domingo, 26 de outubro de 2014

Capítulo 11 - Pain... Angry

Carol's POV

-Vou pegar uma bebida que a minha acabou. - Nathan disse.
-Deixa, eu pego!
Me levantei e fui correndo a cozinha. Abri a geladeira e havia tantas marcas de cerveja que fiquei na duvida de qual Nathan estava bebendo.
-Talvez devesse ter deixado você vir buscar mesmo. - pensei alto.
-Além de falar sozinha igual a uma retardada, não conhece a cerveja do homem que ela ama.
Fechei a porta da geladeira e respirei fundo. Quando me virei, lá estava ela.
-Com licença, você disse alguma coisa? Acho que eu escutei alguém latindo. - disse a encarando.
-Não vou cair no seu jogo. Está tão claro que está quase se jogando no colo dele para chamar atenção.
-Eu não preciso disso, conquisto ele com uma conversa fácil. Ao contrário de certas pessoas. Quantas vezes você teve que dá pra ele, hein?
-Vou acabar com você!
O que aconteceu a seguir foi tão rápido.
Em um segundo ela estava vindo pra cima de mim e no outro estávamos rolando pelo chão da cozinha.
O ódio me consumia e resolvi colocar todo ele em minhas mãos.
Sentia meu cabelo ser puxado e fui atirada em direção a pia, fazendo cair tabuleiros de comida.
Danielle estava em cima de mim, mas não ia deixar isso barato. Agarrei-a com as minhas duas pernas e girei, fazendo-a ficar embaixo.
-Sua piranha, vadia, cachorra! Você fica longe de mim. - disse lhe acertando dois socos. Danielle agarrou meus cabelos mais uma vez e de novo rolamos pelo chão.
Os nós da minha mão queimavam e senti minha boca sangrar.
-O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? - Aline chegou e nos viu rolando pelo chão.
Senti Aline a puxar de cima de mim, o que foi mais fácil acertá-la com mais um soco.
-PARA, CAROL! SAI PRA LÁ! - ela gritava tentando nos separar.
Mas era em vão. Aline era uma para segurar duas pessoas que realmente queriam se matar.
-MAX! NATHAN! ALGUÉM ME AJUDA! - ela gritou.
Imediatamente, a festa inteira apareceu.
-O que? - escutei a voz de Nathan.
Max segurou Danielle, mas ainda queria matá-la. Fui na direção dela, mas Jay me tirou do chão me segurando pelas pernas.
-Calma ai, baixinha. Chega de briga! - Jay falou me levando para o outro lado da cozinha.
-Me põe no chão, Jay.
-Nathan ela me atacou. - Danielle falou fazendo voz de choro.
-Por que? Carol, o que houve? - Nathan perguntou.
-Ela é uma piranha mentirosa! Me larga, Jay!!! - gritei o mais alto que pude.
-Só se você prometer que não vai tentar bater na piranha mentirosa de novo. - Jay brincou o que me fez rir.
Ao me colocar no chão, senti um cheiro de puro álcool em sua boca.
-Você é uma mentirosa! Ela não sabia o tipo de cerveja que você gostava, eu vim dizer a ela e ela me atacou. - ela continuou.
-EU VOU ARRANCAR A SUA CABEÇA! MENTIROSA! - gritei mais um vez indo em direção a ela.
Jay me segurou mais uma vez.
-Para! Chega! Carolina chega! - Aline falou alto. - Sei que vocês se odeiam mas não quero ninguém rolando pelo chão da minha casa. Nathan, é melhor você tirar ela daqui.
Todos olhávamos um para o outro, reparei que o olho esquerdo de Danielle estava roxo e sangrando.
-Danielle, vem cá! Deixa eu te ajudar antes de você ir. - Nareesha ofereceu, direcionando seu olhar para a Aline.
Aline acentiu, dando permissão para Nareesha dar uma assistencia a Danielle antes de ela ir embora.
-Amiga, é melhor você colocar um gelo na sua boca. - ela disse se virando pra mim.
-Eu estou ótima! - disse segurando meu sorrisinho.
Ela olhou para mim e riu.
-Você realmente ta achando graça disso, Carolina?
Droga. Ele ainda estava lá... Nathan.
-Ta legal, gente! Vamos voltar para a festa. Já sairam muitas faíscas nessa cozinha. Não queremos ficar assistindo a mais. - Jay disse dispersando a multidão que ainda nos olhava.
Aline veio a minha direção.
-Cara, você vai ficar com um hematoma feio ai. - ela tocou a minha bochecha.
-De boa, amiga.
-Estarei na sala... Qualquer coisa, me chama. - ela disse saindo da cozinha.
...

