sábado, 24 de maio de 2014

Capítulo 5 - But it's so fire and it's all mine...

Nota: Coloquem Justin Timberlake - Suit and Tie para tocar quando eu disser (PLAY) e parem quando eu disser (STOP).

Nathan's POV

Entrei pelo hotel xingando todas as gerações e forças do universo possíveis que trouxeram Carolina para a minha vida.
-Nathan? - Kelsey chamou.
-Oi, Kel! Por que não está na festa?
-Eu vim ao banheiro. O Tom fez o favor de derrubar bebida no meu vestido. - ela riu se analisando.
-Típico do Tom. - falei impaciente.
-Ta tudo bem? - ela perguntou olhando para a minha mão.
-Ta sim! Eu só cai...
-E a Carol?
-Ficou na praia. - disse.
-Ah, então vem com a gente pro salão...
-Ah, não. Não to me sentindo muito bem. Eu vou pro meu quarto.
Ela me encarou e um silêncio se instaurou entre nós. Percebi que Kelsey não estava bêbada, isso significava que daqui a alguns segundos, ela avisaria a Tom, que contaria a Max e por ai vai...
-Tem certeza de que está bem? - ela insistiu.
-Tenho sim, Kelsey. Pode ir lá e divirta-se. - disse dando o meu melhor sorriso.
...

Kelsey's POV

-Demorou no banheiro. O que houve? - Tom perguntou.
-Nathan tava lá. - disse fazendo cara de desanimo.
-Porque essa cara? Ele disse alguma coisa?
-A cara dele não estava nada legal e a mão dele tava sangrando.
-Era grave?
-Não, mas fiquei um pouco preocupada.
-Carol estava com ele?
-Não... Estava sozinho e disse que ia para o quarto.
Ficamos em silêncio, pensativos.
-Será que eu conto para a Aline? - perguntei a ele.
-Não! Carol e Nathan são bem crescidos já... Eles se entendem. De um jeito ou de outro. - ele disse com uma cara de safado.
-Depois da festa podemos nos resolver desse jeito também.
-Com certeza.
Rimos indo em direção a pista de dança.
...

Aline's POV

-Carol e Nathan sumiram desde aquela hora né? - perguntei a Max.
Estávamos sentados no bar para descansar o tempo em que ficamos dançando, mais nos agarrando do que dançando, na verdade.
-Devem estar melhor do que nós... - ele disse.
-Como assim melhor? Você acha que estamos mal?
-Eu já disse o quanto você está linda essa noite? Ta me deixando doido!
-To mesmo é? - disse me encaixando entre suas pernas.
-Ta! Mas eu preferiria arrancar toda a sua roupa.
-Vai ficar só na vontade? - provoquei.
-Lógico que não. - ele disse mordendo minha orelha.
-Essa festa ta ficando chata, você não acha?
-Acho. - ele disse alegrinho.
Subimos as escadas para nosso quarto já nos agarrando...
Quase derrubamos uma menina que vinha descendo porque estávamos ocupados demais parar prestar atenção.
...

Max's POV

Entrei no quarto atirando Aline na cama. Fui me deitar em cima dela quando ela me interrompeu.
-Nossa aposta! Cade? - ela perguntou.
-Não acabou ainda... Eles podem estar tão ocupados quanto nós nesse exato momento. - expliquei.
-Max! Vai logo! Meu stripp... Pode começando.
Ela queria mesmo me ver tirando a roupa pra ela, então, era isso que ela ia ter.
A sentei na cama e comecei a tirar a blusa.
Ela mordia o lábio fazendo uma cara que me deixava completamente doido.
Aline era muito gostosa e maravilhosa... Sempre estávamos inventando algo novo e nosso relacionamento nunca caia na rotina.
Joguei minha blusa em sua cara e fui abrindo o zíper da calça.
-Não quer me ajudar a abrir não? - brinquei.
-Você definitivamente não sabe fazer stipp, Maximilian. - ela disse se levantando e vindo em minha direção.

(PLAY)

Nós nos beijamos e fui atirado na cama.
-Observe e aprenda! - ela disse.
Só com essa frase eu já fiquei excitado.
Ela começou a rebolar na minha frente. Tirando os sapatos e indo ao zíper do vestido.
Estava me deixando doido e fui agarrá-la.
-Nãoooo!!! - ela gritou me empurrando. - Deixa eu terminar!
-Não aguento mais ficar parado vendo você me provocar. Desculpa, amor, isso não é para mim. - disse já tirando seu vestido.
-Seu desesperado!
Ela me beijou e fomos andando na direção da cama.
Virei-a de costas e arranquei de vez seu vestido.
Ela estava sem sutuã o que facilitou ainda mais... Minhas mão percorriam de seus seios até sua intimidade.
E para deixá-la ainda mais louca, tirei minha calça e cueca, encaixando-a por trás.
-Max, isso é golpe baixo... Você tem que me deixar reagir. - ela disse suspirando.
-Reage então. - sussurrei em sua orelha.
Ela virou de frente e me empurrou até a parede me beijando ferozmente.
Sua mão me masturbava cada vez mais rápido.
Gozei a primeira vez e ai ela foi descendo a boca, com aquela cara de safada que só ela conseguia fazer.
Soltei pequenos gemidos ajudando-a a aumentar a velocidade de seu oral segurando em seus cabelos.
Puxei-a pelos mesmos para que pudesse beijar a sua boca.
-Você é maravilhosa, minha gostosa.
Empurrei-a até a cama e arranquei sua calcinha.
Beijava seus seios, barriga... Até chegar em sua intimidade e explorá-la totalmente com a lingua fazendo soltar altos gemidos.
-Max... - ela falou com dificuldade.
-O que? - perguntei ainda dando atenção a área que eu estimulava.
-Me come logo! - ela gritou.
Ri alto com sua frase. Me posicionei entre suas pernas e a invadi com toda a força que tinha.
Aline gemia cada vez mais alto e isso me deixava ainda mais excitado, fazendo-me forçar mais.
Parei quando senti que gozei a segunda vez dentro dela.

(STOP)

Não usávamos camisinha pois Aline tomava remédio fortes regularmente, confiava nela.
Apesar de suas atitudes, ela era uma das meninas mais ajuizadas que eu já havia conhecido...
Ela se aninhou a meu peito e eu peguei a caixinha que tanto vinha guardando na mesa de cabeceira.
-Amor? - chamei.
-Sim?
-Eu... Bem, estamos namorando a um tempo já e eu acho que não consigo mais ficar sem você.
Ela me encarou e sorriu.
-Eu... - tentei continuar, queria palavras bonitas para aquele momento, mas infelizmente não era uma das minhas especialidades.
-Você o que Max? - ela perguntou curiosa.
Resolvi parar de fazer rodeios e mostrei o anel a ela, que arregalou os olhos surpresa, se sentando na cama.
-Queria oficializar essa coisa linda que estamos tendo... Eu te amo e quero assumir ao mundo o quanto você é especial para mim. - disse.
Ela ficou em silêncio, o que estava me matando.
-O que você me diz? - incentivei.
Ela tirou o anel da caixa e me encarou.
-Sim!
-Sim? - perguntei animado.
-Sim! Sim! Sim, Max!!! Eu te amo!
Ela pulou em meu colo e me abraçou.
Tinha certeza que nossas risadas podiam ser ouvidas do lado de fora.
Coloquei o anel no dedo dela e quase me emocionei, quando ela deu dois pulinhos feito uma criança que acabava de ganhar doce.
"Deixa de ser gay, cara. Se ela não chorou, você vai se controlar" pensei.
Ela ainda me dava selinhos admirando o anel, porém o telefone do quarto tocou.
-Sim! - atendi.
-Senhor George, quero saber se está tudo bem com os senhores? - perguntou a recepcionista.
-Está... Porque? - perguntei confuso.
-Os hospedes de baixo e do lado ligaram para cá reclamando de constantes barulhos e... gemidos. - ela segurou a risada na ultima palavra, pude perceber.
-Ah, avise o vizinhos de baixo que eles podem dormir que por hoje nós deixaremos eles em paz.
-Ah, claro! Sinto muito incomodá-los! Feliz Ano Novo.
Comecei a rir quando desliguei o telefone.
-O que foi? - Aline perguntou.
-Os vizinhos de baixo estão reclamando do nosso sexy hard.
Ela começou a rir alto.
-Como assim? - quis saber.
-De barulhos e gemidos.
-Se os debaixo escutaram os gemidos, imagina os do lado?
-Bem, eles também reclamaram. - ri mais ainda.
Ela pareceu pensativa... Porém eu continuava rindo.
Não existia mulher melhor no mundo do que Aline.
...

Carol's POV

Acordei com um calor imenso, estava deitada em uma coisa macia...
Quando finalmente me recordei do que havia acontecido, eu levantei assustada.
Estava deitada sozinha na areia na praia. O sol estava forte e eu estava sem protetor. Pela posição dele, calculei que deviam ser umas 10:00 da manhã.
"Que ótimo! Ninguém sentiu a minha falta" pensei.
Mas todo mundo deve ter ido dormir com o dia quase amanhecendo, então teria que esperar mais.
Morria de sede e fome... Do jeito que estava e com esse sol, não ia durar muito.
Tinha problemas de pressão e em questão de minutos ela despencava.
Procurei meu celular e ele ainda estava sem sinal e para o meu desespero, ele apitou 1% de bateria.
Olhei para os lados e voltei a andar, rezando para que estivesse indo para o lugar certo nessa imensa ilha.


Nota: Olá,
Eu sei que devia compensar vocês com um capítulo maior devido a demora, mas peço desculpas.
Ultimamente não tenho tido tempo nem de respirar, acreditem. Ta cada vez mais difícil! :S
Porém, eu não abandonarei vocês! Quero saber o que acharam desse capitulo.
Comentem aqui ou no meu twitter.
Adoro receber o apoio do vocês.
Então, é isso... Até o próximo.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Capítulo 4 - Happy New Year!

Nota: Coloquem Rihanna - Stay para tocar quando eu disser (PLAY) e parem quando eu disser (STOP)... Dica: Vale a pena com a música! ;)


Carol's POV

Catamos nossas coisas da piscina. Ainda rindo das palhaçadas que fazíamos... O dia havia me surpreendido, realmente! Fazia tempo que não me divertia desse jeito.
-Amiga, se veste lá no quarto comigo. - pedi a Aline.
-Claro amiga! Vai indo na frente que eu vou falar com o Max, pegar minhas coisas no quarto e já já chego lá.
-Tudo bem.
Todos se despediram com um "até mais tarde" e um "até logo" e foram para seus quartos.
Estava na porta do meu quarto quando escutei alguém me gritando subindo as escadas.
Nathan apareceu por elas, bufando, com certeza subiu correndo.
-Fala. - pedi.
-Me diz a cor do seu vestido.
-Pra que?
-Pra te dar um presente combinando.
-É branco. Mas que presente você vai me dar? - perguntei curiosa.
-Ah, nada demais. Você vai ver...
-Me conte!
-Não... Só mais tarde. Até mais.
Ele se virou para ir para o seu quarto.
-Hey, Sykes. - chamei.
Ele voltou-se para mim e me encarou, esperando que eu falasse.
-Obrigada pela tarde maravilhosa. - disse com sinceridade.
-Disponha. - ele disse com aquele sorriso encantador.
Fiquei na porta olhando-o ir até seu quarto, que era no final do corredor, a umas 5 portas da minha.
Olhei ele abrir sua porta. Ele me olhou, acenou e entramos no quarto juntos.
...
-Andaaaa! Vamos chegar atrasada na festa, sua lerda!!!
Estava trancada no banheiro terminando minha maquiagem quando Aline gritou.
-To quase!! Que horas são?
-Dez e meia já! Vai romper o ano dentro do banheiro? - ela disse impaciente.
-Amiga, você está linda! Me deixe ficar a sua altura.
Aline estava com um vestido rosa que a deixava igual a uma boneca, incrivelmente linda.
E eu? Bem, estava com o meu branco típico.
Sai do banheiro e parei na porta olhando para ela.
Por uns 10 segundos ela me encarou de cima a baixo.
-Você está...
-O que? - perguntei.
-Parecendo uma noiva, cruzes.
-Poxa, amiga. Deu trabalho... Mas olha quem fala. A pantera-cor-de-rosa.
-Você também está linda amiga... - ela disse sorrindo.
Parei em frente ao espelho e olhei o meu reflexo... E me perguntei quem era aquela menina.
Meu vestido estava realmente lindo. Estava me sentindo uma princesa.
-Podemos ir? Antes que o Max venha aqui e nos carregue pelos cabelos?
-Podemos. - disse rindo.
...

Max's POV

Estávamos meio impacientes com a demora das meninas...
Já eram quase onze horas e elas não haviam descido.
Recebi uma mensagem de Aline de que já estava vindo.
Avisei a Nathan que estava com um buque de rosas brancas nas mãos desde que chegamos.
-Finalmente, irá entregar as suas flores. - disse batendo em seus ombros.
-É só um pedido de desculpas.
-Claro! Claro! Acredito...
Por mais que ele tentasse negar, por sabe-se lá que raios, o amor dele por Carol sempre esteve ali, vivo. Todo mundo sabia disso, menos ele e... Ela. Que viviam em pé de guerra.
Estava perdido em meu pensamentos quando vi Nathan congelar com a boca um pouco aberta para o topo da escada do salão.
Segui seu olhar e ai eu a vi... A minha princesa.
Ela estava perfeita.
"Uau!" pensei.
Seu vestido rosa bebê a deixava mais perfeita.
Ela sorria, com certeza da minha cara de bobo.
-Fecha a boca amor. Daqui a pouco escorre a baba. - ela disse chegando até mim.
-Você está incrivelmente linda.
-Obrigada. - ela disse selando nossos lábios.
...

