Vocês não precisavam gastar dinheiro com hotel... Cada um de nós tem um apartamento. Eu poderia até ir morar com o Jay e deixar vocês nesse daqui.
-Não se preocupa... Ela se sente mais a vontade num lugar só dela. Sabe?
-Sei. - ele assentiu. - Fizeram boa viagem?
-Fizemos sim.
Ficamos em silêncio... O assunto havia acabado.
Abaixei a cabeça e sorri.
-Ta rindo de que? - ele perguntou.
-Eu to achando graça da gente se controlando e sem assunto, quando tudo o que nós queremos é bem, estar perto um do outro.
Ficamos nos encarando, mas ele pareceu entender.
Ele deu a volta na bancada que nos separava e veio até mim rapidamente... Havia me esquecido da sensação que era beijar Max. Era selvagem e ao mesmo tempo doce.
Senti falta daquilo, de verdade, Max era realmente maravilhoso...
Suas mãos deslizaram por meu corpo... Imediatamente tirei sua blusa.
-Sabe? - ele disse interrompendo nosso beijo. - Eu até posso dizer que senti sua falta.
O empurrei até a parede, sorrindo com sua afirmação, e comecei a beijar todo o seu abdome perfeito.
Ele me empurrou de volta, me sentando na bancada e tirando a minha blusa. Coloquei minhas pernas ao redor de sua cintura.
Ele começou a andar e quando fui ver estava sendo jogada na cama... Abri o zíper de sua calça e imediatamente o empurrei, ficando por cima.
Ele sorriu, parecia ter gostado. Passei minha unhas em seu abdome fazendo-o soltar um gemido.
Puxei sua calça junto com a cueca... Seu membro já estava enrijecido e, para provocá-lo comecei a lambe-lo. Lambia devagar, de baixo para cima e isso pareceu deixá-lo doido.
-Aline... Você está brincando com fogo. - ele disse com dificuldade.
-É mesmo? Porque eu adoro me queimar. - respondi e cai de boca, fazendo movimentos rápidos.
Sentia sua respiração aumentar... Sua mão veio até meus cabelos, o prendendo-os em um rabo de cavalo e me ajudando a aumentar a velocidade.
Ele se levantou, me jogando com força na cama, soltou meu sutiã e começou a brincar com um de meus seios enquanto chupava o outro. Senti arrepios.
Finalmente ele arrancou meu jeans e minha calcinha... Sua mão me estimulava enquanto ainda me beijava e pude sentir um de seus dedos me invadirem.
Arfei, contorcendo meu corpo para frente e gemendo em seu ouvido.
Pude ver a expressão de safadeza em seus olhos. Ele deu um sorrisinho de vitoria, conseguiu o que ele queria.
Ele se posicionou em minhas pernas, quando senti que ele ia me penetrar, senti um cheiro estranho e forte.
-Max, pera, para! - o empurrei com força.
-Que foi? - ele pareceu surpreso.
-Ta sentido esse cheiro?
Ele respirou mais fundo e fiz o mesmo.
-A COMIDA! - gritamos ao mesmo tempo.
Saímos correndo do jeito que estávamos, igual a uns doidos, até a cozinha. O fogão soltava uma fumaça quase negra e o alarme de incêndio começou a apitar.
-Ai, merda! - ele pegou um pano para tirar o que antes era uma macarrão de dentro do forno. - Desliga o alarme nesse botão atrás de você!
Fiz o que ele me pediu...
Escutei um grito e pude ver que sacudia a mão desesperadamente.
Olhei aquela cena e comecei a rir. Eu e Max pelados na cozinha enquanto ela quase pegava fogo.
-Porque você só ri? - ele perguntou indignado.
-Desculpa! É que você já parou para pensar que... estamos pelados?
Ele olhou para mim e depois para ele, como se quisesse ter certeza de que estava assim.
-Eu disse que você estava brincando com fogo. - ele riu divertido.
-Me lembre da próxima vez que suas expressões são literais, até demais.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Capítulo 12 - Let's go to... Wait, where?

Carol's POV

Na semana seguinte, estava almoçando quando meu celular tocou e era Aline.
-Como você está? - ela começou.
-Bem e você?
-Tem certeza?
-Tenho...
-Absoluta? - ela insistia.
-Vai me dizer o que é ou você só me ligou a essa hora para ter certeza de que eu estava bem?
-Cruzes! Eu me preocupo com você sabia?
-Ownt amiga. Desculpe... Pode falar.
-Eu queria te fazer uma proposta, na verdade, fizeram essa proposta para mim e...
-Vem bomba! - brinquei, pois ela estava enrolando para falar.
-Shiu! Só me ouça... Por favor. Não bate com o telefone na minha cara ta?
-Não vou! - prometi.
-Você sabe que o The Wanted está de férias, não é?
Não, eu não sabia. Fiquei tão revoltada com aquela situação da entrevista, que depois daquilo, não tinha mais entrado em twitter ou pesquisado sobre eles.
-Pelo seu silêncio, eu entenderei como um não. - ela falava. - Deixe, esquece! Não vai prestar.
-Agora você vai falar! - obriguei.
-Ta bom, eles estão de férias e o Max me disse que vão dá uma big festa semana que vem e eles queriam que nós fossemos.
-Onde vai ser isso?
-Em... Bom... Londres.
-Londres? Você pirou? Como vamos a Londres? - perguntei tentando manter a calma.
-De avião. Nadando é que não pode ser... Sei que você não trabalha final de semana... Eu estou de férias e eles tem 2 semanas de descanso. Nós vamos na sexta a tarde, chegaremos lá de madrugada. A festa vai ser sábado a noite, ficamos lá e voltamos no domingo a tarde. Chegaremos aqui na segunda a tarde. Pede um dia de dispensa para o seu chefe... Ele não vai te negar.
Ela falava isso com tanta facilidade que imaginava que ela já tinha planejado isso antes de me ligar.
-Desculpa, amiga. Não posso fazer isso. - disse abaixando a voz.
-Não posso ir sem você e eu preciso ver o Max!
-Amiga, onde está sua independência? Vá sozinha!
-Não! Não vou chegar lá sem você... Você me apresentou eles e chegar lá sem você não vai ser nada legal. Eu nem sou fan deles.
Ela falava rápido, quase que com desespero. Tentava não rir.
-Mas você tem um caso com o Max!
-Não é a mesma coisa, Carol! Por favor.
-Aline, eu adoraria te ajudar, mas não quero olhar para você sabe quem! - disse a ela.
-Você fica longe dele... Não importa. Por favor! Eu e você em uma festa em Londres! Com o The Wanted! Desistiu de ser fan deles de vez?
Dei uma risada, com os fatos.
-O que significa essa risada? - ela perguntou.
-Nada... É que semana passada, o meu chefe me ofereceu um mês de férias porque disse que a minha cara não estava boa. E ele disse que podia pegá-las quando quisesse.
-UM MÊS DE FÉRIAS? SEM MAIS NEM MENOS? - ela gritou.
-Sim, ele disse que sou uma boa funcionária.
-Hum, sei... Ele te quer na cama dele, né? Sabe disso!
-ALINE! - ri extremamente alto, o que chamou atenção de algumas pessoas ao meu redor. Que imediatamente olharam para a minha cara.
Ela ria junto comigo.
-Sério, a sua cara ta tão feia assim? - ela ainda fazia piada.
-Eu retiro a minha promessa, quero desligar o telefone na sua cara agora. - brinquei.
-NÃO FAÇA ISSO!
-Poxa, o botão ta quase no meu dedo.
-Não!! Por favoooor! - ela gritava.
-Tudo bem! Posso pensar no assunto? - perguntei.
-Você quer pensar se vai desligar na minha cara ou não?
-Não, amiga. - sorri. - Sobre a festa. Londres.
-Ah ta. Só duas semanas... Fala a ele que não precisa ser um mês. Podemos nos divertir também... Boates, vários britânicos.
-Eu vou pensar!
-Ah que isso... Ninguém pode ser tão lenta assim para pensar. Err... Você né? - ela brincava.
-Adeus Aline! E pode esquecer Londres. - fiz menção de apertar o botão, rindo.
-Espera!!! Hoje é Segunda! Você tem até quarta para pensar, okay? - ela disse antes de desligar.
...
Viajar para Londres com Aline era uma ótima ideia... O ruim seria ter que olhar para a cara de Nathan depois de tudo que ele havia falado. Mas, ela estava certa, The Wanted sempre me trouxe alegria e sempre foram meus ídolos. Não ia jogar tudo pro alto porque simplesmente tive uma "aventura" com um deles que não deu certo. Afinal, eles haviam me salvado quando eu mais precisava.
Fui a sala de meu chefe, dizer a ele que ia precisar daquelas férias.
-Senhor, posso lhe falar um minuto?
-Claro Carol! Entre... Tem alguma coisa errada? - ele perguntou.
-Não, é que... Eu estive pensando e...
-Resolveu aceitar as férias! - ele afirmou antes que pudesse terminar.
-Sim, mas não precisa ser 1 mês. Uns vinte dias será ótimo... Se ainda quiser me dá-las.
-Tudo bem, farei o documento e ao final do expediente, passe aqui para pegá-lo. Posso ao menos ser curioso e perguntar quem foi a boa alma que te convenceu a viajar?
-Uma amiga minha ganhou férias no trabalho dela e iremos juntas... Para Londres! - sorri quando disse a ultima palavra.
Por mais que fosse brasileira, meu coração sempre bateu forte por Londres. Tudo naquela cidade me encantava, as pessoas, o cenário, o clima... Absolutamente tudo.
-Huuum... Por isso que você está aceitando. Londres. - ele brincou. - A minha filha costuma dizer que os britânicos são os melhores para se namorar.
-Hã... Devem ser. Quem sabe.
-Vai para Londres mesmo! Só assim você esquece o rapaz que te decepcionou.
-Eu espero! - sorri com a ironia da minha vida.
...
Aline's POV

