quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Capítulo 27 - I regret everything...

Aline's POV

-Ei! Acho melhor pararmos por aqui! - disse a Rick quando senti suas mãos virem pra dentro de minha saia.
-Desculpa Aline! Desculpa mesmo... Tentei me controlar. Mas você é linda demais.
Ele tentou me dar um selinho e eu me afastei mais uma vez, ele segurou meu rosto com certa força e o virou para que pudesse beijá-lo.
Aquilo machucou um pouco mas imaginei que estivesse alterado por causa da bebida!
-Desculpa. - ele disse mais uma vez. - Eu queria te ver de novo.
-Quem sabe um dia! - afirmei e sai de perto o mais rápido que pude. Precisava sair dali e encontrar Carol.
Passei no banheiro primeiro porque estava realmente muito mal... Estava bêbada, eu sabia, mas tinha bebido tão pouco e como já estava acostumada a isso, não ficava descontrolada tão fácil.
Tinha algo errado. Estava ficando tonta.
Quis ir embora... O sentimento de culpa estava caindo sobre as minhas costas e pude sentir lágrimas brotarem em meus olhos.
...

Carol's POV

-Ah, sério Henrique? Seu pai deve ter ficado doido. - ria das situações que Henrique contava que acontecia com ele e seu pai no escritório.
-Sério! A bolinha de golf atravessou o escritório e foi parar na sala dele dentro da xícara de café, mas o que eu posso fazer? Sou bom de mira.
-Você devia trabalhar e parar de jogar golf no escritorio. - disse com certo sarcasmo pois sabia da paixão enorme que Henrique tinha pelo esporte.
-Prometo que vou tomar jeito.
Ele abaixou a cabeça como uma criança que havia acabado de tomar um esporro.
-To brincando, ta? - me corrigi sem graça.
-Não ta não. Está falando sério!
-Juro que não! Me desculpa... Sei que você trabalha duro. - disse sorrindo sem graça.
-Você fica tão linda quando ta com vergonha!
Parei e o observei sem ação. Senti meu rosto queimar.
-Ta mais bonita ainda agora. - ele continuou.
-Porque?
-Suas bochechas estão corando... Olha que lindas!
Arregalei mais ainda meus olhos, não sabia mesmo o que falar. Olhei para minha bebida quase intacta e resolvi bebe-la.
-Posso te beijar?
-Como é? - quase me entalei.
-Eu quero muito o seu beijo de novo... Sabe eu ainda não esqueci tudo que a gente viveu.
-Henrique, não quero falar sobre isso... Você sabe porque terminou.
-Porque eu fui um idiota! Queria controlar a sua vida, mas eu prometo que eu vou mudar. Não vou fazer mais isso!
-Eu... Eu não quero discutir isso agora.
-Por favor... Você não consertou o seu cordão, né?
Ele se referia ao meu cordão escrito The Wanted com o coração de rubi, que arrebentou na ultima briga que tivemos.
-Não tive tempo... Ele está gardado em uma caixinha dentro do armário no meu apartamento lá no Brasil.
Sorrimos.
-Me deixa te provar que eu mudei! Por favor, eu te amo. - ele insistiu.
Fiquei sem palavras! Ele havia sindo uma pessoa boa quando estávamos juntos mas o seu ciume obsessivo destruiu tudo que eu sentia por ele.
Minha mãe costumava brigar comigo dizendo que Henrique ainda ia aparecer com uma arma para me matar... Quando terminei meu namoro, ela foi até na Igreja agradecer. Fato que achei engraçado.
-Olha, Henrique... - comecei a falar mas me interrompi quando vi Aline vindo em minha direção com os olhos vermelhos.
-Amiga, vamos embora por favor? - ela pediu me abraçando.
-O que houve?
-Eu preciso ir embora. Eu não to bem... Fiz uma burrice.
-O que você fez, Aline? - arregalei meus olhos assustada.
-Podemos falar depois sobre isso?
-Sim! Vamos então... Tchau Henrique!
Só quando disse isso, ela pareceu notar a presença dele.
Aline o olhou com cara de nojo e voltou seu olhar pra mim.
-Te espero na porta. - ela disse se afastando.
Me despedi de Henrique e pedi para que o garçom acrescentasse minhas bebidas no cartão...
-Não! Deixa comigo. - ele interrompeu.
-Tudo bem Henrique! Eu pago...
-Vai cuidar da sua amiga.
Eu estreitei os olhos.
-O que foi? - ele perguntou.
-Você não me combrará isso depois, né?
-Quem sabe uma tarde em Londres comigo?
Me virei para o balcão e insisti pela marcação do cartão ao barman.
Henrique soltou um xingamento que mal pude ouvir.
-É tão ruim assim passar algumas horas comigo? - ele quis saber.
Não respondi e o encarei...
-Uma tarde apenas, se eu não te convencer, me afasto de você. Prometo! - insistiu.
-Aqui está seu cartão, senhorita.
O barman trouxe o cartão referente as duas bebidas, olhei para ele e para Henrique.
-Um dia!! É tudo o que estou te pedindo. - ele implorou.
Continuei na dúvida...
-Algumas horas então?
-Esse homem aqui vai pagar as minhas bebidas. - disse ao barman sorrindo.
Pude ver que Henrique deu uma alta gargalhada, o que para mim significou vitoria, antes de me virar e sair da boate.
...
No táxi, Aline estava um pouco bêbada pois sua fala estava mais lenta do que o normal e enrolada.
Ela chorava dando pequenos soluços enquanto se xingava por ter traído Max.
-Amiga, se acalma! Não foi nada demais... Você mesmo disse que com Max era so sexo.
-Ele nunca vai me perdoar! - ela ainda choramingava. - Não vou contar isso a ele. Isso não vou contar...
-Tudo bem! É nosso segredo...
-Nããoo! Não vou conseguir olhar pra ele de cara limpa.
-Então conte a ele... - conclui.
-Mas ele vai me achar uma piranha!
-Amiga, ele não vai. Converse com ele de boa!
-Ai... Meu... Deus! - ela parou encarando algo que eu tentava enxergar.
-O que foi? - perguntei assustada.
-Eu coloquei chifre no Max George! As fans dele vão me matar... Sou uma vadia.
-ALINE PARA!! OLHA PRA MIM!!
Seguerei seu rosto para que me encarasse nos olhos.
-Você NÃO traiu o Max. - comecei. - Eu sou fan dele, certo?
Ela concordou com um aceno de cabeça, e me deixou continuar:
-Eu não quero te matar! Vou te ajudar a resolver isso e vai dar tudo certo! Agora faça o favor de se acalmar. Ta bom?
-Ta bom!
Depois do ataque de culpa de Aline, ela dormiu com a cabeça em meu ombro até que chegamos ao hotel.
Eu paguei o táxi e pedi ajuda a uns dos seguranças para que pudesse levá-la ao quarto.
Ela dormia feito uma pedra e pelo estado em que estava aquela noite, ela ia acordar com uma bela ressaca.