Nathan's POV

Aline e Carol apareceram no topo da escada.
"OMG" pensei.
Carol estava maravilhosa.
Tudo ao meu redor deixou de fazer sentido quando a vi descendo aquelas escadas até mim.
Se eu morresse agora, poderia dizer que tive a visão de um anjo ou do paraíso.
Eu estava... Maravilhado com tanta beleza.
-O que foi? - ela disse com um sorriso tímido quando chegou perto de mim.
-Eu estou envergonhado.
-Porque? - ela perguntou assustada.
-Você!
-To feia? Meu vestido ta rasgado? - ela começou a se checar, vendo se havia algo errado com sua roupa.
-Não... É que... Eu trouxe essas rosas para combinarem com seu vestido e enfim, completarem a sua beleza. Mas, nem todas as rosas do mundo se comparam a você agora. Você está... Magnifica.
-Obrigada. - ela disse corando.
Ela ficou ainda mais linda envergonhada. Estava sem palavras.
"Vamos, Nathan. Faça algo e pare de bancar o idiota" me obriguei.
-São para você.
Entreguei-lhe as flores.
-São lindas!
-Você é mais.
Não conseguia parar de elogiá-la, o que estava fazendo-a ficar sem fala.
-Vou... pedir para alguém da recepção, sabe, levar ao quarto. - ela disse gaguejando e se afastando.
Quando ela foi ao balcão, notei que Max e Aline permaneciam lá.
-Se você quiser uma ambulância, eu posso chamar, cara! - Max ofereceu, fazendo Aline rir.
-O porque eu precisaria de uma ambulância?
-Você ta branco, Nathan. - Aline disse séria.
-É que... - tentei explicar.
-Não precisa, nós já entendemos. Ela está linda. - Max disse olhando para Carol que ainda estava no balcão da recepção. - Estamos indo para o salão... Nos encontramos lá.
-Tudo bem, Max.
-Boa sorte com a sua garota.
Não entendi o que ele quis dizer... Acho que era ao fato de brigarmos muito.
Mas prometi a mim mesmo que essa noite ia ser diferente.
...

Carol's POV

A festa estava maravilhosa. Comi tudo o que tinha direito, afinal só estava com aquele sanduíche no estomago desde a piscina.
Eu e Nathan passamos bastante tempo juntos.
-Fale com a sua amiga porque eu vou te levar a um lugar agora. - Nathan disse.
-Onde? - perguntei.
-É um lugar lindo... Vai logo. 30 minutos para a meia noite. Não temos muito tempo.
Obedeci e fui até Aline e Max, explicando o porque de estar desejando Feliz Ano Novo um pouquinho antecipado.
Max me deu um beijo no rosto e Aline me abraçou muito forte.
-Eu te amo tanto amiga! Que o ano que vai vir fortaleça ainda mais a nossa amizade. - ela disse.
-Eu te amo mais, minha linda. Que a nossa amizade seja eterna.
Nos abraçamos ainda mais forte.
-Vai logo antes que eu chore. - ela me soltou. - Divirta-se.
-Voltarei antes do que você pensa.
-Isso mesmo, volte para mim o mais rápido possível.
Me despedi mais uma vez e fui até Nathan que conversava com Jay e a menina que ele acompanhava.
-Podemos ir Nathan? - disse me aproximando.
-Vai lá, cara. - Jay abraçou a Nathan e depois a mim. - Feliz Ano Novo.
...

Nathan's POV

Carol parecia curiosa demais. Me divertia com ela tentando tirar alguma informação de mim.
-Por favooooor!! - ela implorou fazendo voz de choro.
Não resisti aquilo.
-É um lugar especial do hotel que eu descobri a da ultima vez que vim para cá e você tem vista privilegiada dos fogos. - expliquei.
-Que legal! - ela afirmou parecendo ansiosa.
Nos afastamos da festa e começamos a andar pelo deck...
Era uma plataforma que ia além do hotel, para dentro d'água.
Continuei caminhando deck adentro e percebi que Carol parou.
-O que foi? - perguntei.
-Está balançando um pouco. - ela disse se agarrando a um dos corrimãos.
-É normal... Confia em mim. É seguro.
Ela me encarou nos olhos e pude ver o medo estampados neles.
Aquilo me deixou mais fascinado. Carol por mais que demonstrasse ser uma menina forte, tinha os seus medos e não tinha vergonha de escondê-los de mim.
Fui até ela e estendi minhas duas mãos para que ela segurasse.
Ela demorou uns 5 segundos, respirou fundo e segurou-as.
Fui caminhando de costas, ainda olhando para ela.
Quando notei estávamos no limite da plataforma. Tudo estava escuro.
A unica coisa que nos iluminava era o brilho da lua e as luzes fracas do hotel que estavam, agora, bem distante.
...

(PLAY)

Carol's POV

Algumas luzes do hotel e o brilho da lua refletiam nas águas cristalinas do mar.
Ainda segurava as mãos de Nathan e pude ver o brilho em seus olhos.
Ele estava tão lindo, mas ainda não entendi o porque de estarmos ali. Não tinha absolutamente nada.
-E agora? - perguntei.
Ele sorriu, puxou-me para mais perto e colocou minhas duas mãos em seu pescoço.
Onde Nathan estava querendo chegar? Me perguntava.
Isso estava me torturando.
Ele começou a dançar de um lado para o outro.
-Sem música? - perguntei.
-Não precisa... Escuta seu coração.
Ele me puxou para mais perto ainda. E pude apoiar minha cabeça em seu peito.
Eu estava sonhando... Tinha quase certeza.
Mas não importava. Podia sentí-lo, sua respiração estava tão perto depois de tanto tempo.
-Senti falta disso. - ele sussurrou.
O encarei. Ele sempre me teve, mas ultimamente era ele quem vinha me afastando aos poucos.
Ele acariciou meu rosto com as costas de suas mãos.
Fechei meus olhos, apenas sentindo seu toque e quando dei por mim, ele encostou seus lábios nos meus.
O beijo foi leve, ele estava testando para ver se eu permitiria que ele fosse mais adiante.
Obvio que não ia parar o beijo e me agarrei mais a ele. Eu necessitava daquilo, da mesma maneira que meus pulmões necessitavam de ar.
O beijo foi se tornando mais intenso e de repente, nos assustamos com um estrondo que coloriu o céu.
Olhamos e vimos os fogos e podíamos escutar o eco de algumas pessoas gritando ao longe no hotel.
Fogos e mais fogos subiam. Ele tinha razão, a vista dali era privilegiada... Só havia o oceano e os fogos a nossa frente.
Fiquei uns minutos olhando e voltei a encará-lo.
-Feliz Ano Novo! - ele disse.
Mas não o respondi, voltei a beijá-lo.
O nosso beijo foi ficando cada vez mais intenso.
Puxei seus cabelos de leve...
-Adoro quando você faz isso. - ele disse interrompendo rápido o beijo.
Pude sentir nossas respirações acelerarem. Ainda escutávamos o barulho dos fogos, mas uma musica começou a tocar.
Me afastei e o encarei. Seu celular estava tocando.

(STOP)
...

Nathan's POV

Meu coração não cabia no meu peito. Tentava controlá-lo.
Carol sempre me deixava maluco.
A intensidade de nosso beijo estava aumentando, quando escutei meu celular tocar.
"Merda, merda, merda" pensei.
Rompemos o beijo e peguei o celular irritado.
Quem podia ser a pessoa atrapalhando?
Quando olhei para o visor o nome de Danielle estava estampado nele.
Minha namorada... Havia esquecido de ligar para ela o dia inteiro. O que eu estava fazendo??
Havia acabado de traí-la. Sai um pouco de perto de Carol e atendi o celular.
-Hey Dani!
-Não se lembra mais que eu existo não? - ela perguntou parecendo irritada.
-Desculpa! Você sabe como é o hotel aqui... O celular quase não funciona, amor.
-Ah, ta. Feliz Ano Novo, Nathan. Que nosso amor seja para sempre. - falou animada.
-Err... Feliz Ano Novo, Dani.
-Você não me ama?
Carol estava na minha frente com a sobrancelha levantada.
Analisava cada palavra que eu falava.
-Sim! - disse rapidamente.
-Sim? Nossa Nathan! Senti a sua animação...
-Sim, Dani. Eu te amo. - suspirei.
-Ah, estou com saudades. Queria estar ai te abraçando.
-Também queria...
-Queria o que?
-Que você estivesse aqui.
-E os meninos? Onde estão? Ta em um lugar silencioso demais.
-Eu estou aqui fora, eles ficaram lá dentro... - expliquei.
-Sozinho? - pareceu desconfiada.
-Sim, estou sozinho.
Escutei Carol bufar atrás de mim e quando me virei para ver o que estava acontecendo.
Ela voltava andando pela plataforma.
-Amor, tenho que desligar, nos falamos depois? - disse apressado, já indo atrás de Carol.
-O que houve?
-Depois nos falamos!
-Nathan? - ela insistiu.
-Diga...
-Está acontecendo alguma coisa que eu sei.
Estava ficando irritado. Se batesse com o telefone, ela ligaria de volta, mas na praia ele não pegava... Isso, sem sinal na praia.
Desliguei o telefone antes que pudesse responder.
...

Carol's POV

Nathan atendeu o telefone e como sempre, era a demônia atrapalhando.
Ele se virou dando uns 3 passos a frente, esperando que eu não escutasse, mas obvio eu não era surda.
"Sim, Dani. Eu te amo" ele disse.
Sim, ele te ama tanto que acabou de me beijar.
"Também queria... Que você tivesse aqui."
O que? Ele realmente disse isso? Ele estava comigo... Como ele queria ela?
"Sim, estou sozinho."
Mentiroso, mentiroso. Me irritei profundamente.
O que ele achava que eu era? Uma qualquer que ele pega e depois fica falando coisinha fofa para a namorada?
Não mesmo.
Bufei e sai andando... O ódio estava me consumindo.
Pensei em voltar para o meu quarto mas isso significava passar pelo salão onde estavam Siva, Tom, Max, Jay, Nareesha, Kelsey e Aline.
Não queria estragar a festa de ninguém e principalmente a de Aline, que fato viria atrás de mim e por isso, virei em direção a praia.
Senti meus saltos afundarem na areia.
Estava com mais ódio ainda. Tirei o sapatos e comecei a andar ainda mais rápido...
-CAROL, ESPERA! PARA!
Escutei Nathan gritar atrás de mim.
-Ei! Ei! Espera! - ele disse segurando meu braço.
-Não encosta em mim! - gritei.
-O que foi?
-O que foi? Jura que você ta perguntando isso mesmo?
-To! Estávamos bem até agora a pouco.
-Isso mesmo. Estávamos! Não estamos mais.
-Você é maluca!
-Eu? Você acabou de dizer no telefone pra idiota da sua namorada que queria que ela estivesse aqui. Pois deixa eu te contar, Nathan, vai lá ficar com ela no telefone!! Não vou atrapalhar o momento lindo de vocês.
-Você quer o que? Que eu largue a minha namorada pra ficar com você?
-O que quer dizer? Me desculpa, sua alteza, esqueci que não sou mulher a sua altura.
Gritávamos na praia feito malucos. Mas eu não estava nem ligando, podia afogar Nathan de tanto ódio.
-Eu não falei isso, sua demente. - ele disse.
-Demente é você, seu babaca. - rebati.
-Me referi ao fato de você não ter me esperado no Brasil! Foi fácil me trocar rápido não foi?
-Eu NÃO te troquei Nathan. Tira essa ideia da mente! Eu NUNCA te trai...
-Eu vi com meus próprios olhos.
-Ta precisando mudar seus óculos então, porque a coisa ta séria.
-Ah, que ótimo.
Ele virou de costas e colocou as mãos na cabeça.
Me virei e continuei andando, indo em direção a mata, saindo da praia.
-Onde você está indo? - ele perguntou indo atrás de mim.
-Para um lugar bem longe de você!
-Nossa, é assim que você resolve as coisas né? Bem maduro da sua parte.
-Porque tudo o que eu digo pra você, você não acredita! Então o que adianta? Perda de tempo, Nathan.
-É bom saber que você me considera uma perda de tempo.
-Eu não... Arrg. - gritei mais alto.
Ia explodir, não tinha mais o que falar e nossa conversa já tinha perdido totalmente o rumo.
-Estamos nos afastando do hotel, sabia?
-Não interessa... Contando que você saia de perto de mim.
Pulei alguns troncos que estavam na frente e continuei andando.
-Você realmente não vai parar de me seguir? - perguntei irritada ainda escutando ele andar atrás de mim.
-Não confio muito em você e não quero nenhuma amiga sua colocando a culpa em mim.
Me virei e fui até ele, o encarando.
-Que foi?
-Sai de perto de mim! - comecei a empurrá-lo com força.
-Para, doida!
Ele tentava segurar as minhas mãos e lutávamos para não cair. Porém, ele tropeçou eu um tronco e me puxou para permanecer em pé.
Somente meu corpo não foi suficiente para segurá-lo e caímos os dois de cara no chão, ele por baixo e eu por cima.
-Ai, ai, ai! Sai Carol!
-O que foi? - perguntei assustada.
Ele me mostrou sua mão e ela sangrava.
-Olha só o que você fez? Ta feliz?
-Foi só um corte, Nathan. Se lavar passa!
-Desisto de você! Tenha um feliz ano novo, você e seu namorado. - ele disse andando na direção do hotel.
-Um INFELIZ ano novo para você e sua namorada. - gritei de volta.
Me virei e continuei a andar o que me parecia ser uns 5 minutos.
Mas ai notei que estava escuro demais... Me virei e estava sozinha.
A praia parecia até sombria. Resolvi voltar.
Andei o caminho de volta, pulando os troncos que tinha passado. Andei, andei...
Onde estava o hotel? Não havia andado tanto assim!
Olhei ao redor esperando ver alguma luz ou algum sinal da plataforma. Mas nada...
Só o que me faltava, estar perdida. Mas como? Estava andando na mesma direção.
Andei o que me pareceu ser uns 10 minutos e ainda não via o hotel.
Peguei meu celular. Sem sinal nenhum... Se meu telefone estava sem sinal, eu estava longe do hotel.
-NATHAN!!! - gritei com todas as minhas forças, na esperança de que ele ainda tivesse me seguindo.
Mas não estava.
Estava completamente sozinha e sem celular...
"Porque eu vim para essa ilha, meu Deus?" me perguntava.
Sentei na areia com medo de andar ainda mais e continuar me perdendo. A noite estava maravilhosa...
A lua refletia no mar e iluminava o céu. Abençoando aquele 1° de Janeiro.
Continuei observando o mar, até que ouvi um barulho na mata atrás de mim.
-Nathan? - chamei um pouco mais baixo, com medo do que pudesse ser.