Tomávamos café, não na verdade, eu tomava café e Carol, Coca-Cola no aeroporto. Havíamos chegado cedo e esperávamos por nosso avião.
-Eu não entendo como você pode ser tão viciada nisso! - disse a ela, apontando para seu copo.
-É um vicio incontrolável... Você sabe que entro em abstinência quando não bebo.
Rimos.
-Sua drogada! Você precisa se tratar... - ainda ria dela.
-Também não entendo você com esse troço amargo ai... Cruzes! Só cappuccino é bom.
-Cappuccino também tem café, sabia gata? - disse com sarcasmo.
-Não interessa... Somente cappuccino é bom.
Ficamos um tempo discutindo os gostos requintados de minha amiga, até que escutamos a chamada para o nosso vôo.
Por mais que a viagem dela fosse para espantar a tristeza, já podia ver seu sorriso se iluminar antes de entrarmos no avião. Londres era a cidade de Carol... Ela era brasileira, obvio. Mas o amor dela por Londres ia além, algo que eu não conseguia explicar e se bobeasse, nem ela mesma.


Nota: Oie, gente... Nem demorei dessa vez né?
Se animaram com esse capítulo? O que vocês acham que vai rolar nessa viagem hein? E a festa?
Espero que tenham gostado e não deixem de comentar.

sábado, 17 de agosto de 2013

Capítulo 11 - Knowing the enemy...

Danielle's POV

Fazia anos que eu e Nathan éramos amigos, nos conhecíamos desde a barriga de nossas mães...
Sempre fiz o máximo para chamar a atenção dele, mas parecia que ele não entendia, ou se fazia de desentendido. Ele sempre me rejeitou.
Minhas amigas diziam para eu desistir dele... Mas eu não iria escutá-las.
Ninguém conhecia o Nathan mais do que eu.
Eu o queria com todas as minhas forças e não ia medir esforços para tê-lo do meu lado.
Passaria por cima de quem fosse que tentasse tirá-lo de mim... E se a pessoa insistisse, ela iria se arrepender.
...
Aconteceu em uma tarde em que eles estavam de turnê pelo Brasil.
Estava vendo televisão e a noticia apareceu: "Nathan Sykes envolvido com uma brasileira."
Sabia que isso ia acontecer... Sempre fui avisada de que as brasileiras não perdiam tempo.
A piranha já havia agarrado-o. Eu não ia perder o Nathan, não mesmo.
Olhava o twitter dele todos os dias e se ele postou aquela foto deles se beijando, era porque ele realmente gostava dela. Nathan não era de assumir em público garotas comuns, que ele pegava apenas uma noite... Essa dai, já era especial.
Nathan era tão ingenuo, em apenas 1 dia já estava assumindo a menina... Ela com certeza estava com ele só por causa da fama. Isso eu não ia permitir.
Tinha que fazer algo para mudar a situação, comecei a fazer pesquisas e descobri que ela se chamava Ana Carolina e que já havia namorado o filho de um importante jornalista brasileiro.
Como eu pensava, ela devia ser uma interesseira.
A notícia de que ela tinha terminado com ele de uma maneira não muito boa também estava na internet. Bem interessante, ao meu ver.
Não ia deixá-la com Nathan, ia tirá-la do meu caminho e eu já tinha uma ideia do que fazer. Se tudo desse certo, ela ia ser apenas mais uma na vida dele...
...
-Alô, eu poderia falar com o Henrique. - chamei ao telefone.
-Henrique falando, em que eu posso ajudá-lo senhora?
-Danielle, e senhora não, pelo amor de Deus.
-Me desculpa, em que posso ajudá-la, Danielle? - perguntou desconcertado.
-Eu estou ligando de Londres e queria a sua ajuda em uma coisa que estou planejando. - expliquei.
-Sim, mas esse tipo de projeto é grande e para que dia?
-Ah, sim, é um projeto muito grande e só vai ser possível se você estiver mesmo disposto a me ajudar.
-Você está ligando de Londres, então, terei que ir para ai ou é algo que consiga resolver por aqui mesmo?
-Depende da pessoa... Se ela permanecer no Brasil, você ficará ai...
-Olha Danielle, você pode me explicar do que se trata. Eu realmente não gosto de suspenses e não estou compreendendo. - disse me cortando impaciente.
-Eu queria saber se você conhece a Carol?
-Você é amiga dela?
-Não. Claro que não... Mas você a conhece então?
-Ela foi a minha ex namorada, mas ela me trocou por uma banda idiota ai. Porque isso te interessa?
-Te trocou por uma banda é? Por acaso foi... o The Wanted?
-Não me fala desses meninos! Tinha que dividir ela com eles e ela me largou porque eu não queria deixá-la ir para o hotel que eles estavam.
-Hum... Ela estava no mesmo hotel que eles? Por isso então...
Sabia que tinha algo errado, ela devia conviver com ele, estar atrás dele 24h por dia... Nathan não ia encontrá-la na rua e fazer esse show todo que estava sendo.
-Por isso o que? - ele perguntou desentendido.
-Uma notícia para você, ela conseguiu conhecê-los e está tendo caso com um deles.
-Qual deles?
-Nathan! - respondi.
-Sabia, não sei o que ela viu nesse garoto.
-Isso não vem ao caso agora. - disse impaciente.
-Mas, você ainda não me disse sobre o projeto. - ele pareceu interessado.
-Gostaria de tê-la de volta?
-Ela mandou você me perguntar isso?
-Não, já disse que não somos amigas, mas quero ela fora do meu caminho.
Ai, mas como era lento.
-Huuum... Não quero me meter nessa briga de mulheres!
-Nem se for pra se vingar dele?
-Daquele tal de Nathan esquisito?
-Sim, você a teria de volta, a tiraria do meu caminho...
-E arrancaria ela dele? To começando a gostar disso. - ele falou divertido.
Ele estava começando a pegar o jeito... Já vi que ele ia me ser muito útil.
-Escute-me com atenção... Eu necessito de todo o tipo de informação do namoro de vocês, fotos tudo o que você puder me ceder.
-Ela não vai voltar para mim, cara. Eu xinguei a banda que ela gosta e...
-VOCÊ e EU vamos mudar isso, mas preciso saber até que ponto você iria? - perguntei curiosa.
-Para arrancá-la deles? Eu faria tudo...
-Então, agora temos um acordo? - perguntei animada.
-Feito. Me passe todas as informações e entraremos em contato quando estiver tudo pronto. - ele disse.
...
Carol's POV

