Nota: Oie gente! Estou começando essa nota antes porque tenho um aviso...
Primeiramente, peço desculpas pela demora desse capítulo (sempre postei rápido, né?). Isso aconteceu porque agora voltei a estudar e como já trabalho, os dias de semana ficaram complicados para mim.
Mas não pensem que vocês ficaram sem Heart Vacancy. A fic vai continuar com tudo e postarei um capítulo todo o final de semana (eu realmente espero que eu consiga).
Peço muito obrigada a todos que estão acompanhando e espero que gostem. Não deixem de comentar... Eu amo quando vocês vem me dizer o que estão achando.
Então, é isso. Boa leitura! ;)
-Você está um arraso amiga! - Aline comentou enquanto admirava a minha roupa no espelho.
-Não sei em que restaurante o Henrique vai me levar, mas acho que isso está bom!
-Seja lá onde vocês forem...Você continuará arrasando.
-E ai? Falou com o Max? - perguntei.
-Ainda não tive coragem de ligar e parece que ele não sente a minha falta... Nem me ligou.
-Ah amiga... Ele sabe que iríamos sair nós duas ontem. Vai ver ele quis te deixar respirar ou descansar.
-Você acha?
-Tenho quase certeza!
-Ligarei então...
-Faça isso!
Continuei arrumando meu cabelo e ela ficou em silêncio, de cabeça baixa olhando suas mãos.
-Que foi, amiga? - perguntei calma.
-To com medo. - ela confidenciou suspirando.
-Medo?
-E se brigarmos? Se ele não gostar?
-Amiga, você é livre para sair com quem quiser...
-É verdade! Ele disse que não tínhamos nada firmado.
-Então... Vai dar tudo certo. - encorajei. - Toma. Liga logo.
Entreguei seu celular a ela.
-Não será melhor contar ao vivo do que pelo telefone? - quis saber.
-Marquem um encontro...
-Farei isso!
"Estou aqui embaixo te esperando" dizia a mensagem de Henrique em meu celular.
-Henrique chegou! Boa noite, Aline e boa sorte. - disse me dirigindo a porta. - Qualquer coisa, já sabe né?
-Eu te grito. - ela sorriu.
-Isso. Beijos e te amo!
-Obrigada amiga! Te amo muito e divirta-se.
...
Aline's POV
Carol saiu pela porta e eu fiquei sozinha, no silêncio do quarto, olhando meu celular por alguns minutos.
Rezei para que desse tudo certo e apertei a discagem rápida com o número de Max.
-Hey, loirinha! Estava com saudades! - ele atendeu com aquela voz que me fazia suspirar.
-Também estou, meu amor! - retribui.
-Como foi a boate ontem? Você e Carol se divertiram?
-Foi boa! - disse desanimada.
-Ta tudo bem mesmo?
-Não, precisamos conversar!
-Tudo bem. Você quer que eu vá ai ou...?
-Na verdade, eu preferia que fosse amanhã. Não to me sentindo muito bem hoje e acho que dormirei cedo.
-Eu também to meio cansado!
-Como foi seu dia?
-Eu fui a Manchester ver minha família e acabei de chegar. Desculpa não ter te ligado.
-Ah, sem... Sem problemas. - gaguejei.
-Falei para o Jack de você e ele quer te conhecer!
Max parecia animado em me apresentar a seu irmão e isso cortou meu coração.
-Quem sabe um dia possamos sair todos juntos. - sugeri sem emoção.
-Tem certeza que você está bem?
-Estou.
-Ta bom... Vou te deixar descansar.
-Obrigada, amor. Até amanhã.
-Que horas você vem? - ele quis saber antes que eu desligasse.
-De manhã, pode ser?
-Claro! Estarei te esperando.
-Tudo bem então. Dorme bem.
-Até! Você também.
Desliguei o telefone e tinha vontade de me jogar pela janela. Pensei em ligar para a Carol, mas isso estragaria o jantar dela.
Deitei agarrando as minhas pernas e senti uma lágrima cair do meu olho.
"Para, para, para!" pensei.
Porque estava chorando? Ia dar tudo certo... Não ia acontecer nada demais. Max ia me perdoar.