Nota: Olá, gente!
E ai? O que acharam desse capítulo?
Confesso que me emocionei ao escrevê-lo... É um dos mais lindos até agora, na minha opinião.
Não deixem de comentar.
Obrigada por todas as coisas positivas que vocês tem comentado sobre a fic. Isso me estimula a continuar.
Beijos e até o próximo! :*

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Capítulo 3 - Forgetting the past a little...

Carol's POV

Me vesti tentando misturar o simples ao chique, não fazia ideia de que roupa usar... Mas imaginei que depois da janta, eles iam querer aproveitar a noite. Fomos jantar juntos.
Nathan e eu ficamos de vela na mesa, porém distantes. De vez em quando, eu o via me encarando, mas quando ele percebia que eu estava vendo, virava o rosto, fingindo estar interessado em tudo, menos em mim...
Por incrível que pareça a morena que estava com Jay no avião, estava com ele no hotel.
Ela era muito simpática, mas não tivemos muito contato, creio que sua boca estava ocupada demais com a de Jay.
Depois da janta, como eu havia previsto, eles se animaram para a boate...
Os meninos bebiam até não poder mais, exceto Nathan e Siva que estava no maior romance com Nareesha.
Aline e Max, bem, eu nem comentava. Estavam dançando, bebendo, se beijando, rindo como se não houvesse amanhã.
-Sabe, eu sempre achei que o casal que mais curtia era o Tom e a Kelsey, mas depois da Aline. O Max está realmente feliz.
Nathan estava do meu lado, conversando normalmente, pensei em perguntar o porque de ele está falando comigo, porém lembrei da promessa que tinha feito a Tom e da conversa com Aline. Sem brigas e conquistá-lo de volta.
-Sim, eles são maravilhosos.
Ficamos parados um do lado do outro, sem assunto.
-Quer dançar?
-Quer caminhar na praia?
Perguntamos juntos, o que nos fez cair na gargalhada.
Tinha esquecido do quanto era bom sorrir com Nathan.
-Podemos dançar! - disse a Nathan. - Mas cuidado, posso esmagar o seu pé.
-Como se a ratinha fosse muito pesada! - ele disse rindo.
-Ratinha?
-Sim, você é uma pequena...
-Seu ridículo.
Depois de uns 5 minutos, nós estávamos dançando.
As mãos de Nathan estavam em minha cintura. E só de senti-las, o meu corpo já ficava quente.
Coloquei minhas mãos no seu pescoço e resolvi que aquela noite eu ia aproveitar sem me importar com nada e nem ninguém.

Aline's POV

-Vamos sentar, amor? Estou um pouco cansada.
-Claro! - Max concordou.
Nos sentamos no bar e pedimos bebidas. Conversávamos um pouco quando eu vi Carol e Nathan dançando.
-Max, olha!
Direcionei meu olhar para que ele o acompanhasse. E ai ele viu também.
-Finalmente! - ele exclamou.
-Não se anime... Os dois são como campo minado, imprevisíveis. Uma hora estão levantando bandeiras e em questão de segundos, explodem, daqui a pouco estão se xingando.
-Aposto que sai alguma coisa.
-Que tipo de coisa? - perguntei curiosa.
-Sexo, talvez?
-Não, Carol não libera assim tão fácil... Ainda mais sabendo que ele está namorando.
-Nem se ele pressionar?
-Creio que não... Porque? Ele te disse algo?
-Não! Mas o Nathan ama ela, cara. Não entendo porque ele ta com a Danielle.
-Nem eu... Mas eu aposto sim. - disse sorrindo.
-Aposta o que, doida? - ele perguntou divertido.
-Você disse que apostava que saia algo disso...
-Hum... Sai sexo até amanhã.
-Antes da virada ou depois?
-Tanto faz.
-Ai Max. Aposta não se faz assim.
-Ta bom, direito. Carol e Nathan vão transar até a 00:00 de amanhã. - concluiu.
-Huuuuum... Na hora da virada, quem sabe?
-Romântico não? - ele ria.
-Carol e Nathan só vão se beijar. Apenas se beijar.
-Apostado! - ele disse animado.
-Pera e o prêmio?
Ficamos em silencio por um tempo pensando...
-Se eu ganhar, quero um stripp e eu que vou mandar, escolher a roupa... Tudo. Eu que mando.
-Nossa Max!! - disse rindo. - Isso é bom.
-Você acha?
-Precisou de uma aposta pra você pedir isso?
-Jura? Então vou pedir outra coisa!!
-NÃO! - gritei o beijando, fazendo-o se calar.  - Ta apostado, e se eu ganhar, quero a mesma coisa.
-Precisou de uma aposta para pedir isso, amor? - ele falou com sarcasmo.
-Paraaa!!
Ele me abraçou, me sentando em seu colo e me beijando, sua mão foi deslizando para dentro de meu vestido indo até...
-Max!! Ta doido!! Aqui não! - gritei empurrando sua mão.
-Mas eu te quero... Com todas as minhas forças.
-Vamos pro quarto, chega de boate por hoje! - disse me levantando e fazendo rir alto.

...

Nathan's POV

Depois do que parecia a eternidade, eu finalmente tive Carol em meus braços, ao alcance de minhas mãos.
"Se controla Nathan, lembre-se, ela te traiu." pensei.
Mas te-la tão perto, me fazia querer apagar aquelas fotos da minha memoria, esquecer minha namorada e ficar com ela.
Poder te-la na minha cama, comigo. Poder terminar o que começamos no Brasil.
-Nathan, porque você me esqueceu? - ela perguntou com aquela voz doce.
-Não! - falei alto, mas aquilo não havia sido para ela e sim para o meu coração que resistia a se manifestar com o som da sua voz.
-Não o que?
-Não posso me enganar de novo!

Carol's POV

Fiquei uns segundos tentando processar aquilo... Enganar? Não estava enganando ele e não me lembrava de te-lo feito.
-Eu nunca te enganei. Nunca! Acredita em mim...
-Não mente.
Me afastei dele o encarando.
-Nathan, da onde você tirou essa ideia maluca? Me diz, eu posso te explicar, te esclarecer isso. Por mais que eu não saiba do que se trata. - segurei seu rosto entre minhas mãos e aqueles olhos perfeitamente verdes me hipnotizaram.
-Esquece Carol! - ele disse se soltando de minhas mãos.
Ele se virou e saiu andando da pista de dança. Pensei em deixá-lo ir. Mas não... "Lutar pelo seu homem", a voz de Aline veio em minha mente.
Fui atrás dele...
-Não esqueço não! Me diz Nathan!
-Nós não podemos ficar juntos...
-Mas porque? O que te impede de se entregar? O que aconteceu com tudo aquilo que vivemos no Brasil?
-Você jogou tudo fora...
-Você está louco, Nathan. Aquela sua namorada deve estar te fazendo mal.
-Você me faz mal.
-Você é um idiota...
Me irritei profundamente e agora foi a minha vez de sair andando.
Corri pela pista de dança, tentando desviar das pessoas
-Carol...
Escutei-o chamar, mas a raiva me consumia.
-Oi, princesa! - senti alguém me segurar, um estranho.
-Me solta! - disse empurrando-o.
-Estressadinha... Deixa eu te acalmar?
-Ei, cai fora, cara! Ela está acompanhada! - Nathan retirou a mão do cara do meu braço.
O menino levantou as mão em sinal de respeito.
Encarei Nathan e fiz menção de andar. Ele me segurou antes que pudesse me afastar.
-O que, Nathan?
-Me desculpa!
-Você é bipolar, sabia?
Ele ficou me olhando quase que rindo... O que me irritou ainda mais.
-Tudo bem Nathan! Esquece... Prometemos ao pessoal sem brigas. Por enquanto, esquece. Não quer ficar comigo. Ta. Sem problemas. Eu vou para o meu quarto. Tenha uma boa noite.
Sai de perto dele sem esperar respostas, empurrando mais pessoas para me afastar o mais rápido dali.

...

Eu estava a ponto de explodir... Tinha vontade de socar alguém.
Estava confusa, ele estava me deixando confusa.
Pensava o quanto o amava, mas realmente estava valendo a pena?
Ele não me queria mais do lado dele. Todo mundo tava maluco.
Ele NÃO me amava mais e eu teria que aceitar isso.
Me sentei na cama.
Uma mistura de sentimentos me deixavam desnorteada.
Ódio, confusão, desprezo e por fim, o estupido amor, que insistia em transbordar por meus olhos.
Soquei meu travesseiro tantas vezes que quando deitei minha cabeça nele, pude sentir um morrinho.
Pensei no que ele havia me dito e queria apagar pra sempre esse dia da memoria.

...

Acordei com meu celular tocando e pude ver o nome de Aline piscando na tela.
-O que foi? - perguntei com a voz de sono.
-Dá para você abrir a porta do quarto? Já viu que horas são? - ela disse impaciente.
-Espera...
Tirei o telefone do ouvido para observar o relógio do celular. Eram 2 horas da tarde.
-Meu Deus! Espera... - exclamei me levantando.
-Mas já estou criando teias de aranha nessa porta, cacete.
Embolei meu cabelo em um coque e abri a porta, desligando o telefone.
-Os meninos foram para a piscina, o dia ta lin... O que houve amiga? - ela interrompeu a bronca para me fazer a pergunta.
-Nada! - disse com frieza me jogando na cama.
-Ei! Não, não! Pode levantando dessa cama e me dizendo o que aconteceu ontem. Vi você com o Nathan.
-E dai que você viu? Eu tenho ódio desse garoto.
Senti uma lágrima queimar a minha bochecha... Um dos piores pensamentos que já tive.
-Oh, amiga! Não fica assim. - ela disse me abraçando.
-Ele disse que eu o traí e que não podemos ficar juntos. E ainda me pediu desculpa. - disse entre alguns soluços.
-Err... Te pediu desculpa?
-Pediu!
-Ele é meio estranho, mas enfim... Ele te explicou como ele pensa que você traiu ele?
-Não, ele simplesmente me mandou esquecer. - disse me sentando de frente para ela e me acalmando.
-E você esqueceu? Assim do nada?
-Ele não quer me dizer amiga... E o pior é que quando ele fala, sinto que é algo verdadeiro. Sei lá, me sinto culpada.
-Pode parando, Carolina!! Você por acaso meteu chifre nele? - ela perguntou revoltada.
-Não! Você sabe que não faria isso com ele, amiga.
-Então, para com essa merda.
-Vou parar, eu prometo. - disse forçando o sorriso.
-Isso, sorrindo. Viu o nascer do sol?
A encarei, sem resposta. Obvio que não, eu não tinha nem animo para levantar da cama, que dirá ver o nascer do sol! Pensei em mentir, mas ela iria saber.
-Não. - respondi.
-Você com essa varanda maravilhosa e desperdiçou essa oportunidade? Foi o ultimo do ano.
-Eu vejo o de amanhã, será o primeiro de 2015.
-Enfim... Me mostre seu vestido! - ela pediu animada.
-Nem pensar, é surpresa para de noite.
-Por que? Eu sou sua amiga!
Ela fez uma cara de chocada que me fez rir.
-Não! Você só verá a noite.
-Cor?
Levantei a sobrancelha pensando se respondia.
-Pow, pelo menos a cor! - ela insistiu.
-Branco! - falei.
-Sabia, você podia por uma coisa colorida na sua pele pálida sabia?
-Olha a negra falando! - brinquei.
-Sou mais morena que você.
-Somos da mesma cor, você só está queimada de sol.
-Claro que não jegue, ta daotônica agora?
-Vai a merda, vadia.
Riamos sem parar.
-Mas e você? Vai de lilás ou rosa?
-Vou de rosa!! - ela falou animada.
-Err... Já devia saber.
-Então porque perguntou?
-Porque você não sai do meu quarto agora, sua insuportável. - taquei o travesseiro em sua cara.
-Porque eu quero que você saia dessa fossa, vista um biquine e venha para a piscina também.
-Como você espera que... - comecei a reclamar mas fui interrompida por ela.
-Não venha reclamar do Nathan, ele ta se divertindo como se nada tivesse acontecido. Você devia ignorá-lo e fazer o mesmo. Encara como um dia maravilhoso no hotel com os seus ídolos.
Olhei para ela e sorri, me lembrando do quanto nos divertimos no Brasil. Aquele, com certeza, foi um dos dias mais felizes da minha vida.
-Ta me olhando com essa cara de demente porque? - ela perguntou.
-Só estava pensando no Brasil.
-Ai, cruzes!! Estamos nesse lugar maravilhoso e você pensando em Brasil!
-Não lesada! Me referi a gente no hotel, lembra? Aquela noite foi bem engraçada.
-Foi ótima. Sem nada para nos preocupar... Nem ninguém nos... - ela parou o que ia falar e sua expressão mudou.
-Ninguém nos...? - perguntei.
-Nada! Uma coisa que passou pela minha mente.
-Ta tudo bem amiga?
-Ta! Só queria que aquela noite voltasse, só isso.
-Vamos tentar repetir isso um dia.
-Podemos tentar hoje? É o ultimo dia de 2014. Vamos!! Faça-o valer a pena.
-Ta bom, vou me vestir. Mas necessito comer algo. - falei colocando a mão na barriga.
-Vai se vestir que eu vou providenciar isso.
Obedeci, me trancando no banheiro e ao mesmo tempo ouvindo-a bater a porta do quarto.