As semanas pareciam se arrastar.
Procurava esquecer o que havia acontecido, mas sempre quando me distraía aquela frase vinha a minha mente: "Nós não temos nada de especial." Doía...
O pessoal do trabalho me chamava para almoçar e para comemorações típicas que tinham no escritório nos finais de semana, mas não tinha vontade de fazer nada. Eram sempre a mesma coisa.
Um bando de pessoas com quem mal conversava direito, bebendo, comendo e falando alto... E meu humor estava péssimo para aturar coisas do tipo.
Estava distraída organizando alguns documentos quando recebo uma chamada de meu chefe.
-Senhorita G., pode comparecer a minha sala?
-Sim, senhor.
Me levantei desconfiada. Será que havia feito alguma coisa de errado? Era só o que me faltava agora... Uma demissão.
Cheguei a sala dele e empurrei a porta devagar.
-Queria falar comigo senhor?
-Sim, pode entrar!
Entrei e permaneci em silêncio, esperando que ele começasse a falar, mas isso não aconteceu. Ele me encarava, me olhando nos olhos.
-O senhor precisa de mim para alguma coisa? - perguntei desconfortável.
-Não, eu só queria ver como você estava.
-Eu estou bem.
-Não me parece... Nem a mim e nem aos seus colegas de trabalho.
- O senhor vai me demitir? - perguntei.
-Porque acha isso? Você é uma das funcionárias mais eficientes e mais jovens que eu já tive. Sempre cumpre seus deveres.
-Então, posso voltar ao meu trabalho?
-Não! - ele disse suspirando.
Ainda não compreendia aonde ele queria chegar, então continuei em silêncio o encarando.
-Me diga uma cidade que você ama? - ele disse.
-Londres. - respondi rápido.
-Já foi lá alguma vez?
-Sim, senhor. Várias... Senhor, me desculpa, mas não compreendo aonde o senhor quer chegar.
Ele suspirou.
-Isso não me agrada nada. Você chegou de uma folga a quatro semanas, mas eu pretendo te dar umas férias de 1 mês para você se animar.
-Como? - eu não estava realmente entendendo.
-Sei que alguma coisa está acontecendo com você e para uma jovem da sua idade, tenho certeza que tem a ver com decepção amorosa. Acertei?
-Ah, talvez. - disse desconsertada.
-Eu sou um homem de quase 60 anos, não adianta mentir, Carol. Posso te chamar de Carol? - ele perguntou levantando a sobrancelha.
-Pode!
-Então, eu vou assinar as suas férias e você pode ir fazer o que quiser. Vá procurar outro rapaz, esse que te fez sofrer não vale a pena.
-Senhor, eu admiro a sua intenção mas... Não quero férias agora. - disse tentado sorrir.
-Tem certeza? Se está preocupada em influenciar as suas de final de ano, não se preocupe. Não vai! Aceite essa como um presente por seus bons serviços.
-Acredite em mim, eu ficaria feliz em aceitar, mas ir para a casa agora e me trancar, só vai piorar a situação.
Ele parou por alguns segundos, como se estivesse pensando.
-Tudo bem. Não vou insistir, mas se precisar...
-Sim, obrigada. Posso voltar ao meu trabalho? - perguntei sorrindo com sinceridade.
-Deve! - ele sorriu de volta.
Sai da sala dele e fui direto ao banheiro...
Não compreendi o que ele e meus colegas de trabalho haviam visto de errado na minha cara. Ta certo, estava com olheiras, mas nada muito preocupante. Férias são sempre ótimas, mas não estava com vontade de te-las agora. Nem um pouco.


Nota: Oie gente!! Mais um capítulo para vocês...
E agora? O que vocês acham que Danielle e Henrique vão aprontar? Eu desconfio hein?
Espero que estejam gostando e não esqueçam de comentar! ;)
Até o próximo e obrigada por tudo!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Capítulo 10 - Wrong words... Wrong way.

Nota: Oie gente...
To começando essa nota no início do capítulo porque... Enfim, eu vou começar a "brincar" com os POV (point of views), pra quem já lê fics a muito tempo, sabe o que é isso e para quem não, bem, é a visão de outro personagem do que se passa na história.
A partir de hoje, não será somente a Carol contando... Quero saber se vocês gostaram ou se eu devo tirar isso? Eu acho que ficará mais divertido.
Hoje também a história começa a ter um rumo diferente... Eu espero que vocês gostem muuuuito! Pararei de enrolar senão a nota ficará maior que o capítulo!
Boa leitura e não esqueçam de comentar. ;)