Nota: Bom, espero que tenham gostado e peço desculpas pelo capítulo um tanto pequeno. Prometo recompensá-los e postar o próximo mais rápido...
E o que vocês acham da "segunda" chance que Carol deu a Henrique? Ela está certa ou não?
E a Aline desesperada? hahaha Tadinha!
Não esqueçam de comentar...
Até o próximo!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Capítulo 26 - Cuz we like to party...

Carol's POV

Eu e Aline estávamos animadas... Fazia tempo que não tínhamos uma noite de garotas como hoje.
Nós nos conhecemos no colégio e ficamos inseparáveis...
Andávamos juntas para cima e para baixo.
As vezes, gostávamos de falar para pessoas desconhecidas que eramos irmãs, sabíamos demais uma de outra, ou melhor dizendo, sabíamos de absolutamente tudo uma da outra.
Estávamos vestidas impecavelmente... Demoramos horas escolhendo nossas roupas, mas eu havia amado.
Entramos em uma boate que era conhecida em Londres por ter bastante estrangeiros e muita música boa.
-Podia tocar uns funks legais aqui... - ela disse.
-Amiga, querida, estamos em Londres e não na favela que você chama de Brasil.
-Fala isso mas é a primeira a dançar até o chão. - ela riu divertida.
-Cala essa boca, vadia.
Rimos e nos sentamos no bar e pedimos o nosso favorito... Sexy On The Beach.
Eu odiava beber, mas desde quando Aline me mostrou Sexy On The Beach eu simplesmente me apaixonei. Era muito boa.
Obvio que ela pedia o dela sempre mais forte e eu sempre fraco.
Bebemos e fomos dançar...
Aline era uma perfeita dançarina, tinha vergonha de mim mesma perto dela.
Fiz aulas de balé quando era criança mas isso não prestava mais para nada... Não sabia dançar do jeito magnifico que Aline dançava.
Ela era muito confiante em tudo o que ela fazia.
Logo alguns caras vieram dançar com ela e eu me afastei um pouco me sentindo deslocada.
Sentei novamente no bar e senti alguém tocar meus ombros.
-Se eu não conhecesse você, diria que está em seguindo.
-Henrique? - perguntei surpresa.
Era o meu ex. Havíamos nos encontrado hoje mesmo a tarde e combinamos de sair amanhã, talvez... O que ele fazia ali?
-Você está me seguindo! - falei sendo mais seca.
-Cade o seu cartão da boate? - ele perguntou.
-Pra que você o quer?
-Posso comprovar que cheguei antes de você.
Quando entramos na boate que estávamos, recebemos um cartão que iria registrar tudo que havíamos consumido e nele havia o horário da entrada. Peguei-o e mostrei a Henrique.
-Viu? - ele disse me mostrando o seu.
Ele tinha razão, ele havia chegado uma hora antes.
-Ta bom! Desculpe? - perguntei.
-Só se você tomar uma bebida comigo...
-Ta okay. - concordei, já que estava sozinha.
Bebemos e conversamos bastante sobre Londres e sobre o Brasil.
-A sua amiga sabe se divertir... - ele disse apontando para Aline que dançava com um cara lindo.
-Sabe mesmo.
-A relação de vocês continua firme e forte.
-Sempre, nunca vai acabar. Ela é maravilhosa. - disse.
Eu e Aline sempre fomos irmãs. Muito mais que isso, éramos almas gêmeas, separadas na maternidade.
Ri com esse pensamento.
-Ta rindo, é? - Henrique quis saber.
-To porque?
-Por nada... Só queria saber se esse seu amor por ela é parecido com o que você disse sentir por mim.
-Não to entendendo... - disse confusa.
-Esquece!
-Pode falar. - insisti.
-Vamos dançar?
Aceitei, mas fiquei encucada com o que ele havia dito. Ele tava duvidando que um dia gostei dele ou dizendo que minha amizade com Aline ia acabar?
Eu, sinceramente, não gostava muito da segunda opção, então, me contentei com a primeira.
...

Aline's POV

O cara que estava dançando comigo era muito gostoso e lindo... Ele me agarrava de leve e eu tentava resistir, só que estava sendo cada vez mais difícil. Ele tinha pegada e eu não era de ferro.
Olhei ao redor procurando por Carol e ela dançava com um cara que tinha certeza que eu conhecia. Quase absoluta.
Sim... Eu realmente sabia quem era o cara dançando com a Carol.
Era Henrique, o ex namorado dela. Mas o que ele estava fazendo em Londres? Só podia estar atrás da Carolina.
Ele era totalmente obsecado por ela.
Me perguntava se ele já sabia que Carol tinha algo com Nathan... Ele ia odiar isso.
Senti uma mão vir a minha bunda e despertei de meus pensamentos.
-Que foi princesa? Você cansou?
Senti suas mãos puxarem minha cintura para mais perto dele...
-Ah, sim. Acho que... - o empurrei me afastando um pouco.
-Eu te pago uma bebida. - fui interrompida.
Resolvi aceitar, afinal Carol estava acompanhada.
Pedi um drink bem fraco ao barman, havia comido antes de sairmos então teria certeza de que não ficaria bêbada.
Bebi uns 2 drinks com Rick, a conversa dele era bem interessante mas não tirava os olhos de minha amiga por um minuto...
-Quem você está olhando? - ele perguntou seguindo os meus olhos.
-Eu vim com uma amiga. Estava procurando ela.
-Você encontrou?
-Sim, é aquela de vestido preto ali.
-Ela é bonita, mas não tanto quanto você. - ele disse dando uma piscadinha.
Agradecia um pouco envergonhada. E virei um pouco meu banco pada encará-lo. A beleza dele era realmente divina.
-Você tem namorado, Aline? - ele perguntou.
Meus pensamentos se remeteram a Max, mas aquela conversa que tivemos mais cedo me atingiu como um soco. Me senti um pouco tonta... Estava ficando bêbada? Com dois drinks?
-Não, não tenho! - respondi firme.
-Então não teria problemas de eu fazer isso...
Ele avançou e me beijou.
No inicio fiquei meio travada, mas acabei retribuindo. Rick era um loiro forte e alto, o que me chamou muita atenção, ele era o perfeito britânico... Com os olhos azuis e extremamente sedutores.
O beijo foi ficando mais intenso e eu estava gostando daquilo, mas um grande sentimento de culpa tomou conta de mim, tentava me obrigar a parar, mas tudo ao redor estava entranho. Estava meio mole e meu corpo se recusava a me obedecer.
...