....

Nathan's POV

Aline havia ido buscar Carol. Ela havia sumido desde a nossa briga de ontem e isso me fazia extremamente mal.
Estávamos brincando na piscina... Eu e os meninos junto com Nareesha e Kelsey, enquanto esperávamos Aline voltar com ela.
Era o ultimo dia do ano e estava disposto a me redimir hoje.
Sem brigas ou desafetos. Pelo menos um dia feliz.

Max's POV 

Vi a minha princesa voltando com Carol, que comia um sanduíche que tinha certeza ser do bar, mas estava muito mal preparado, com certeza feito com urgência e algumas sobras.
-Perdeu o horário do almoço? - Jay perguntou a ela.
Obviamente, o fato de Carol estar com uma cara péssima comendo um sanduíche que não era lá dos melhores, lhe chamou atenção também.
-Estava cansada! - ela respondeu se sentando na borda.
Aline entrou na piscina e veio logo me abraçar.
-Pelo visto o encontro foi bom, hein? - comecei a brincar, mas levei um beliscão de leve de Aline.
Olhei para ela que estava com uma cara de desapontamento e eu havia entendido.
Carol e Nathan brigaram de novo depois que fomos embora.
Como sempre, eles não se entendiam.
Olhei para Nathan que estava em um canto afastado conversando com Kelsey, Siva e Nareesha.
-Que encontro? - Tom perguntou curioso.
-Nada cara. Depois te explico. - respondi.
Senti que Tom iria insistir, mas para isso não acontecer, ocupei a minha boca com o que realmente valia a pena. A boca da minha namorada.

Carol's POV

Sentei na borda da piscina e fiquei comendo meu sanduíche, apenas observando eles conversarem e rirem.
Agradecia a Deus por ter Aline... O horário de almoço do hotel já tinha acabado e como era o ultimo dia do ano, o bar estava fechado para os preparativos para a grande festa de noite.
Aline deu uma cantada no barman que conseguiu com que preparassem algo escondido para mim.
A situação foi muito engraçada... Mas obvio que não poderíamos comentar na frente de Max.
-E ai? O que houve ontem? - Kelsey veio me perguntar.
-O de sempre, Kels. Acho que quebramos a promessa que fizemos ao Tom. - respondi ainda comendo.
-Não se preocupe... Não contarei a ele.
-Obrigada. - disse rindo.
-Quando você e Nathan vão se entender hein? Vocês formam um casal lindo...
-Não, Kelsey. Não formamos. - disse interrompendo-a.
-Claro que formam. - ela insistiu.
-Acho que não daremos certo nunca mais. Eu desisto...
-Não diga isso... Hoje é o ultimo dia do ano, Carol. Pelo menos hoje, deixem as diferenças de lado. Todos nós sentimos esse clima chato entre vocês e isso nos faz mal também.
-Sinto muito por isso... Se eu soubesse não teria vindo.
-Você teria sim, porque gostamos da sua companhia. Todos nós gostamos muito de você e da Aline. Já é parte de nós. - ela disse simpática.
Kelsey e Nareesha eram maravilhosas. Tom e Siva não podiam ter namoradas melhores.
-Obrigada, Kelsey.
Me abaixei para abraçá-la. Ainda estava sentada na borda e ela estava dentro da piscina.
Isso fez nosso abraço ser desajeitado.
-Posso falar com você um minuto?
Soltei Kelsey e olhei para Nathan que estava com uma cara meio triste.
-Pode. - Kelsey respondeu e se afastou.

...

Nathan's POV

Carol deu um sorriso tímido pela resposta de Kelsey, o qual me hipnotizou.
Porque ela fazia isso comigo?
Estava cada vez mais difícil de resistir a ela. Difícil de acreditar que tudo o que havia descoberto e que Dani havia me mostrado era verdadeiro.
Carol não tinha jeito de quem fazia essas coisas, mas eu havia visto com meus olhos, todas as fofocas sobre ela e Henrique.
Devo admitir, lutar contra o coração era realmente uma coisa complicada. Mas não podia esquecer as palavras dela na reportagem e aquelas fotos. Não era certo ficar com ela.
-O que você quer, Sykes?
Ela cortou meus pensamentos.
Havia me arrependido de ter brigado ontem com ela... Sabia que realmente vinha pegando pesado com isso.
-Quero te pedir desculpas por ontem. Sei que está se esforçando para que nós não briguemos e eu não estou facilitando as coisas.
Ela levantou uma sobrancelha e ficou alguns minutos me encarando sem resposta.
-E então? - perguntei não aguentando o silencio.
-Isso é sincero ou está fazendo isso porque te obrigaram? - perguntou com certo sarcasmo.
Paciência Nathan. Ela estava chateada com você.
-É sincero. - falei baixo.
-Ta bom. Desculpas aceitas...
-E tem mais...
-Diga. - ela me encarou atenta.
-Bem, hoje é a festa de ano novo e todos estarão a acompanhados, inclusive o Jay. Estava pensando...
-Que ótimo! Você pensa. - ela disse.
 -Quer ser minha acompanhante? Porque estou sozinho.
Ela continuou me encarando. Me perguntei se ela realmente tinha escutado o que eu disse. Mas ela respondeu:
-Tudo bem.
-Sério? - perguntei surpreso.
-É! Se aceitei suas desculpas. Aceito passar o dia inteiro sem brigar e ser a sua acompanhante.
Sorri com a afirmação dela, mas na verdade eu queria abraçá-la com todas as minhas forças e beijá-la.
Mas tudo o que pude fazer, fui acentir com o que ela tinha dito.
Percebi que ela era a unica que não estava dentro da piscina.
-Entra logo. - pedi.
-Daqui a pouco. - ela disse.
-Não, agora!
Comecei a puxar suas pernas.
-NÃO NATHAN!
Ela gritava e todos começaram a rir.
A puxei com mais força e ela caiu dentro.
-Seu filho da... - ela parou antes de concluir.
Todos começaram a jogar água pro alto.
Carol saiu, tirou o shorts jeans e a blusa que ela estava vestindo. Fiz o favor de jogá-la de roupa dentro da piscina. A cena dela toda molhada tirando a roupa, chamou a minha atenção mais do que devia.
Porém, todos continuavam rindo e o que restou foi começar a rir também, inclusive dela.
-Você me paga, Sykes.
Ela pulou novamente me afogando rápido.
Depois que nós nos resolvemos, passamos o dia inteiro brincando na piscina. A tarde estava sendo ótima.
Finalmente havíamos esquecido todos os problemas que nos cercavam.
Carol e eu ganhamos de Kelsey e Tom, Siva e Nareesha na briga de galo.
-Minha vez. - Aline disse animada enquanto Max a colocava nos ombros.
Carol e Aline riam uma da outra enquanto se empurravam.
Soltavam algumas palavras que não conseguíamos entender, com certeza na língua delas.
Max viu que a briga delas ia demorar e começou a me empurrar.
-Isso não vale, cara. - disse empurrando as suas mãos.
Carol e Aline brigavam entre si e agora eu e Max disputávamos também.
-Nathan, fica parado! Eu vou cair. - Carol gritou e se agarrou em meus cabelos.
-Ai, doida!!! Você vai me deixar careca!! - gritei de volta.
-Dois carecas na banda ia ser engraçado. - Jay brincou.
Escutávamos Tom, Kelsey, Naree, Siva e Jay na torcida.
-Vai Carol! - uns gritavam.
-Derruba eles, Aline!
Por fim, Max foi mais forte. Ele empurrou a perna de Carol dos meus ombros e ela caiu.
-Essa não valeu. - Carol disse rindo.
Max pulava com Aline em seus ombros e os dois vibravam como se tivessem ganhado um troféu, o que fez todos rirem.
Ficamos lá nos divertindo até tarde, até que o hotel anunciou que iriam fechar a piscina para prepararem para a festa de mais tarde.


Nota: Olá, pessoas!!
Bem... Esse capítulo foi tenso e ao mesmo tempo bom. O que acharam?
O que acontecerá na festa de Ano Novo?
Não deixem de comentar e até o próximo! \o

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Capítulo 2 - Take it easy...

Carol's POV

Na semana seguinte, no dia 29, peguei um avião rumo a Londres.
Chegando ao aeroporto, Aline veio me abraçar animada...
Ela correu tão rápido em minha direção, que eu pude vê-la caindo de cara no chão. Típico de filme, mas Aline era graciosamente perfeita em tudo o que ela fazia. Agora entendia porque Max havia caído de quatro por ela.
Aline me tirou do chão e me perguntei quando ela havia ficado tão forte.
-Você está me esmagando, sua ogra! - gritei.
-Estou tão feliz em te ver também, meu Deus!
Olhei para ela e pude ver que estava chorando.
-Você não existe mesmo. - disse a abraçando com todas as minhas forças.
Max e Jay foram me buscar com ela...
-Sabia que você viria!! - Jay também me tirou do chão.
Max me deu um beijo no rosto e me cumprimentou.
Respirei fundo e disse:
-Londres.
-Não se anime, amanhã mesmo estamos viajando. - Aline me cortou.
-Nem desfaça a sua mala. - Jay completou.
-Okay... Já entendi seus estraga prazeres. Posso saber para que ilha vamos? - perguntei.
-Isso é o que eu também estou tentando descobrir, mas nada. - Aline bufou impaciente.

...

No dia 30 embarcamos em um avião em Londres que ia nos levar até metade do caminho, o aeroporto de Portugal. De lá pegaríamos um helicóptero fretado por eles que em 1 hora nos levaria a ilha.
Quando eu, Max e Aline chegamos, todos estavam lá, menos Nathan.
-Ele já chegou, mas foi dar uma volta. - Siva disse.
Devia estar em algum canto se agarrando com a queridinha dele, pensei.
-Que ótimo! Minhas orações deram resultado... Não precisarei olhar para a cara dele.
-Você terá bastante tempo para olhar para ele nessa viagem, Carol.
Bufei... Mas Siva estava certo. Passaria dias com Nathan e a namorada dele e tinha que começar a me acostumar com a ideia.
Minutos depois, Tom veio nos chamar:
-Vamos pessoal! Max, chame Nathan na cafeteria. Precisamos embarcar agora, senão perderemos nosso avião.

...

