terça-feira, 9 de abril de 2013
Capítulo 8 - Leave out all the rest...
Dançar com o Nathan era a coisa mais engraçada do mundo. Me lembrava das primeiras noites em que saímos juntos, na montanha e o dia da boate.
Ele era... Desengonçado. E eu não era uma expert, então nos divertíamos bastante.
Dançamos de tudo. Musicas lentas, animadas, musicas da banda dele, que ele cantava sussurrando no meu ouvido, me causando alguns arrepios. Tivemos espaço até para eu tentar ensinar samba para mais da metade da festa. Afinal eu era brasileira. Isso ele fez o favor de espalhar para todos.
Estávamos dançando uma musica lenta. Abraçados. Minha cabeça estava apoiada em seu ombro e ele respirava no meu pescoço. Uma das melhores sensações do mundo.
Enquanto virávamos devagar pela pista eu avistei Jess e Jay dançando juntos.
Eles viram que eu estava olhando e começaram a sacaniar. Faziam gestos de gente se agarrando. Ela me mandava beijar o pescoço de Nathan e Jay para que mordesse a sua orelha.
Aquilo me fez rir.
-O que foi? - Nathan perguntou procurando o motivo da minha risada.
-Não foi nada, meu amor.
Vixe. Não, eu tinha chamado ele de amor. Não de novo. Não acredito nisso. Quando ficamos juntos, nós combinamos, nada de chamar de "amor". Ele não gostava, por alguma razão.
-Amor? - ele perguntou no meu ouvido enquanto ainda dançávamos.
-Brasileiros tem essa mania. Chamar todo mundo de amor. - tentei inventar uma desculpa. Como eu era idiota.
-Você nunca chamou ninguém aqui de amor.
-Foi sem querer. Não vai acontecer mais. - Tentei não soar irritada com aquilo. Mas foi difícil e ele percebeu.
-Amor... - ele disse pensativo. - Que pena que não vai acontecer mais né? Eu tava pensando que com você ela não é tão ruim assim. Até que ela faz bastante sentido.
-O que? - eu realmente não entendi o que ele estava falando.
-Não fiquei chateado de você me chamar de amor, pelo contrário. Mas como você disse que não vai mais acontecer. O que eu posso fazer?
-Mas você disse que não gosta. - eu o encarei.
-Não me lembro mais de ter dito isso.
-Você realmente não existe. E sim, você disse. - Eu ria.
-Amor, com você vale qualquer coisa. - ele olhou em meus olhos.
Ele falava aquelas coisas tão espontaneamente que era difícil não ficar surpresa.
-Me chama de "amor" de novo. - ele pediu.
-Você ta brincando comigo, né?
-Não. É sério. Me chama de amor de novo.
-Eu te amo... Meu amor.
Ele sorriu. Começamos a nos beijar mais uma vez. E dessa vez eu não estava nem ligando. Não queria parar nunca... Eu o amava e queria demostrar aquilo para todos.
-Okay meninos. Não estamos em casa.
Quando Jess disse isso. Eu acordei, percebi a que ponto estávamos chegando.
Eu empurrei-o e comecei a me endireitar.
-Desculpa. - eu disse a Jess, olhando ao redor.
Algumas pessoas encaravam a gente. Pensei que deviam estar me achando uma "piranha". Fiquei com um pouco de vergonha.
-Relaxa. - Nathan segurou a minha mão.
-Vamos no banheiro? - perguntei a Jess, mas nem esperei a resposta. Já sai arrastando-a. Virei para Nathan e disse - Eu já volto.
....
-Ai meu deus, que vergonha. - eu disse entrando no banheiro. Depois de Jess ter me dito que por pouco Nathan não mostrou minha calcinha para a festa inteira.
-Relaxa. Não deixei vocês chegarem ao extremo.
-As pessoas estavam me olhando com uma cara estranha. - disse choramingando.
-Provavelmente com inveja.
Eu ri.
-Mas e ai? Me conta. - ela continuava, um pouco ansiosa . - O que você pretende fazer?
De novo aquelas perguntas sem sentido. O que ela sabia que eu não estava entendendo?
-Jess, eu não faço a minima ideia do que você quer saber.
-Será que meu irmão é tão lento assim? Estamos quase no final da festa. - ela disse irritada.
-Você quer me contar o que está acontecendo?
Eu já estava impaciente. Sabia que tinha acontecido alguma coisa ou ia acontecer.
-Não posso. Meu irmão me mata.
-Não mata não. Ele não vai saber que você me contou.
-Eu REALMENTE não posso.
-Jess, por favor. - se curiosidade matasse, eu não estaria mais nesse planeta.
-Para! Não posso mesmo.
Revirei os olhos e indo em direção a porta. Segredos de irmãos eu pensei. Mas que coisa totalmente irritante.
-Ei, o seu batom ta borrado. - ela disse.
Eu arregalei os olhos. Como podia? O batom era claro, nem marcava direito na pele. Corri até o espelho e percebi que não havia nada borrado.
-Você precisava ver a sua cara de desesperada. - ela disse rindo.
-Engraçadinha. - eu disse. Mas ela já havia saído do banheiro.
....
Voltei para a pista de dança. Vi Jess dançando com Jay de novo. Me perguntei se tava rolando alguma coisa entre os dois. Nathan disse que Jay estava namorando. Quem sabe? Mas isso não importava agora.
Onde ele estava? Dei a volta no salão procurando. Passava por pessoas desconhecidas, que sorriam para mim, me cumprimentavam por ser uma boa dançarina (eles não devem saber o que é dança, tadinhos) e que estavam bem animadas com a minha presença. Teve até uma moça que me perguntou como era o Brasil. Demorei alguns minutos falando com ela.
Voltei a andar pelo salão e quando estava desistindo de procurar, um senhor desconhecido tocou meu ombro.
-Você é a Carol, né? - ele perguntou com a voz bem baixa que tive que me aproximar bastante para escutar.
-Sou sim, senhor.
-Pensei que nunca ia te encontrar. Aquelas pessoas da pista de dança são realmente malucas.
-São um pouco. - eu segurei a risada. - Mas o senhor estava dizendo?
-Ah sim. Me mandaram dizer que estão te esperando lá fora, no jardim.
-Quem?
-Eu não sei. Foi só isso que me mandaram dizer.
-Tudo bem. Obrigada.
Fiquei meio desconfiada. Mas pensei que podia ser algo importante.
Nota: Hey people (eu internacional)... Espero que tenham gostado desse capítulo. Achei ele um pouquinho mais curto que os outros, mas não reparem. Haha. Qualquer coisa, me avisem.
Queria aproveitar para sugerir a fic de uma amiga minha, eu comecei a ler a pouco tempo, mas estou amando. A Have Some Fun, da Laura. Leiam, é realmente muito boa. ;)
Obrigada por tudo mais uma vez. <3
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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH NÃÃÃÃO! Vou te bater Carol! Não dá pra parar assim, cara plmdds! Quero mais, vamo vamo!
ResponderExcluirMas que desespero... Se acalme, muiér! kkkkk
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