Carol's POV
O telefone havia tocado e eu fui atender... A pessoa do outro lado da linha não disse um "ai".
Podia ser algum dos meninos sacaniando, pois escutava uma música ao fundo, o telefone que aparecia no identificador não me era estranho, mas naquela hora eu não o reconheci.
Estava pronta para manifestar minha revolta com a brincadeira, mas a ligação foi interrompida.
Desliguei o telefone sem paciência e me dirigi ao banheiro para tomar banho.
...
A água estava maravilhosa...
Como estava sozinha em casa, vesti o mesmo moletom comprido e preferi ficar de calcinha.
Deitei no imenso sofá da sala tentando relaxar mas nada parecia adiantar.
Pensava na volta ao Brasil que seria amanhã e o que ia ser depois disso.
Queria distrair minha mente e para fazer isso, coloquei o que eu mais gostava de ouvir. Piano...
Estava começando a pegar no sono quando uma cólica resolveu me despertar.
Corri para o banheiro e lá estava, problemas femininos.
-Mereço! - suspirei alto.
A campainha tocou.
Mas quem seria o insuportável na hora mais inoportuna?
Corri até a porta prendendo e cabelo e quando abri, pensei de estar sonhando.
-Oi! - ele disse.
-Olá, Nathan!
Um silêncio pairou sobre nós e começamos a falar.
-Eu vim...
-O que... Err, desculpa, fala você. - me interrompi lhe dando espaço.
-Você não foi a festa hoje e... Eu vim ver se você está bem.
-Só uma dorzinha boba.
-Nos seus pontos? Eu posso te levar no médico.
-Não, esta tudo bem. Apenas uma cólica chata.
-Ah, saquei. Mulheres.
Sorrimos um para o outro e mais uma vez o silêncio ameaçou nos consumir.
-Eu trouxe isso para você... O que veio a calhar, já que mulheres nesse estado gostam de comer besteiras, certo? - Nathan começou, não deixando que nossa conversa se tornasse forçada.
Olhei para sua mão e nela havia uma caixa com um emblema, que pude identificar que era de alguma padaria.
-Você não quer entrar? - ofereci.
Ele acentiu com um sorriso e entrou me entregando a caixa.
-São os melhores doces que já comi aqui pelo centro. Conheço todos os atendentes de tanto que vou comer lá.
-Quanta gordice, Sykes!
Rimos.
Abri a caixa e nela havia todos os tipos de doce que se possa imaginar... Bomba de chocolate, folheado de creme, beijinho, tortinha de morango e, meu favorito, quindim.
-Meu Deus, Nathan! Isso é... Huuuum. - comecei, mas não terminei a frase pois já havia colocado um deles na boca.
-Isso é... Doce! - ele disse com sarcasmo.
-Delicioso! - sorri comendo mais.
Ofereci a ele e, obvio, ele aceitou.
Sentamos no sofá e devoramos toda a caixa juntos.
-De quem e o ultimo quindim? - Nathan observou o solitário doce que parecia brilhar dentro da caixa vazia e toda bagunçada.
-Meu, porque você comprou a caixa para mim e ela é minha.
Peguei o doce e observei sua cara.
-Por que esse bico? - perguntei.
-Depois reclamam que estão gordas!! Irei te lembrar desse quindim que você não quis me dar.
-Mas que tipo de praga é essa?
-Vamos, me dá um pedaço. Divide!
-Não!! O quindim é meu!
-Só uma dentada. - ele disse tentando alcançar a minha mão. Protestei mais uma vez e isso fez Nathan me fazer cosquinhas, mas senti dor no lugar em que seus dedos apertavam.
-Nathan! Meus pontos! Ai, para. - pedi colocando as mãos de leve na barriga.
-Ah, meu Deus! Me desculpa... Eu não queria... Deixa eu ver.
-Não, ta tudo bem.
-E se tiver sangrando? Deixa eu ver...
Ele levantou meu moletom e arregalou os olhos quando viu que eu estava apenas de calcinha.
-Ai, merda! Me desculpa de novo. - ele disse virando-se de costas, como se tivesse me visto nua.
-Não tem problema. Não que você já não tenha visto isso...
Ele me encarou nos olhos e pude sentir meu rosto corar. Imediatamente, me arrependi do que tinha dito.
Mas era a mais pura verdade.
No Brasil, tomei banho de calcinha e sutiã na piscina com ele e cheguei a dormir sem calcinha por baixo de sua blusa Game Over. O que ele tinha visto de diferente?
Comi o ultimo quindim e seu sorriso brilhou em seus lábios enquanto eu lambia os meus dedos.
-Obrigada. Estavam maravilhosos! - disse.
-De nada... Quando quiser.
Sorri e mais uma vez, nosso grande amigo, o silêncio, nos dominou.
Nathan olhava tudo o que tinha a sua volta... Procurando algo para começar uma conversa, imaginei.
-O que estava ouvindo?
Pensei que não havia mudado de musica e ainda estaria ouvindo o piano.
-Nada de interessante. - disse um pouco envergonhada pois sabia que Nathan tocava.
Ele pegou meu celular e pois os fones no ouvido.
Alguns segundos se passaram e Nathan me encarou.
-O que foi? - perguntei.
-Não sabia que você gostava de ouvir piano... Assim, instrumental.
-Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe, Nathan. - sorri.
-O que por exemplo? - Ele levantou a sobrancelha com ironia, o que me fez rir bastante - Que sua risada é maravilhosa? Bem, eu acabei de descobrir.