Carol's POV

Observei rapidamente Aline beijando outro cara que, meu Deus, era de uma beleza incrível. Mas pensei em Max, sabia que ela gostava muito dele. Sabia que ela iria parar com aquilo ou ia fazer o tipico drama de arrependimento depois.
Mas resolvi me concentrar em quem estava a minha frente, meu ex namorado. Ele tentava ser carinhoso mas a maneira como ele era quando namoramos martelava minha mente.

Flashback on

-Você quer o que? Ficou maluca? - Henrique gritou quase na minha cara.
-Ir para o hotel que o The Wanted vai ficar! Você sabe que eu sempre quis conhecer eles, Henrique! É a minha unica chance... - expliquei nervosa.
-Você não vai fazer isso.
-Você não manda em mim! - falei mais alto.
-Eu sou SEU namorado.
-Isso não te dar o direito de querer mandar no que eu vou fazer ou não... Vou conhecer meus idolos e acabou.
-Seus idolos! Ah... - ele debochou suspirando. - Esses garotos só estão interessados no dinheiro que você dá pra eles comprando essas coisas ai.
Ele apontou para o meu pescoço onde estava o meu cordão escrito The Wanted com um pequeno coração de rubi.
-Isso é meu e não tem nada a ver com eles.
-Que seja... E dai? Vai para o hotel deles e vai fazer o que? Chorar igual a uma demente só porque você diz que eles salvaram sua vida?
-Eles salvaram sim!! Conheci eles muito antes de você e você não sabe de nada.
-Porque você tinha bulimia? Você nem era gorda!
Antes de conhecer Henrique, na época em que conheci os meninos, eu sofria de uma doença bem grave, a anorexia seguida da bulimia... E graças aos meninos, eu consegui me recuperar. Eles me mostraram que eu podia ser perfeita do jeito que eu era. Queria conhecê-los, talvez poder agradecer por um dia terem salvo a minha vida.
-Você não entende! - gritei para ele,.
-Eu não acredito nisso! Você é maluca... Você NÃO vai fazer isso!
-Qual é o seu problema? Eu vou SIM.
Ele veio até mim e segurou o meu braço com força.
-NÃO! - gritou mais uma vez.
-Me solta! - empurrei ele.
-Não quero você do lado daquele Nathan! Sei que você deixaria que ele te agarrasse...
-Eu não desrespeitaria você! Você sabe que pediria apenas um selinho, mas se é esse o problema... Eu não vou pedir.
-Eu duvido! Você o ama e vai dar para ele na primeira vez que ele pedir!!
-Você está me ofendendo. - disse indignada.
-Oh jura? Porque é isso que as garotas que vão para o hotel deles procuram...
-Eu já disse a você que eu não sou qualquer uma... E quer saber Henrique? Se você não confia em mim, problema é seu. Acabou! - disse me dirigindo a porta de seu apartamento.
-Ei! Espera! Como assim acabou? Você ta me dispensando?
-Estou! Acabou!
Ele veio mais uma vez me segurar com força... O empurrei para tentar me disvencilhar e ele segurava para que eu não pudesse derrubá-lo. Senti sua mão bater em meu pescoço e meu cordão foi ao chão.
-Olha o que você fez? Seu idiota! - comecei a chorar pegando meu cordão que havia arrebentado.
-Carol, me desculpa!
-Sai! Esse seu ciumes doentio ta me deixando maluca! Vou conhecer meus ídolos e não me interessa o que você pensa... Se eu quiser dar ou não pra um deles, isso só diz respeito a mim e não me procura mais.

Flashback off 



Nota: E ai gente? Gostaram desse capítulo? 
O que acharam da relação perturbada do Henrique com a Carol? Acha que vai dar em alguma coisa?
E Aline, supostamente, traindo o Max? 
Comentem... Obrigada por tudo.

domingo, 20 de outubro de 2013

Capítulo 25 - Meeting you again...

