domingo, 1 de dezembro de 2013

Capítulo 32 - Undesirable Meetings...

Henrique's POV

Carol me perguntou umas mil vezes onde estávamos indo.
Me divertia com sua curiosidade.... Uma hora implorava com voz de choro e outra, parecendo irritada, me dava pequenos tapinhas no braço.
Aquele dia, saímos a pé, o que aumentou mais ainda a sua curiosidade.
-Me diz, para de ser chato!! - ela pediu pela milésima primeira vez.
-Mas que desespero. Você vai infartar cedo sabia?
-Cruzes, Henrique!
Nós rimos.
Depois de uns 20 minutos caminhando calmamente por uma fria Londres, chegamos a uma das paixões de Carol, a London Eye.
-Eu não acredito! - ela disse surpresa.
-Sabia que você ia gostar.
-Obrigada. - ela agradeceu me dando um beijo no rosto.
...

Carol's POV

Henrique havia me trazido a London Eye...
Eu amava aquele lugar. Na verdade, eu amava toda Londres. Cada canto, cada pedacinho da cidade.
-Vamos comprar nossos tickets? - Henrique me perguntou me tirando do transe.
-Vamos sim!
-Olha a sua cara de boba!
-Pode parar! Faz tempo que não venho a London Eye, ta?
Ele ainda se divertia da minha expressão de felicidade.
Entramos na fila e compramos nossos ingressos.
A 1 hora que se sucedeu foi linda. O passeio pela London Eye era magnifico.
Ver Londres de cima era uma das visões mais lindas que a pessoa pode ter na vida.
Admito que fiquei o passeio inteiro segurando a mão de Henrique, e por incrível que pareça, não estava me sentindo estranha com isso.
-Podemos jantar hoje? - ele perguntou em meu ouvindo, quando estávamos saindo da London Eye.
-Ah, Henrique. Eu não quero abusar de você. - disse me afastando.
-Carol, a sua companhia é maravilhosa. Pode abusar de mim o quanto quiser.
Sorri sem graça, olhando em seus olhos e quando me virei, esbarrei em uma pessoa.
-Me desc... - comecei a dizer.
-Você não olha por onde anda não?
Não, eu não tava acreditando no em quem eu estava vendo.
Encarei as duas pessoas que estavam na minha frente. Pela maneira que estavam abraçadas, diria que estavam se beijando.
-Oi Carol! - ele disse me tirando de meus pensamentos de protesto.
-Oi Nathan! - disse encarando seus olhos que se não o conhecia bem, estavam vazios, sem emoção.
-Olá, querida! - escutei a voz dela.
-Oi, sweetheart! - retribuí com um sorriso sarcástico.
-Prazer, Henrique.
Henrique estendeu a mão para Nathan, que pude ver, puxou a respiração com força, quase bufando.
Estaria ele incomodado?
-Eu sou o Nathan... Sykes.
-Carol já me falou muito de você. - Henrique disse.
-Bem, eu já não posso dizer o mesmo de você.
Eu arregalei os olhos e Henrique pigarreou como se tivesse engasgado.
Nathan havia sido grosso e aquilo me incomodava.
-Bem, estamos indo na London Eye. Vocês querem ir com a gente? - Danielle perguntou.
-Não, acabamos de sair de lá. - respondi encarando Nathan.
-Hum... Passei romântico para um casal apaixonado.
-Não. Nós não somos um casal.
Danielle estreitou os olhos e Nathan segurou uma risada, mas pude escutar o ar sair de suas narinas.
-Bem... Vamos indo então amor? Não queremos atrapalhar os pombinhos. - Nathan pediu a Danielle.
Aquilo me fez ter um ódio profundo. Seu olhar de sarcasmo me atingiu e quis socá-lo, bem no meio de seu nariz.
-Não somos pombinhos, Nathan.
-Ah, claro que não. - Danielle disse.
-Porque você não cala a sua boca, sua insuportável? Não percebe que ninguém aqui aguenta a sua voz? - falei um pouco mais alto.
-Carol... - senti Henrique segurar meu braço, pois havia dado um passo a frente para encará-la de mais perto.
-Porque você não para de bancar a ridícula e some logo? - ela perguntou gritando.
-Dani para! - Nathan pediu.
-Não paro, não, Nathan! Essa garota tem que se por no lugar dela e perceber que ela te perdeu.
-Eu nunca o tive. - disse olhando para Nathan que estreitou seus olhos.
-Então conforme-se com isso. - ela sorriu vitoriosa.
Fiquei sem resposta.
Ela tinha razão... Achei que podia recuperar Nathan. Tirá-lo dela.
Mas era obvio que ele nunca mais ia ser meu.
Ele estava com ela e me acusava de traição. Nada que eu fizesse ou falasse ia mudar isso.
Um silencio se instaurou entre nós... Encarei Nathan e senti meus olhos encherem d'água.
Não, eu não ia chorar. Não na frente dele, não na frente dela.
-Carol, vamos? - Henrique interrompeu meus pensamentos.
Não protestei e abaixei a minha cabeça.
-Bom passeio para vocês, casal. - Henrique cumprimentou-os simpático e nós seguimos caminho.
Olhei para trás uma vez e Nathan fazia o mesmo que eu.
Nossos olhos se encontraram, ele sacudiu a cabeça em negação e colocou um de seus braços no pescoço de Danielle.
...