-Obrigada. Você é maravilhoso.
Pude perceber que ele ficou sem graça e logo tratou de mudar o assunto.
-Bem... Quer dizer que você gosta de piano?
-Sim, de uma certa forma, uso para me acalmar. Desde mais nova... Mas nunca aprendi a tocar.
-Eu posso te ensinar ou... Tocar para você se acalmar.
-Se tivesse um piano aqui... - falei sonhadora.
-O Max tem um teclado escondido em algum lugar dessa casa.
-Jura?
-Sim. Irei encontrar. - ele disse se levantando e indo em direção aos quartos. - Me espera. Não saia dai.
-Não vou. - acenti rindo.
...
Max's POV
-Ta mais calma, amor? - perguntei a Aline, pois depois da briga com Danielle, ela havia se sentado e ficado calada a festa inteira.
-To sim, Max. Só não acho legal ficar brigando... Eu pago de namorada barraqueira.
-Relaxa. Eu não acho que você seja assim. Ela deu motivos.
-E eu já não gosto dela...
-Ninguém gosta, mas, Nathan a escolheu. Nem todo mundo tem um gosto requintado igual ao meu.
Aline me olhou com um sorriso safado estampado em seus lábios. Depositei neles um, dois, três selinhos e ela segurou minha cabeça, dando inicio a um beijão.
-Quero ir pra casa. - ela sussurrou em meu ouvido.
Sorri para ela e quando ia responde-la, fui interrompido pelo vibrar do celular.
Olhamos o visor juntos.
-Falando na peste. - ela disse quando vimos "Nath" no visor.
-Fala, cara. - atendi.
-Hey, man. Preciso saber onde você guardou aquele teclado que você tinha. Eu não encontro no seu quarto.
-No meu... O que? O que você ta fazendo na minha casa?
-Não me diga que você jogou fora? - ele me respondeu com outra pergunta.
-Ta embaixo da cama do quarto de hospedes. Mas pra que você o quer? Você tem vários na sua casa.
-A questão é que não estou na minha casa...
-Isso eu já percebi.
-E Carol gosta de ouvir para se acalmar.
-Ah, Carolina, claro. - sorri e pude ver que Aline sorriu ao ouvir-me citar o nome de sua amiga em uma conversa com Nathan.
-Pois é... Estou fazendo companhia a ela.
-Vocês vão fazer outra coisa isso sim. - brinquei.
-Cara, cala essa boca. Vou desligar. Encontrei o teclado. Muito obrigada.
-Okay, baby e comporte-se.
Desliguei o telefone sorrindo.
-O que foi? - Aline perguntou.
-Nathan... Fazendo companhia para Carol.
-Hum... Já vi que sua casa estará ocupada. - ela disse passando os braços pelo meu pescoço.
-NOSSA casa. - enfatizei.
-Te amo, Max. Muito mesmo...
-Também, Line. Mas, e agora? Um hotel?
-Me parece uma ideia maravilhosa. - ela sorriu me beijando.
Recolhemos nossas coisas e fomos embora daquela festa.
...
(PLAY)
Nathan's POV
Desliguei a ligação com Max e só agora percebi onde estava.
O quarto de hospedes. O quarto de Carol.
Haviam roupas penduradas nos cabides atrás da porta e sua cama estava desarrumada.
Olhei o ambiente por vários minutos.
Seus travesseiros tinham aquele cheiro que eu tanto amava. Morangos...
Havia um retrato, com o que imaginei ser a mãe dela, na cabeceira da cama. As duas muito parecidas e lindas...
Mas algo que estava dobrado debaixo dos travesseiros chamou minha atenção.
A camisola de seda rosa com rendinhas.
Senti meu coração acelerar e imaginei Carol vestindo-a, como quando vestiu minha camisa Game Over a um tempo atrás.
Peguei a camisola e mais uma vez o cheiro de morangos se tornou vivido.
Era um dos melhores cheiros q já havia sentido no mundo. Viciante...
-Nathan? O que está fazendo?
Olhei para trás e lá estava ela.
Ela...
Eu precisava dela e mais nada importava.
Corri até Carol e de repente, tudo ao redor explodiu.
O meu desejo pelo corpo dela era maior que tudo. Beijei-a, como nunca havia beijado antes.
Minha mão percorreu seus cabelos, soltando-os do coque em que estavam presos.
Dirigi meus beijos para seu pescoço. Cada respiração, era como se estivesse sendo drogado por seu perfume e não quisesse nunca sair daquele êxtase em que me encontrava.
Suas mãos bagunçavam meus cabelos e faziam carinho no meu pescoço e indo para debaixo de minha blusa.
Ela me puxou pela calça jeans e naquele momento, eu senti que ela me amava. Sentia seu coração bater acelerado, no mesmo ritmo que o meu.
Eu finalmente estava no paraíso.
-NATHAN!! - escutei um grito que imediatamente interrompeu tudo.
...
Nota: Bom, gente!! SURPRESAAA!! kkkk
Espero que tenham amado esse capítulo Narol Shippers!
Foi fofo né? Gostaram da música? Do beijo? Me contem...
Não esqueçam de comentar e até o próximo! ;)
Como assim vc para na melhor parte menina u.u q fofoo ficou esse capitulo *-* continua Diva <3
ResponderExcluir~Carolina B.
@Negresco_Sivaa
Ameei continua logo, pode avisar no meu twitter quando postar outro capitulo?
ResponderExcluir@IsaAnastácio