Carol's POV

Depois que sai do apartamento de Nathan, andei sem rumo pelas ruas.
Depois de uns 30 minutos caminhando, encontrei um Starbucks. Entrei e pedi o um dos meus favoritos, cappuccino.
Me sentei sozinha em uma das mesas e fiquei admirando as pessoas que passavam do lado de fora pelo imenso vidro.
-Carol? - escutei uma voz conhecida, mas não consegui associar a pessoa.
Me virei para olhar.
-Henrique? - perguntei confusa.
-Hey, você está em Londres! Fazendo o que?
-Eu estou de férias com uma amiga... E você o que faz aqui?
-Uns trabalhos para o meu pai.
Imaginei que estivesse mesmo... Henrique é filho de um dos mais importantes jornalistas do Brasil. E também é meu ex namorado.
Nossa relação havia sido boa, até ele começar a ter um ciumes excessivo de todos os caras que chegavam perto de mim... E o limite, foi ter ciumes dos meninos do The Wanted.
Ele havia me proibido de alugar o hotel no Brasil, o qual eu conheci os meninos. Ele não acreditava que eu fosse capaz de conseguir conhecer meus ídolos.
Não pensei duas vezes para contar a ele o porque de minha viagem a Londres.
-Estou aqui por causa dos meus ídolos! - disse animada.
-É, então você realmente conseguiu.
-Você já sabia? - perguntei espantada.
-Ah... Eu... Eu vi suas fotos na internet. Por isso.
-Ah entendi. Mas estou muito feliz! - continuei animada.
-E o seu Nathan? - ele perguntou. Senti minha animação descer pelo ralo. Ele sabia exatamente a pergunta para me atingir.
Apesar de amar os meninos mais que tudo, o que mais me afetava era Nathan.
-É, ele ta namorando.
-Hum... E como você está em relação a isso?
-Ah, de boa. É a vida dele... - expliquei tentando ser alheia a isso.
-Ele te usou e te jogou fora hein? - ele sussurrou.
Fiquei com raiva. Queria dar um soco nele. Me controlei...
-O que? - perguntei.
-Nada, deixa isso pra lá! Bem, já que nos encontramos aqui... O que você acha de sairmos?
-Henrique, eu acho melhor não!
-Ah, que isso! Como amigos, afinal onde está a sua amiga? Pelo visto esta sozinha.
Pensei por alguns minutos e ele tinha razão... Estava sozinha desde que Aline só saia com Max.
-Tudo bem. Podemos combinar um dia. - disse me levantando da mesa.
-Ah, porque não combinar agora? Podemos sair amanhã... O que você acha? - ele pressionou.
-Err... Não sei se sairei amanhã com Aline. Faz tempo que não saímos juntas.
-Porque? Ela está acompanhada? Podemos sair em casal...
-Claro!
Pensei que realmente podia ser uma boa ideia. Assim, não teria que aturá-lo sozinha.
Pensei em quanto estava sendo má com ele... Apesar de todos os ciumes e brigas intermináveis, ele era uma boa pessoa.
Estávamos saindo do Starbucks conversando animados quando eu o vi, com ela.
Nathan e Danielle estavam abraçados, se beijando e comendo algodão doce do outro lado da rua. Ele sorria extremamente feliz, como se algumas horas atrás, a cena de nós no parque e em seu apartamento não tivesse acontecido.
Senti angustia, raiva... Nojo.
...

Henrique's POV

A cara de animação de Carol foi substituída pela frustração.
Pude sentir até um pouco de pena...
-Ta tudo bem? - perguntei fingindo que não sabia o que se passava.
-Ta sim. - ela tentou disfarçar.
-Tem certeza?
-Tenho... Eu não to me sentindo muito bem, eu vou voltar para o hotel.
-Quer que eu te leve até lá?
-Não, não precisa... Eu vou continuar malhando. - disse apontando para suas roupas de ginástica.
-Oh, compreendo. Até mais então.
Dei um beijo em seu rosto.
-Até.
Carol saiu andando apressadamente. Tentei pensar em algo para dizer, mas em questão de segundos, ela havia sumido na multidão.
Peguei meu celular e mandei uma mensagem:
"Deu certo. Ela viu você com ele."
...

Carol's POV

Eu queria me matar...
Passamos uma manhã tão linda no parque e agora tudo parecia um sonho.
O que eu estava pensando também? Ele tinha namorada.
Ele havia escolhido ela e você era só mais uma na vida dele. Uma diversão, que como Henrique fez o favor de acrescentar, ele usa e joga fora.
Eu entrei pelo quarto do hotel e olhei a minha mala no canto.
Pensei, pensei e me decidi.
Comecei a catar minhas roupas e minhas coisas...
Estava colocando-as na mala quando Aline saiu do banheiro enrolada na toalha cantando uma música que não identifique.
-Oi, nem te ouvi chegar. - ela falou depois de um pequeno susto.
A ignorei e continuei arrumando as coisas na mala.
-O que está havendo? Porque está arrumando a mala?
Notei que seu sorriso sumiu, se tornando uma expressão séria.
-Eu não aguento mais ficar aqui... Eu vou embora. - falei baixo.
-Opa, opa! Pode parando! O que houve?
-NATHAN, ALINE! É O NATHAN, SEMPRE O NATHAN. - gritei limpando uma lágrima.
-Sabia, vocês estavam felizes demais brincando de casalzinho no parque para ser  verdade.
Meu humor não estava para brincadeiras e continuei arrumando a mala.
-Essa não é a maneira mais madura de resolver as coisas. - ela disse.
-E quem disse que quero ser madura?
-Você não pode ir embora..
-Eu posso sim. Você pode ir morar com o Max. Passa mais tempo com ele do que outra coisa. Porque se importa agora?
-Como é que é? Está dizendo que não me importo com você? - ela pareceu indignada.
Parei e respirei fundo... Não podia descontar em Aline a minha raiva. Ela sempre estava do meu lado quando eu mais precisava.
-Não quis dizer isso... Desculpa. - falei baixo.
-Você trate de se acalmar... Não vou deixar você sair daqui nesse estado.
Ainda colocava coisas na mala e pude ver ela tirando de dentro cada coisa que eu colocava.
Coloquei uns sapatos, ela o tirou... Coloquei meu estojo de maquiagem, ela o tirou.
-Você quer parar! - disse rindo da cena que protagonizávamos.
-Não! - ela disse ainda tirando minhas roupas da mala e jogando-as no chão do quarto.
Tinha dado trabalho arrumar aquilo tudo, mas a cena estava tão engraçada que não reclamei.
Sentei na cama, já mais calma.
Ela percebeu que não ia mais lutar e se sentou ao meu lado...
-Agora sim, da forma mais madura, me diga o que aconteceu. - ela disse.
-Estava no parque com o Nathan e depois fomos ao apartamento dele...
-Ai ele broxou e você ficou irritada desse jeito.
Eu cai na gargalhada... Rimos muito alto. Cheguei a chorar de tanto rir.
-Deixa de ser ridícula, cara! - disse ainda rindo.
-Desculpa, não pude segurar...Continua.
-Bem, ele veio com aquele papo de traição de novo e sem me explicar o porque. Nós brigamos feio e depois... Ele estava beijando ela no meio da rua e comendo algodão-doce.
-É um viado mesmo. - ela deu um meio sorriso.
-E tínhamos acabado de brigar! - disse indignada.
-Ué amiga... Mesmo vocês brigando ou não, ela continua sendo namorada dele. É ela que ele tem que beijar, né? - ela falou a ultima frase baixo, como se estivesse com medo de eu socá-la depois de dizê-la.
-Eu sei... Eu o amo, amiga. Mas eu to tão perdida... Sem chão. Eu não quero mais. - disse colocando as mãos na cabeça.
-Vamos sair hoje!
-O que?
-É, nós viemos para aproveitar as férias. Vamos a uma boate hoje... Sair com uns caras. Dançar. Vamos se divertir.
-Você não escutou o que acabei de falar? Não estou com humor pra isso... - reprovei.
-E você ta com humor pra que? Se trancar num quarto de hotel com barras e mais barras de chocolate chorando?
Fiquei em silêncio e ela entendeu isso como um sim.
-Não, você não vai. Não vou deixar... Estamos em Londres e vamos nos divertir essa noite.
-Amiga, e o Max? - perguntei confusa.
Como ela queria ir para uma boate conhecer alguns caras se ela e Max tinham algo?
-O que tem ele? - ela perguntou.
-Você vai traí-lo?
-Carol, eu e Max somos apenas sexo... Ele não gosta de mim.
-Como não?
Ta, agora estava realmente confusa.
-Ele admitiu hoje que o que tínhamos não era serio e que podia terminar a qualquer momento.
-Ele disse isso? - arregalei os olhos.
-Não com essas palavras. Mas foi...
Pensei que ela podia estar enganada... Mas Aline sabia mais dos homens do que qualquer outra pessoa. Se ela havia entendido aquilo, eu acreditava que era o que Max quis dizer.
-Sinto muito amiga. - segurei sua mão.
-Mas chega de baixo astral. Vou escolher a minha roupa, vá fazer o mesmo e não se atrase.
-Tudo bem.
Concordei, me levantando e catando minhas roupas que estavam todas jogadas no chão.