Fui procurar o número de minha poltrona... Cheguei a 45, me animando pois estava com a janela.
Meu espirito de criança sempre fala mais alto.
Aline e Max sentaram na do corredor. Vi Max segurando sua mão e dizendo coisas no ouvido dela que a faziam rir. Devia ser alguma safadeza. Sorri desviando o olhar.
A poltrona do meu lado estava vazia... Pensei que podia ter sobrado, mas era meio estranho. Pois os lugares que sobravam sempre ficavam no final. Então, aquele lugar devia estar ocupado.  Tom estava sentado com Kelsey atrás de mim e Siva e Nareesha ocupava uma das primeiras poltronas, lá na frente, não estavam na minha linha de visão.
Faltavam Jay e o casalzinho que eu não queria pronunciar o nome, porque sempre dava azar. Ele com certeza sentaria com a demônia da namorada dele.
Então para meu acompanhante, sobrava Jay, o que no fundo meu animou mais.
Passado 10 minutos, eu admirava a janela, quando senti alguém se sentar ao meu lado.
-Pensei que ia me deixar viajar sozinha! - disse me virando com um sorriso, que imediatamente sumiu quando dei de cara com a pessoa que estava ao meu lado.
-Realmente é uma proposta tentadora. - ele respondeu.
-O que você ta fazendo aqui, Nathan?! - perguntei irritada.
-A minha poltrona é a 46. Olha que feliz! - ele disse me mostrando sua passagem.
-E cade a sua namorada?
-Ta com saudade dela? - ele perguntou com sarcasmo.
-Vai a merda! - disse voltando a janela.
Porque meu Deus? Podia se sentar qualquer pessoa do meu lado, menos o Nathan.
-Porque você não troca de poltrona com o Jay? - perguntei.
-Eu sei que você gosta demais da companhia dele, mas ele te trocou por uma morenassa linda que está sentada lá atrás com ele.
-Hum... Pelo menos um se diverte.
-É! Posso te perguntar uma coisa?
-Pode. - respondi calma.
-É bom ser trocada, né?
-O que?
Fiquei realmente confusa, tentando entender ao que se referia, o que gerou o meu silencio.
-Deixa eu te falar uma coisa... - ele continuou. - O mundo é assim, um dia você dispensa e no outro você é dispensada.
-Eu realmente não estou entendendo onde você quer chegar.
-Ainda se faz de sonsa! - ele revirou os olhos.
-Escuta aqui, Nathan... Você tem sérios problemas sabia? Eu nunca te troquei por ninguém.
-Não, imagina.
Senti seu sarcasmo.
-Eu e Jay não tivemos nada, okay?
-Não foi ao Jay que eu me referi, mas se você ta tocando no nome dele também, é porque você já pensou em me trocar por ele.
-Eu já te mandei ir a merda hoje?
-Acredite, do seu lado, eu sempre estou na merda.
-Eu desisto! Não vou viajar do seu lado! Sai daqui! - falei alto, soltando o seu sinto de segurança e o empurrando.
-Vocês estão com algum problema? - a comissária perguntou simpática. Só agora havia notado a presença dela.  - Algo em que eu possa ajudar?
-Eu quero que você me traga uma bomba para eu explodir esse garoto, por favor! - pedi.
Ela me olhou um pouco assustada.
-Bem maduro da sua parte... - ele disse a mim e se voltou para a comissária. - Tem algum outro lugar nesse avião? Que esteja vago?  - Nathan perguntou calmo.
-Sinto muito, senhor, mas o avião está lotado. Terão que permanecer em seus lugares.
-Eu pago o adicional... - ele insistiu.
-Sinto muito senhor, se realmente pudesse, eu trocava.
Ta, eu definitivamente fui uma pessoa muuuito má na outra vida para aturar isso. Era castigo... Já não bastava ficar no mesmo hotel que ele em uma ilha, eu teria que aturá-lo por 4 horas de viagem de avião até Portugal.
Coloquei meus fones assim que o avião partiu e, graças a Deus, peguei no sono.
Uma hora e meia depois, acordei com um pequeno peso na minha cabeça.
Me virei de leve para ver o que estava acontecendo e me deparei com o rosto de Nathan, a centímetros do meu. Ele dormia com a cabeça apoiada na minha.
Me assustei, dando um pulo.
Ele acordou com o meu susto, me encarando.
-O que foi, maluca? - perguntou.
-Nada! Eu... Estava sonhando.
-Um pesadelo?
-Com a sua cara feia! - disse sorrindo.
-Quando você vai parar de ser ignorante, hein? Não dá pra conversar 5 minutos com você... Onde está a menina que era incrível no Brasil?
-Ela foi trocada... Não é essa a sua paranóia?
-Gente! - Tom chamou na poltrona de trás. - Será possível que não vão passar um dia sem brigar?
-Não é minha culpa. - respondi.
-Como se fosse minha. - Nathan protestou.
-Não interessa... O ano ta mudando. Vamos nos unir um pouco. Vocês não passam um dia sem implicarem um com o outro. Isso é... Chato sabiam? Tentem não brigar nessa viagem e curtí-la. Pelo menos tentem, ta? Por todos nós. Prometem?
Isso havia chamado a atenção de Max e Aline que estavam na poltrona do corredor ao nosso lado. Eles nos encaravam, esperando uma resposta.
Encarei Aline e ela sorriu, me encorajando.
-Prometo. - disse olhando pra Tom.
-Nathan? - ele encarou Nathan esperando essa confirmação.
-Tudo bem cara... Farei o que estiver ao meu alcance.
-Ótimo!! São poucos dias. - Tom sorriu feliz.
Encarei Nathan e ele virou a cara em silêncio... Esperava que conseguíssemos ficar sem brigar mesmo. E agora que a demonia não estava por perto. Creio que seria mais fácil.

...

Depois de que Tom "chamou a nossa atenção", as coisas pareceram se acalmar.
Nathan passou a viagem inteira de bico calado e eu olhando para o corredor. Ansiosa para chegar a ilha, que diziam que era um dos lugares mais lindos que se podem imaginar.
Chegamos ao aeroporto e de lá tínhamos helicópteros nos esperando para nos levar a ilha.
Fiquei mais animada ainda.
Fui em um com Max, Aline e Jay. Não queria ficar ao lado de Nathan justamente para evitar brigas.
Meu celular apitou que estava sem sinal.
-Isso acontece lá na ilha. Mas o hotel tem uma torre que oferece sinal para ele com o wifi e tudo mais. Quando chegarmos mais perto, o sinal volta. - Jay me explicou.
-Pensei que ia entrar em abstinencia.
-Viciada!
Todos nós rimos.
Havíamos chegado, saltamos na praia e, eles tinham razão, era um lugar lindo!
O hotel não era muito grande mas era perfeito. Tipo aqueles cenários de filme.
Ele estava localizado na beira da praia e sua estrutura continuava pelo mar, que parecia um tapete cristalino, não haviam ondas.
Eu estava de boca aberta e pude notar que Aline também. Eles tinham caprichado em escolher o lugar dessa vez. E eu nunca tinha ouvido falar dessa ilha.
-É porque esse hotel foi aberto a pouco tempo... Mas já viemos bastante. - Siva riu.
-O Scooter descobre coisas maravilhosas. Ele tinha ingressos para a inauguração. Ai, viemos juntos. - Tom completou.
-Gostaram meninas? - Max perguntou animado.
-É maravilhosa. - Aline disse.
-Como um sonho. - completei.
-Ele era pra ser construido na floresta, pra dentro da ilha... Só que ela era uma reserva ambiental e hoje o pessoal do hotel é responsável pela preservação dela. - Max explicou.
-É, aqui é tipo, cuspiu no chão, paga multa. - Jay acrescentou.
Todos nós rimos...
-Nossa Jay!! Não podia ter sido menos nojento? - Nathan brincou.
Continuamos rindo enquanto entrávamos pela recepção. O hotel não possuía elevadores e sua escada fazia parte da arquitetura magnifica.
Max e Aline, Tom e Kelsey, Siva e Nareesha pediram quartos para casais.
Eu, Nathan e Jay sobramos. Olhei para os dois.
-Vocês ficam em um quarto e eu vou pra um de solteiro. - disse sorrindo.
-Huum... Nathan! Dormiremos de conchinha, amor? - Jay abraçou Nathan dando-lhe um beijo no rosto.
-Sempre James! - Nathan sorria.
Virei para a recepcionista e ela nos encarava com os olhos arregalados.
-Eles estão brincando, senhora.
Disse puxando Nathan do abraço de Jay, para que se tocassem e parassem com a cena que tanto assustou a pobre mulher.
-Eu vou ficar em um quarto para solteiro. - Nathan tomou a frente, pegou sua chave e nos encarou. Esperando por uma ação nossa.
Não ia pedir um quarto de casal para mim e Jay. Não fazia sentido.
E se fizéssemos isso, ia ser mais um motivo para Nathan achar que tínhamos algo.
Eu e Jay pedimos quartos de solteiro e nos dirigimos aos mesmos.

...

Entrei no meu quarto e ele parecia a casa de praia da minha família.
Tudo era de madeira, havia uma varandinha com um balanço. Sim, eu tinha uma balanço no meu quarto.
As paredes eram decoradas com desenhos de coqueiros e o banheiro, dava-se a impressão de que estava dentro do mar. Havia um imenso aquário na parede oposta ao chuveiro e ele era azul.
Fui até a varanda e respirei a brisa da praia. Por mais que morasse no Rio de Janeiro, ia poucas vezes a praia.
Quase havia me esquecido do quanto essa brisa de final de tarde era boa.
Escutei uma batida na porta e era Aline.
-Obrigada por me avisar o numero do seu quarto. Tive que convencer a recepcionista de que eu era sua amiga para ela me dizer! Cruzes! Parecia até que eu ia te matar. - ela entrou dando um pequeno ataque.
-Mas ta parecendo que você vai fazer isso mesmo. - disse rindo.
-Engraçada você!
-Amiga, tem um balanço na varanda!! - disse pulando como criança.
-Mentiraaaa!!! No nosso é uma poltrona. - ela disse correndo até a varanda e sentando-se nele.
-Eu to amando tudo isso!! De quem foi a ideia de nos trazer pra cá? Me diz que eu vou lá agora beijar essa pessoa maravilhosa.
-Vai por mim! Você não vai querer beijar a pessoa que teve a ideia. Ou vai? Não sei.
Ela pareceu se divertir com a sua duvida.
-O que quer dizer? - perguntei confusa.
-A ideia foi do Nathan! Se você quiser ir lá beija-lo, ele está no quarto no final do corredor.
Fiquei em silêncio alguns segundos.
-Err... Desiste do beijo. - disse tirando uma risada dela.
-Vocês vão ficar a vida inteira brigando? - ela disse levantando a sobrancelha.
-Amiga, eu...
-Não Carol! Sério, me responde isso.
-Não.
-Não o que?
-Não Aline! Não, não vamos brigar a vida inteira.
-Então aproveita, porra!! - ela gritou. - Ele ta aqui sozinho e sinceridade amiga, pega ele de volta. Nenhum dos meninos gosta da Danielle. Estão todos torcendo por vocês dois... Deixa de ser cabeça dura.
-Eu NÃO sou cabeça dura...
-Sim, admite que você é. Nathan ta te acusando de ter traído ele. Você sabe de onde essa acusação veio?
-Não, porque? Você sabe? - perguntei curiosa.
-Não e é isso que eu quero que você entenda. Vai descobrir, pega teu homem de volta. Ta tão estampado na cara de vocês que se amam! Amiga, acorda ou você vai perder ele pra sempre... Max disse que ele ta começando a gostar da galinha depenada. Não deixa isso acontecer.
-Ta bom. - disse suspirando.
-Ta bom mesmo?
-Ta amiga! Eu entendi, relaxa... Vou aproveitar o Reveion e conquistar o Nathan.
-Isso!! Essa é a minha amiga!! - ela gritou animada.
- E você e Max?
-Ele está lá organizando as malas dele, mas nosso quarto tem vista privilegiada para o por do sol. Você pelo visto terá do nascer! - concluiu.
-O por do sol? É realmente maravilhoso.
-O nascer é mais. Já tentou ver? - ela perguntou.
-Não! Nunca tive a oportunidade.
-Pois agora você vai ter. De ver o ultimo nascer do sol de 2014. Vai fazer 8 anos que nos conhecemos, gata.
-Aiin, como te aturo a tanto tempo? - brinquei.
-Da mesma maneira que eu aturo você... Você me atura e eu te aturo. É um looping infinito.
Caímos na gargalhada.
Ela levantou e me abraçou.
-Te amo tanto amiga. - ela disse. - Fico mal quando te vejo sofrer.
-Quem disse que to sofrendo?
-8 Anos lembra? Não me engana tão fácil... Mas vai dar tudo certo. Acredite. Você merece.
-Obrigada. - disse com meus olhos enchendo d'água.
-Agora vamos parar com a viadagem porque eu vou para o meu quarto ver o por do sol com o Max. - ela disse indo em direção a porta.
-Pensei que você tivesse dito que era para parar com a viadagem.
-Porquê você não vai trabalhar em um programa de humor, cara? Ta tão engraçadinha. Ha ha.
Ela estava fechando a porta quando gritei:
-Amiiiiga, eu quase me esqueci!
-Do que? - ela abriu a porta me encarando.
-Eu te amo.
-Bobona! A noite vamos jantar todos juntos. Não se atrase.

Nota: Olá gente!
Como prometido, capítulo novo, em menos de uma semana. haha
Espero que gostem e devo confessar que essa é a minha parte favorita para escrever... O Ano Novo.
Fortes emoções nos próximos capítulos!
Não esqueçam de comentar. A opinião de vocês é realmente importante.
Beijos e até o próximo. \o

domingo, 27 de abril de 2014

Capítulo 1 - Merry Christimas!

Nota: Olá gente! Estou de volta!
Bem, queria me desculpar pois tive problemas com o meu computador (ele queimou) e fiquei impossibilitada de postar mais capítulos. Porém. o que um computador novo não faz né? haha
Estreie ele postando fic para vocês... 
Espero que gostem do começo dessa 2º temporada que promete muitas emoções. E, prometo que em menos de uma semana, o segundo capítulo estará saindo para vocês.
Beijos e boa leitura! ;)


Aline's POV

O Brasil não havia mudado nada quando voltamos, porém, tínhamos vontade de ficar em Londres para sempre.
Carol porque amava a cidade e tinha certeza q ela sentiria falta de Nathan e eu, pelo motivo mais obvio, Max.
Desde que pisei no Brasil, não parei um minuto de trocar mensagens pelo celular com ele.
-Larga esse celular e presta atenção. Estou falando com você. - disse Carol enquanto almoçávamos juntas.
-Estou falando com o Max. - argumentei.
-Isso eu já sei... Cruzes. Não deve deixar nem o homem tomar banho.
Peguei o açucareiro que estava em nossa mesa e virei todo o conteúdo em seu suco.
Ela ficou de boca aberta, espantada.
-Para você ficar mais doce, sua azeda. - expliquei.
-Eu vou te bater, sua puta. - ela falou, mas não pode evitar sorrir.
-Viu? Açúcar é efeito rápido. - sorri debochada.
-Vai me pagar outro suco.
-Com todo o prazer.
Sorrimos.
-Max disse que Nathan terminou o namoro com a nojenta e que você acertou Um Amor Para Recordar na cabeça do Nathan.
-O que? - ela levantou a sobrancelha.
-O livro que você acertou no Nathan. Irônico não? Max disse que tinha uma gotinha de sangue nele. Eu já disse que algum dia vocês vão se matar?
-Uma pena que ele não morreu. - ela disse mal humorada.
Olhei o açucareiro, ela direcionou seu olhar para onde o meu estava e agarrou seu copo de suco novo que ela havia acabado de pedir.
-Nem pense nisso. - ela brincou.
-Nathan terminou o namoro!! Acorda! É a sua chance!! Ou ainda está pensando em Henrique?
-Não estou pensando em ninguém, Aline. E problema é dele... O que é? Vossa Alteza não sabe ficar sozinho?
-Ain, Carolina! Porque é tão cabeça dura?
-Não quero saber do Nathan... Ponto final. Vamos comer e encerrar essa conversa?
Resolvi não insistir... Ela ia ter que ceder. Eu e Max faríamos de tudo para juntar os dois e ao que me parecia, segundo Max tinha falado, Jay estava conosco nessa.
Eles iam ter que aceitar que se amavam e nós não íamos desistir.

