Carol's POV
Max cheirava a álcool e ele estava gelado e roxo.
-Mas que merda você andou fazendo, Maximillian? - perguntei segurando sua cabeça.
Ele gemeu uma coisa que não consegui entender.
-Acho melhor levá-lo a um hospital! - Henrique falou.
Concordei com ele e juntos chamamos um táxi e levamos Max para o hospital mais próximo.
...
Chegamos no hospital e Max foi rapidamente atendido na emergência.
Eu e Henrique fomos obrigados a ficar do lado de fora, esperando.
Minha mente começou a trabalhar... Onde estava Aline?
O que havia acontecido? E porque Max havia se embebedado?
Peguei meu celular para ligar para minha amiga, mas a voz do outro lado me avisou que minha ligação estava indo para a caixa postal.
-O que você acha que aconteceu? - Henrique me perguntou, sentado na cadeira.
-Não sei... - suspirei. - Mas coisa boa não foi.
-Você quer um café?
-Café? - perguntei levantando a sobrancelha.
Ele riu, dizendo:
-Quase me esqueci... Cappuccino!
-Sim, aceito um cappuccino. - sorri.
...
-Senhorita!
O médico me chamou enquanto eu e Henrique tomávamos nossos cafés admirando a janela.
-Sim!
-O senhor George é da sua família ou alguma coisa sua?
-É um amigo... O que ele tem, doutor?
-Bem, fizemos os exames e... Ele toma algum tipo de remédio?
-Não que eu saiba. Ele é muito saudável...
-Há uma grande quantidade de Fluvoxamina em seu organismo e...
-Quantidade de que, doutor? - o interrompi.
-Traduza isso para nós. - Henrique pediu parecendo tão confuso quanto eu.
-Bem, isso é um remédio psiquiátrico, controlado... Que em grandes quantidades, como a que estava no sangue do seu amigo, pode causar ataques cardíacos e a ainda misturado ao álcool... Podia te-lo levado a morte.
-Remédio psiquiátrico? O que? - quase gritei. - Mas ele vai ficar bem? Ele está bem?
-Sim sim... Ele está em um processo de desintoxicação e no soro. Ficará ótimo.
...
Uns minutos depois eu estava andando de um lado pro outro no corredor do hospital. Henrique havia sentado, sua cabeça de um lado para outro, me acompanhando como se eu fosse a bola de um jogo de tênis.
-Max tentando se matar? Tem algo muito errado ai... - pensei alto.
-Vai ver ele esqueceu que havia tomado o remédio e foi beber com os amigos.
-Primeiro, ele não toma remédio psiquiátrico, Henrique. Segundo, se ele tomasse remédio, não seria burro o suficiente para tomar álcool e terceiro, se tivesse com amigos, não estaria andando sozinho no meio da rua... Pelo amor de Deus, ele é o Max George. - falei tão rápido que me perguntei se havia pronunciado todas as palavras corretamente.
-Ta okay. Desculpa.
Sua voz foi baixa, como se tivesse arrependido do que havia dito.
-Oh, meu lindo. Me desculpa... Estou nervosa e não consegui falar com a Aline.
-Tudo bem, Carolzinha. Se acalma. Porque você não tenta procurá-la?
-Mas não posso deixar Max aqui.
Ficamos em silêncio, pensando e a ideia mais plausível me veio a mente.
-Terei que ligar para os meninos...
-Faça isso.
Segui o conselho de Henrique e liguei para Jay... Tocou, tocou e ninguém atendeu. Tentei de novo e nada.
"Jay, não me diga que você perdeu o celular de novo." pensei, apertando mais uma vez o chamar e nada.
Tentei Tom e... Desligado.
Siva... Tocava e ninguém atendia.
Apelei para a unica coisa que faltava, a internet.
"Onde estão @SivaTheWanted, @TomTheWanted e @JayTheWanted que não atendem o telefone?" twittei.
A resposta veio de Siva:
"@anncarol eles eu realmente não sei, mas eu estou na Irlanda com a Baba."
Era só o que faltava, menos um. Tentei mais uma vez Tom, desligado... Jay, sem atender.
-Aiin, esses meninos. Se o Max morresse eles não iam nem saber. - sentei ao lado de Henrique irritada.
-Tentou todos eles?
A pergunta de Henrique me fez ficar em silêncio... Não havia ligado pra um.
Puxei a agenda do celular, me direcionando ao "N".
Encarei Henrique, esperando ele falar algo.
-Ele é a sua ultima esperança.