Aquele dia nós ainda curtimos a piscina do hotel, depois da praia claro, antes de eu entregar as chaves...
Olhava para a parte interna da piscina e via nós dois, lembrava de tudo que havia acontecido ali, parecia um sonho distante.
-Ta pensando nele? - Aline interrompeu meus pensamentos.
-To! E a senhorita e o Max? Posso saber como vocês vão ficar?
-A mesma coisas que você e o Nathan, amiga. Deixe o tempo dizer.
-O que acha de comprarmos uma pipoca e vermos o show deles em São Paulo lá em casa?
-Que horas vai ser?
-Daqui a... - olhei meu relógio. - Duas horas.
-Vamos correr então... - ela disse recolhendo suas coisas.
O show deles em São Paulo foi perfeito também... Olhava para a televisão e tinha vontade de chorar. Eu posso até dizer que vi uma lágrima escorrendo do rosto de Aline.
Pelo visto, o que ela e Max tiveram foi bem intenso.
Sorri, tinha certeza de que ela estava apaixonada tanto quanto eu, mas o pensamento de não saber quando vê-los de novo hoje, me fazia tirar todo o tipo de felicidade que meu rosto me permitia estampar.
...
Duas semanas haviam se passado... Eu e Aline tínhamos nossos trabalhos e áreas bem diferentes, eu trabalhava no aeroporto e ela era advogada, então estávamos bem distantes.
Mas obvio, não vivia sem ela. Fato que ela fazia questão de jogar sempre na minha cara.
No final de semana liguei para ela:
-Amiga, como você está? - perguntei.
-Cara, eu to muito bem! Você não sabe quem me ligou agora a pouco, tipo, eu acabei de desligar a ligação! - ela disse eufórica.
-Quem?
-O Max!
Fiquei em silêncio por alguns minutos, ela tava falando do George ou?
-Maximilian? - perguntei confusa.
-Carol, The Wanted, Max George... Você se esqueceu dos seus ídolos?
-Obvio que não... É que...
Nathan não tinha me ligado, nem uma vez, nem uma mensagem ou twett. Era como se tivesse esquecido da minha existência depois de tudo o que passamos.
-É o que? - Aline perguntou.
-Nada. Me fala o que ele disse? - tentei animar a minha voz o máximo possível.
-Ele perguntou como eu estava, que queria muito me ver... Essas coisas bonitinhas, sabe?
-Ah, que bom amiga! Isso é um ótimo sinal!
-Sim!! Ele veio me procurar... Isso é maravilhoso.
-É mesmo! - disse tentando parecer tão animada quanto ela, se era possível. - E o que mais?
-Disse que amanhã farão uma entrevista, para nós assistirmos. Vamos marcar para vermos juntas? Igual ao show? Estou com saudades, precisamos nos ver.
-Claro amiga. Também estou... Minha casa ou sua? - eu perguntei.
-Vem pra cá! Já que o show nós assistimos na sua... Almoçamos, compramos pipoca a tarde e ficamos a noite vendo.
-Fechado. Hã... Amiga, posso te perguntar uma coisa?
-Claro amiga. Pergunte.
Não queria falar sobre o Nathan, se ele não estava me procurando, eu também não o queria. Mas eu não podia evitar:
-Ele comentou alguma coisa sobre o Nathan?
-Ele não te ligou, né?
-Nada... Nem mensagem, nem tweet e nem sinal de fumaça.
-Aquele retardado por acaso sabe fazer sinal de fumaça? - ela perguntou impaciente.
-Desculpa, não queria te chatear com isso.
-A única coisa que me chateia é perceber a felicidade que sumiu de sua voz. Amanhã se eu falar com Max de novo, eu vou dar um toque nele sobre o Nathan.
-Não amiga! Esquece isso... Vamos simplesmente ver a entrevista. Ta bem?
-Está bem! Você quem sabe.
Nos despedimos sem mais assuntos importantes, coisas como trabalho e família, que continuavam na mesma.
...

Aline's POV

Eu e Carol fomos almoçar juntas aquela tarde. Por mais que ela estivesse com um sorriso impecável estampado em seu rosto, sabia que havia algo errado. Os olhos dela refletiam isso...
E o que me deixava mais revoltada era que eu sabia o motivo daquilo tudo. Nathan.
Fomos ao mercado e tivemos uma constante discussão sobre o sabor da pipoca. Coisas de amigas.
-Mas eu odeio pipoca doce. - ela disse.
-Mas eu amo e você vai para a minha casa, manque-se, você tem que comer o que eu quero. - respondi rindo.
-Eu compro a salgada para mim e você leva a doce para você, certo?
-Não!
Ela fez cara de impaciente... Adorava irritá-la.
-Coma a doce e ponha mais doçura na sua vida. - debochei.
-Ta querendo dizer que a minha vida é sem graça?
-Mas que chatinha essa minha amiga. - disse a abraçando.
Riamos sem parar a tarde toda.
A noite, fizemos nossas respectivas pipocas e nos jogamos na minha cama para ver a bendita entrevista. Carol estava se animando, seu humor tinha mudado um pouco. Também, eram os ídolos dela.
Confesso que também estava um pouco felizinha.
As coisas entre mim e Max fluíam muito bem desde quando nos conhecemos. Nós trocávamos DM quase todos os dias, parte que escondi de Carol, porque não queria que ele se sentisse mal e ontem, ele havia me ligado. Ouvir a voz dele foi revigorante.
-Olha, vai começar!
Fui tirada do transe por uma fala mais alto do que o normal de Carol.
A apresentadora os chamou ao palco e eles começaram cantando. A voz deles era realmente maravilhosa, me arrependi de não ter ido no show com minha amiga.
Depois que eles terminaram a música, foram se sentar para a entrevista. Ele falavam de coisas normais, como o lançamento de próximo CD e projetos.
Olhei para o lado e Carol estava com os olhos arregalados, quase que emocionada. Com certeza aquilo tudo fazia mais sentido para ela do que para mim.
-Mas, a pergunta que todas sempre gostam de fazer. Qual de vocês está comprometido? - a apresentadora perguntou.
Tom e Siva levantaram a mão, já era esperado.
-E vocês meninos? Nenhuma menina especial na vida de vocês? - ela continuou, se referindo a Max, Jay e Nathan.
-Err... Na minha não. Estou a procura. - Jay disse piscando um olho para a câmera.
-Na do Max tem. - Tom brincou.
-Conte-nos sobre ela Max. - a apresentadora incentivou.
-Ela está um pouco longe na verdade, mas ela é linda. Gosto muito dela.
Olhei para Carol e ela olhou para mim, tivemos o mesmo pensamento. Sim, o cabeçudo estava comentando sobre mim.
-E você pode nos dar mais algum detalhe? Nome? - perguntou a apresentadora.
-Não, não... Quero preservar a identidade dela. Ela é realmente especial e não quero nenhum repórter correndo atrás dela por enquanto.
-Nossa hein, amiga!! - Carol exclamou.
-Shiiiu, presta atenção!
Chamei a atenção dela porque queria saber se Max falaria mais alguma coisa, meu coração estava aceleado.
-Hum... Ela deve ser realmente importante então. - a apresentadora fez cara de surpresa.
-Sim, ela realmente é.
-E você Nathan? Você esteve quieto durante esses assuntos... Vamos, nos conte sobre a sua menina especial. - ela pediu.
Pude sentir que se instalou um silêncio momentaneo, tanto no quarto, quanto no auditório. Carol se aproximou um pouco mais da televisão, pude sentir a sua respiração parar.
-Não, eu não tenho ninguém especial. - Nathan respondeu frio.
Aquele resposta dele foi um choque para mim, me perguntava o que estaria se passando na cabeça de minha amiga.
-Não tem? - Siva se manifestou, como se tivesse indignado.
-Não Seev... Eu não tenho. - Nathan confirmou.
-Hum... Fontes me disseram que você andou tendo um caso com uma menina no Brasil, Nathan. Isso é verdade? Ela é especial ou foi só mais uma para você? - mais uma vez, a apresentadora entrou em território que não devia ter entrado.
-Amiga... - chamei Carol.
-Pera! - ela respondeu.
-Hã, ela? Bem, nós nos divertimos muito, mas foi só isso... Não temos absolutamente nada de especial. - ele respondeu.
-Acho melhor desligarmos você não acha? - perguntei.
-Não Aline, deixa ele falar. - ela respondeu com uma voz de choro e ao mesmo tempo raiva.
Eu ia matar esse garoto se alguma vez eu encontrasse com ele. Como assim ele não teve nada de especial? Ele ficou doido?
Por tudo que ela me contou, eles com certeza tiveram algo especial. Não só de ela ter me contando, eu vi. Passei umas horas com eles e vi que tinha algo rolando. O que a Carol teve com o Nathan, se bobear, foi mais especial do que tive com o Max. Alguma coisa estava errada...
Fiquei tão revoltada com tudo que nem vi o final, quando percebi já tinha acabado.
-Amiga... - chamei mais uma vez.
Ela estava tão imóvel que tinha medo de encostar nela.
-Não precisa falar nada, Aline. Eu estou bem.
Sua voz falhava... Ela estava chorando.
-Olha, o Nathan deve ter dito isso da boca pra fora. Eu não sei. - tentei amenizar, mas nós duas sabíamos o que tínhamos ouvido. Não havia nada a ser dito e não havia explicação plausível para isso.
Finalmente o choro que ela estava prendendo, veio a tona. Ela soluçava e tudo o que eu pude fazer foi abraçá-la.
...