Percebi que o seu perdão não era meu maior medo e sim a possibilidade de perdê-lo.
...
Henrique's POV
-Você esta perfeita. - disse quando ela abriu a porta do carro e entrou.
-Obrigada! - agradeceu sem graça.
Conversamos sobre como terminou a noite passada... Ela contava sobre a ressaca de Aline.
-Mas ela ta melhor? - perguntei.
-Ta sim. Ficou no quarto descansando.
-Melhor coisa.
Chegamos ao restaurante uns 15 minutos depois... Não era muito longe de carro.
Pedi ao maitre uma mesa para dois e ele nos guiou até a mesa no meio do salão.
-Err... Não teria uma mesa mais próxima das janelas? - pedi.
Carol me olhava em silêncio.
O maitre pediu que esperássemos um pouco e uns minutos depois nos levou até a nossa mesa, que estava ao lado de uma imensa janela.
"Perfeito." pensei.
-Não sabia que você gostava de mesas perto da janela. - Carol observou.
-Que isso... Estamos em Londres. Sei que você adora a vista dessa cidade.
-Verdade! - ela concordou sorrindo.
Puxei a cadeira para que ela se sentasse...
-Você está fazendo isso tudo para me impressionar? - ela perguntou desconfiada.
-Porque? Estou conseguindo..
-Huuum... Não!
-A droga! Achei que tava chegando perto. - brinquei e para a minha felicidade, surtiu efeito. Ela riu.
O papo entre nós fluiu como na época em que estávamos namorando e apaixonados.
Por uma hora, pensei que o que eu e Danielle estávamos fazendo com Carol era injusto.
Mas depois, não. Se contasse a ela a verdade, de que eu e Danielle estávamos separando ela e Nathan, talvez ela se atirasse de volta nos braços dele.
Eu não ia me permitir perdê-la para ele... Queria Carol de volta. De verdade, eu estava disposto a ir até o fim com o plano.
Estava admirando ela contar sobre seu trabalho, quando meu celular apitou com uma mesagem:
"As fotos estão ficando maravilhosas. Mas precisam de um toque especial... Você sabe o que fazer, né? Beijos Danielle."
-O que foi? - Carol perguntou reparando que fiquei olhando o celular um pouco assustado.
-Nada! É uma mensangem que chegou... - disse disfarçando enquanto olhava para os lados.
Como Danielle sabia como as fotos estavam? Então ela estava ali em algum lugar nos observando.
Pedimos nossa comida e a noite continuou... Tentei pegar em sua mão algumas vezes mas ela sempre as tirava de cima da mesa.
-Carol, - eu comecei, obtendo sua atenção - eu te disse que você poderia me dar algumas horas para que te provasse que eu mudei, mas vamos ser sinceros. Você ta me evitando a noite toda, mal deixa eu encostar na sua mão... Pode me dizer se quiser ir embora.
Ela me encarou por alguns minutos e pude ver seu olhar de compaixão aparecer.
Essa era a minha Carol, sempre querendo fazer todos que a cercam bem.
-Me desculpa, Henrique. Estou sendo uma idiota com você.
-Não... Eu te entendo. Eu que fui um idiota e você está certa de me querer longe.
-Não é que te queira longe... É que ultimamente eu não to me sentindo muito bem em relação a namoros, entende?
-É ele, não é?
-O que? - ela pareceu desentendida, mas sabia que ela tinha noção de quem eu falava.
-Ele, Nathan. Você sempre o amou mais do que tudo... Mais do que você me amou.
-Isso não é verdade. Eu realmente amei você, mas todas aquelas brigas e seu ciúmes...
-Eu, sei. Não precisa lembrar. - falei tentando não parecer impaciente.
Então, como sempre ele entrava no meio da nossa relação. Nathan Sykes. Como eu queria fazer esse garoto sumir do mundo. Tudo seria mais fácil...
-Me desculpa. - ela pediu e, com um gesto que me surpreendeu, segurou uma de minhas mãos.
Olhei em seus olhos e pude ver um brilhinho diferente... Quase lágrimas.
Carol fungou impedindo que elas caíssem e disse:
-Podemos pedir a conta? Eu acho que quero voltar ao hotel.
-Tudo bem. - concordei fazendo o que me pedia.
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