sábado, 16 de novembro de 2013

Capítulo 30 - I don't wanna talk about him anymore...

Carol's POV

Estávamos a caminho do hotel no carro de Henrique e em um completo e profundo silêncio.
Eu condenava a mim mesma por ter conhecido Nathan um dia... Não conseguia parar de pensar nele um minuto. O jantar inteiro, ele estava lá. Assombrando meus pensamentos.
Queria dar uma chance a Henrique, afinal, já havíamos sido muito felizes juntos e ele tinha razão quando brigávamos.
Eu o troquei, troquei nosso namoro pelo The Wanted, nosso relacionamento, pelo Nathan.
Queria me socar, chorar e gritar, mas tudo o que pude fazer foi continuar em silêncio admirando as luzes que passaram pela janela.
-Eu acho que voltarei ao Brasil. - Henrique quebrou o silêncio.
-O que? - perguntei surpresa.
-Já era pra ter voltado desde antes de ontem, quando te encontrei no Starbucks. O meu avião era o da noite, mas o adiei porque achei que você fosse precisar de alguém que te protegesse nessa cidade.
Eu sorri bufando.
-Eu sei me defender nessa cidade... - disse.
-Você é uma princesa, Carol, e qualquer homem que te ver dando mole, vai te querer. Ainda mais aqui, eles adoram estrangeiras.
-É muito gentil da sua parte. Mas porque está pensando em voltar se ficou aqui por mim? Eu só volto na semana que vem...
-Porque achei que ainda tinha chances. Mas não como uma mulher como você. Você é maravilhosa e eu não mereço uma segunda chance... Eu vacilei feio.
-Mas que drama, menino. - brinquei rindo.
-Sério... Eu te pedi algumas horas e você me deu, mas, acho que não foi o suficiente. Eu aceito que perdi.
Pensei em algo para dizer, mas não encontrei nenhuma frase concreta para que respondesse sua afirmação e tudo o que fiz foi me fechar em meu silêncio, mais uma vez.
O carro parou e percebi que havíamos chegado.
-Bem, é isso. - ele começou. - Adeus, Carol. Espero que possamos nos ver no Brasil.
-Obrigada pela noite, Henrique.
Me inclinei para dar um beijo em seu rosto, mas ele o virou, me dando um selinho.
Respirei fundo e forcei minha mente a funcionar... Suas mãos fizeram uma carinho de leve em meu rosto.
Pensei em resistir aquilo, mas porque resistir? Eu era livre, livre de qualquer coisa e de todos...
Retribui o seu beijo calmamente e flashes de nosso namoro voltaram a minha mente...
Pensei que realmente poderia dar uma segunda chance. O que eu tinha a perder?
Um clarão fez com que eu interrompesse e olhasse assustada.
-O que é isso? Relâmpago? - perguntei olhando para o céu. Mas não havia vestígios de nuvens de chuva...
-Não sei! Eu... Eu acho que você devia entrar.
Ele gaguejou um pouco, estava nervoso?
-Tem alguma coisa errada? - perguntei assustada.
-Se chover, você pode se molhar...
Sorri.
-Podemos dar um passeio amanhã ? - perguntei.
-Mas eu ia voltar ao Brasil. - pareceu indignado.
-Desculpa! Boa viagem então.
Rimos com a ironia da situação... Agora eu que estava o chamando para sair.
-Que horas eu te pego? - ele perguntou.
-Hum... A tarde?
-Tudo bem.
-Onde vamos?
-Eu vou pensar em um lugar bom.
-Okay. - me inclinei dando-lhe um selinho e abrindo a porta do carro.
Estava um pouco animadinha, admito. Talvez podia tê-lo como companhia quando Aline saia com Max. Isso seria bom, por um lado.
...