Nota: E ai, gente?? Gostaram desse capítulo?
Carol doida querendo ir embora! Ainda bem que Aline salva a pátria! \o/
Hum... Meninas sozinhas em uma boate. O que vocês acham que vai dar? ;)
Comentem e obrigada por tudo!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Capítulo 24 - I'm not lying...

Carol's POV

-Bem vinda a minha casa! - Nathan disse abrindo a porta de um apartamento maravilhoso.
Havia uma janela imensa na sala que dava uma vista perfeita para o rio Tamisa e lá ao fundo estava o Big Ben seguido da London Eye.
-Uau, Nathan! É aqui que você se esconde?
-Sim, é um dos lugares que eu mais amo no mundo.
-Imagino porque. - disse ainda admirando tudo o que meus olhos podiam alcançar.
As paredes eram cor de creme com vários quadros com fotos dele e dos meninos, de sua família e bem no centro um quadro com seus discos de platina e de ouro.
Olhei orgulhosa. Afinal, eu ainda era fan deles.
-Hum... Eu estou conhecendo a casa de Nathan James Sykes.
-Como se fosse grande coisa. - ele revirou os olhos.
-Eu sou uma fan, esqueceu?
Senti uma coisa se arrastando pelos meus pés e me assustei.
-Carol, essa é a Cherry!
Ele segurou uma gata Persa caramelo, a qual me encantei de primeira.
-Oi, Cherry! - disse acariciando sua cabeça.
-Estranho...
-O que é estranho?
-É a primeira vez que ela te vê e ela não costuma ser muito amigável com pessoas que não conhece.
-Ela sabe que já me apaixonei por ela.
Rimos.
Peguei-a do colo de Nathan e continuei acariciando-a. Uns dois minutos depois ela já estava dormindo e ronronando.
-Ela é linda! - disse.
-Sim, sinto falta dela quando não estou aqui. Ai ela fica com a Jess.
-Ah, entendo.
O encarei nos olhos e me perdi. Fiquei hipnotizada por aqueles olhos tão verdes e profundos.
-Então... Aline e Max como andam? - ele perguntou quebrando o contato visual.
-Bem! Sabe como os dois são... Atividade toda hora.
Rimos muito.
-Devem ser igual ao casal aqui de cima.
-Como? - perguntei arregalando os olhos o que lhe tirou uma risada.
-É, um casal se mudou pra cá semana passada e eles são bem... ativos. Até gritos eu escuto as vezes.
-Nossa!! Que coisa de piranha.
-O que? - ele perguntou confuso.
-É, sei lá, acho estanho ficar gritando e gemendo nessas horas.
-Err... Mas nós gostamos. - ele fez uma cara de safado.
-Convenhamos, vocês gostam de tudo... Até de cabeça para baixo.
Nós não aguentávamos mais de tanto rir nessa hora.
Eu não acreditava que estava discutindo isso com Nathan.
-E a sua namorada? - perguntei depois de um tempo rindo.
-Está trabalhando.
-Ah ta!
-E o seu?
-Meu o que? - disse confusa.
-Ué, seu namorado...
-Não tenho namorado.
-Mentir é feio, sabia?
Ele disse a ultima frase com seriedade e ela me atingiu de uma maneira diferente.
-O que você quer dizer com isso? - perguntei igualmente séria.
-Ah, deixa de cinismo, Carolina. Me diz logo, é bem mais fácil!
-Você está maluco?? - falei um pouco mais alto.
-É vai ver eu deva está mesmo!
-Porque isso, hein? Eu não te trai sabia?
-Como sabe disso se eu não te disse? Vai ver já sabe que é culpada!
-Culpada de que Nathan?
-Não quero discutir isso... Quero que você seja sincera.
-Eu estou sendo sincera! Pare de me chamar de mentirosa que o único mentiroso que tem aqui é você.
-Eu NUNCA menti para você! - ele gritou.
-Eu também não! - gritei de volta assustando Cherry que estava no meu colo.
Ele bufou e pegou-a. Fiquei extremamente irritada... Todo o humor que tive a alguns minutos atrás, sumira.
Me perguntei o que eu ainda fazia dentro daquele apartamento.
Virei as costas e me dirigi a porta.
-Já vai? - ele perguntou.
-Não, ficarei aqui o dia inteiro discutindo um assunto sem nexo com você. - disse encarando-o.
Ele veio para abrir a porta.
-Não precisa! Eu sei o caminho e não quero voltar mais. Passar bem.
Girei a chave e sai, batendo a porta com força atrás de mim.
...