Carol's POV

Eu estava devastada... Ta certo que eu e Nathan ficamos dois dias só, mas e tudo o que tínhamos vivido? E sobre eu ter feito ele se sentir especial? E quando começamos a namorar com apenas um dia?
Será que ele apagou aquilo tudo da vida dele?
Não, eu não estava acreditando... Não podia ser verdade. Aquilo não estava acontecendo.
Mas o que eu queria também? Ele é o Nathan Sykes... Se bobear, em cada país que ele vai, ele tem uma menina e eu fui mais uma idiota que caiu na conversa dele.
Estava tão revoltada comigo mesma que poderia me socar.
Tentei acalmar meus pensamentos e me ligar no que estava ao meu redor, estava nos braços da minha amiga, que me abraçava pedindo calma.
-Eu estou bem amiga. Eu acho que vou para casa... - disse.
-Você não vai pra casa nesse estado. Eu te levo até lá!
Aceitei a carona porque não tinha vindo com o meu carro, e mesmo que tivesse com ele, acho que não teria condições de pegar no volante.
Minhas mãos tremiam e não conseguia me controlar. Finalmente, chegamos ao meu apartamento.
-Tem certeza de que quer ficar aqui sozinha? - Aline perguntou. - Pega umas roupas e vai lá pra casa.
-Não amiga. Terei que trabalhar amanhã mesmo, daqui de casa é mais fácil. Eu to bem, acredite em mim.
-Um pouco difícil.
-Pois acredite. - soltei um sorriso.
-Ta bom, qualquer coisa... Sabe meu telefone de cor, né gata?
-Pior que sei...
-Jura? Me ama mesmo.
Rimos... Era isso que eu gostava em Aline. Por mais que eu estivesse mal, ela ia tentar me fazer sorrir sempre. Tenho sorte de ter uma amiga como ela.

sábado, 10 de agosto de 2013

Capítulo 9 - Happy goodbye...

Acordei as 10:30 e ele dormiam, pensei de ele ter falado que o voo deles era cedo.
-Nath! Nath! - chamei.
-Hum?
-Que horas eram o voo de vocês?
-12:00.
-OMFG! VOCÊS TERÃO QUE CORRER! - gritei.
Eles estavam bem atrasados. Até arrumarem tudo e irem para o aeroporto.
Ele levantou rápido e se sentou.
-E os outros? Meu Deus! Onde eu estou? - ele perguntava.
Eu comecei a rir. Seu cabelo estava todo em pé e ele estava com cara de confuso.
-Você está no seu quarto. Pelo menos lembra de mim? - perguntei rindo.
-Claro que lembro de você.
Ele parou, me olhou e nós começamos a rir.
-Para de rir e levanta. - disse a ele me levantando.
-Pera! - ele disse me puxando.
Ele me deu um beijo, mas aquele foi diferente. Era uma despedida.
-Esse vai ser nosso ultimo momento. E... Eu também te amo.
O "também" me remeteu ao o que eu disse antes de dormir. Ele tinha escutado.
O beijei novamente.
-Ainda vamos fazer muito isso. - eu disse.
-Ficar em uma cama juntos? Não sei se vou conseguir.
-Eu me referia aos beijos. Mas porque não conseguiria ficar numa cama comigo? - perguntei confusa.
-Porque eu vou ter que me controlar para não querer te agarrar. Ainda mais se você me provocar.
Eu ri.
-Dá próxima vez que estivermos juntos em uma cama... Nós iremos conversar melhor.
Ele fez uma cara de safado e perguntou:
-Isso foi uma promessa?
-Foi mais uma coisa não terminada. Deixemos no ar.
-E quando terminaremos? - ele quis saber.
-Quando eu for morar em Londres nós vamos ter muito tempo para terminar ou quem sabe começar. - eu disse me levantando.
Ele riu e me seguiu, imediatamente arrumando suas coisas.
Eu fui ligar para o meu quarto para acordar Tom, Siva, Jay, Max e Aline. Sabia que todos tinham dormido lá.
Depois de muita insistência, Siva atendeu.
-Vai olhar o relógio! - gritei.
Ele ficou em silêncio. Depois de 2 segundos escutei um: "Holy shit".
E a ligação caiu.
-Err... Acho que eles estão sabendo. Vai arrumando as coisas. - disse a Nathan, que corria de um lado pro outro.
Coloquei a minha roupa e corri para o meu quarto.
...
-50 minutos para o avião sair! - gritou Tom.
-Mais que irresponsabilidade. - disse Big Kevin.
-Onde você estava para acordar a gente? - perguntou Nathan.
-Eu fui resolver tudo com o hotel Nath. Senão vocês ainda estariam lá.
Aline e eu nos olhávamos em silêncio. Eu queria perguntá-la como tinha acabado a noite passada e pela sua cara, ela queria saber a mesma coisa.
Chegamos no aeroporto em 15 minutos. Graças a Deus o transito no Rio estava ótimo. Eles tiveram muita sorte.
Nós entramos por trás. Eles despacharam as malas.
-E as fans que vieram nos ver? - Jay perguntou.
-Não temos tempo. - choramingou Max.
-Vamos rápido. - gritou Siva.
30 minutos.
Corria do lado deles, mas ai chegou o portão. Eu e Aline paramos.
Max e Nathan pararam também, porque será?
Max deu um selinho em Aline e disse algumas coisas que eu não entendi.
-Vai! Você vai perder o voo. - disse a Nathan, controlando o choro.
-Vou sentir saudades. - disse ele.
-20 minutos! Meninos! - Kevin gritou do portão.
Max correu mas parou para gritar Nathan.
-VAI NATHAN! - eu o empurrei.
Ele me deu um selinho.
-Pera. - disse pegando o celular. -Aline faz um favor.
-Não é hora de tirar... - fui interrompida por outro beijo.
-Tchau. - ele disse pegando o celular de volta.
...
Ficamos ali paradas. Ela veio e me abraçou. Chorei. Mas já sabia que isso ia acontecer, então já estava conformada.
Estávamos indo embora quando recebi um SMS: "Entramos no avião. Rumo a São Paulo. Vai no seu twitter. <3"
Abri o meu twitter e me deparei com: "Dizendo adeus para a menina que faz eu me sentir especial @anncarol. Te amo, minha #TWFanmilyGirl." mais a foto que Aline tinha acabado de tirar de nós nos beijando.
Fiquei com cara de surpresa. Ela veio olhar e sorriu.
Dei um RT, favoritei e um reply:
"@NathanTheWanted obrigada por me fazer me sentir amada meu #TWBoy"
-Aawwwn. Que viadagem! - Aline disse.
-Sua invejosa. - disse rindo e me sentindo a garota mais feliz do mundo.
Fui olhar minha mentions... Eram muitas e corriam sem parar.
"Vocês estão namorando? Paranbéns!"
"Nathan e uma menina brasileira."
"Que inveja..."
Olhei para Aline. Ela tirou o celular da minha mão!
-Larga esse mundo! Só hoje.
-O que faremos? - perguntei.
-Bem, você agora tem um caso bem especial. - ela riu.
-Pior que é! - confirmei.
-O que pretende fazer?
-Vamos a praia? - eu perguntei.
-Você querendo ir a praia? Que bicho te mordeu? - ela brincou.
-A felicidade. - disse enquanto mais uma lágrima saia do meu olho.
Ela me abraçou de novo.
Eu tinha sorte de ter uma amiga como ela. Repeti a história daqueles dois dias umas 3 vezes. Ela não se cansava de escutar e eu de contar, fato.
-Você reclamou tanto que a sorte não olhava para você, que ela resolveu te dar um tapa na cara.
Nós rimos. Mas era verdade. Eu havia conhecidos meus ídolos, passado dois dias inteiros com eles, ainda "pegava" um e para completar, eu estava famosa. Pode pensar em coisa melhor?
-Nossa!! A minha mãe não vai nem acreditar. - falei pensando em toda a história para poder contá-la da melhor maneira possível.