Ri com a ironia daquela frase. Nathan, sempre Nathan.
...
Nathan's POV
Estava saindo do banho quando meu celular, que estava jogado em cima da cama tocava insistentemente.
Olhei para o visor e gelei com o nome que aparecia nele.
Carolina.
Porque ela estava me ligando? Havia se cansado de seu namoradinho?
Atendi sem paciência.
-Nathan, oh, graças a Deus que você atendeu!
Ela parecia aflita e naquele momento esqueci toda raiva e impaciência.
-O que houve? - perguntei nervoso.
-O Max! Estou aqui no St. Thomas com ele.
-O que vocês estão fazendo em um hospital?
-Você precisa vir pra cá rápido! Aconteceu uma coisa horrível!
-Eu vou me vestir e... O telefone está no viva voz, me explica o que houve.
Comecei a correr de uma lado para o outro, atento a cada detalhe que Carol falava.
Mas parei assustado quando ela disse que Max podia ter morrido.
-O que você acha que foi? - ela me perguntou.
-Tentativa de suicidio talvez?
-Pensei nisso também... Mas com remédios psiquiátricos?
Fiquei em silencio pensando enquanto calçava os tênis. Não me lembrava de nenhum parente ou conhecido de Max que usasse esse tipo de remédio... E ele, bem, muito menos usava isso.
Mas pensei em uma coisa que me fez sentir arrepios.
-Nathan, você ta ai?
-Você... Acha que... Alguém tentou matá-lo? - perguntei gaguejando.
-Também não sei...
-E a Aline? Eles não estão juntos sempre? Onde ela está?
-O celular dela ta desligado... Eu to muito assustada. Estou com medo de ter acontecido algo grave.
Sua voz foi de choro e meu coração se quebrou em mil pedaços.
Eu queria me teletransportar pela linha telefônica e abraçá-la aquela hora.
Senti a fragilidade em seu tom de voz.
-Vai ficar tudo bem. Eu estou indo agora pra ai. 5 minutos eu chego...
-Ta bom.
-Você me espera?
-Sim. - ela disse fungando e tive mais certeza de que estava chorando.
Corri pelas escadas, pois esperar o elevador ia demorar muito mais.
Liguei o carro e sai cantando pneus pela garagem... Querendo, mais do que nunca, tê-la em meus braços e protegê-la do sofrimento.
...
Carol's POV
Henrique segurava a minha mão enquanto eu tentava me acalmar olhando pela janela. A noite já havia caído sobre Londres e eu pensava em Aline que não atendia o telefone.
Se ela havia sumido e Max estava drogado a ponto de quase morrer... Mil e uma situações passavam pela minha cabeça e nenhuma delas me animava.
Tinha que encontrá-la.
-Vai ver ela pode estar no hotel, Carol! Se acalma. - Henrique pedia.
-Poder ser. Temos que esperar o Nathan, ele disse que em 5 minutos estaria aqui.
-Já se passaram 5 minutos...
-Londres também tem transito, Henrique. Ainda mais essa hora com todo mundo saindo do trabalho.
-Você sempre defende ele.
-Não quero começar essa briga aqui, Henrique, okay?
-Desculpa, foi só um comentário.
Dez minutos depois eu pensava que Nathan realmente estava demorando, quando peguei o celular para ligar novamente, o vi vindo, correndo, pelo final do corredor.
Nota: Hey people!
Mais um capítulo fresquinho (sempre quis falar isso! Sim, sou cafona kkk) para vocês!
Quero pedir desculpas pela demora... Sabem como é, final de ano, você não para direito em casa.
Quero pedir desculpas pela demora... Sabem como é, final de ano, você não para direito em casa.
Espero que gostem do rumo que as coisas estão tomando... O que será que aconteceu com Max? Alguém faz alguma idéia? E Aline, onde foi parar?
Fiquei sabendo que Heart Vacancy está com leitores novos... Bom, em primeiro lugar, queria agradecer a vocês que estão lendo e gostando e os antigos leitores também, sem eles, eu não estaria postando tudo isso.
Segundo, leitores novos, se quiserem deixar seus twitters ali nos comentários para que eu possa avisar a vocês sobre atualizações, sintam-se a vontade. ;)
Obrigada por tudo! E não deixem de me dizer a opinião de vocês. #SempreImportante. \o
Me avisa quando postar ?
ResponderExcluir@jujuzaynha obrigado e ta perfeito so falta o nathan e carol ficarem juntosssssss