Nathan's POV

Estava quase vendo a hora em que Carol e Danielle iam se bater no meio da praça de entrada da London Eye.
Mas Danielle foi mais esperta e atingiu Carol onde não devia.
Fiquei triste e ao mesmo tempo irritado com o que Danielle havia falado...
Por uma hora quis abraçar Carolina e me virar contra Danielle para defendê-la. Mas isso seria fraqueza de minha parte.
Antes de ela sumir com aquele babaca no meio da multidão, nossos olhos se encontraram.
Senti meu coração gritar, mas não havia nada que eu pudesse fazer.
Aquele momento, havíamos dado as costas um pro outro.
-Nathan! Você ta ouvindo o que eu estou te falando?
A voz de Danielle chamou minha atenção.
-Não, Dani. O que houve? - perguntei.
-Você estava pensando nela, né?
-Na... Não, amor. Me desculpa. Tava pensando em assuntos da banda. Acabei me distraindo.
-Ta bom.
Ela se conformou com a minha explicação, pelo menos eu acho. Passeamos pela London Eye e, para ser sincero, não estava nada animado.
Danielle veio bater uma foto nossa para colocar em seu Instagram. Tentei o sorriso mais sincero que consegui... Mas quando olhei a foto, sabia, tudo aquilo era uma farsa.
Ela continuou feliz, vindo me abraçar.
Passei meus braços ao redor de sua cintura e admirei a paisagem... Ainda pensava nos olhos de tristeza de Carolina e percebi que aquilo me atormentaria o dia inteiro.

...

Max's POV

Eu estava tão revoltado com tudo o que aconteceu que eu não aguentei ficar em casa me condenando por ser um idiota.
Todos os meus pensamentos e medos eram verdade. Aline não era mulher de ficar sozinha...
Nem por um dia.
Daqui a uma semana, quando tivesse que viajar de novo e ela voltasse ao Brasil, tudo o que vivemos essa semana, ia estar apagado.
Já tive muitos namoros a distancia, mas esse era diferente.
Não me sentia seguro em deixar Aline sozinha.
Não que não confiasse nela, mas não confiava nos homens ao redor dela.
Ela era bonita demais, confiante demais... Perfeita demais, e eu era um cantor que não iria poder dar carinho a ela quando estivesse longe.
Não seria o homem completo para ela.
Foi com esses pensamentos, que me peguei andando em plena tarde de quinta feira pelas ruas de Londres e entrando em um pub.
Ele estava vazio, creio que por causa do dia.
Sentei me no balcão e pedi uma cerveja...
Terminei rápido com ela e logo pedi mais uma que foi rapidamente terminada também.
-Me dê mais uma. - pedi ao garçom.
-Decepção amorosa, meu amigo?
Me virei para o lado e um cara loiro me encarava, esperando eu responder a sua pergunta.
-Pode crer, cara. Mulheres, sempre mulheres.
-Elas são mesmo demais.
-Pois é. - concordei sem emoção, pegando a minha terceira cerveja cuja o garçom havia acabado de trazer.
-Meu nome é Rick! - ele disse estendendo a mão para eu apertá-la.
-Sou Max! - retribui o aperto.
-Eu sei. Max George... Tem um poster da sua banda na loja da esquina.
Sorrimos.
-Mas o que te traz aqui? O que a sua garota fez com você? - perguntei curioso.
-Ela me deu um pé na bunda...
-Sinto muito. - disse com a voz baixa.
-E você?
-Bem, eu levei um chifre cara.
A decepção em minha voz foi tanta que quase não a ouvi sair.
-Eu prefiro ficar com o meu pé na bunda. - ele riu e não pude deixar de rir com sua ironia.
Ficamos em silencio por um tempo... Mas depois ele perguntou:
-Vc não acha que merecemos algo mais forte hoje?
Encarei-o, pensando e balançando a minha garrafa de cerveja.
-Pode pedir!
-Garçom! Dois da sua melhor tequila! - ele gritou.
Em alguns minutos o garçom colocou dois copos em nossa frente.
-As mulheres, cara. - ele disse.
-A você, Aline.
Nós brindamos e bebemos... Um, dois, três, quatro... Riamos e xingávamos como dois bêbados. Quando estava prestes a virar o sexto, comecei a suar frio.
-Ta tudo bem? - Rick perguntou.
-Acho que vou parar, bebi demais.
-Vou pegar uma água para você.
Ele desceu de seu banco e em questão de segundos voltou com um copo d'água.
Bebi e em praticamente um minuto, meu coração acelerou.
Ataque cardíaco? O que estava acontecendo comigo?
-Eu não to muito bem. To indo pra casa... Foi um prazer em te conhecer.
-Quer ajuda ai?
-Não, acho que consigo sozinho. - respondi.
Tirei duas nota da carteira e coloquei-as em cima do balcão, que tinha certeza que pagariam as bebidas.
Rick, me perguntei se era esse o seu nome, disse algo que não identifiquei.
Sai do bar cambaleando e subi a rua, com a esperança de chegar a meu apartamento.
Minha visão ficou escura.
"Merda" pensei.
Ia desmaiar na rua e sabe-se lá o que aconteceria.
Respirei fundo e minha visão voltou, porem com mais dois passos, ela voltou a ficar escura.
-Max!
Escutei um grito, mas não identifiquei quem era.
-MAX!
Era uma voz feminina... Pensei que podia ser Aline, mas a voz dela eu reconheceria de longe.
Meus joelhos cederam. Apoiei minhas mãos no chão e antes que pudesse bater com minha cabeça, senti uma mão me segurar.



Nota: E ai pessoas? Mais um capítulo para vocês... O que acharam?
Nathan não gostou de ver Carol com Henrique, né? E Danielle, como sempre, consegue o que quer!
E esse Rick que estava com Max? Conseguem associar ele a algo ou a alguém?
Estranho... Não acham?
Não deixem de comentar... Espero que tenham gostado e até o próximo. ;)



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo seu comentário! ;)