Nota: Oie gente... Um capítulo menor que os outros, admito, mas não menos fofo! haha
Espero que tenham gostado e quero agradecer a vocês pelos comentários positivos que venho recebendo de todos pelo face, twitter e por aqui também!
Obrigada de verdade! <3
Então é isso... Até o próximo. \o

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Capitulo 8 - We Might as Well Be Playing With Lightning...


Nota: Coloquem The Wanted - Lightning para tocar quando eu disser (PLAY) e parem quando tiver (STOP).


Estava sentada com Nathan no chão, encostados no canto parede. Já era tarde. Tom e Jay estavam dormindo cada um em um sofá. Siva foi e se esticou na unica cama que tinha do meu quarto.
Max e Aline conversavam abraçados na poltrona, ela estava sentada em seu colo, com a cabeça apoiada em seu peito. Uma hora se beijando, outra rindo, outra sussurrando e algumas horas até em silêncio.
Eu estava deitada no ombro de Nathan, que mexia no meu cabelo, olhando aquela cena.
-Você acha que vai sair alguma coisa boa disso? - sussurrei para Nathan.
-Não sei. Mas o Max parece ter gostado bastante dela.
Continuamos olhando. Ele me abraçou com força. Eu pensava em uma coisa diferente para fazer, que tivesse só nois dois.
-Vamos! - disse levantando do chão.
-Onde? - ele perguntou.
Mas eu não respondi e sai puxando o braço dele.
Saimos do quarto e pegamos o elevador. Ele ficou olhando os botões, querendo saber o que eu ia apertar.
(PLAY)
Para a surpresa dele apertei o deck.
-Piscina? O que vamos fazer?
-Ta calor não tá? - perguntei.
-Ta mesmo.
Chegamos no play e eu sai correndo do elevador.
Ele saiu, parou na porta e me olhou com cara de desentendido.
-Onde você ta indo?
-Vamos!!! - gritei.
Ele começou a correr atrás de mim.
-Porque estamos correndo? - ele perguntava ainda atrás.
Entrei por dentro do salão com a piscina.
-Você não vai... - ele interrompeu sua própria frase, quando me viu tirando a roupa para entrar.
Eu fiquei de calcinha e sutiã na frente dele e pulei na piscina.
A água estava fresca... Uma delícia para aquela noite quente do Rio.
Olhei para e ele, que ainda estava parado no mesmo lugar me olhando.
-Você não gosta de piscina? - perguntei.
-Você está bêbada. - ele disse rindo.
-Nunca estive tão sóbria. Poxa! A água ta ótima.
Ele começou a tirar o tênis, a blusa, o cinto, as coisas do bolso e caiu de calça jeans.
-Mas que absurdo. Eu tiro tudo e você não. - disse rindo e indo até ele.
-Fiquei com preguiça.
-Sid, the slot.
Nós rimos.
-Sério. Porque viemos aqui? - ele perguntou.
Tirei seu cabelo da testa, que estava quase em seu olho.
-Para deixarmos a Aline e o Max lá... E para eu te mostrar que não precisa ter inveja dos beijos deles.
Ataquei a boca dele. Já que ele queria um beijo daqueles, era isso que ele ia ter.
Ficamos mais de 10 minutos nos beijando sem parar. Coloquei minhas pernas ao redor dele. Sentia sua mãos deslizar por elas, indo da minha bunda, para minha cintura e depois voltando fazendo o mesmo caminho de volta.
-Eu estava brincando. Gosto de seus beijos. - ele disse rindo. - Mas se você quiser continuar me dando um desses.
-Seu bobo!! - eu ri.
-Eu vou sentir sua falta. Sério. Nunca me relacionei dessa maneira com uma fan minha.
-Tudo tem uma primeira vez.
-É... Realmente tem.
(STOP)
Ele me levou para o raso. Onde podíamos ficar sentados.
Encostei em seu peito, e senti o seu perfume ainda mais forte... Parecia que a água tinha aumentado o cheiro, que devo dizer era um dos melhores que já havia sentindo.
Ele brincava com os meu cabelo molhado.
-O que está fazendo? - perguntei rindo.
-Seu cabelo tem um cheiro bom. - ele disse cheirando-o.
-Para de ser retardado. - disse me endireitando.
Nós rimos.
Ficamos abraçados em silêncio, mas de relance eu o vi fechar os olhos um pouco.
-Que horas vão embora? - perguntei.
-Cedo. - ele respondeu abrindo os olhos, que tinham ficado vermelhos.
Olhei para seu relógio de pulso, que já marcava 02:30.
-Você precisa dormir.
-Não! Fica aqui comigo. - ele disse.
-O quarto de vocês está vazio. Podemos ficar juntos.
-Você quer que nós...
-Não Nathan. Não vamos fazer sexo. Mas podemos ficar juntos.
Ele riu.
-Por um momento me animou. - ele disse rindo. Não segurei e também ri com ele.
-Não faço isso em primeiro encontro, Sykes.
-Não mesmo? - ele disse saindo da piscina.
-Nem pensar. Vamos me puxe!
Saimos, pegamos nossas roupas. Subimos do jeito que estávamos pelo elevador e ainda molhados.
Eu rezava para que não encontrássemos com ninguém, pois eu estava de calcinha e sutiã.
Quando chegamos no quarto, ele tirou a calça e ficou de cueca.
Olhei para ele e tentando ficar normal.
Ele entrou no banheiro para tomar banho e eu esperei.
Fiquei pensando que queria repetir o dia. Tudo o que tinha vivido desde ontem até ali.
Alugar aquele quarto tinha sido a melhor coisa que tinha feito... Mas eles foram incríveis comigo.
Ele saiu do banheiro com uma outra cueca e se jogou na cama.
-Deixei uma toalha pendurada atrás da porta para você. - ele disse.
Tomei um banho rápido e frio. O que foi ótimo.
Quando sai do banho, eu me liguei. O que eu ia vestir?
Dormir de short jeans não era nada confortável na minha opinião e minhas roupas intimas estavam molhadas.
-Nathan, as minhas roupas estão tudo no meu quarto. Me ajuda.- pedi.
Ele levantou da cama rindo. Foi até a mala que estava no canto, que creio que era dele, tirou uma blusa lá de dentro e me deu.
-Mentira!!! É a sua blusa 'game over'. - eu disse animada.
-E dai?
-Owwwwn. Que linda. - disse admirando-a.
Ele riu e me olhou com uma cara de "você é maluca".
Parei e pensei. Eu só ia vestir a blusa?
-Mas o que eu vou usar por baixo?
-Bem... Se você quiser uma cueca. - ele não controlou o riso.
-Não. Ficarei só com a blusa.
Voltei para o banheiro e coloquei-a. Quase me emocionando por estar vestindo AQUELA blusa. Ela tinha ficado comprida até demais. Quase chegando no joelho.
Voltei ao quarto e ele dormia de barriga para baixo.
Deitei ao seu lado... Me debrucei e comecei a beijar as suas costas nuas. Ele sorriu e se arrepiou.
Sorri também, indo até sua orelha.
-Se a intenção é me provocar, parabéns, você está conseguindo. - ele disse entre suspiros.
-É... Que bom!
-Para! Não vou me segurar hein... - ele avisou.
Continuei beijando suas costas e ele virou rápido me encarando.
Sorri, deitei em seu peito e fiquei admirando seus olhos.
-Porque você faz isso? - ele perguntou.
-Isso o que?
-Você olha fixamente para os meus olhos, mas eu nunca descubro o que isso quer dizer.
-Quer dizer que... Na verdade eu não sei. Eles me trazem paz. São lindos. - tentei explicar.
Isso o emocionou. Vi seus olhos enxerem d'água ou era sono?
-Dorme Nathan - disse optando pela segunda opção mesmo e beijando-o.
-Obrigada. - ele disse.
-Pelo o que?
-Por tudo o que fez pela gente... Por mim.
-De nada. Também tenho que agradecer a vocês.
-Pelo o que?
-Por... Terem trazido luz a minha vida. Por terem sido essas pessoas maravilhosas que vocês sempre foram.
Ficamos algum tempo se olhando e depois eu olhei para o relógio de cabeceira. 03:40.
Virei para o lado para dormir. Ele me abraçou em conchinha.
-Parece que não foi a bebida que me fez dormir tarde hoje. - ele disse rindo.
-Mas foi por uma coisa saudável que você não dormiu hoje.
-E que coisa foi essa? - pareceu duvidar.
-Amor! - eu disse.
-E quem disse que te amo?
-Eu sou sua fan. É sua obrigação me amar.
Ele riu e deitou de novo.
-Boa noite Carol.
-Boa noite.
Depois de meia hora eu ainda não tinha dormido. Virei-me para ver se ele dormia.
Ele respirava profundamente. Era lindo enquanto dormia também... Quase que um anjo.
-Eu te amo, Nath. - sussurrei antes de pegar no sono.


