domingo, 14 de abril de 2013

Capítulo 9 - Fight For This Love...

Nota: Coloquem Say it On The Radio - The Wanted para tocar quando eu falar "play" e parem quando eu disser.


O jardim era bem grande. Estilo aqueles que se veem em filmes. Tinha vários banquinhos e uma fonte bem no meio, que estava desligada. Estava frio. Xinguei a mim mesma por ter comprado um vestido tão aberto.
Andava sozinha, procurando quem estava me esperando. Estava ficando com medo, sério. Olhava para as árvores e de repente aquele magnifico jardim me parecia bem assustador. Continuei olhando ao redor, dando passos pequenos, mas percebi que estava me afastando das luzes do salão. Olhei para o anjo no meio da fonte... Era como se seus olhos estivessem prestes a piscar e me acompanhar.
Seja lá que tivesse me esperando, não apareceu, então eu decidi entrar.
Quando me virei, eu esbarrei nele.
-AI MEU DEUS! - eu gritei assustada.
-Não, é o Nathan.
-Você... Ta maluco? Você me assustou. Parece um fantasma. - eu disse pondo a mão no coração, que tinha acelerado com o susto.
-Desculpa. Não era para te assustar. - ele disse rindo da minha reação.
-Posso saber o que estamos fazendo aqui fora?
-A gente precisa conversar. - O sorriso sumiu de seu rosto e ele andou até um dos banquinhos e se sentou, fazendo sinal para que eu me sentasse a seu lado. Eu caminhei devagar. Havia alguma coisa diferente em seu rosto. Seus olhos não tinham o mesmo brilho... Por fim, me sentei. -Eu estive pensando o dia inteiro. Semana que vem eu vou sair em turnê. E quando eu voltar para cá, você já terá ido para o Brasil.
Aquilo foi uma apunhalada. Já era semana que vem? Porque o tempo tinha passado tão rápido?
Eu segurei em sua mão. Aquilo que ele disse me deu uma sensação horrível de vazio. Sabia que uma hora ia acontecer. Mas semana que vem? Tão rápido. E ficar sem ele? Nunca!
-Sua mão ta gelada. Ta com frio? - ele perguntou.
-Um pouco.
Eu tinha me esquecido completamente do frio. De repente ele não tinha mais importancia.
Ele levantou. Tirou seu terno e jogou nas minhas costas, sentando novamente ao meu lado.
Encostei a cabeça em seu ombro.
(Play)
-O que vai ser da gente? - eu perguntei.
Ficamos em silencio por alguns minutos. Aquela pergunta ficou no ar. Como se rodiasse e nos fechasse mais ainda em nossos pensamentos.
Sim, eu gostava muito dele. Como Jess disse, estava estampado na minha cara. Porém tinha medo de esse tempo todo ter sido só uma diversão para ele, mas e a palavra "amor"? Eu tinha que arriscar.
-Temos um problema. Se essas viagens começarem de novo. - ele cortou o silencio. - Vai ser bem difícil assim.
-Você vai conhecer outras garotas, não é? - minha voz quase falhou.
-A questão não é essa. - ele disse abaixando a cabeça para tentar me olhar. - Não posso começar uma coisa se eu tiver certeza de que isso vai te fazer sofrer.
-O que você quer dizer? - eu perguntei assustada.
-Carol, não quero te prender a mim sabendo que você é incrível. Que você pode continuar a sua vida. Que pode encontrar outro cara legal que fique todos os dias ao seu lado, quando você precisar. E não um que estará viajando ou que não tenha certeza do futuro dele. Você largou muita coisa por mim. E eu não quero que continue abandonando os seus sonhos por minha causa.
-Você ta querendo terminar tudo comigo. É isso? Quer eu vá embora?
-Não, eu só quero ter certeza de que quando eu for embora, você ficará bem.
-Você fala como se fosse morar em outro planeta. O que você quer dizer com ir embora? Só porque você vai sair em uma viagem pequena, você não me procurará mais?
Esperava uma resposta, mas tudo que obtive foi seu silêncio.
Então era aquilo? Ele queria mesmo jogar aqueles momentos fora só porque iamos ficar algum tempo sem se ver?
-Quer saber de um negócio Nathan? - eu ia explodir. Estava sentindo isso, então levantei do banco e o encarei.  - Eu realmente me apaixonei por você. Não, paixão não. Eu te amo. Não importa se eu voltar para o Brasil e se você for para o outro lado do mundo. Eu continuarei presa a você. E quer saber mais? Não vou procurar outro garoto, porque eu não quero outro garoto. Eu quero você.
Ele ficou imovel por alguns minutos. Seus olhos fixos em um ponto do jardim que eu não conseguia ver.
-Você me ama? De verdade? - ele quis saber.
-Você tem dúvidas? Você sabe o quanto eu sofri para decidir ser guia de turismo e conseguir o meu emprego? Eu me demiti... Porque se continuasse lá, daquele jeito, talvez a gente se visse só duas ou três vezes por ano. Eu gastei quase todo o meu dinheiro para vir para cá. Arrisquei tudo. Porque eu queria estar com você.
-Eu entendi.
-A que bom que você entendeu né? O que isso vai mudar? Você não me quer mais. E ta inventando a desculpa mais idiota que eu já vi.
(Parar)
Ele riu. Bem alto. Sua gargalhada ecoou pelo jardim. Não acreditei que ele tava rindo naquela hora. Tive vontade de socá-lo.
