quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Capítulo 23 - What are you doing here?

Carol's POV

Assim que Aline me acordou e saiu, me levantei. Havia perdido o sono.
Ela tinha razão. Estava sol em Londres, uma das coisas raras de se acontecer.
Pensei em caminhar pela cidade ou correr, fazia anos que não corria e fazer isso em Londres era realmente maravilhoso.
Me vesti, desci para tomar café e sai.
Como era terça feira, o parque não estava cheio, melhor ainda.
Kensington Gardens Park era um dos meus favoritos em Londres. Era um dos mais escondidos, nunca ficava cheio como o St. James, por exemplo.
Escutei o barulho dos passarinhos e me senti leve.
Respirei fundo e comecei a correr... O parque era grande e quando estava prestes a dar a terceira volta, estava bufando.
Me sentei em um dos bancos e estiquei a pernas.
-Cansou?
Olhei assustada para Nathan e me perguntei o que ele fazia ali.
-Muito tempo sem fazer isso... Acabei desacostumando.
-Ah, que isso, você foi ótima. Apesar de fazer shows quase todos os dias, não faço nem a metade do que você fez.
Rimos juntos.
Estávamos mesmo rindo juntos? Era tão fácil ser normal com ele, como se nada tivesse acontecido. Havia me esquecido do quão maravilhoso era rir com Nathan. Parecia uma eternidade desde o show no Rio.
-Obrigada!
-Quer água? - ele ofereceu e só ai reparei que ele tinha uma garrafa nas mãos.
-Aceito sim.
Bebi, mas aquela pergunta de novo: "O que Nathan estava fazendo aqui? Justo no meu parque favorito."
-Você está aqui me seguindo ou...? - comecei.
-Não. Você está em meu território. - ele disse fazendo círculos com o dedo indicador.
-Seu? - ri de sua piada.
-Pode perguntar a todo mundo daqui... Todos me conhecem.
-Claro que conhecem! Você é o Nathan Sykes. - falei como se fosse meio obvio.
-Não... Eles me conhecem antes de eu ser O Nathan Sykes. Antes da banda ficar famosa.
-Ah... Saquei. - tentei parecer convincente.
-Não ta acreditando, né?
Dei um sorriso.
-Vem! Eu vou te mostrar e te levar pra comer o melhor cachorro quente que você já comeu na vida, da barraquinha do senhor Alfred!
-Onde é isso? - perguntei levantando a sobrancelha.
-Aqui atrás... No parque mesmo.
Demos a volta no parque e chegamos a uma carrocinha de lanches.
Nathan andou animado até a barraca.
-Senhor Alfred! - ele o saldou com um abraço.
-Pequeno Nathan! - Alfred correspondeu o envolvendo com força.
Alfred tinha cara de um senhor de 60 anos, daqueles sábios, que dão ótimos conselhos na hora que você mais precisa.
-Trouxe uma pessoa para provar o seu cachorro quente. - Nathan explicou.
-Hum... Essa é a sua namorada de quem você me falou? - Alfred parecia animado.
-Não! Ela é uma amiga do Brasil.
-Do Brasil? Que maravilha!
Sorri com a sua animação.
-É um prazer em conhecê-lo, senhor.
-Nossa Nathan! Fico até sem jeito diante de uma menina tão bonita. Sempre ouvi falar das mulheres brasileiras, então é verdade mesmo.
Senti meu rosto queimar, tinha corado.
-Obrigada. - agradeci sem graça.
...

Nathan's POV

Alfred tinha razão... Carol era tão linda que deixava até o homem mais confiante sem graça com seu jeito.
Ela não era alta e nem tinha um corpo bombado e escultural. Era pequena, magra, de um sorriso deslumbrante. Seu jeito era especial.
Tentava me lembrar do porque não agarrá-la ali mesmo e beijar sua boca... Faziam meses, mas pareciam anos.
Ela ainda conversava com Alfred com uma animação sem igual, como se já o conhecessem.
Percebi que estava fora dos eixos admirando seu sorriso e forcei-me a me concentrar.
-Alfred, a Carol não acredita que aqui é meu território. - falei.
-Me expliquem isso. - ela nos pediu.
-O pequeno Nathan vem aqui desde que tinha 15 anos. Somos grandes amigos. Todos aqui no parque tem histórias sobre ele. - Alfred disse.
-O que eu falei? - sorri vitorioso.
-Ta bom. Desculpa. - Carol levantou a mãos se rendendo.
-Sem problemas.
Comemos um cachorro quente que Carol confirmou ser maravilhoso, deixando Alfred satisfeito.
O celular dela tocou, ela pediu licença e se afastou.
-E ai? Essa não é a sua namorada? Que isso Nathan... Repara como você olha pra ela, quase hipnotizado. - Alfred disse.
-Ela foi, Alfred! Mas ela me decepcionou. Muito. - suspirei.
-Nada que se possa contornar?
-Ela me traiu. Não tolero isso.
-Sinto muito. - ele começou desanimado. - É uma pena, ela é uma graça. Tem certeza que...?
-Tenho! - o interrompi.
Sabia o que ele ia perguntar e não... Já sofri muito por traição e não ia me permitir isso de novo.
...