-Você realmente acha essa cena bonita? - ele começou me interrogando.
-Nathan, não é o que você ta pensando. Eu não...
-Por que, hein, Carolina? Estávamos tendo uma noite ótima. É impossível não estragar as coisa?
-Vai a merda, Nathan. Não comece!
-O que? - ele pareceu surpreso.
Meu Deus, o que eu estava falando? Me senti um pouco tonta.
Ele se aproximou e o encarei de baixo. Nathan me cheirou.
-Agora você bebe? - ele perguntou arqueando a sobrancelha.
-Foram só dois copos.
-Você realmente está mudada mesmo. To vendo que está cada vez mais impossível ficar com você.
-Não, Nathan!
Ele saiu pela porta da cozinha. Corri atrás dele, passando pela festa.
Nathan saiu do apartamento e eu o segui.
-Aonde você vai? - perguntei.
-Embora! - ele disse chamando o elevador.
-Sem sua queridinha?
-Ela veio dirigindo no carro dela...
-Ah. - me calei quando o elevador chegou.
Entrei com ele.
-Sabe, não duvido muito que você tenha começado essa briga.
-O que? Você acredita nela? Acha que eu menti para você?
-Bem, não seria a primeira vez. Me surpreende a cada dia.
-Ela me atacou! - falei alto.
-As vezes me pergunto se realmente conheço você. Tudo o que me mostrou, me ensinou, tudo... Parece uma farsa. Estou me contentando em saber que aqueles dois dias no Brasil não eram você. Era uma máscara, para me mostrar o que eu queria ver.
O elevador abriu e senti o mundo desabar na minha cabeça.
Então era isso? Ele me achava uma falsa?
Sai do elevador antes dele e fui andando na frente.
-Quer saber? Você é um idiota, otário e babaca... Eu não sei onde eu estava com a cabeça de vir aqui. Você é uma completa perda de tempo. - disse por fim.
Um silêncio se abateu entre nós. A rua estava deserta e escura, combinando com a tensão que se instalou entre nós.
-Vai embora, Carol. Pra mim chega. Arrg, eu não acredito!
Ele virou de costas, passando a mão em seus cabelos. Ele estava nervoso e não sabia mais o que fazer.
-Eu odeio você. - disse fechando meus olhos. Uma lágrima caiu, e ela fez arder meu rosto machucado.
-Repete! Olha pra mim e repete!
-Eu. Odeio. Você.
-Não é verdade! Não está me olhando nos olhos.
-Aceite se quiser.
Me virei para a atravessar a rua.
É incrível em como questão de segundos, de um movimento, a sua vida toda muda. Escutei a freada de um carro, um empurrão muito forte e em questão de segundos, eu estava sendo jogada no outro lado da pista.
...

Jay's POV

-Olha, olha aquele casal lá embaixo discutindo! - disse a Max enquanto bebíamos uma cerveja na varanda.
-As vezes me acho sortudo por ter Aline.
-Pois é! - concordo. - Vocês nasceram um para o outro, cara.
-Obrigado, Jay. E a Jullia? Como vocês estão?
-Bem, gosto muito dela. Estamos mais nos conhecendo... Mas estou gostando de cada detalhe. Quem sabe.
-Fico feliz em saber que você sossegou um pouco! - riu Max.
-Huuum... OLHA O CARRO! OLHA O CARRO! MERDA! - gritei prestando atenção na cena.
-Droga! - escutei Max falar. - Atropelou? Estou sem meus óculos.
-Atropelou os dois. - confirmei.
-O que houve, meninos? - Aline se aproximou, junto com algumas pessoas que também escutaram meus gritos.
O casal que estava discutindo lá embaixo, havia atravessado a rua sem olhar e foram atropelados por um carro que vinha em alta velocidade.
-Um atropelamento. - Max disse.
-De quem? - Aline quis saber.
-Parecem um casal, saíram daqui do prédio... Estavam brigando. - expliquei.
Aline ficou pálida e Max teve que segurá-la, pois a impressão que tive, era que ela ia desmaiar.
-O que foi, amor? Quer ser sentar? Vou buscar uma água... - Max preocupou-se.
-Carol e Nathan saíram pela porta do apartamento a uns 10 minutos.
A explicação de Aline me deu um calafrio.
-Puta que pariu. Faltava essa.
Larguei minha cerveja na mesa e sai correndo em direção a saída da festa. Alguns curiosos vieram atrás. Não podia ser Nathan e Carol. Temia pelo pior.
O elevador demorou, meu nervosismo era tão grande, que desci do sexto andar pelas escadas.
...

