domingo, 3 de novembro de 2013

Capítulo 28 - Fears...

"Bom dia. Espero que seu celular tenha continuado o mesmo... Senão, algum estranho receberá essa mensagem. A sua amiga ta bem? Espero que possamos combinar a nossa saída! Porque a boate ontem não foi combinada. Hahaha. Beijos, Henrique."
Encarava aquela mensagem que havia me despertado aquela manhã.
Aline dormia do meu lado ainda com a mesma roupa que estava ontem...
Pensei em responde-lo. Mas o que eu ia dizer? Pensei, pensei e enfim mandei uma resposta super normal:
"Sou eu mesmo Henrique! Hahaha Podemos combinar sim."
"Hoje... Pode ser?"
"O que pretende fazer?"
"Almoço?"
"Hum... Acho que Aline vai precisar de cuidados quando acordar e terei que obrigá-la a comer."
Disse isso porque olhei para o relógio e ele havia acabado de mudar de 11:59am para 12:00pm. Se fossemos almoçar, significaria que deixaria minha amiga sozinha e ela, com certeza, precisaria de ajuda quando acordasse.
"Jantar então?" ele insistiu.
Não estava com imaginação para inventar uma negação ao convite dele... Sabia que ele ia insistir e uma hora eu teria que aceitar.
"Tudo bem... Jantar!" respondi.
"Passo no hotel as nove para te pegar, certo?"
"Combinado!"
...

Aline's POV

Acordei com uma baita do de cabeça e no corpo. Pensei o que havia acontecido ontem, eu não me lembrava muito bem, mas parecia que havia levado uns mil socos.
-Bom dia, Bela Adormecida! - escutei a voz de Carol dizendo com sarcasmo.
-Eu gosto da Cinderela. - sussurrei, rindo do meu pensamento.
-O que? - ela pareceu assustada.
-Eu gosto da Cinderela! - falei mais alto ainda rindo.
-Ainda ta bêbada?
-Aiin, não. Minha cabeça ta estourando!
Joguei minha cara no travesseiro... Que ressaca braba que eu tava, mas porque isso se só tinha bebido dois copos?
-Como eu sou uma amiga muito boa, eu comprei remédio pra você.
Carol me entregou um saquinho e eu quase pulei em cima dela! Como a minha amiga é maravilhosa!
-Agora vai tomar banho que você ta com cheiro de álcool! Quem ta ficando bêbada sou eu.
A obedeci e para ser sincera, aquilo me fez muito bem. Quase já não sentia o peso no meu corpo...
-Porque ficou bêbada dessa maneira? Achei que já fosse acostumada a bebida! - Carol comentou enquanto me sentava na cama e ela secava meu cabelo com a toalha.
-Também! Mas só tomei dois copos...
-Não mente! - ela riu.
-Não estou. Tinha algo errado naquelas bebidas.
-Andou tomando coisas de estranhos?
-Não, pedi diretamente ao barman e bebi com aquele menino que conheci.
-Estranho...
Carol ficou em silêncio, pensativa enquanto penteava meu cabelo... Eu, sinceramente, estava com vontade de dormir com aquilo. Carol era como uma mãe, sempre cuidava de mim. Cuidava mais de mim do que eu cuidava dela.
-To morrendo de fome! - disse.
-Nós perdemos o horário do almoço! Acho digno sairmos pra fazer um lanche pelo menos...
-Justo! - confirmei.
-E outra... Não ficarei aqui a noite!
-Vai fazer o que? - perguntei curiosa.
-Vou jantar...
-Huuum... Com o Nathan vai?
-Não, com o Henrique!
-Que Henrique?
-Meu ex, sua tapada.
-O que essa praga ta fazendo aqui? Credo! - disse, o que tirou uma risada sua. - Serio amiga! Vai se envolver com ele de novo?
-Não! Ele era legal, só muito ciumento!
-Isso!! Ciumes!! Ele ainda vai acabar te matando!!
-Ele não vai fazer isso! Você parece a minha mãe...
-Apenas tome cuidado ta? - pedi calmamente.
-Tudo bem... E o gostosão de ontem?
-Quem?
-Não se lembra? - ela pareceu assustada.
Forcei minha mente e um vídeo de tudo o que havia acontecido ontem, passou pela minha mente. Rick, seu nome era Rick. Ele era um rapaz lindo, loiro, musculoso, tipo atleta... Mas ai me veio os olhos de Max a mente.
-Vou ter que contar ao Max! - conclui.
-Você estava em um conflito interno ontem... Eu quase te soquei. Você bêbada fica muito chata!
-Cala a boca! Você é minha amiga! É seu dever me aturar...
-Não tinha isso no contrato!
-Estava nas clausulas, quem manda assinar sem ler as letras miúdas?
Sorri!! Aline era advogada e das boas! Adorava as piadas inteligentes que ela fazia...
...
Tomamos banho e catamos algo para comer... Por fim, paramos em um Subway.
-Não tinha nada mais saudável pra comer? - perguntei a Carol que comia um de amôndegas banhado em molho.
-Eu aproveito da minha magreza enquanto posso... Você que será frustrada pelo resto da vida. - ela disse apontando para o meu de salada e filé de frango que perto do dela parecia uma árvore seca enquanto o dela era um arco íris.
Comíamos calmamente, até escutar uma voz que não me recordava me dizer um: "Oi linda!".
Carol arregalou seus olhos e boca e pude ver um pingo de molho cair em sua roupa...
-Ta babando ai! - disse antes de me virar e encarar o estranho.
O loiro de olhos extremamente azuis e um corpo espetacular estava atrás de mim...
-Oi Rick! - disse sem graça com sua beleza.
Na escuridão da boate, não pude ver a sua beleza por completo, mas na claridade, ele podia ser comparado a um deus.
-Tudo bem? Você me pareceu mal ontem! - ele começou.
-Acho que bebi demais.
-Nós dois então! - ele sorriu e que sorriso.
Senti Carol e me dá um chute... Tinha certeza que era para eu apresentá-la.
-Essa é a minha melhor amiga, a Carol!
Eles se cumprimentaram e o sorriso de Carol foi de orelha a orelha.
-Bom, não vou atrapalhar o lanche de vocês! Aline, se importa de me dar seu telefone... Podíamos combinar de, enfim, sairmos por ai.
Eu excitei um pouco e senti mais um chute de Carol.
-Claro! - disse sorrindo.
Ele anotou meu telefone e eu o dele.
Depois que ele se despediu de nós duas educadamente e foi embora, me virei para Carol e soquei seu braço.
-Ai doida! Que foi? - ela perguntou assustada.
-Isso foi pelos dois chutes que você me deu, sua vadia.
Ela riu e acabei não me controlando e rindo também.
-Serio, o que é esse homem? - ela perguntou.
-Lindo né?
-Lindo? Eu trocaria uns 500 Maxes por ele... - ela brincou.
-Você não trocaria UM NATHAN por ele.
Ela abaixou a cabeça e parou de brincar.
-Desculpa amiga! Foi sem querer...
-Eu sei amiga! Foi só uma brincadeira.
-Eu nem sei o que te dizer... - disse um pouco triste.
-Não tem o que dizer. Perdi o Nathan... Pra sempre.
-Não acho que tenha perdido. E esse cachorro quente que vocês foram comer juntos?
-Brigamos depois, não significou nada... Horas depois ele tava beijando a demônia.
-Amiga, a demônia sempre vai ta beijando ele... Eles são namorados.
-Tudo bem! Muda o assunto, okay?
Percebi que ela havia ficado triste... Era contra a Carol se aproximar de Henrique novamente, mas quem sabe o jantar com ele poderia fazê-la esquecer um pouco Nathan afinal.
...

