Carol's POV
Na semana seguinte, no dia 29, peguei um avião rumo a Londres.
Chegando ao aeroporto, Aline veio me abraçar animada...
Ela correu tão rápido em minha direção, que eu pude vê-la caindo de cara no chão. Típico de filme, mas Aline era graciosamente perfeita em tudo o que ela fazia. Agora entendia porque Max havia caído de quatro por ela.
Aline me tirou do chão e me perguntei quando ela havia ficado tão forte.
-Você está me esmagando, sua ogra! - gritei.
-Estou tão feliz em te ver também, meu Deus!
Olhei para ela e pude ver que estava chorando.
-Você não existe mesmo. - disse a abraçando com todas as minhas forças.
Max e Jay foram me buscar com ela...
-Sabia que você viria!! - Jay também me tirou do chão.
Max me deu um beijo no rosto e me cumprimentou.
Respirei fundo e disse:
-Londres.
-Não se anime, amanhã mesmo estamos viajando. - Aline me cortou.
-Nem desfaça a sua mala. - Jay completou.
-Okay... Já entendi seus estraga prazeres. Posso saber para que ilha vamos? - perguntei.
-Isso é o que eu também estou tentando descobrir, mas nada. - Aline bufou impaciente.
...
No dia 30 embarcamos em um avião em Londres que ia nos levar até metade do caminho, o aeroporto de Portugal. De lá pegaríamos um helicóptero fretado por eles que em 1 hora nos levaria a ilha.
Quando eu, Max e Aline chegamos, todos estavam lá, menos Nathan.
-Ele já chegou, mas foi dar uma volta. - Siva disse.
Devia estar em algum canto se agarrando com a queridinha dele, pensei.
-Que ótimo! Minhas orações deram resultado... Não precisarei olhar para a cara dele.
-Você terá bastante tempo para olhar para ele nessa viagem, Carol.
Bufei... Mas Siva estava certo. Passaria dias com Nathan e a namorada dele e tinha que começar a me acostumar com a ideia.
Minutos depois, Tom veio nos chamar:
-Vamos pessoal! Max, chame Nathan na cafeteria. Precisamos embarcar agora, senão perderemos nosso avião.
...
Fui procurar o número de minha poltrona... Cheguei a 45, me animando pois estava com a janela.
Meu espirito de criança sempre fala mais alto.
Aline e Max sentaram na do corredor. Vi Max segurando sua mão e dizendo coisas no ouvido dela que a faziam rir. Devia ser alguma safadeza. Sorri desviando o olhar.
A poltrona do meu lado estava vazia... Pensei que podia ter sobrado, mas era meio estranho. Pois os lugares que sobravam sempre ficavam no final. Então, aquele lugar devia estar ocupado. Tom estava sentado com Kelsey atrás de mim e Siva e Nareesha ocupava uma das primeiras poltronas, lá na frente, não estavam na minha linha de visão.
Faltavam Jay e o casalzinho que eu não queria pronunciar o nome, porque sempre dava azar. Ele com certeza sentaria com a demônia da namorada dele.
Então para meu acompanhante, sobrava Jay, o que no fundo meu animou mais.
Passado 10 minutos, eu admirava a janela, quando senti alguém se sentar ao meu lado.
-Pensei que ia me deixar viajar sozinha! - disse me virando com um sorriso, que imediatamente sumiu quando dei de cara com a pessoa que estava ao meu lado.
-Realmente é uma proposta tentadora. - ele respondeu.
-O que você ta fazendo aqui, Nathan?! - perguntei irritada.
-A minha poltrona é a 46. Olha que feliz! - ele disse me mostrando sua passagem.
-E cade a sua namorada?
-Ta com saudade dela? - ele perguntou com sarcasmo.
-Vai a merda! - disse voltando a janela.
Porque meu Deus? Podia se sentar qualquer pessoa do meu lado, menos o Nathan.
-Porque você não troca de poltrona com o Jay? - perguntei.
-Eu sei que você gosta demais da companhia dele, mas ele te trocou por uma morenassa linda que está sentada lá atrás com ele.
-Hum... Pelo menos um se diverte.