Nota: Oie gente!! Capítulo para quem é shipper de Carol e Nathan né? *-*
O ultimo dia dos meninos no Brasil... E ai o que vocês acham que vai ser de Aline e Max? E da Carol e do Nathan?
Espero que tenham gostado e não deixem de comentar, hein? Até o próximo.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Capítulo 7 - Tonight We Own The Night...

O show estava perto de acabar. Eles estavam se despedindo para a ultima música.
Isso causou uma tristeza na platéia. Me lembrei da sensação que tive no primeiro show deles. Quando eles disseram que tinham que ir embora... Um vazio tomou conta de mim.
Se o show estava terminando, isso também significava que o tempo deles no Rio estava terminando.
Resolvi tirar esses pensamentos da minha cabeça, antes que eu chorasse.
A ultima música acabou. E eles saíram do palco.
-Uhul! Foi lindo! Foi foda! Brasil é maravilhoso! - eles gritavam.
Estava com um sorriso imenso no rosto, esperando para abraçá-los e dar parabéns.
Jay me pegou no colo e me rodou. Siva e Max me abraçaram com força. Tom me deu um abraço e um beijo na testa e Nathan... Bem, me levou as nuvens com o nosso melhor beijo até aquela hora.
-Isso pede uma comemoração. - disse Tom.
-Aonde vamos? - perguntou Max.
-Alguma boate para sugerir? - Tom perguntou me olhando, fazendo todos me olharem também.
-Não. Nós voltaremos agora para o hotel. - eu disse.
-Que chata! - disse Nathan brincando.
-Não quero voltar ao hotel. - disse Jay.
-Pena! Vou ter que dar para alguém a cerveja que está esperando vocês lá.
-Tem cerveja? - Tom ficou animadinho.
-Não só a cerveja. Sabe Max? Tem uma pessoa lá esperando por você.
-Ta okay. Eu quero ir para o hotel gente. - Max disse, indo em direção a porta.
-Hum... To com uma sensação boa, hein Max? - Jay disse.
Todos estavam animados. Queria que a noite fosse inesquecível para eles.
No carro foi a mesma coisa. Todos falavam ao mesmo tempo, a vezes assuntos paralelos, as vezes assuntos em grupo. E eu os admirava, de vez em quando comentando sobre alguma coisa ou outra.
Resolvi mandar uma mensagem para Aline, para ver se estava tudo certo e avisar que já estávamos indo.
"Ta tudo certo sim. To aqui sentada na sua cama esperando. To nervosa!"
"Porque nervosa amiga?"
"É o The Wanted né amiga?"
"Aline, para!! Você vai ver como eles são. Encare como amigos seus... Eles vão te amar. Preparada pro Max?"
"Hum... Me gusta isso! Eu to."
"Guenta ai que estamos chegando."
...
Arrastei-os para o meu quarto. Quando abrimos a porta, Aline estava perto da varanda.
Conhecendo ela, diria que já estava nervosa por ficar sozinha.
Ela abriu um enorme sorriso, pensei que era para mim, mas quando Max me pediu licença, eu sabia.
Ele foi até ela. Eles se abraçaram e ela disse:
-Estou tão feliz em poder te conhecer!
-I'm glad you came. - ele disse.
Nós rimos.
Ela foi até a pequena geladeira do quarto e a abriu...
Todos soltaram um "Oh", inclusive eu. Estava lotada de todos os tipos de bebida, desde refrigerante até champanhe.
-Pra que isso tudo? - Siva perguntou.
-Ué! Para comemorar. - Aline disse como se fosse obvio.
-Eu gostei dela. - disse Tom, já tirando cervejas da geladeira.
-E tem mais... - ela disse. - Já deve ta chegando.
-O que? - eu perguntei surpresa.
-Você acha que vai ficar todo mundo bebendo de barriga vazia? Vai me ajudar a pagar isso depois, hein? - essa ultima pergunta foi em português. Para que eles não entendessem.
-Claro que sim amiga. Você foi ótima. - respondi também em português.
Eles nos olhavam com a cara mais impressionada possível. Tentando entender alguma coisa... Mas não conseguiram.
-Podem usar uma linguagem que nós possamos entender? - Nathan perguntou impaciente.
-Eu tava dizendo a ela o quanto vocês são incríveis. - disse olhando para ele.
-Mentira! Disse que não te suporta mais. - ela disse rindo.
Ficamos jogando conversa fora, até que 5 minutos depois chegou um entregador com 10 caixas de pizza.
-OMG! Isso é uma pizza para cada pessoa ou...? - eu perguntei.
-Talvez eu tenha exagerado na quantidade. - ela disse.
-Eu to morrendo de fome. - Max disse indo em direção as caixas.
Notei que quando ele passou por Aline, pegou na mão dela. Dei um sorriso.
Nós comemos, dançamos, bebemos (sim, eu dei um golinhos, mas não dispensei o refrigerante), conversamos e até brindamos.
-A melhor banda do mundo. Já vai fazer 2 anos e meio que sou fan e eu agradeço a Deus até hoje por ter me mostrado vocês naquele dia. - eu disse, levantando a minha taça.
-As melhores fans do mundo, porque sem elas, nós não seriamos absolutamente nada. - Nathan disse me olhando.
Todos brindaram. Nós encostamos a nossas taças, bebemos um gole e... Ele me puxou e nos beijamos.
-Opa! Não precisava ser na nossa frente. - Jay disse.
-Não se preocupe Jay. Não vou roubar ele de você. Jaythan forever. - interrompi o beijo, levantando a  minha taça.
-Awwn. Vem cá me dá um beijo. - Jay disse, vindo na nossa direção.
Pensava que ele tinha dito isso para mim. Mas para a surpresa de todos, ele deu um beijo no rosto de Nathan.
Todos riram. Me virei para Nathan e o beijei de novo.
-Ah. Que inveja! - Aline suspirou.
Todos olharam para ela com cara de surpresos. Inclusive eu e Nathan.
-Não dela com o Nathan... Digo...