Carol's POV

Abri meus olhos e tudo estava escuro...
Era incapaz de me mexer. Não sentia meu corpo, na verdade não sentia nada.
Senti o asfalto áspero contra a pele de meu rosto e comecei a processar onde estava e o que tinha acontecido.
Minha briga com Nathan, um carro, um barulho alto e... Fui arremessada do outro lado da rua.
-Moça, a senhorita está bem? Consegue se mexer?
Um homem desconhecido veio me perguntar.
Olhei para ele e forcei meu cérebro a alguma reação. Pernas, se mexeram, braços, também.
Será que tinha sido impressão minha?
-Acho que sim. - disse.
Consegui me sentar com a ajuda dele.
-Sente dor? O seu amigo te empurrou antes que o carro pudesse te atingir. Bateu a cabeça?
O que? Pensei no que ele havia me dito.
Meu amigo me empurrou? Sim, não estava sozinha... Nathan!
-A ambulância já foi acionada!
O homem continuou falando... Mas eu não escutava mais nada.
Me levantei e comecei a andar até a aglomeração de pessoas do outro lado da rua.
-Sai da frente! Saiam! - empurrei uma o outra.
A visão que tive me levou do chão ao inferno em segundos. Um grito saiu dos meus pulmões. O horror percorreu meus fios de cabelo até a ponta das minhas unhas dos pés.
Minhas pernas vacilaram e eu cai ao lado de seu corpo!
-NATHAN!!!! AAAAAAH!
Nathan estava deitado de costas. Sua cabeça sangrava, seu braço estava em um ângulo estranho pendendo em suas costas.
-CHAMEM UMA AMBULÂNCIA, PELO AMOR DE DEUS! - gritei, mas minha voz estava vacilando.
-Por favor, Nathan. Não!
Lutava para respirar, eu ia morrer. Não aguentava a dor que brotava em meu peito.
-Carol! Carol!
Jay veio em minha direção, ficando igualmente assustado quando me viu sentada ao lado de Nathan.
Logo atrás dele estavam Aline, Max, Siva, Tom e o resto da festa. Pessoas que eu nem me lembrava o nome.
-Oh, merda! - escutei a voz falha de Tom.
-Uma ambulância! - Kelsey gritou. - Já chamaram?
Mas a pergunta dela foi respondida pelo barulho da ambulância virando a esquina.
-Carol, está bem? - fui abraçada por Aline.
-Com licença! Abram caminho! - gritou o médico já vindo com maca e seus devidos aparelhos.
-Só ele de vítima? - ele me perguntou.
-Sim! - confirmei.
Sabia que não havia sido atingida. O empurrão que senti, havia sido ele, me tirando do caminho do carro.
Meu choro se elevou mais.
-Vamos buscar os carros... Para irmos ao hospital! - disse Max se distanciando de Aline.
Aline me ajudou a levantar do chão. Era difícil me mover.
-Agora só falta você ter matado ele, estúpida.
Me virei enquanto Aline me amparava.
Danielle havia dito, e eu não acreditava o que eu tinha ouvido.
-Como é garota? - Aline a encarou.
-Você ouviu... A ganância e a estupidez da sua amiga fizeram mal a ele. Se ele morrer, a culpa vai ser sua, Carolina. - ela pronunciou meu nome pausadamente.
Eu mal enxergava sua cara por causa de suas lágrimas, mas fui até ela e a encarei.
O soco que dei nela, a jogou no chão.
Sentei em cima dela e a raiva que senti, nunca havia sentido em minha vida.
Socava a cara dela como quando era mais nova e deixava buracos em meus travesseiros de tanto descontar minha raiva neles.
O sangue dela sujou minhas mãos.
-Carol! Para! Você vai matá-la! - Aline me segurou, tentando me tirar de cima dela. - Me ajudem!
Max me segurou e me puxou com força de cima dela.
-Carolina! - Aline me olhou assustada. Todos me olharam assustados.
Olhei para as minhas mãos e haviam sangue nelas. Meu Deus, o que estava acontecendo? O que eu estava fazendo?
Precisava sair dali... Comecei a correr.
-Carol! Para! Carol! - Jay gritou.
Não queria ouvir mais nada e nem falar com ninguém. Corri, corri sem rumo. Parei rápido para tirar meu saltos e segurando-os, fui até sabe-se Deus onde.


Nota: Olá, gente!
Nossa! Esse capítulo foi um dos mais difíceis e mais dolorosos que eu já escrevi.
Espero que tenham gostado... Dessa vez postei mais rápido.
Desculpa a espera.
Não deixe de comentar. Beijos e até a próxima! ;)

3 comentários:

  1. OMG *o* q doidera hauhahua' e tudo por culpa dessa Vadia, Vagabunda da Danielle u.u guriazinha escrota… rum. Tadinhoo do Nathan, ele nao pode morrer :(
    Mas enfim… to ansiosaaa pro proximo capitulo,.e foi mal nao comentar no capitulo anterior, eh q eu leio pelo cel, e pra comentar fica meio dificil.

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  2. Posta o outro capitulo, to louca pra ver no que vai da!

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Obrigada pelo seu comentário! ;)