Nathan's POV

Carol saiu pela porta e Cherry chorou.
-Você gostou dela, Cherry? - perguntei.
Ela desceu de meu colo e entendi aquilo como um sinal de protesto a nossa briga.
"Eu também gosto, Cherry". Pensei. Estávamos tendo um dia tão lindo e eu estraguei tudo... Nós estragamos tudo. Meu orgulho ferido não me permitia ir atrás dela.
Não ia me iludir de novo. Ia ser forte. Eu ia conseguir.
Fiz uma promessa a mim mesmo... Eu ia esquecê-la, nem que tivesse que arrancá-la a força do meu coração.
...

Danielle's POV

Cheguei no apartamento de Nathan e fui surpreendida pela maldita gata, que vivia me dando susto.
-Sai! - gritei com ela e ela reagiu mostrando os dentes.
-Ela só foi te cumprimentar, amor. - Nathan veio pegando-a no colo.
-Ela me odeia, Nathan. Você sabe disso...
-Ela vai se acostumar! O engraçado é que a uma hora atrás Carol estava com ela no colo e ela nem reclamou. - disse inocente.
O que? Eu estava ouvindo bem? Ele trouxe aquela garota pra cá.
-O que aquela esquisita veio fazer aqui? - perguntei fazendo bico.
-Não, sem ciúmes.
Ele veio e me abraçou, me dando um selinho doce.
Nathan era muito carinhoso, meu pai sacaniava dizendo que ele era gay...
Por um momento cheguei a duvidar. Ele era ótimo na cama, mas as vezes sentia que ele não se entregava totalmente.
Era isso que estava disposta a mudar. Ia ter Nathan por completo, não importa quanto tempo durasse.
-E o que vocês ficaram fazendo? - perguntei curiosa.
-Nós acabamos brigando... Ela diz que não me traiu e...
"Bingo" pensei.
-Nathan, ela te quer de volta. Ela vai negar até a morte. Eu te disse. - falei o interrompendo.
-É você me avisou. - ele disse perdido em pensamentos.
-Talvez ela pensou que você fosse bobo e que não ia ver os deslizes dela... Mas ela não sabe que você tem uma amiga que cuida de você.
Acariciei seu rosto e ganhei um sorriso de volta.
-Obrigada, Dani. De verdade.
-Eu to sempre aqui para te ajudar. Não agradeça.
Sorri vitoriosa.
Abracei Nathan e mandei a mensagem que Henrique estava esperando.
"Eles brigaram! Boa sorte."

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Capítulo 23 - What are you doing here?

Carol's POV

Assim que Aline me acordou e saiu, me levantei. Havia perdido o sono.
Ela tinha razão. Estava sol em Londres, uma das coisas raras de se acontecer.
Pensei em caminhar pela cidade ou correr, fazia anos que não corria e fazer isso em Londres era realmente maravilhoso.
Me vesti, desci para tomar café e sai.
Como era terça feira, o parque não estava cheio, melhor ainda.
Kensington Gardens Park era um dos meus favoritos em Londres. Era um dos mais escondidos, nunca ficava cheio como o St. James, por exemplo.
Escutei o barulho dos passarinhos e me senti leve.
Respirei fundo e comecei a correr... O parque era grande e quando estava prestes a dar a terceira volta, estava bufando.
Me sentei em um dos bancos e estiquei a pernas.
-Cansou?
Olhei assustada para Nathan e me perguntei o que ele fazia ali.
-Muito tempo sem fazer isso... Acabei desacostumando.
-Ah, que isso, você foi ótima. Apesar de fazer shows quase todos os dias, não faço nem a metade do que você fez.
Rimos juntos.
Estávamos mesmo rindo juntos? Era tão fácil ser normal com ele, como se nada tivesse acontecido. Havia me esquecido do quão maravilhoso era rir com Nathan. Parecia uma eternidade desde o show no Rio.
-Obrigada!
-Quer água? - ele ofereceu e só ai reparei que ele tinha uma garrafa nas mãos.
-Aceito sim.
Bebi, mas aquela pergunta de novo: "O que Nathan estava fazendo aqui? Justo no meu parque favorito."
-Você está aqui me seguindo ou...? - comecei.
-Não. Você está em meu território. - ele disse fazendo círculos com o dedo indicador.
-Seu? - ri de sua piada.
-Pode perguntar a todo mundo daqui... Todos me conhecem.
-Claro que conhecem! Você é o Nathan Sykes. - falei como se fosse meio obvio.
-Não... Eles me conhecem antes de eu ser O Nathan Sykes. Antes da banda ficar famosa.
-Ah... Saquei. - tentei parecer convincente.
-Não ta acreditando, né?
Dei um sorriso.
-Vem! Eu vou te mostrar e te levar pra comer o melhor cachorro quente que você já comeu na vida, da barraquinha do senhor Alfred!
-Onde é isso? - perguntei levantando a sobrancelha.
-Aqui atrás... No parque mesmo.
Demos a volta no parque e chegamos a uma carrocinha de lanches.
Nathan andou animado até a barraca.
-Senhor Alfred! - ele o saldou com um abraço.
-Pequeno Nathan! - Alfred correspondeu o envolvendo com força.
Alfred tinha cara de um senhor de 60 anos, daqueles sábios, que dão ótimos conselhos na hora que você mais precisa.
-Trouxe uma pessoa para provar o seu cachorro quente. - Nathan explicou.
-Hum... Essa é a sua namorada de quem você me falou? - Alfred parecia animado.
-Não! Ela é uma amiga do Brasil.
-Do Brasil? Que maravilha!
Sorri com a sua animação.
-É um prazer em conhecê-lo, senhor.
-Nossa Nathan! Fico até sem jeito diante de uma menina tão bonita. Sempre ouvi falar das mulheres brasileiras, então é verdade mesmo.
Senti meu rosto queimar, tinha corado.
-Obrigada. - agradeci sem graça.
...