-Qual é a graça? - perguntei irritada.
-Essa piada que você contou. Você acha mesmo que eu não te quero?
Eu não respondi e ele se levantou também, vindo até mim enquanto falava.
-Eu vim aqui hoje com a intenção de te pedir em casamento, você sabia? Só que eu pensei bem. Não quero te prender a mim desse jeito. É egoista da minha parte. Você tem 25 anos. Tem muito para viver. E como eu disse, pode achar um cara que realmente cuide de você como você merece.
-Você é o único que cuida de mim como eu mereço. Você me faz muito feliz. Lembra sobre nunca ter encontrado a pessoa certa? Havia um motivo para aquilo... Agora eu achei! E é você! Eu vou te esperar, seja lá quantas viagens você tenha que fazer... Quero ficar com você. Para sempre. - era quase uma suplica. Estava segurando o choro. - É verdade que ia me pedir em casamento?
Ele me olhou, segurou minha mão e me puxou para voltar a sentar, me colocando em seu colo. Olhei a redor para ter certeza de que estávamos sozinhos.
-Não tem ninguém aqui. - ele disse. Como sempre lendo minha mente.
Eu me aninhei como uma criança. Ele me segurava com uma força, como se tivesse medo de que alguém ou alguma coisa me arrancasse de seus braços. Por um momento tive medo... Mas quanto mais forte ele me segurava, mas o sentimento sumia.
Senti sua mão deslizando pela minha perna. Levantando meu vestido. E de novo, ele me causou arrepios aquela noite.
Ele deu um beijo demorado na minha testa e eu pensava como viveria sem ele no Brasil. Ele tinha razão, eu ia sofrer, já estava sofrendo só de pensar. Mas queria me prender a ele... Eu o amava de verdade. Senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto.
-Nathan, eu quero me casar com você.
-Você não entendeu nada do que eu falei? - ele perguntou levantando a sobrancelha. - Não, não chora, por favor.
-Eu entendi sim. Mas se for para ter você no final. O sofrimento vale a pena. Não ira se livrar de mim tão fácil. - limpei as lágrimas.
-Esse é o meu maior sonho. - ele disse sorrindo e limpando uma lágrima que ainda insistia em escorrer. -Nunca ninguém vai tirar você de mim, nunca. Se você quer ficar comigo, não insistirei para que escolha outra vida ou outra pessoa. Agora você tem noção de que é minha, pra sempre?
-Então você ainda me quer?
-Sua boba. Eu te quero de todas as maneiras possíveis.
-De todas é? - eu provoquei.
-Você disse sem provocações hoje. Lembra?
-Nós estamos sozinhos. Lembra? - eu disse beijando o seu pescoço e subindo até sua orelha, mas ele me parou.
-Antes que eu me esqueça...
Ele colocou a mão no bolso do terno que eu estava vestindo.
Fiquei olhando, esperando o que iria fazer. Ele me mostrou um anel.
-Quer casar comigo?
O pedido... Era isso que Jess tanto me perguntou aquela noite. Ela sabia que ele ia me pedir em casamento.
Estiquei minha mão para ele por o anel. E quando ele colocou no meu dedo, mais lágrimas caíram. Aquilo estava mesmo acontecendo? Eu? Com Nathan Sykes?
-Eu te amo Nathan. - disse fungando.
-Você fica tão.. Bebê quando chora.
-Para... Não me sacaneia.
-Eu também te amo, minha vida. - ele disse rindo.
-Minha vida? Essa é nova. - eu disse sorrindo.
-Meu amor, minha vida, meu bebê, minha noiva e futura mãe dos meus quatro filhos.
-Quatro? - eu perguntei assustada.
-Claro... Quatro. Porque não?
-Você não é daqueles pais que quer montar um time de futebol, né?
-Wooow... É uma boa ideia. - ele ria.
-Você é maluco, Sykes.
Ele me abraçou e nos beijamos. Eu era a pessoa mais feliz do universo.
-Nathan, e quando eu voltar para Brasil? - perguntei.
-Você disse que iria me esperar não importasse o que.
-E eu vou.
-Me espere lá, que eu vou atrás de você.


Nota: Oie gente! Esse capítulo é um dos meus favoritos até agora. Muita emoção nele. haha. Espero que vocês tenham gostado e, por favor, não deixem de comentar aqui ou lá no meu twitter. Obrigada por tudo e até o próximo. \o



4 comentários:

  1. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! Nathan fofíssimo *--* Pelo amor de Deus, Carol! To amando, não importa quantas vezes eu leia a sua fic não me canso dela! Quero mais e não demore! Beijos.

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  2. Awnnn q lindo Carol.... Nossa q lindo o nath "Você é o único que cuida de mim como eu mereço. Você me faz muito feliz. Lembra sobre nunca ter encontrado a pessoa certa? Havia um motivo para aquilo... Agora eu achei! E é você! Eu vou te esperar, seja lá quantas viagens você tenha que fazer... Quero ficar com você. Para sempre" chorei com isso muito lindo (nem sou de ficar chorando) nem preciso falar q eu AMEEEEEEEI né.... I need more @SraSykes

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  3. Amiga tá tudo tão lindo :)))
    Nathan seu perfeito kk' Eu quero um homem desse pra mim !!!

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Obrigada pelo seu comentário! ;)