Henrique's POV

Liguei para Danielle revoltado... Ela havia ultrapassado os limites. Se Carol tivesse notado que aquela claridade não era um trovão e sim um flash, estaria tudo perdido. Disquei seu número.
-E ai? Como foi? - ela perguntou.
-Me dê um motivo para não te matar agora?
-Mas o que foi?
-Você quase estragou tudo com essa coisa de fotos... Ela viu um dos flashes agora no carro. - estava quase tremendo de raiva e talvez desespero. Quase havíamos perdido tudo.
-Ela não viu, relaxa!
Ela estava calma demais, o que me deixava mais nervoso.
-Ela entendeu que tinha algo errado, Danielle. Ainda bem que pensou que era um relâmpago.
-É uma lesada mesmo! - ela parecia se divertir.
-Mas as fotos ficaram como?
-MA-RA-VI-LHO-SAS!
-E o que fará com elas?
-Farei com que cheguem as mãos do Nathan. É o empurrãozinho que precisa para que ele acredite que estão realmente juntos.
Bufei, tendo uma pontinha de culpa mais uma vez.
-Faça o que tem que ser feito. - disse desanimado.
-O que é isso? Ta com pena dela? Não vai dar para trás, né?
-Não! Cala essa boca e me de a ideia de onde posso levá-la amanhã...
-Hum... Tipo um encontro?
-Não, iremos simplesmente nos sentar e olhar um para a cara do outro. - disse com sarcasmo.
-Do jeito que ela é sem graça, não duvido muito.
-Ela não é sem graça, ela...
-Leve-a a London Eye! - ela deu a ideia me interrompendo.
-É uma ótima ideia para quem parece que não pensa as vezes.
-Não me venha com essas... Vai levá-la a London Eye ou não?
-Porque isso te interessa?
-Quem não pensa agora?
Fiquei em silêncio, esperando que ela concluísse.
-Arrastarei Nathan até lá...
-Mas que mente perversa. Fico impressionado. - brinquei.
-Obrigada! Tenho que desligar... Juntos na London Eye, então?
-Te digo a hora amanhã.
-Feito! - ela disse desligando o telefone.
...

Aline's POV

Carol voltou ao hotel com um sorrisinho no rosto.
Perguntei como havia sido a noite e ela me contou tudo, até sobre o beijo.
-Então você resolveu dar outra chance a ele? - peguntei.
-Porque não? Acha que fiz errado?
-Não sei... E o Nathan?
Ela revirou os olhos e por alguns minutos achei que estava chatiada comigo.
-Vamos esquecê-lo, ta? A partir de hoje, não toca mais no nome dele comigo.
-Sua escolha. - disse levantado minhas mãos em sinal de "não discurssão".
-Falou com o Max? - ela quis saber.
-Iremos ficar juntos amanhã, você se impor...
-Não, vou sair com Henrique. Pode ir ficar com Max. - ela me interrompeu.
-Obrigada amiga! Espero que de tudo certo...
-Vai dar. Acredite. Estarei torcendo por você.
...
Acordei mais cedo do que Carol de novo... Seis dias em Londres e ainda sofria para me acostumar com o horário.
Carol dormia profundamente. Senti até uma invejinha dela... No segundo dia ela já estava perfeitamente acostumada com o fuso horário. Como se fosse algo fácil.
"Londres, né?" pensei comigo mesmo.
Carolina havia nascido para essa cidade... Ela quase não parecia uma estrangeira aqui. Comigo era notável o quanto era brasileira.
Não gostava muito do frio... Estava aguentando-o porque, bem, estava aqui pelo Max.
Me levantei, tomei banho lentamente e esperei dar o horário do café do hotel.
Tomei-o me sentindo nervosa, imaginando como começaria aquela conversa com Max.
Mas depois me perguntei o porque estava criando tantos problemas com isso?
Afinal, foi só um beijo em um outro cara que não significou absolutamente nada para mim.
Voltei ao quarto e Carol ainda dormia...
"Mas adora uma cama." pensei.
Mudei minha roupa e mandei uma mensagem para Max dizendo que já estava indo.
Pensei em acordar Carol gritando o nome de Nathan, mas ela havia me pedido para não tocar no nome dele.
Dessa vez não interrompi seu sono, deixei um recado aberto no bloco de notas de seu celular, já que papel e caneta não havia naquele quarto.
Respirei fundo, endireitei o cabelo e sai...

Nota: Hey gente!! Antes de mais nada quero agradecer a paciência de vocês por terem esperando tanto por esse capítulo... Mas como prometido, eu voltei no final de semana.
Espero que vocês tenham gostado.
E ai? O que acharam da nova chance que Carol está dando ao "safado" do Henrique, hein?
Como Nathan reagirá a essas fotos? E Aline e Max? O que esperar desse encontro dos dois?
Comentem e qualquer coisa, é só me gritarem no twitter.
Obrigada mais uma vez. ;*

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