Carol's POV

-Onde você está que não atende o telefone do quarto do hotel? - Aline perguntou ao celular.
-Vai ficar me vijiando agora, mãe? - deboxei.
-Claro... Nunca se sabe quando você estará a fim de tomar outro porre! Dessa vez não posso perder.
-Ha ha, engraçadinha! Estou em um parque, comendo cachorro quente... Com o Nathan.
Senti que ela segurou a respiração quando eu disse o ultimo complemento.
-O que? Com o Nathan? - perguntou surpreendida. - Pow cara, e eu tava animada com o sol hoje. Vai chuver.
-Mas ta palhaça hoje hein? O que foi? Max já te deu um trato logo de manhã?
-Isso é sexo meu e dele e não diz respeito a você.
Rimos descontroladamente. Eu me segurava para não rir alto e chamar a atenção das pessoas do parque para mim.
-Mas me conta... Como você foi parar ai com o Nathan?
-Nos encontramos acidentalmente e estamos aqui juntos. - expliquei.
-Huuum... Então você ta aproveitando, hein, sua safada?
-Cara, você não tem nada melhor para fazer? Vai dar para o Max de novo. - disse indignada.
-Ih, ta com inveja? Ve se o Nathan te pega de jeito pra melhorar esse seu humor, grossa!
Não aguentei e comecei a rir muito alto.
-Que revolta hein? Quem ta precisando melhorar o humor? - perguntei ainda rindo.
-Não quero saber também... Divirta-se ai. - ela disse mais calma.
-Obrigada amiga. Beijos.
Voltei até Nathan e Alfred e disse:
-Era Aline. Bem Nathan, eu vou voltar ao hotel e ver se descanso.
Peguei o dinheiro para pagar seu Alfred.
-Não, eu te convidei. - Nathan disse.
-Não... Hoje é por minha conta. - Alfred cortou Nathan.
-Não posso aceitar. - eu e Nathan falamos juntos o que formou um coro.
Alfred demorou um tempo para processar que eu e Nathan falamos a mesma coisa.
-Sim, vocês irão aceitar sim. - ele respondeu a nós dois.
-Acertaremos isso depois. - Nathan disse.
-Não! Você já fez muito por mim, senhor Sykes.
Imaginei o que Nathan poderia ter feito por Alfred. Por mais que Nathan fosse muito mais novo, ele o respeitava muito.
Obvio, fiquei curiosa.
Nos despedimos e fomos andando devagar.
-Ele adorou você. - ele começou.
-Ele é um amor! - respondi.
-Sim! Ele realmente é...
-Eu notei que ele te respeita e te admira muito. Ele disse que você fez muito por ele.
-É, eu o ajudei a construir sua casa.
-Jura? - disse surpresa.
-Bem, antes de ser bem famoso eu vinha aqui para compor e ele era morador de rua... Digo, ele ficava em abrigos a noite, mas de dia perambulava pela cidade. Ele sempre sentava do meu lado e me observava escrever. Até que um dia cantei uma música pra ele...
Ele parou por um momento, parecendo se lembrar.
-E? - perguntei curiosa.
-Ele adorou. A partir dai toda a musica que eu compunha, eu cantava pra ele antes de mostrar para as pessoas. Ele, fato, sempre me dando conselhos e me dizendo o que deveria mudar ou não.
-E aonde entra a ajuda?
Eu estava realmente curiosa. Ele dava muitas voltas para contar, porém estava sendo uma coisa linda.
-Vou chegar lá... A sabedoria dele é maravilhosa. Dai eu fiquei famoso, havíamos perdido um pouco o contato. Mas quando voltei a Londres, ele ainda estava aqui, sentado no nosso banco, aquele em que você estava sentada por sinal, me esperando voltar... E você sabe, gente famosa começa a ganhar um pouco melhor, né? Eu o ajudei a construir sua casa na periferia e comprei a barraquinha para que pudesse vender suas comidas. Sabe ele cozinha muito bem! Me ensinou bastante coisa.
Ta bom, eu estava emocionada... Me segurava para não chorar.
Sabia que Nathan era uma pessoa maravilhosa, mas não a esse ponto.
-Isso foi... Lindo, Nathan.
-Foi normal, na verdade. Ele era um amigo querido e não custava nada ajudar.
Tive vontade de beijá-lo. Era uma pena que não podia pular em seu colo agora...
-Bem, o que vai fazer hoje? - ele disse interrompendo meus pensamentos.
-Não sei! Aline está com Max e eu passarei o dia inteiro vendo filme.
-Quer ir lá em casa? - ele perguntou.
-Fazer o que?
-Sei lá... Só para você conhecer.
Pensei bem... Ele seria uma boa companhia hoje.
-Vamos! Estou sozinho também... - ele insistiu.


Nota: E ai, gente? O que vocês acharam desse capítulo? Carol e Nathan fofos como sempre, né?
Não deixem de comentar. To achando que vocês não estão mais gostando da fic. :(
Até a próxima e qualquer coisa, só em gritarem no meu twitter.

4 comentários:

  1. Awnnn q fofo Carol e nath no parque
    Aline e Carol sempre fofas uma com a outra hahahaha
    Nathan carol nao te traiu sua anta ameii bjs @SraSykes

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    1. Sempre... Nunca se perde a fofura!! ;) kkkkk
      #NathanAntaDemais

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  2. quero cachorro quente do senhor Alfred
    Como assim Nathan e Carol juntos, no mesmo lugar, sem brigar, sem discutir e na maior paz????????

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    1. Só indo pra Londres amiga!! kkkkkkk
      Vcs está muito apressada, pequena leitora!! ;)

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Obrigada pelo seu comentário! ;)