-É! Posso te perguntar uma coisa?
-Pode. - respondi calma.
-É bom ser trocada, né?
-O que?
Fiquei realmente confusa, tentando entender ao que se referia, o que gerou o meu silencio.
-Deixa eu te falar uma coisa... - ele continuou. - O mundo é assim, um dia você dispensa e no outro você é dispensada.
-Eu realmente não estou entendendo onde você quer chegar.
-Ainda se faz de sonsa! - ele revirou os olhos.
-Escuta aqui, Nathan... Você tem sérios problemas sabia? Eu nunca te troquei por ninguém.
-Não, imagina.
Senti seu sarcasmo.
-Eu e Jay não tivemos nada, okay?
-Não foi ao Jay que eu me referi, mas se você ta tocando no nome dele também, é porque você já pensou em me trocar por ele.
-Eu já te mandei ir a merda hoje?
-Acredite, do seu lado, eu sempre estou na merda.
-Eu desisto! Não vou viajar do seu lado! Sai daqui! - falei alto, soltando o seu sinto de segurança e o empurrando.
-Vocês estão com algum problema? - a comissária perguntou simpática. Só agora havia notado a presença dela. - Algo em que eu possa ajudar?
-Eu quero que você me traga uma bomba para eu explodir esse garoto, por favor! - pedi.
Ela me olhou um pouco assustada.
-Bem maduro da sua parte... - ele disse a mim e se voltou para a comissária. - Tem algum outro lugar nesse avião? Que esteja vago? - Nathan perguntou calmo.
-Sinto muito, senhor, mas o avião está lotado. Terão que permanecer em seus lugares.
-Eu pago o adicional... - ele insistiu.
-Sinto muito senhor, se realmente pudesse, eu trocava.
Ta, eu definitivamente fui uma pessoa muuuito má na outra vida para aturar isso. Era castigo... Já não bastava ficar no mesmo hotel que ele em uma ilha, eu teria que aturá-lo por 4 horas de viagem de avião até Portugal.
Coloquei meus fones assim que o avião partiu e, graças a Deus, peguei no sono.
Uma hora e meia depois, acordei com um pequeno peso na minha cabeça.
Me virei de leve para ver o que estava acontecendo e me deparei com o rosto de Nathan, a centímetros do meu. Ele dormia com a cabeça apoiada na minha.
Me assustei, dando um pulo.
Ele acordou com o meu susto, me encarando.
-O que foi, maluca? - perguntou.
-Nada! Eu... Estava sonhando.
-Um pesadelo?
-Com a sua cara feia! - disse sorrindo.
-Quando você vai parar de ser ignorante, hein? Não dá pra conversar 5 minutos com você... Onde está a menina que era incrível no Brasil?
-Ela foi trocada... Não é essa a sua paranóia?
-Gente! - Tom chamou na poltrona de trás. - Será possível que não vão passar um dia sem brigar?
-Não é minha culpa. - respondi.
-Como se fosse minha. - Nathan protestou.
-Não interessa... O ano ta mudando. Vamos nos unir um pouco. Vocês não passam um dia sem implicarem um com o outro. Isso é... Chato sabiam? Tentem não brigar nessa viagem e curtí-la. Pelo menos tentem, ta? Por todos nós. Prometem?
Isso havia chamado a atenção de Max e Aline que estavam na poltrona do corredor ao nosso lado. Eles nos encaravam, esperando uma resposta.
Encarei Aline e ela sorriu, me encorajando.
-Prometo. - disse olhando pra Tom.
-Nathan? - ele encarou Nathan esperando essa confirmação.
-Tudo bem cara... Farei o que estiver ao meu alcance.
-Ótimo!! São poucos dias. - Tom sorriu feliz.
Encarei Nathan e ele virou a cara em silêncio... Esperava que conseguíssemos ficar sem brigar mesmo. E agora que a demonia não estava por perto. Creio que seria mais fácil.
...
Depois de que Tom "chamou a nossa atenção", as coisas pareceram se acalmar.
Nathan passou a viagem inteira de bico calado e eu olhando para o corredor. Ansiosa para chegar a ilha, que diziam que era um dos lugares mais lindos que se podem imaginar.
