terça-feira, 12 de março de 2013

Capítulo 1 - Till I Found You...


Eu mostrei o parque para todos os turistas.
O vento soprava devagar. Fazendo alguns fios virem a minha boca.
Todos eles estavam animados com a ideia de estar pela primeira vez em um parque europeu.
Eu olhava ao redor... Londres era o meu lugar favorito e já estava acostumada a vir pelo menos duas vezes ao ano. O meu emprego e a minha obsessiva paixão tinham me feito especialista na cidade.
-Okay, pessoal. Duas horas de lazer aqui. Vocês podem fazer o piquenique de vocês, tirarem suas fotos, mas peço para não saírem do parque e qualquer coisa que precisarem, eu estarei ao redor.
Alguns se reuniram para comer, outros corriam com suas câmeras para lá e para cá. Em duvida sobre o que fotografavam.
Me lembrei da minha primeira vez em Londres e sorri. Tinha sido exatamente assim. Sem contar a parte em que chorei a primeira vez que vi o Big Ben. Resolvi caminhar, mas não podia me distanciar do grupo. Então parei na pequena ponte do parque o fiquei observando o calmo lago.
Pequenos peixes nadavam nele. Reparava suas cores e como nadavam devagar. Boa vida.
-É realmente fascinante, né?
Eu olhei para o lado para ver qual dos turistas estava falando comigo, porém ele não era um turista. Seu rosto perfeito me era familiar.
-É. A natureza é realmente incrível. - disse a ele.
-Você não é daqui. - ele disse olhando para o grupo de turistas que faziam o piquenique.
Ele era europeu. Sabia por causa de seu inglês perfeito.
-Não. Eu sou do Brasil.
-Brasil. - ele disse pensativo. - Eu estive lá duas vezes.
-Eu você gostou?
-Moraria lá se pudesse.
-Você não sabe o que diz. Londres é muito boa para se morar. É mais tranquila, fresca...
-Porque? Você mora aqui? - ele quis saber.
-Não, mas é um sonho de criança.
-Por que não fica então? - ele perguntou sorrindo.
Alguma coisa em seu sorriso também me era familiar. Porém não tinha amigos em Londres. Me dedicava sempre ao meu trabalho. Nunca podia abandonar meu grupo.
-Ta vendo aquelas pessoas ali e lá? - eu disse apontando para o grupo que tirava foto e depois para os do piquenique, que ele já havia notado. - Eles são meus passageiros. Eu sou guia de turismo. Não tenho como morar aqui. Não agora pelo menos.
-Guia de turismo? Que legal. Mas você é guia só de Londres? Perdoa a minha curiosidade.
-Tudo bem. Sou especializada em Londres no internacional, mas sou guia no Brasil também.
-Parece ser uma profissão legal.
-É sim. Sempre gostei de Londres e meu sonho sempre foi vir para cá. Enquanto eu não moro, duas vezes por ano eu trago turistas, dá para se contentar.
Nesse momento um dos passageiros veio me chamar. Estava tendo dificuldades para entender o Inglês.
Eu fiquei meio chateada. Estava gostando de conversar com o estranho.
-Com licença. - disse a ele.
Fui resolver o problema dos turistas, o que demorou um pouco e depois voltei para a ponte e fiquei feliz por ver que ele ainda estava lá.
Sorri e percebi que quando ele me viu abriu um lindo sorriso. E me veio de novo a sensação familiar.
Era impossível. Da onde eu o conhecia?
-Você ainda está aqui! - eu disse animada até demais.
-Eu esqueci de perguntar o seu nome.
Fofo da parte dele.
-Ana Carolina. Você pode me chamar de Carol.
-É uma prazer te conhecer. Eu sou o Nathan. - ele disse apertando a minha mão.
Uns quinhentos dejávus passaram pela minha cabeça. Eu comecei a rir, descontroladamente.
-Qual é a graça? - ele quis saber levantando uma de suas sobrancelhas. E me perguntei como não o reconheci?
-Se fosse a um tempo atrás eu teria te abraçado, pedido um autógrafo e uma foto. E com certeza estaria chorando ou gritando. Sabia que te conhecia de algum lugar.
Ele gargalhou e perguntou:
-Você era fan da banda?
-Sabia todas as musicas. E ainda sei algumas. Vocês eram... Perfeitos.
-Obrigada. Foi uma grande... Coinsidência não acha?
-Demais.
Nós sorrimos juntos.
-Eu fui em um show de vocês no Rio de Janeiro. - disse a ele.
-E você gostou?
-Ta brincando, né? Eu fiquei o dia seguinte todo sem falar. Estava rouca de tanto cantar... E gritar claro.
-Causo esse efeitos nas pessoas. - ele piscou um olho.
Fiquei meio sem reação na hora que ele disse isso. Mas tentei não demonstrar, dizendo:
-Você não mudou nada. Nossa e os Wanted Wednesdays?
-Você lembra! - ele afirmou animado.
-Claro, eu morria de rir com os videos que vocês faziam.
-É nós eramos meio... bagunceiros? - ele disse como se esperando eu confirmar.
Meio? Não disse a ele isso obvio. Eles eram super vida louca... Porém uns amores. Sempre se preocupavam com o que as fans pensavam. Mas era difícil saber qual era o mais maluco... Eles tinham sérios problemas.
-E os outros como estão? - eu quis saber.
-Siva e Nare, casados. Tom e Kelsey, também casados. Max vai ser pai. Jay namorando...
-Nossa! Uau!
Eu estava realmente impressionada. Eu passei algum tempo da minha vida vendo esses meninos "crescerem". Como as coisas mudam rápido.
-E você? - eu quis saber.
-Você sabe. Eu sempre fui o sozinho.
-Por que você quer. - Oh, meu Deus. Eu não tinha falado isso.
-Perdão? Não te entendi.
-Ah... Você é bonito, famoso, canta bem. Nossa, eu sonhava em namorar você. - eu ri. Mas depois fiquei com um pouco de vergonha pelo o que tinha dito. Que bom que ele passou por cima. Acho que tinha entendido que eu fiquei sem graça... Será que eu tinha corado?
-É, mas foi falta da pessoa certa entende?
-Entendo. - disse olhando para o chão. Realmente entendia aquilo.