Danielle's POV

Toquei a campainha do apartamento em um lugar mais afastado do centro de Londres. Fiquei uns 10 minutos esperando.
-Nossa!!! Pense que nunca ia abrir essa maldita porta! - disse impaciente.
-Ih, ta de mal humor, princesa? - Henrique perguntou com sarcasmo.
-Não me venha com piadinhas... Porque me chamou aqui? Sabe que não podemos ser vistos juntos.
-Como estou? - perguntou dando uma volta.
-Apresentável! - disse levantando a sobrancelha, sem animação.
-Advinha com quem eu vou sair?
-Você sabe que odeio esses suspenses... Não tenho tempo para suas peguetes.
-Mais você é tão lerda quanto seu namorado?
Parei para pensar, isso não podia estar ficando melhor.
-Com ela? - perguntei animada.
-Sim, com a Carol!
-Graças a Deus! E ela aceitou de boa?
-Ela não resiste ao meu charme. Assim como todas as mulheres, se o homem souber como fazer, ele conquista fácil.
Senti uma certa aproximação dele... Que isso? Dando em cima de mim agora?
-Oh por favor, guarde seus métodos de conquista para as suas piranhas! - falei empurrando-o.
-Já tem tudo preparado?
-Para as fotos? Sim, me manda o endereço do restaurante e tudo será planejado.
-Pegarei a mesa mais fácil de ser fotografada!
-Ótimo! - disse.
-Mereço um premio, pode falar!
-Caiu como uma ratinha! - comemorei ignorando-o.
-E vai cair mais... Você terá o seu Nathan pra sempre.
-Sim, você merece um premio! - falei alto.
-É mesmo? Bom saber...
Ele me puxou rápido e me beijou... Puts, o beijo dele era muito bom, não entendia como Carol havia trocado ele por Nathan. Os dois tinham uma pegada totalmente diferente. Mas acho que Henrique conseguia ser melhor, confirmando a minha tese de que os brasileiros eram maravilhosos.
Mas pensei, já estava traindo Nathan?
-Sai me solta! - o empurrei.
-Vai dizer que você não gostou?
-Não! Não gostei! - disse tentando me concentrar.
Henrique riu.
Sai de seus braços, peguei minha bolsa.
-Vai logo! Não vai deixar a sua cachorra esperando. - disse batendo a porta e saindo daquele lugar.

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