Chegamos ao aeroporto e de lá tínhamos helicópteros nos esperando para nos levar a ilha.
Fiquei mais animada ainda.
Fui em um com Max, Aline e Jay. Não queria ficar ao lado de Nathan justamente para evitar brigas.
Meu celular apitou que estava sem sinal.
-Isso acontece lá na ilha. Mas o hotel tem uma torre que oferece sinal para ele com o wifi e tudo mais. Quando chegarmos mais perto, o sinal volta. - Jay me explicou.
-Pensei que ia entrar em abstinencia.
-Viciada!
Todos nós rimos.
Havíamos chegado, saltamos na praia e, eles tinham razão, era um lugar lindo!
O hotel não era muito grande mas era perfeito. Tipo aqueles cenários de filme.
Ele estava localizado na beira da praia e sua estrutura continuava pelo mar, que parecia um tapete cristalino, não haviam ondas.
Eu estava de boca aberta e pude notar que Aline também. Eles tinham caprichado em escolher o lugar dessa vez. E eu nunca tinha ouvido falar dessa ilha.
-É porque esse hotel foi aberto a pouco tempo... Mas já viemos bastante. - Siva riu.
-O Scooter descobre coisas maravilhosas. Ele tinha ingressos para a inauguração. Ai, viemos juntos. - Tom completou.
-Gostaram meninas? - Max perguntou animado.
-É maravilhosa. - Aline disse.
-Como um sonho. - completei.
-Ele era pra ser construido na floresta, pra dentro da ilha... Só que ela era uma reserva ambiental e hoje o pessoal do hotel é responsável pela preservação dela. - Max explicou.
-É, aqui é tipo, cuspiu no chão, paga multa. - Jay acrescentou.
Todos nós rimos...
-Nossa Jay!! Não podia ter sido menos nojento? - Nathan brincou.
Continuamos rindo enquanto entrávamos pela recepção. O hotel não possuía elevadores e sua escada fazia parte da arquitetura magnifica.
Max e Aline, Tom e Kelsey, Siva e Nareesha pediram quartos para casais.
Eu, Nathan e Jay sobramos. Olhei para os dois.
-Vocês ficam em um quarto e eu vou pra um de solteiro. - disse sorrindo.
-Huum... Nathan! Dormiremos de conchinha, amor? - Jay abraçou Nathan dando-lhe um beijo no rosto.
-Sempre James! - Nathan sorria.
Virei para a recepcionista e ela nos encarava com os olhos arregalados.
-Eles estão brincando, senhora.
Disse puxando Nathan do abraço de Jay, para que se tocassem e parassem com a cena que tanto assustou a pobre mulher.
-Eu vou ficar em um quarto para solteiro. - Nathan tomou a frente, pegou sua chave e nos encarou. Esperando por uma ação nossa.
Não ia pedir um quarto de casal para mim e Jay. Não fazia sentido.
E se fizéssemos isso, ia ser mais um motivo para Nathan achar que tínhamos algo.
Eu e Jay pedimos quartos de solteiro e nos dirigimos aos mesmos.
...
Entrei no meu quarto e ele parecia a casa de praia da minha família.
Tudo era de madeira, havia uma varandinha com um balanço. Sim, eu tinha uma balanço no meu quarto.
As paredes eram decoradas com desenhos de coqueiros e o banheiro, dava-se a impressão de que estava dentro do mar. Havia um imenso aquário na parede oposta ao chuveiro e ele era azul.
Fui até a varanda e respirei a brisa da praia. Por mais que morasse no Rio de Janeiro, ia poucas vezes a praia.
Quase havia me esquecido do quanto essa brisa de final de tarde era boa.
Escutei uma batida na porta e era Aline.
-Obrigada por me avisar o numero do seu quarto. Tive que convencer a recepcionista de que eu era sua amiga para ela me dizer! Cruzes! Parecia até que eu ia te matar. - ela entrou dando um pequeno ataque.
-Mas ta parecendo que você vai fazer isso mesmo. - disse rindo.
-Engraçada você!
-Amiga, tem um balanço na varanda!! - disse pulando como criança.