...

Carol's POV

Os meses iam passando, com Aline cada vez mais chata me lembrando que Nathan estava sozinho.
-Ta, e dai, Aline? Problema é dele... Que se foda.
-É difícil acreditar que você não liga. - ela disse.
E Aline estava certa... A medida que ela falava, mas eu tinha vontade de ligar para ele e falar tudo o que acontecia.
Porém, meu orgulho sempre falou mais alto do que eu.
Setembro passou voando...
Outubro tão rápido quanto veio...
Foi em Novembro que recebi uma noticia que havia acabado com meu humor.
-Porque você tem que se mudar para Londres? - perguntei a Aline nervosa.
-Você sabe porque amiga, não aguento ficar longe de Max.
-Mas a turnê ainda não acabou... Ele não esta em Londres.
-Carolina, é mais fácil ele se deslocar para Londres de onde estiver do que para o Rio de Janeiro.
-Não acredito que você vai me abandonar assim... - disse fazendo bico.
-Pode parando de drama. Vamos nos falar sempre.
-Não é a mesma coisa.
-Me desculpa, amiga. Sinto tanta falta dele. - ela abaixou sua cabeça, cabisbaixa.
Senti pena de minha amiga... Era tão ruim ficar distante da pessoa que faz nossa vida ter sentido.
-E quando você vai? - perguntei suspirando.
-To só esperando a transferência do escritório terminar. Provavelmente semana que vem.
-Boa sorte, amiga. Sentirei sua falta. - eu a abracei.
-Te ligarei todos os dias, prometo.
-Certeza?
-Sim, porque? - ela arregalou os olhos.
-Porque eu não vou te ajudar a pagar sua conta telefônica não.
Rimos.
-Piadista! - ela disse me empurrando de lado.

...

Danielle's POV

Passaram-se meses em que não falava com Nathan.
Nosso namoro tinha realmente terminado.
Com essa noticia, Henrique ficou desesperado.
-É caminho livre para ele e Carolina! - ele disse.
-E o que você quer que eu faça?
-Problema é seu, Danielle, traz ele de volta. Faz o que tiver que ser feito mas volte a namorar com ele.
-E você que devia estar atrás dela... Está fazendo o que de importante?
-Carolina saiu comigo, mas eu perdi essa batalha a muito tempo. Não vamos ter mais nada.
-Você é um frouxo mesmo. E o que vai fazer?
-Tirar meu time de campo. - ele disse suspirando. - Você é a minha última esperança.
-Farei o que estiver ao meu alcance.

...

Uma semana depois de nossa conversa, a oportunidade que eu tanto esperava, apareceu.
Nathan iria passar uma noite em Londres para depois seguir para a Escócia.
Me vesti com a minha melhor roupa e o mais sexy que podia.
Nathan não ia resistir a tanta pressão.
Peguei um táxi chegando ao seu prédio.
Toquei a campainha e ele apareceu minutos depois atrás da porta.
Nathan estava com seu óculos de leitura, segurando uma xícara e vestindo apenas uma calça de flanela cinza.
-Te atrapalho? - perguntei com um sorriso inocente.
-Não esperava ver você. - ele disse.
-Eu preciso muito falar com você.
-Por favor, entre.
Sempre educado, sempre um príncipe e devo acrescentar que nunca havia reparado o quanto Nathan fica gostoso de óculos de nerd e calça larga.
Ele largou a xícara em cima da mesa.
-Você aceita chá?
-Não, Nathan. Obrigada.
-Olha, Dani, eu quero te pedir des...
-Não, Nathan. Eu que tenho que te pedir desculpas. - o interrompi - Você e Carol tiveram uma história e não podem se distanciar assim. Amizade é muito importante.
Ele baixou a cabeça e suspirou, o que foi a oportunidade para eu continuar.
-Eu te amo e não devia ter terminado nosso namoro... Sinto tanto a sua falta, bebê. - falei acariciando seu braço.
-Eu te entendo, Dani. Você é a pessoa que mais tem me ajudado e... Briguei com a Carol de novo.
"Maravilho isso" pensei. 
-Porque? O que houve? - perguntei me fazendo de chocada.
-Ela mentiu sobre estar com Henrique no restaurante.
-Muito mal da parte dela.
"Facilitando as coisas para mim? Vai ser melhor do que eu pensava."
-Sim... Por isso que eu acho que eu te devo desculpas. Você sempre me apoia e eu, bem, te deixo de lado por causa dela. Me sinto mal por isso.
"Essa é a hora".
Nathan estava se sentido culpado e esse era um dos sentimentos que mais faziam os seres humanos se enganarem. Culpa, pena.
-Nathan... - comecei me aproximando mais ainda dele no sofá. - Eu te perdoo, e quero que me perdoe também, por questionar o quanto você gosta de mim.
-Esquece, Dani! Foi besteira.
Segurei seu pescoço e o beijei, indo imediatamente para seu colo.
Ele me empurrou devagar, dizendo:
-Dani, acho melhor irmos com calma.
-Não quero calma Nathan! Senti sua falta!!
Voltei a beijá-lo e minhas mãos deslizavam por seu peitoral e sua barriga, até chegar a barra de sua calça.
Nathan suspirou, e me empurrou de leve tentando resistir.
Tirei minha blusa e sutiã tão rapido que até eu duvidei que havia feito isso sozinha.
Nathan respirou fundo mais uma vez e segundos depois, estava sendo levada pra cama.
Comemorei minha vitoria mentalmente... Sabia que ele não ia resistir.

...

Carol's POV

Em menos de uma semana, Aline havia partido para Londres...
Eu sentia muuuuita falta daquela vadia.
Ela era uma irmã, com quem compartilhava tudo da minha vida.
Assim como ela havia prometido, ela ligava toda noite, nem que fosse para me desejar "boa noite".
Ela me mandava fotos dela nos dias em que estava com Max. Ficava surpresa que ainda não haviam parado na mídia.
Eles eram totalmente discretos.

...

O Natal havia chegado.
Era umas das datas comemorativas que eu mais amava. Toda a familia reunida.
Minha mãe fazia todos os tipos de comida que se possa imaginar.
-Nossa, mãe. Assim eu vou sair rolando. - disse comendo uma rabanada quentinha.
-Para de bobeira, Carolina. Você está muito magra. Ta querendo virar modelo agora?
Ela sempre me achava magricela. Ela não entendia o quanto eu sofria para ter aquele corpo.
-Você está me escutando, Carolina?
Fui tirada do transe por minha mãe.
-O que você disse? - perguntei confusa.
-E Aline? Falou com ela hoje? Como está lá em Londres?
-Ela liga toda noite, ligará hoje também.
-Mande beijos para ela e Feliz Natal para os seus meninos.
Ri da maneira que minha mãe se referiu aos meninos do The Wanted. Ela sempre demorou a aceitar meu amor por eles, mas depois que eu os conheci e passei um tempo com eles em Londres, ela finalmente concordou de que agora eles eram parte da minha vida.

...

Como de costume, Aline me ligou a noite.
-Feliz Natal, amiga!! - ela gritou. - Como eu queria estar te abraçando agora. Que saudades!
-Também estou morrendo de saudades, amiga. Feliz Natal. Para vc e os meninos!
Notei que o lugar em que Aline estava era silencioso.
-Você está sozinha? Ta um silêncio ai.
-Não! Estou trancada no quarto para poder falar com você, eles não me deixavam escutar o telefone.
-Ahhhh! - disse rindo. - E como estão as coisas?
-Está tudo bem, amiga. Bem...
-O que foi?
-Tenho duas notícias, uma boa e uma ruim. Qual você quer primeiro?
-Eu quero só a boa.
-Hum... Chata. Você vai querer ouvir a ruim. Mas, enfim, a boa é que no que vamos para uma ilha no Ano Novo.
-Que ótimo, amiga.
-Jay disse que sua passagem já está comprada, você terá que chegar aqui um dia antes da véspera de Ano Novo.
-Hum... Vocês já perguntaram se eu realmente quero ir nisso?
-Você não tem escolha, ta? - ela disse autoritária.
-Ta okay. - sorri, mas havia ficado animada com a ideia de ver minha amiga novamente e de viajar com os meninos.
-Posso falar a ruim?
Senti seu tom de desânimo e me assustou a ideia do que poderia vir.
-Eu só quero a boa. - reafirmei.
-Você descobrirá mais cedo ou mais tarde se eu não te contar agora.
-Ta, bom. - falei, vencida por sua insistência.
-Nathan voltou com aquela garota e... Ela está tão sorridente na sala passando o Natal conosco.
-É piada?
-Não, você acha que eu brincaria com um pesadelo desses, pelo amor?
-Que merda.
-E o pior é... Todo mundo é obrigado a ganhar presente, ou seja, tive que comprar algo pra ela. - Aline confidenciou.
-E o que você comprou?
-Eu entrei em uma loja de artefatos bélicos e comprei uma granada pra ela. Mentira, Max não me deixou fazer isso.
Ela continuou falando, enquanto eu ria escandalosamente:
-Comprei uma pulseirinha barata em uma lojinha do centro... Você acha que eu iria gastar meu precioso dinheiro com ela?
-Não, lógico que não. Só cuidado para essa granada não vir no seu embrulho. - brinquei.
-Ela não é maluca de me dar uma granada ou eu explodo na cara dela.
-Que agressividade!! Cade seu espírito natalino?
-Ta de sacanagem, né, Carolina? Ela poderia substutuir o peru de Natal, de tão galinha que ela é.
Rimos juntas. Me perguntava de onde Aline tirava suas ideias. Isso significava que já havia certa quantidade de álcool em sua mente.
-Bem, isso significa que não nos veremos no Ano Novo. - disse suspirando.
-O QUÊ?? POR QUE?? - ela gritou revoltada.
-Não vou passar o Ano Novo olhando para a cara dessa vagabunda.
-Olha, quem está sem espírito natalino agora? - ela brincou.
-Serio, amiga. Adoraria te ver, mas, com ela não dá.
-Pode parando! Você não precisa ficar perto dela. Eu preciso de você amiga... E muito.
-Que carência é essa? Max não ta dando jeito não?
-Ridícula. Já disse que Max não te substitui... O amor que ele me dá é diferente do seu.
Achei isso a coisa mas fofo do mundo e pensei, que realmente, sentia muita falta dela.
-Nha... Você não vai me convencer. - brinquei.
-Ah, não? Pera ai então.

...

Danielle's POV

Estava sentada no sofá com Nathan e conversávamos com Kelsey, a namorada insuportável de Tom.
Eu queria ir embora daquele lugar. Meu natais sempre eram em bares e boates com o pessoal do meu trabalho.
Mas esse ano, como namorava Nathan, ele insistiu para que ficasse com ele e os retardados dos amigos.
O rádio tocava alto na sala. Todos eles conversavam e riam alto.
De repente, a música foi cortada por Aline.
"Pelo menos alguém com bom senso nessa casa?" pensei.
-Ahhh, Aline!! - Tom reclamou.
-Pow, amor, que isso... - Max começou, porém foi interrompido por ela.
-Me escutem!! É por um motivo nobre... Carol está no telefone e se recusa a vir para o Ano Novo com a gente. Vamos, convençam-a à vir!
Todos começaram a gritar coisas aleatórias para o telefone e eu não entendia nada.
-Vem, Carolina!! Vem, Carolina!! - todos gritaram e coro.
-Esperem, esperem um momento. - Jay fez todos se silenciarem.
Ele pegou o celular e foi lá para dentro...
Todos ficaram parados, como estátua. Poderia jurar que prenderam a respiração.
Jay demorou uns 3 minutos e quando voltou, exibia um sorriso de orelha a orelha.
-Vamos comemorar que daqui a alguns dias veremos a Carol! Ela vem pro Ano Novo! - ele gritou levantando o telefone como se fosse uma taça.
-Aeeee!! Ebaaa!! - todos gritaram, inclusive Nathan, rindo sem parar.
Bufei.
-Mas quanta infantilidade.- disse.
-Eu estou achando maravilhoso! - Kelsey sorriu inocente.
Idiotas. Idiotas por todos os lugares dessa casa.

...

Nathan's POV

-Porque você não vai a essa viagem, Danielle? - perguntei indignado.
-Você sabe como é trabalhar em revista de fofoca, Nathan. No Ano Novo que as coisas acontecem. Precisarei ajudar minha tia.
-Não gosto da ideia de te deixar por aqui.
-Amor, não se preocupe. Eu estarei trabalhando. - confirmei. - Não teria como te dar tanta atenção, me sentiria mal.
Ele pareceu parar para pensar em o que eu falava...
-Bem, eu é que não vou gostar de ver você ir para uma ilha paradisíaca com aquela garota. - provoquei.
-Deixe de ciúmes. Não vai acontecer nada entre a gente. - ele me abraçou sorrindo.
Fiquei péssima de saber que Carolina estaria sozinha com ele por tanto tempo. Já que eu "trabalhava" sozinha.
Os amigos de Nathan não respeitavam o nosso namoro e fariam de tudo para juntar os dois nessa viagem, porém, não ia deixar barato.
Henrique estaria em Londres no Ano Novo e ele seria um maravilhoso consolo.



sábado, 22 de março de 2014

Capítulo 42 - See ya again...