...

Olhei para o relógio. Já tinha que ir embora. Os turistas já estavam se recolhendo para me esperarem.
-É. Já está na minha hora.
-Quando você volta para o...? - ele quis saber.
-Rio. Depois de amanhã. Foi um prazer conhecer você Nathan. Eu nem acredito.
-Você passa o dia inteiro cuidando das crianças? Ou você tem algum tempo para explorar a cidade?
Eu ri com a pergunta dele.
-Depois das oito todos tem que estar no hotel. Mas eu posso sair para dar uma volta.
-Você quer dar uma volta comigo hoje a noite? Talvez jantar?
-Não sei não. Eu tenho que está acordada antes de todos. Bem cedo. - eu tentava explicar.
-Só uma volta, um jantar. Prometo que antes das onze você estará voltando.
Tudo bem, eu estava trabalhando. Mas acho que um jantar não ia fazer mal a ninguém.
-Tudo bem. Me pega no hotel Royal National as oito mesmo. Estarei no saguão te esperando. - disse a ele.
-É aquele perto da Russell né?
-É ele sim.
-Você não irá se arrender. - ele piscou um olho.
Porque ele fazia isso? Aquele olho dele era... Hipnotizante.
-Ta okay. - eu disse sorrindo, tentando sair do transe que seus olhos me causaram.
Fomos nos cumprimentar com o um beijo no rosto, mas fomos para o mesmo lado. Quase demos um selinho.
Parei, olhei pra ele e ri. Fiquei com um pouco de vergonha. Com certeza, tinha ficado vermelha.
Tentamos de novo e dessa vez, foi certo.
-Tchau. - me virei para ir embora.
Quando já estava quase no final da ponte, ele me chamou:
-Carol, qual sua culinária favorita? Não venha com esse negócio de me surpreenda que eu não sou muito bom nisso.
-Italiana. - eu disse sem conseguir segurar o riso.
-Okay. Me espere. E não se atrase.
-Digo o mesmo a você. - sorri.
Ele sorriu de volta e saímos por lados opostos da ponte.


Nota: Gente, espero que vocês tenham gostado... Se quiserem deixar comentários ou gritar comigo no twitter (@anjocaro), a vontade. Mas não deixem de me dizer o que acharam...
Beijos e até o próximo capítulo. ;)

3 comentários:

  1. Morrendo de orgulho de você amiga! <3
    x Jess

    ResponderExcluir
  2. Tá lindo! Vontade de morder de tão fofo que vai ser essa história, awn awn todos mais velhos, to morrendo com a perfeição <3
    Beijos da Ray

    ResponderExcluir
  3. Muito Perfeita amiga <333
    ya xx

    ResponderExcluir

Obrigada pelo seu comentário! ;)