-Mentiraaaa!!! No nosso é uma poltrona. - ela disse correndo até a varanda e sentando-se nele.
-Eu to amando tudo isso!! De quem foi a ideia de nos trazer pra cá? Me diz que eu vou lá agora beijar essa pessoa maravilhosa.
-Vai por mim! Você não vai querer beijar a pessoa que teve a ideia. Ou vai? Não sei.
Ela pareceu se divertir com a sua duvida.
-O que quer dizer? - perguntei confusa.
-A ideia foi do Nathan! Se você quiser ir lá beija-lo, ele está no quarto no final do corredor.
Fiquei em silêncio alguns segundos.
-Err... Desiste do beijo. - disse tirando uma risada dela.
-Vocês vão ficar a vida inteira brigando? - ela disse levantando a sobrancelha.
-Amiga, eu...
-Não Carol! Sério, me responde isso.
-Não.
-Não o que?
-Não Aline! Não, não vamos brigar a vida inteira.
-Então aproveita, porra!! - ela gritou. - Ele ta aqui sozinho e sinceridade amiga, pega ele de volta. Nenhum dos meninos gosta da Danielle. Estão todos torcendo por vocês dois... Deixa de ser cabeça dura.
-Eu NÃO sou cabeça dura...
-Sim, admite que você é. Nathan ta te acusando de ter traído ele. Você sabe de onde essa acusação veio?
-Não, porque? Você sabe? - perguntei curiosa.
-Não e é isso que eu quero que você entenda. Vai descobrir, pega teu homem de volta. Ta tão estampado na cara de vocês que se amam! Amiga, acorda ou você vai perder ele pra sempre... Max disse que ele ta começando a gostar da galinha depenada. Não deixa isso acontecer.
-Ta bom. - disse suspirando.
-Ta bom mesmo?
-Ta amiga! Eu entendi, relaxa... Vou aproveitar o Reveion e conquistar o Nathan.
-Isso!! Essa é a minha amiga!! - ela gritou animada.
- E você e Max?
-Ele está lá organizando as malas dele, mas nosso quarto tem vista privilegiada para o por do sol. Você pelo visto terá do nascer! - concluiu.
-O por do sol? É realmente maravilhoso.
-O nascer é mais. Já tentou ver? - ela perguntou.
-Não! Nunca tive a oportunidade.
-Pois agora você vai ter. De ver o ultimo nascer do sol de 2014. Vai fazer 8 anos que nos conhecemos, gata.
-Aiin, como te aturo a tanto tempo? - brinquei.
-Da mesma maneira que eu aturo você... Você me atura e eu te aturo. É um looping infinito.
Caímos na gargalhada.
Ela levantou e me abraçou.
-Te amo tanto amiga. - ela disse. - Fico mal quando te vejo sofrer.
-Quem disse que to sofrendo?
-8 Anos lembra? Não me engana tão fácil... Mas vai dar tudo certo. Acredite. Você merece.
-Obrigada. - disse com meus olhos enchendo d'água.
-Agora vamos parar com a viadagem porque eu vou para o meu quarto ver o por do sol com o Max. - ela disse indo em direção a porta.
-Pensei que você tivesse dito que era para parar com a viadagem.
-Porquê você não vai trabalhar em um programa de humor, cara? Ta tão engraçadinha. Ha ha.
Ela estava fechando a porta quando gritei:
-Amiiiiga, eu quase me esqueci!
-Do que? - ela abriu a porta me encarando.
-Eu te amo.
-Bobona! A noite vamos jantar todos juntos. Não se atrase.
Nota: Olá gente!
Como prometido, capítulo novo, em menos de uma semana. haha
Espero que gostem e devo confessar que essa é a minha parte favorita para escrever... O Ano Novo.
Fortes emoções nos próximos capítulos!
Não esqueçam de comentar. A opinião de vocês é realmente importante.
Beijos e até o próximo. \o
Continuaaaaaaaaaaaaa
ResponderExcluir*----------* tah Divoo, to muito viciada nessa fanfic, continua Gata, to ansiosa pra ver a Carol e o Nathan juntos <3
ResponderExcluir-Carolina B.
@Negresco_Sivaa