Nota: Bom, olá pessoal!
Comecei essa nota dizendo que o próximo capítulo fecha a 1ª Temporada de Heart Vacancy! Mas não se preocupe... A Segunda já está sendo escrita. ;)
Muitas revelações, muito choro, casais se formando e outros terminando. haha
Espero que vocês tenham amado e foi muito bom receber os comentários de vocês, que continuaram me dando forças para escrever.
Obrigada por tudo e espero que esse capítulo deixe vocês com gostinho de quero mais.
Então, até o próximo e que venha a 2ª Temporada.

Nota 2: Coloquem Heart Vacancy Instrumental para tocar quando eu disser (PLAY) e parem quando eu disser (STOP).

...

Carol's POV

Nathan estava demorando muito tempo para voltar com aquele teclado.
Me levantei e fui atrás dele.
Quando cheguei ao final do corredor ele estava no meu quarto.
-Nathan? O que está fazendo?
Ele estava com minha camisola na mão, me encarando.
Levantei uma sobrancelha esperando uma resposta que não veio.
Nathan parecia estar em transe. Pensando em algo.
-Sykes?
Mais uma tentativa e nada, ele estava dormindo em pé.
-NATHAN! - gritei.
Isso o assustou, deixando minha camisola cair.
-O que... Eu... Hãã. - ele gaguejou.
-Não entendo monossilabas. Pode me dizer o que está fazendo?
-Eu estava... estava... pensando. Isso, pensando. Você me assustou, nossa!
-Pensando com a minha camisola na mão, Sykes? - perguntei rindo.
-Ela estava no chão.
-Hum... Ta. - disse, mas sabia que a camisola não estava no chão. Eu lembrava de onde a havia deixado.
-Acredite. Eu vim buscar o teclado...
-No meu quarto? - o interrompi.
-Sim, olha!
Ele se abaixou, se esticando para debaixo da cama e puxando uma caixa enorme.
Nathan abriu e lá estava o teclado.
Sorri da minha própria idiotice... Pensava que ele estava ali porque ainda sentia algo e ele tinha ido pegar o teclado.
O ajudei a levar para sala e nos sentamos no sofá.
-O que você quer ouvir?
-Me surpreenda. - pedi.
Ele sorriu estalando os dedos e se concentrando.
...

(PLAY)

Nathan começou a tocar calmamente...
Identifiquei a musica e, não, ele não estava tocando ela. Heart Vacancy?
Ele olhou para mim e sorriu de minha expressão.
-Sim, antes que você pergunte.
-Obrigada, Nathan. Eu amo Heart Vacancy.
-De nada.
-Serio, não só pela música, mas pelos doces e por ter vindo aqui... Sabe que seus amigos estão na festa?
-Eu sei, eu vim de lá... - ele confessou.
-E não ficou porque?
-Pensei em você.
Fiquei em silencio, sem saber o que dizer... Pensei no que a namorada dele diria se ouvisse ele falando isso, mas tratei de espantá-la da minha mente.
Se ele não estava pensando nela, porque eu pensaria?
A música ainda tocava e nós nos encarávamos.
-Vai embora amanhã mesmo? - Nathan perguntou.
-Achei que você soubesse.
-Só queria confirmar... E quando volta?
-Pergunta difícil. - brinquei dando um pequeno sorriso. - Só Deus sabe.
Ele suspirou abaixando a cabeça.
-Alguma coisa errada? - eu quis saber.
-Carol... Eu...
-Você o que?
-Eu... - ele gaguejava, como se estivesse escolhendo as palavras certas. - Eu desisto!
Ele segurou meu pescoço com força, colocando seus lábios nos meus.
Meu coração batia tão rápido que quase era possível sentir a casa vibrar no ritmo dele.
Nathan me puxou para o seu colo e suas mãos percorriam o caminho de minhas coxas até minha bunda, que estava destampada, devido a estar só de calcinha.
"Finalmente." minha mente manifestou-se.
Sentir suas mãos quentes acariciando o meu corpo era maravilhosamente perfeito.
Queria que aquele momento durasse para sempre.
...

Nathan's POV

Mais uma vez sentia aquela explosão.
Carolina... Ela dava vida a todos os meus sentidos.
Sentir seu corpo em minhas mãos era um dos maiores prazeres que já havia tido.
Com ela era diferente... Ela era unica.
Tudo estava perfeito até que uma frase veio a minha mente: Pergunte a ela onde ela estava na quinta-feira passada.

(STOP)

A voz de Danielle ecoou e lembrei de nossa briga mais cedo.
Interrompi o beijo com muito esforço e fiz a pergunta que me atormentou.
-Carol, onde esteve na quinta-feira passada?
Ela me encarou com a sobrancelha levantada. Como se não acreditasse na minha pergunta.
-Em um restaurante... - ela respondeu na duvida.
-Sozinha?
-Sim... Hã, por que isso importa mesmo?
-Ainda por cima é mentirosa. - disse tirando-a do meu colo e me levantando.
-O que isso tem a ver com nosso beijo?
-Tem tudo a ver... Porque você estava com outro e acabou de mentir para mim!
-Eu estava com Henrique, sim e dai? Como você sabe? Você estava lá?
Parei para pensar. Não podia dizer a Carol sobre as fotos... Era Dani que estava me ajudando a "desmascará-la" e falar sobre, iria ser errado.
-Sim, eu estava lá e... Eu vi você beijando outro. - menti o melhor que pude.
-Você é um idiota, sabia, Sykes?
-Realmente, você faz todo os homens que saem com você de idiotas... Já saquei o seu tipo. É daquelas que querem ter vários para quando estiver mal com um, correr para o outro.
-Vai se foder! Você ta me chamando de piranha? - ela levantou do sofá e me encarou.
-Contou para aquele babaca do seu ex, atual ou qualquer merda que ele seja seu, tudo o que tivemos no Brasil?
-Isso não diz respeito a ele... Não estamos juntos!
-Ah, é, esqueci que você beija qualquer um.
-Sai, daqui!! Eu te odeio!! Sai!! - ela gritou me empurrando em direção a porta.
-Bem maduro da sua parte de novo... Não pode me expulsar do apartamento do Max.
-Ah, eu posso sim! Vou chamar a policia!! - ela gritava me empurrando com cada vez mais força.
Segurei os braço dela me recusando a sair.
-Você é igual a todas as outras... Atrás de mim por causa da fama. - disse a encarando.
-Deixa eu te contar um segredo, Sykes. O mundo não gira ao redor do seu pinto.
-Não vai me fazer de babaca!
-Você já é um babaca!! Volta para a sua namorada... Já contou a ela que você coloca um par de chifres em todas as garotas que você fica?
-Não trai você garota! Você é maluca!
-Você jogou tudo pro alto, não venha jogar a culpa em mim!
Carol estava vermelha... Parecia que ia explodir.
-Você ta totalmente errada. Não sabe o que fala. - disse tentando ser mais calmo.
-Você está totalmente certo de tudo o que você faz, né? Olhe-se no espelho, Nathan.
-Você já se olhou e viu a falsa que você é?
Ela arregalou os olhos e agora eu tinha certeza, ela ia explodir.
Max tinha uma estante de livros na sala.
Carol foi até ela e segurou dois nas mãos.
-Não faça isso... Põe esse livro... - disse em vão, pois ela já havia arremessado um.
-SAI DAQUI! - ela disse jogando mais dois na minha direção.
Consegui desviar, mas ela foi mais rápida e pegou mais dois.
-VAI EMBORA!
Um deles acertou minha cabeça em cheio.
Doeu e muito, tinha certeza de que ia fazer um galo.
-Você é maluca!! Não vou ficar nem mais um minuto aqui. Vai se tratar!
-Nathan... Me desculpa.
-Adeus! - disse abrindo a porta, sentindo o ódio me consumir.
...

Aline's POV

Acordei sentindo algo roçando em meu rosto.
Abri meus olhos devagar e vi Max beijando minha bochecha.
-Bom dia, meu amor! - ele disse.
-Bom dia, Max.
-Já é de manhã, acabamos pegando no sono.
-Não é pra menos... - sorri.
-A noite de ontem foi maravilhosa... Você me faz o homem mais feliz do mundo.
Virei-me para que seu rosto pudesse ficar bem próximo do meu e eu pudesse encarar aqueles olhos que eu tanto amava.
Max, se aproveitou que eu estava nua e deslizava suas mãos por todo meu corpo.
Dei um sorrisinho de leve.
-Apesar de ser minha, ainda fica coradinha quando eu encosto no seu corpo... Ta com vergonha?
Sorri mais ainda, lhe dando um beijo.
Isso foi o estimulo que Max precisava para colocar sua mão entre minhas pernas.
-Amor, eu tenho que ir pra casa arrumar minhas malas. Iremos embora hoje a tarde. - disse para que ele se interrompesse, antes que eu me descontrolasse.
-Não me lembra disso. - ele levantou de bico.
-Não faz assim. - levantei e sentei encarando suas costas. - Vou voltar antes do que você imagina.
-Quando?
-Assim que der, eu prometo... E alem disso. Começa a sua turnê amanhã. Ponha um sorriso nesse rosto e vá se divertir com suas fans.
Passei minhas pernas por sua cintura e depositei vários beijos em suas costas.
Max sorriu.
-Contarei os dias para te ter de volta. - confidenciou.
-Contaremos então.
Sorrimos um para o outro...
Max era o homem que sempre pedi a Deus. Ele tinha cara de pegador e durão, mas era um dos homens mais doces e românticos que já havia conhecido.
Isso o fazia ser ainda mais lindo.
Catamos, por fim, nossas roupas e fomos embora do hotel. O dia hoje ia ser longo...
...
Entramos no apartamento e ele parecia vazio, silencioso.
Max viu alguns livros de sua estante no chão.
O teclado o qual Nathan havia perguntado sobre, estava em cima da mesa de centro da sala. Max me olhou com um sorrisinho safado...
-Será que alguém dormiu aqui? - ele perguntou baixo e eu soube a quem ele se referiu. Nathan.
-Não, Max! Ninguém dormiu aqui, apenas eu. - Carol entrou pela sala vestindo um moletom preto com óculos escuros.
Olhei minha amiga de cima a baixo, ela parecia que estava de luto. "Merda!" pensei.
-Pra que esses óculos? Ta nublado. - afirmei.
-Não dormi muito bem... Só isso. Meus olhos estão meio inchados.
Podia jurar que ela estava com aquele óculos para esconder sua cara de choro e o motivo? Bem, todos já sabiam.
-Brigaram de novo? - perguntei.
-É o Nathan, né Aline? Mas não quero falar sobre isso. Quanto a bagunça Max. Me desculpe...
Estou indo visitar o Jay e assim que eu voltar, eu arrumo tudo.
-Não tem problema, Carol! Você quer que te leve de carro até o hospital? - Max ofereceu.
-Não precisa... Não é tão longe. Eu vou andando.
-Quer companhia, amiga? - ofereci.
-Não, amiga! Fique com Max. Vocês tem tempo para se despedir. - ela disse com um sorriso fraco. - Eu já arrumei minhas coisas. Catei tudo seu e deixei em cima da sua cama... Vai te ajudar a ter mais tempo.
Minha amiga era mesmo um anjo... O que mais me revoltava era vê-la triste.
Ela merecia ser feliz, com um homem de verdade, que realmente a amasse.
Fui até ela e a abracei.
-Te amo, amiga. - disse.
-Tambêm te amo, Lines.
-Mande beijos para o Jay.
-Mando sim. - ela disse dando uma fungadinha.
-Toma cuidado na rua. - disse sorrindo.
-Sim, mãe. - ela brincou se dirigindo a porta.
Quando Carol saiu, ainda fiquei uns 30 segundos encarando a porta. Pensando em oq tinha iniciado a briga dos dois.
-Quando eles vão parar de brigar? - Max perguntou me abraçando por trás.
-Só Deus sabe, amor. Só Deus sabe.
...

Carol's POV

A cidade estava vazia aquela hora da manhã...
Tomei café em uma padaria da esquina e quando me deparei com o vidro de doces, eles me pareceram familiar.
Olhei para o emblema da padaria. "Puta que pariu" pensei. Tanto lugar para tomar café em Londres e eu entro justamente na mesma padaria a qual Nathan me comprou os doces ontem.
Paguei a conta e tratei de sair o mais rápido dali. A ultima coisa que precisava, era me deparar com Nathan hoje.
Hoje de manhã, havia pensado em lhe enviar uma mensagem pedindo desculpas pelo livro que lhe acertei. Cheguei a escreve-la.
Mas depois de pensar muito, a apaguei. Foi bem feito, ele mereceu, por tudo que me disse.
Alguns minutos depois, cheguei, andando, ao hospital que Jay estava internado.
-Bom dia. Em que posso ajudá-la? - perguntou a recepcionista, simpática.
-Vim fazer uma visita a James McGuiness.
-Só um minuto.
Ela digitou alguns minutos no computador a sua frente e logo depois me entregou um crachá.
-Quarto 305, senhorita.
-Eu sei. Obrigada.
Peguei o elevador e fui até o andar de James, logo, estava batendo na porta do quarto 305.
...