Nathan's POV

Alfred tinha razão... Carol era tão linda que deixava até o homem mais confiante sem graça com seu jeito.
Ela não era alta e nem tinha um corpo bombado e escultural. Era pequena, magra, de um sorriso deslumbrante. Seu jeito era especial.
Tentava me lembrar do porque não agarrá-la ali mesmo e beijar sua boca... Faziam meses, mas pareciam anos.
Ela ainda conversava com Alfred com uma animação sem igual, como se já o conhecessem.
Percebi que estava fora dos eixos admirando seu sorriso e forcei-me a me concentrar.
-Alfred, a Carol não acredita que aqui é meu território. - falei.
-Me expliquem isso. - ela nos pediu.
-O pequeno Nathan vem aqui desde que tinha 15 anos. Somos grandes amigos. Todos aqui no parque tem histórias sobre ele. - Alfred disse.
-O que eu falei? - sorri vitorioso.
-Ta bom. Desculpa. - Carol levantou a mãos se rendendo.
-Sem problemas.
Comemos um cachorro quente que Carol confirmou ser maravilhoso, deixando Alfred satisfeito.
O celular dela tocou, ela pediu licença e se afastou.
-E ai? Essa não é a sua namorada? Que isso Nathan... Repara como você olha pra ela, quase hipnotizado. - Alfred disse.
-Ela foi, Alfred! Mas ela me decepcionou. Muito. - suspirei.
-Nada que se possa contornar?
-Ela me traiu. Não tolero isso.
-Sinto muito. - ele começou desanimado. - É uma pena, ela é uma graça. Tem certeza que...?
-Tenho! - o interrompi.
Sabia o que ele ia perguntar e não... Já sofri muito por traição e não ia me permitir isso de novo.
...

Carol's POV

-Onde você está que não atende o telefone do quarto do hotel? - Aline perguntou ao celular.
-Vai ficar me vijiando agora, mãe? - deboxei.
-Claro... Nunca se sabe quando você estará a fim de tomar outro porre! Dessa vez não posso perder.
-Ha ha, engraçadinha! Estou em um parque, comendo cachorro quente... Com o Nathan.
Senti que ela segurou a respiração quando eu disse o ultimo complemento.
-O que? Com o Nathan? - perguntou surpreendida. - Pow cara, e eu tava animada com o sol hoje. Vai chuver.
-Mas ta palhaça hoje hein? O que foi? Max já te deu um trato logo de manhã?
-Isso é sexo meu e dele e não diz respeito a você.
Rimos descontroladamente. Eu me segurava para não rir alto e chamar a atenção das pessoas do parque para mim.
-Mas me conta... Como você foi parar ai com o Nathan?
-Nos encontramos acidentalmente e estamos aqui juntos. - expliquei.
-Huuum... Então você ta aproveitando, hein, sua safada?
-Cara, você não tem nada melhor para fazer? Vai dar para o Max de novo. - disse indignada.
-Ih, ta com inveja? Ve se o Nathan te pega de jeito pra melhorar esse seu humor, grossa!
Não aguentei e comecei a rir muito alto.
-Que revolta hein? Quem ta precisando melhorar o humor? - perguntei ainda rindo.
-Não quero saber também... Divirta-se ai. - ela disse mais calma.
-Obrigada amiga. Beijos.
Voltei até Nathan e Alfred e disse:
-Era Aline. Bem Nathan, eu vou voltar ao hotel e ver se descanso.
Peguei o dinheiro para pagar seu Alfred.
-Não, eu te convidei. - Nathan disse.
-Não... Hoje é por minha conta. - Alfred cortou Nathan.
-Não posso aceitar. - eu e Nathan falamos juntos o que formou um coro.
Alfred demorou um tempo para processar que eu e Nathan falamos a mesma coisa.
-Sim, vocês irão aceitar sim. - ele respondeu a nós dois.
-Acertaremos isso depois. - Nathan disse.
-Não! Você já fez muito por mim, senhor Sykes.
Imaginei o que Nathan poderia ter feito por Alfred. Por mais que Nathan fosse muito mais novo, ele o respeitava muito.
Obvio, fiquei curiosa.
Nos despedimos e fomos andando devagar.
-Ele adorou você. - ele começou.
-Ele é um amor! - respondi.
-Sim! Ele realmente é...
-Eu notei que ele te respeita e te admira muito. Ele disse que você fez muito por ele.
-É, eu o ajudei a construir sua casa.
-Jura? - disse surpresa.
-Bem, antes de ser bem famoso eu vinha aqui para compor e ele era morador de rua... Digo, ele ficava em abrigos a noite, mas de dia perambulava pela cidade. Ele sempre sentava do meu lado e me observava escrever. Até que um dia cantei uma música pra ele...
Ele parou por um momento, parecendo se lembrar.
-E? - perguntei curiosa.
-Ele adorou. A partir dai toda a musica que eu compunha, eu cantava pra ele antes de mostrar para as pessoas. Ele, fato, sempre me dando conselhos e me dizendo o que deveria mudar ou não.
-E aonde entra a ajuda?
Eu estava realmente curiosa. Ele dava muitas voltas para contar, porém estava sendo uma coisa linda.
-Vou chegar lá... A sabedoria dele é maravilhosa. Dai eu fiquei famoso, havíamos perdido um pouco o contato. Mas quando voltei a Londres, ele ainda estava aqui, sentado no nosso banco, aquele em que você estava sentada por sinal, me esperando voltar... E você sabe, gente famosa começa a ganhar um pouco melhor, né? Eu o ajudei a construir sua casa na periferia e comprei a barraquinha para que pudesse vender suas comidas. Sabe ele cozinha muito bem! Me ensinou bastante coisa.
Ta bom, eu estava emocionada... Me segurava para não chorar.
Sabia que Nathan era uma pessoa maravilhosa, mas não a esse ponto.
-Isso foi... Lindo, Nathan.
-Foi normal, na verdade. Ele era um amigo querido e não custava nada ajudar.
Tive vontade de beijá-lo. Era uma pena que não podia pular em seu colo agora...
-Bem, o que vai fazer hoje? - ele disse interrompendo meus pensamentos.
-Não sei! Aline está com Max e eu passarei o dia inteiro vendo filme.
-Quer ir lá em casa? - ele perguntou.
-Fazer o que?
-Sei lá... Só para você conhecer.
Pensei bem... Ele seria uma boa companhia hoje.
-Vamos! Estou sozinho também... - ele insistiu.