-Ela quer alguém para beijar Max. - eu disse brincando.
Ela olhou para ele, esperando uma ação que não veio. Mas de repente, a ação veio de Tom que empurrou a cabeça dos dois de encontro uma com a outra, soltando um sonoro:
-Nooooow kiss.
Foi só o empurrão que faltou. Max começou a beijá-la. Mas... Que beijo. Eles pareciam que iam sugar um ao outro.
Por uns 15segundos eu, Nathan, Tom, Siva e Jay ficamos olhando os dois se pegarem como se estivessem sozinhos.
-Que inveja. - Nathan sussurrou no meu ouvido.
Olhei para ele e me controlei para não rir. Não dava beijos daquele jeito nele porque sempre tinha alguém olhando. E eu ficava com vergonha.
Aline e Max não. Eu já sabia que isso aconteceria, conhecendo os dois. Eles eram muito parecidos.
Resolvemos ignorá-los e continuamos conversando.
Depois eles se juntaram a gente...
As músicas continuavam tocando e para a minha tristesa, começou a tocar samba.
-Hum... Samba. - Siva disse.
-Sambem para a gente, meninas brasileiras. - Jay brincou.
Olhei para ela querendo matá-la.
-Não sei sambar. - falei.
-Sabe sim! - ela disse.
-Eu vou te bater sua galinha! - falei em português.
Ela riu.
-Vai. Ensina a gente. - Tom pediu.
Olhei para Nathan pedindo um "help".
-Não olha para mim. Eu também quero ver. - ele disse.
Eu e ela nos levantamos e começamos a sambar. Um pouco devagar, depois rápido, no ritmo da música.
Todos nós ríamos. Eles aplaudiram.
-Vem! - disse puxando a mão de Nathan.
Ele negava, mas o puxei com toda a minha força. Puxei Jay também, que imediatamente se levantou.
Aline chamou Max, Tom e Siva. Mas somente Tom levantou.
Os outros estavam com os celulares tirando fotos e filmando.
-Se colocarem isso no Wanted Wednesday, eu mato vocês. - disse.
-Mas que boa ideia. - Max brincou.
Eles eram... Terríveis dançando. Eu ria mais do que tentava ensinar. Era engraçado demais.
Eles não conseguiram e acabaram desistindo.
-Vocês são péssimos. - disse rindo.
Jay me acertou um travesseiro bem na cara. Querendo revidar, joguei de primeira, sem querer acertei a cara de Tom, que bebia champanhe na hora. Isso fez com que ele derrubasse tudo em seu colo.
-Você não devia ter feito isso. - ele disse pegando dois travesseiros.
-TOM! TOM! FOI SEM QUERER!
Sai correndo pelo quarto com ele atrás de mim. Mas fiquei encurralada na porta, que não deu tempo de abrir.
Levei tanta travesseirada na cabeça que fiquei até tonta.
Mas ai Nathan veio e começou a bater nele com outro.
Ele se distraiu batendo em Nathan. Eu aproveitei e puxei um da mão dele, imediatamente começando a bater.
-Dois contra um é injusto! - Tom gritou.
-Mas porque eu não estou batendo também? - Jay disse isso tacando um travesseiro na cara da Aline.
-Seu viado! - ela gritou revidando.
O que nós estávamos fazendo? Parei um minuto para o olhar o quarto. Travesseiros e almofadas voavam de um lado para o outro. Sim, era uma guerra.
Max acertou um abajur. Tom quebrou uma garrafa de cerveja.
-GENTE, VOCÊS ESTÃO QUEBRANDO O QUARTO! - gritei, mas todos me ignoraram.
Me preparava para gritar mais alto quando fui acertada por Siva.
Tom e Nathan ainda duelavam entre si, pulando da cama para o sofá ao lado. Mas ai, Jay tacou o dele.
-Segura Max! A janela!!!
Foi só o que ouvi, mas foi tarde.
Corremos todos para a varanda e nos debruçamos para vermos onde tinha caido.
-Opa! - Jay exclamou.
Estava no deck da piscina.
-Ah, que ótimo. Quem vai buscar agora? - eu perguntei.
Todos se olhavam e não diziam nada. Mas eu já sabia, nenhum dos 5 iam.
-Não acredito. Bando de preguiçosos. - disse me dirigindo a porta.
Eles tiveram crise de risos. Tentei me controlar mas antes de chegar a porta já estava rindo.
-Espera amiga. Eu vou com você. - Aline me seguiu.
...
Já no elevador, ela não conseguia esconder o entusiasmo e falava sem parar:
-Meu Deus! Ele é incrível. E que beijo amiga. Como eles são lindos. Como você se controla com todos eles cara?
-Hoje de manhã eu vi o Jay e o Max de cueca no quarto. - disse abaixando a cabeça.
Ela ficou me olhando, tentando processar o que eu acabara de falar. Por fim, disse:
-Você é muito sortuda mesmo. Mas me conta sobre você e o Nathan.
Fiz uma resumida bem rápida de tudo que tinha acontecido.
-Sério? Namorando? - ela perguntou.
-Não sei o que somos mais amiga. Isso só o tempo vai dizer.
Chegamos lá embaixo. Peguei o travesseiro correndo, com medo de alguém ter visto e voltamos correndo para o elevador.
Ela continuou falando de quanto Max era incrível.
-Você está apaixonada amiga? - perguntei desconfiada.
-Obvio.... Que não.
-Aham. Sei.
-E você também ta pelo Nathan.
-Eu já era antes de conhecê-lo e você sabe disso.
Ela ficou em silêncio. Logo ela, que eu achava tão difícil de se apaixonar. Em um dia caira pelo Max.
-E se eu tiver? - ela cortou meus pensamentos.
-Não te condeno. Ele é um amor de pessoa. Só toma cuidado.
-Porque?
-Ele é o Max George né amiga?
Disse isso antes de sair do elevador.


Nota: Hey people! Viram? Nem demorei dessa vez...
E ai? O que acharam desse capítulo? Para ser sincera, eu me diverti muito escrevendo ele. Só fazem besteira né? E se o travesseiro caísse na cabeça de alguém? hahaha
O que acharam da Aline?
Bem, isso é tudo. Até o próximo! \o
E comentem!! ;)