Jay's POV

Tentava fechar os olhos mas não sabia de onde mais ia tirar sono.
Nos últimos dias, é o que mais tenho feito. Acho que dormi por um ano inteiro.
Tédio, era isso que sentia.
Não havia nada de bom na televisão e não havia nada que pudesse fazer para mudar meu estado.
Tinha que permanecer imóvel por causa dos minhas costelas.
Soprei um cacho que estava caindo na minha testa e o mesmo, voltou a cair.
Soprei novamente e por meia hora aquilo foi minha diversão, até que o soprei com muita força e ele não caiu mais.
Saco.
Escutei uma batida na porta.
-Entra! - gritei.
Carol apareceu por detrás da porta, parecendo uma espiã com aquele casaco e os óculos escuros.
-Q tipo de disfarce é esse? - perguntei me sentindo animado por ter, finalmente, alguém para conversar.
-Não é um disfarce, James. - ela sorriu tirando os óculos.
Os olhos de Carol estavam vermelhos e inchados, como se ela não tivesse dormido.
-Pelo visto, a festa foi boa hein? - brinquei.
-Você terá que perguntar isso aos seus amigos, pois eu não fui na festa.
-Qual o problema, então?
-Nathan, James... O Nathan nasceu. Esse é o problema. - ela disse segurando o choro.
-Oh, Carol. Me desculpa. Vocês brigaram de novo?
-É, acontece.
Ela suspirou e pensei em alguns segundos em o que dizer para ajudá-la, mas não havia o que ser dito. Ela só seria realmente feliz quando parasse de brigar com ele.
-Eu vim me despedir. - ela cortou o silêncio.
-Onde você vai?
-Embora. Vou voltar ao Brasil essa tarde.
-Ah, festa de despedida... Faz sentido.
-Sim! - ela disse e pude ver mais uma lágrima cair.
-Vem cá me dar um abraço. - disse estendendo os braços para frente.
Carol veio até minha cama e se deitou em meu peito.
-Vou sentir saudades, chaveirinho! - brinquei.
-Chaveirinho, James? - ela deu uma risada abafada.
-Sim, você é a pequena do grupo.
Rimos por alguns minutos... Carol e a sua altura.
Perguntei sobre Aline e Max e como eles iam ficar em relação a se separarem.
-Ela vai voltar mais rápido do que você pode imaginar. Eu a conheço muito bem.
-E você pode voltar com ela. - sorri.
-Vamos ver, quando tiver a oportunidade.
-E você tem uma...
-Qual? - ela perguntou confusa.
-Final do ano ta batendo na porta, baby! Festas e mais festas. Esse ano viajaremos todos juntos. Já chegamos a esse acordo e eu estou te convocando a ir com a gente.
-Ano Novo?
-Sim, festa de Ano Novo. - confirmei.
-Pensarei sobre.
-Não tem o que pensar. Vou mandar a polícia atrás de você se não estiver aqui.
Rimos e brincamos, pude jurar que o olhar dela se animou.
-Bem, eu tenho que ir. Ajudar a Aline com a mala dela.
-Ta okay. - acenti.
-Se cuida hein, James? E nada de bebida para essas costelas.
-O que? Bebida me cura. É um antídoto.
-Aham... Vai nessa. - ela sorriu.
Carol veio e me deu um beijo na testa.
-Adeus. - disse se dirigindo a porta.
-Te vejo no Ano Novo. - gritei antes que ela fechasse a porta.
-Te vejo no Ano novo, Jay. - ela desapareceu do meu campo de visão, sorrindo.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Capítulo 41 - Your love is my turning page...

Nota: Coloquem Sleeping At Last - Turning Page quando eu disser (PLAY) e podem deixar tocar até o final. ;)


Carol's POV

O telefone havia tocado e eu fui atender... A pessoa do outro lado da linha não disse um "ai".
Podia ser algum dos meninos sacaniando, pois escutava uma música ao fundo, o telefone que aparecia no identificador não me era estranho, mas naquela hora eu não o reconheci.
Estava pronta para manifestar minha revolta com a brincadeira, mas a ligação foi interrompida.
Desliguei o telefone sem paciência e me dirigi ao banheiro para tomar banho.
...
A água estava maravilhosa...
Como estava sozinha em casa, vesti o mesmo moletom comprido e preferi ficar de calcinha.
Deitei no imenso sofá da sala tentando relaxar mas nada parecia adiantar.
Pensava na volta ao Brasil que seria amanhã e o que ia ser depois disso.
Queria distrair minha mente e para fazer isso, coloquei o que eu mais gostava de ouvir. Piano...
Estava começando a pegar no sono quando uma cólica resolveu me despertar.
Corri para o banheiro e lá estava, problemas femininos.
-Mereço! - suspirei alto.
A campainha tocou.
Mas quem seria o insuportável na hora mais inoportuna?
Corri até a porta prendendo e cabelo e quando abri, pensei de estar sonhando.
-Oi! - ele disse.
-Olá, Nathan!
Um silêncio pairou sobre nós e começamos a falar.
-Eu vim...
-O que... Err, desculpa, fala você. - me interrompi lhe dando espaço.
-Você não foi a festa hoje e... Eu vim ver se você está bem.
-Só uma dorzinha boba.
-Nos seus pontos? Eu posso te levar no médico.
-Não, esta tudo bem. Apenas uma cólica chata.
-Ah, saquei. Mulheres.
Sorrimos um para o outro e mais uma vez o silêncio ameaçou nos consumir.
-Eu trouxe isso para você... O que veio a calhar, já que mulheres nesse estado gostam de comer besteiras, certo? - Nathan começou, não deixando que nossa conversa se tornasse forçada.
Olhei para sua mão e nela havia uma caixa com um emblema, que pude identificar que era de alguma padaria.
-Você não quer entrar? - ofereci.
Ele acentiu com um sorriso e entrou me entregando a caixa.
-São os melhores doces que já comi aqui pelo centro. Conheço todos os atendentes de tanto que vou comer lá.
-Quanta gordice, Sykes!
Rimos.
Abri a caixa e nela havia todos os tipos de doce que se possa imaginar... Bomba de chocolate, folheado de creme, beijinho, tortinha de morango e, meu favorito, quindim.
-Meu Deus, Nathan! Isso é... Huuuum. - comecei, mas não terminei a frase pois já havia colocado um deles na boca.
-Isso é... Doce! - ele disse com sarcasmo.
-Delicioso! - sorri comendo mais.
Ofereci a ele e, obvio, ele aceitou.
Sentamos no sofá e devoramos toda a caixa juntos.
-De quem e o ultimo quindim? - Nathan observou o solitário doce que parecia brilhar dentro da caixa vazia e toda bagunçada.
-Meu, porque você comprou a caixa para mim e ela é minha.
Peguei o doce e observei sua cara.
-Por que esse bico? - perguntei.
-Depois reclamam que estão gordas!! Irei te lembrar desse quindim que você não quis me dar.
-Mas que tipo de praga é essa?
-Vamos, me dá um pedaço. Divide!
-Não!! O quindim é meu!
-Só uma dentada. - ele disse tentando alcançar a minha mão. Protestei mais uma vez e isso fez Nathan me fazer cosquinhas, mas senti dor no lugar em que seus dedos apertavam.
-Nathan! Meus pontos! Ai, para. - pedi colocando as mãos de leve na barriga.
-Ah, meu Deus! Me desculpa... Eu não queria... Deixa eu ver.
-Não, ta tudo bem.
-E se tiver sangrando? Deixa eu ver...
Ele levantou meu moletom e arregalou os olhos quando viu que eu estava apenas de calcinha.
-Ai, merda! Me desculpa de novo. - ele disse virando-se de costas, como se tivesse me visto nua.
-Não tem problema. Não que você já não tenha visto isso...
Ele me encarou nos olhos e pude sentir meu rosto corar. Imediatamente, me arrependi do que tinha dito.
Mas era a mais pura verdade.
No Brasil, tomei banho de calcinha e sutiã na piscina com ele e cheguei a dormir sem calcinha por baixo de sua blusa Game Over. O que ele tinha visto de diferente?
Comi o ultimo quindim e seu sorriso brilhou em seus lábios enquanto eu lambia os meus dedos.
-Obrigada. Estavam maravilhosos! - disse.
-De nada... Quando quiser.
Sorri e mais uma vez, nosso grande amigo, o silêncio, nos dominou.
Nathan olhava tudo o que tinha a sua volta... Procurando algo para começar uma conversa, imaginei.
-O que estava ouvindo?
Pensei que não havia mudado de musica e ainda estaria ouvindo o piano.
-Nada de interessante. - disse um pouco envergonhada pois sabia que Nathan tocava.
Ele pegou meu celular e pois os fones no ouvido.
Alguns segundos se passaram e Nathan me encarou.
-O que foi? - perguntei.
-Não sabia que você gostava de ouvir piano... Assim, instrumental.
-Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe, Nathan. - sorri.
-O que por exemplo? - Ele levantou a sobrancelha com ironia, o que me fez rir bastante - Que sua risada é maravilhosa? Bem, eu acabei de descobrir.
-Obrigada. Você é maravilhoso.
Pude perceber que ele ficou sem graça e logo tratou de mudar o assunto.
-Bem... Quer dizer que você gosta de piano?
-Sim, de uma certa forma, uso para me acalmar. Desde mais nova... Mas nunca aprendi a tocar.
-Eu posso te ensinar ou... Tocar para você se acalmar.
-Se tivesse um piano aqui... - falei sonhadora.
-O Max tem um teclado escondido em algum lugar dessa casa.
-Jura?
-Sim. Irei encontrar. - ele disse se levantando e indo em direção aos quartos. - Me espera. Não saia dai.
-Não vou. - acenti rindo.
...

Max's POV

-Ta mais calma, amor? - perguntei a Aline, pois depois da briga com Danielle, ela havia se sentado e ficado calada a festa inteira.
-To sim, Max. Só não acho legal ficar brigando... Eu pago de namorada barraqueira.
-Relaxa. Eu não acho que você seja assim. Ela deu motivos.
-E eu já não gosto dela...
-Ninguém gosta, mas, Nathan a escolheu. Nem todo mundo tem um gosto requintado igual ao meu.
Aline me olhou com um sorriso safado estampado em seus lábios. Depositei neles um, dois, três selinhos e ela segurou minha cabeça, dando inicio a um beijão.
-Quero ir pra casa. - ela sussurrou em meu ouvido.
Sorri para ela e quando ia responde-la, fui interrompido pelo vibrar do celular.
Olhamos o visor juntos.
-Falando na peste. - ela disse quando vimos "Nath" no visor.
-Fala, cara. - atendi.
-Hey, man. Preciso saber onde você guardou aquele teclado que você tinha. Eu não encontro no seu quarto.
-No meu... O que? O que você ta fazendo na minha casa?
-Não me diga que você jogou fora? - ele me respondeu com outra pergunta.
-Ta embaixo da cama do quarto de hospedes. Mas pra que você o quer? Você tem vários na sua casa.
-A questão é que não estou na minha casa...
-Isso eu já percebi.
-E Carol gosta de ouvir para se acalmar.
-Ah, Carolina, claro. - sorri e pude ver que Aline sorriu ao ouvir-me citar o nome de sua amiga em uma conversa com Nathan.
-Pois é... Estou fazendo companhia a ela.
-Vocês vão fazer outra coisa isso sim. - brinquei.
-Cara, cala essa boca. Vou desligar. Encontrei o teclado. Muito obrigada.
-Okay, baby e comporte-se.
Desliguei o telefone sorrindo.
-O que foi? - Aline perguntou.
-Nathan... Fazendo companhia para Carol.
-Hum... Já vi que sua casa estará ocupada. - ela disse passando os braços pelo meu pescoço.
-NOSSA casa. - enfatizei.
-Te amo, Max. Muito mesmo...
-Também, Line. Mas, e agora? Um hotel?
-Me parece uma ideia maravilhosa. - ela sorriu me beijando.
Recolhemos nossas coisas e fomos embora daquela festa.
...

(PLAY)

Nathan's POV

Desliguei a ligação com Max e só agora percebi onde estava.
O quarto de hospedes. O quarto de Carol.
Haviam roupas penduradas nos cabides atrás da porta e sua cama estava desarrumada.
Olhei o ambiente por vários minutos.
Seus travesseiros tinham aquele cheiro que eu tanto amava. Morangos...
Havia um retrato, com o que imaginei ser a mãe dela, na cabeceira da cama. As duas muito parecidas e lindas...
Mas algo que estava dobrado debaixo dos travesseiros chamou minha atenção.
A camisola de seda rosa com rendinhas.
Senti meu coração acelerar e imaginei Carol vestindo-a, como quando vestiu minha camisa Game Over a um tempo atrás.
Peguei a camisola e mais uma vez o cheiro de morangos se tornou vivido.
Era um dos melhores cheiros q já havia sentido no mundo. Viciante...
-Nathan? O que está fazendo?
Olhei para trás e lá estava ela.
Ela...
Eu precisava dela e mais nada importava.
Corri até Carol e de repente, tudo ao redor explodiu.
O meu desejo pelo corpo dela era maior que tudo. Beijei-a, como nunca havia beijado antes.
Minha mão percorreu seus cabelos, soltando-os do coque em que estavam presos.
Dirigi meus beijos para seu pescoço. Cada respiração, era como se estivesse sendo drogado por seu perfume e não quisesse nunca sair daquele êxtase em que me encontrava.
Suas mãos bagunçavam meus cabelos e faziam carinho no meu pescoço e indo para debaixo de minha blusa.
Ela me puxou pela calça jeans e naquele momento, eu senti que ela me amava. Sentia seu coração bater acelerado, no mesmo ritmo que o meu.
Eu finalmente estava no paraíso.
-NATHAN!! - escutei um grito que imediatamente interrompeu tudo.
...


Nota: Bom, gente!! SURPRESAAA!! kkkk
Espero que tenham amado esse capítulo Narol Shippers!
Foi fofo né? Gostaram da música? Do beijo? Me contem...
Não esqueçam de comentar e até o próximo! ;)