Nota: E ai, gente? O que vocês acharam desse capítulo? Carol e Nathan fofos como sempre, né?
Não deixem de comentar. To achando que vocês não estão mais gostando da fic. :(
Até a próxima e qualquer coisa, só em gritarem no meu twitter.

sábado, 5 de outubro de 2013

Capítulo 22 - Just don't think...

Aline's POV

-Amiga! Amiga...
Sussurrava e sacudia o braço de Carol tentando acordá-la, que dormia feito uma pedra, mas não fui bem sucedida.
Pensei em deixar um recado, mas não ia perder a oportunidade.
-OIE NATHAN! - gritei em seu ouvido.
-O QUE?? QUE FOI?
Comecei a rir descontroladamente! Ela havia acordado em um pulo, jogando as cobertas para o alto, com a cara mais surpresa que tinha.
-Sabia que você ia acordar! - disse a ela.
-O que tem o Nathan? - ela perguntou ainda com voz agitada.
-Foi só para te acordar! - expliquei.
-Que?
Ela coçou os olhos ainda confusa.
-Que o que, doida? Vê se acorda! - disse já sem paciência.
-Eu tava sonhando, sua vadia.
Ela deitou na cama de novo.
-Só quero dizer que estou indo pra casa do Max já... E ta sol em Londres. Só pra avisar.
-Eu não gosto de sol! - ela resmungava enquanto jogava o travesseiro na cara.
-Mas você é insuportável, sabia? - disse catando minhas coisas. - Estou saindo. Bom dia e qualquer coisa, me liga.
-Tchau!
Sorri com a única resposta que eu tive. Tinha certeza que ela ia voltar a dormir, e se bobiasse, ficasse dentro do quarto o dia inteiro.
Fechei a porta atrás de mim, já empolgada para ver o Max.
...
Subi o elevador do prédio e toquei a campainha.
Dois minutos depois Max atendeu a porta enrolado na toalha.
-Interrompo algo? - perguntei divertida.
-Meu banho, estava quase entrando! - ele deu um sorriso safado.
Entrei e o encarei...
-Realmente não tem nada embaixo dessa toalha? - perguntei.
-Não, porque? Você quer checar? - ele disse provocando fazendo menção de solta-lá.
-Não! Irei esperar o seu banho...
Me virei para ir em direção ao sofá, mas fui atirada na parede de costas com uma certa força.
-Ai, que brutalidade! - disse rindo.
-Toma banho comigo? - ele perguntou tirando meu cabelo do pescoço e beijando-o.
-Já tomei banho no hotel... - disse resistindo.
-Ah, que pena. - ele sussurrou mordendo minha orelha.
Senti uma de suas mãos entrar pela minha blusa, indo até meus seios por cima do sutiã e a outra, se dirigiu para dentro do meu jeans, já me tocando calmamente.
Max ainda me segurava na parede e pude sentir que ele havia se livrado da toalha quando senti seu encaixe perfeito em meu traseiro.
-Ma... Max! - chamei com dificuldade.
-Fala!
Ele ainda me beijava.
-Não... Faz isso comigo!
-Ta bom!
Ele se afastou de repente e eu, sem querer, cai para trás.
Ele me segurou e soltou uma sonora risada.
-Você é um safado, sabia? - disse enquanto me virava para ele.
-Tão vunerável! Ficou até mole... - ele ainda sorria.
-Fui pega de surpresa! - tentei me defender.
-Admita que você não resiste...
Ele olhou para baixo e tive a confirmação de que ele estava sem nada, sua toalha estava no chão.
-Vou te mostrar a vunerável agora!
Pulei em seu colo e ataquei sua boca... Max era o melhor cara que já havia beijado na vida.
Ele começou a tirar minha roupa enquanto me levava até o banheiro.
Pensei que o meu dia estava começando da melhor maneira possível.
...

Max's POV 

Ter Aline comigo logo de manhã foi uma das melhores coisas que já podia ter me acontecido.
Ela era maravilhosa. Apesar de seu jeito safado e louco, ela era uma menina doce e cheia de sentimentos.
Mas tinha medo de me entregar por completo, algo me travava.
Logo os shows iam começar e ela iria embora e uma mulher como Aline não fica muito tempo sozinha. Sabia que uma hora ou outra podia perdê-la.
-Ta pensando em que? - ela perguntou deitada ao meu lado na cama.
-Em quanto você é maravilhosa. - disse-lhe dando um beijo na testa.
-Tem certeza? Você me parece preocupado.
Vi a angústia estampada em seus olhos e isso me fez mal. Será que ela pensava o mesmo que eu?
-Juro amor... Não foi nada. Eu só estava pensando em quando iremos nos separar. - expliquei.
-Você quer se separar de mim? - ela pareceu assustada.
-Não... Claro que não, não diz isso.
Sorrimos. Mas o meu sorriso e o dela sumiu ao mesmo tempo.
-Se ao menos você morasse aqui, poderíamos namorar. Firmar algo.
-Poderíamos? - ela pareceu surpresa.
-É, né? Estamos sempre viajando e você voltará para o Brasil... Tem sua vida lá certo?
-Sim.
-Como iremos continuar assim? - perguntei a ela.
Ela me encarou nos olhos e toda a felicidade que os dela carregavam se transformaram em tristeza... Olhos vazios.
-Vamos parar de pensar nisso... Por favor? - ela pediu.
-E em que pensarímos? - perguntei provocando, tentando animá-la.
-Por enquanto, não pensa. Só me abraça.
Ela tinha razão, estávamos juntos por enquanto e era isso que importava.


Nota: E ai? Gostaram desse capítulo? Voltado para os fan de Maxine né? hahaha
O próximo capítulo acontecerá um encontro muuuito esperado... Conseguem adivinhar? Carol e Nathan estarão sozinhos, finalmente. O que vocês esperam que aconteça? ;)
Comentem e obrigada pela leitura!
Até o próximo. \o