domingo, 12 de maio de 2013

Capítulo 15 - Dealing with the pain...


A brisa da praia soprou o meu rosto. Duas semanas no Rio de Janeiro já tinham me deixado totalmente depressiva.
Na primeira semana, sai com algumas amigas. Como havia prometido a ele... Mas não tinha animação pra aquilo.
Na semana seguinte, tive que ir a um médico, tinha passado dias sem comer e sem dormir. E isso estava afetando a minha saúde. Pequenos desmaios que estavam deixando a minha mãe preocupada... Mas para a minha felicidade, o médico disse que minha saúde estava ótimo, então larguei um pouco de lado e só continuei com os remédios.
Nathan continuava a quilômetros de distância, mas bastava fechar os olhos, para sentir sua respiração no meu pescoço. Seu toque parecia um sonho lindo.
Havia falado com ele duas vezes depois que ele saiu em turnê. Uma vez quando ainda estava em Londres e outra na semana passada. Mas não era o suficiente, foram ligações vagas e rápidas.
Sem ele me sentia vazia, incompleta e perdida. Como se o mundo não tivesse sentido, um lugar frio. Por mais que você tentasse se esquentar, nunca era o suficiente.
Tinha conseguido um bom emprego. O intercâmbio para Londres me ajudou bastante.
Meu cartão de cidadã também tinha saído, agora tinha direitos em toda a Europa. Mas de que adiantava ir para Londres se ele não estaria lá?
Afinal, ele tinha mandado eu esperar no Brasil.
...
Os dias se arrastavam cada vez mais devagar. Faltavam 2 semanas para o término da turnê. Mas eu me perguntava o que ia acontecer...
Não tinhamos combinado nada. Ele disse que viria atrás de mim...
Quando faltavam cinco dias. Liguei para Jess. Ela estava ocupada e não pode me dar muita atenção.
-Jess, só me diz se ele está bem? Eu nunca mais falei com ele. - implorei.
-Ele não te ligou mais?
-Não. Aconteceu alguma coisa? - perguntei assustada.
-Não, ele ta bem. Relaxa. Depois a gente conversa, estou meio ocupada.
Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, ela desligou.
Olhei para o anel no meu dedo. Há dois meses que ele estava lá. Brilhante. Como da ultima vez em que ele foi colocado ali.
....
Estacionei meu carro no meu apartamento. Já faziam 3 dias que a turnê tinha terminado. E eu não havia recebido nem um telefonema ou email. Alguma coisa que falasse "eu lembro que você existe". Afinal nós éramos noivos.
Olhei para o anel novamente. Mais um dia sem notícias e eu o tiraria do dedo e encerraria aquele lindo sonho que eu tive. Uma hora eu ia ter que acordar não é?
Encostei minha cabeça no volante, me sentindo um pouco tonta. Como eu podia estar pensando naquilo? Eu iria desistir? Depois de tudo? Eu não tinha resposta para as minhas próprias perguntas.
Ele tinha razão... Eu estava sofrendo e não sei se aguentaria mais.
Lágrimas cairam dos meus olhos. Por que? Por que essas coisas aconteciam comigo?
Um dos meus vizinhos bateu no vidro do carro.
-Você está bem querida? - ele perguntou.
Abri a porta do carro e peguei as minhas coisas.
-Estou sim, obrigada. Foi só uma tonteira. - eu disse a ele forçando um sorriso.
-Certeza? Você está um pouco pálida.
-Sim, estou bem. Obrigada.
Subi pelo elevador em silêncio. Escutava o eco dos meus saltos pelo corredor. Quando abri a porta, minha mãe estava sentanda no sofá.
-Mãe! Que susto. Ta tudo bem?
-Ta sim Carolzinha. Eu vim te trazer isso que chegou lá em casa. Você ta bem?
-To mãe. O que é?
Ela segurava um CD. Peguei-o da mão dela. Não havia nada escrito nele.
-Quem te enviou isso? - eu perguntei.
-O carteiro bateu lá em casa e disse que era para entregar a você.
-E ele não disse de quem veio?
-Não.
-Como você aceitou isso mãe? Pode ser de algum bandido ou sei lá. - eu disse meio sem paciência.
-Mas foi o nosso carteiro de confiança.
E se aquilo fosse uma bomba? Ela simplesmente ia aceitar?
Achei aquilo bem estranho. Mas deixei-o de lado.
Sentei no sofá ao lado dela e a abracei. Eu precisava desabafar.
-Eu sei que você o ama minha filha, mas eu acho que você deixou de viver. Abriu mão de muitas coisas por ele. Será que valeu a pena?
-Mãe, foi tudo tão lindo... Eu não sei o que fazer. - eu disse chorando.
Ultimamente era a unica coisa que pensava: "Não sei o que fazer."
-Escuta o seu coração. Ele disse mesmo que viria?
Eu confirmei sacudindo a cabeça.
-Só quero te ver feliz de novo. Quando você foi para Londres, você estava com um brilho nos olhos e quando você voltou, estava com uma cara de zumbi. Não sei o quão intenso foi o que vocês viveram. Mas vocês estão noivos, não é?
-Noivos, mãe? Ele não fala comigo a mais de um mês. - eu chorava mais, tentando controlar minha voz.
Ela me abraçou.
-Isso não ta te fazendo bem. Eu to muita preocupada com você. Sem apetite. Tendo essas tonteiras, enjoos.
-Eu vou ficar bem. Prometo.
Era mais uma promessa para mim do que para ela.


Nota: Oie, gente! Espero que tenham gostado desse capítulo novo e meio chatinho né? :S
Não esqueçam de me dizer se gostaram. Obrigada por tudo e até a próxima. ;)

3 comentários:

  1. Achei q ela ia sofrer um acidente... coitada ela ta sofrendo nathan nao é legal fica sem falar com a namorada 1 mes #notnicely amei carol bjs @SraSykes

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    1. Acidente?? Onde isso?? Kkkk
      Muito trágico amiga...
      Que bom que vc ta amando. Obrigada por tudo. Beijos. ;)

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  2. Ai cara,, fiquei com o coraçãozinho bem pequenininho com a tadinha... QUERO MAIS!

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Obrigada pelo seu comentário! ;)