segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Capítulo 35 - You're sick...

Nota: Bem, esse é o ultimo capítulo do ano... Só ano que vem, gente! (Era pra se uma piada, porém, sem graça ¬¬')...
Quero agradecer a todos vocês que acompanharam Heart Vacancy no ano de 2013 e, vamo que vamo para 2014! \o/
Um Feliz Ano Novo para todos vocês, leitores queridos!! Espero que gostem...
Um grande abraço e muitos beijos! ;)


Aline's POV

Andava rápido pela rua, indo na direção em que Rick havia me dado.
Meu celular começou a tocar e vi o nome de Carolina na tela.
-Alô. - atendi com o único pingo de calma que me restava.
-Amiga, pelo amor de Deus! Onde você está? O que houve?
Ela parecia preocupada... Não podia dizer a ela o que eu estava indo encontrar um maluco psicopata que estava ameaçando o Max.
-To na rua. - foi a unica coisa que pude dizer.
-Eu to te procurando e...
-Amiga, não posso falar agora. Tenho que desligar.
Não tinha como ficar prolongando a conversa com Carolina... Ela ia insistir em vir atrás de mim e descobrir o que eu estava fazendo.
-O que ta acontecendo? - perguntou e ,mais uma vez, a preocupação inundou sua voz.
Eu e Carol realmente nos importávamos uma com a outra e doía ter que "mentir" pra ela.
-Eu to bem e depois eu te explico... Por favor, não me liga de novo. - falei o mais rápido que pude e desliguei o telefone.
Um pouquinho mais a frente, encontrei a rua que Rick havia marcado de me encontrar, porém aquela hora da noite, ela estava completamente vazia. Um vídeo de tudo o que vivi passou por minha mente... Então era isso? Quando se teme a morte?
-Mas que menina obediente! - Escutei a voz dele atrás de mim e gelei. -Veio sozinha, meu anjo.
-O que você quer, Rick?
-Ah, você não é burra. Sabe muito bem o que eu quero...
-Não, eu realmente não sei ao o que você se refere.
Me fiz de desentendida... Na verdade, eu sabia sim, só não queria acreditar. Achava que estava tendo um pesadelo e que ia acordar a qualquer minuto nos braços de Max.
-Eu disse que ia fazer esse Max desaparecer. - ele falou me encarando nos olhos.
Seu olhar me fez ter arrepios.
-O que foi que você fez? - perguntei tentando não mostrar meu desespero.
Rick levou a mão ao bolso e tirou um vidro que me parecia ser de remédios.
-Sabe, uma dose disso daqui pode ser tranquilizante, mas quase o vidro inteiro... Bem, não sei se vai resistir.
-O que?
Agora eu não entendia mesmo... Ele havia dado aquele vidro de remédio pra Max?
-Eu não acredito que você fez isso... - comecei.
-Porque não liga para a gatinha da sua amiga e pergunta quem socorreu o seu amado hoje na rua? Que devo acrescentar, teve muita sorte.
Ele veio até mim, me rodeando como se fosse um urubu.
Ele parou em minhas costas e uma de suas mãos tirou meu cabelo do pescoço.
Rick começou a distribuir beijos no meu pescoço... Porém, eu estava em choque. Não mexia nenhum músculo.
-Você tem um cheiro tão bom!
-Eu vou chamar a policia e te denunciar. - falei com a voz tremula.
Ele me virou e me arremessou na parede. Minha cabeça bateu com força, o que me deixou um pouco tonta.
-Faça isso e a próxima a parar no hospital será a sua amiguinha! Eu não estou brincando...
-Eu não vou ficar com você! - gritei.
-Você não esta sendo nada inteligente assim... Mas, qual é mesmo o nome dela? Ana Carolina. Fraqueza? Pois bem, Nathan Sykes. Ela vai morder a isca como um peixinho, assim como você mordeu com o Max. Seu sorriso era doentio e senti uma lágrima se formar em meus olhos. Sabia que ele tinha razão, Carol daria a vida dela por Nathan. E ele a conhecia do dia da boate. Eu havia mostrado. Não podia deixar que meus erros afetassem as pessoas que eu amava. A lágrima que havia brotado, se transformou em um choro silencioso.
-Ah, não! Não chora, princesinha! Eu to aqui pra cuidar de você. - Rick disse me abraçando e senti nojo.
-Você é doente. - falei baixo.
-Você não é a primeira a dizer isso.
O encarei e ele segurou meu rosto... Em questão de segundos sua boca estava na minha. Lutei contra esse gesto e mordi sua boca.
-Sua desgraçada! - ele protestou se afastando.
Pensei em correr, mas isso só provocaria ainda mais seu ódio. A ameaça que fez a minha amiga, me veio a mente.
-Quando eu disse que você ia ser minha, isso incluía beijo também, gata.
Ele voltou e segurou meus cabelos, me obrigando a beijá-lo mais uma vez. Senti gosto de sangue. Sua boca sangrava devido a mordida que eu lhe dei e a unica coisa que veio a minha cabeça foi... Morte. Queria morrer aquela hora.
Fui obrigada a retribuir o beijo e por fim, pensei em Max. Meu lindo, meu careca sexy.
Meu celular tocou e eu afastei Rick. Ele não protestou e eu agradeci internamente.
-Alô! - atendi tentando manter a calma.
-Err... Aline?
-Sim, quem ta falando?
-É o Nathan... Sykes.
Levei um susto quando o estranho se identificou.
-Como tem meu número? - perguntei.
-Eu vi no celular do Max, ele pediu que eu ligasse.
-Onde ele está? Passa o telefone pra ele...
-Bem, você não sabe que ele está no hospital? Pensei que Carol havia te falado...
Gelei... Então era verdade. Rick quase havia matado Max. Ele estava na minha frente e pelo seu sorriso, ele sabia qual era o assunto da conversa no telefone.
-Você ainda está ai? - percebi que havia deixado de responder Nathan.
-Sim.
-Bom, ele quer te ver. Você pode vir? E seria uma boa companhia pra ele agora, já que terei que localizar o resto da banda para avisar. Parece que todos eles sumiram.
-Claro, Nathan. Me diga onde vocês estão que eu estou indo pra ai.
-Ótimo! Estamos no St. Thomas. Acha que pode vir agora?
Fiz um mapa mentalmente na minha cabeça e o St. Thomas era a 4 quarteirões da rua que eu estava. Poderia ir andando, ou melhor, correndo.
-Estou a caminho. - disse antes de desligar o telefone.
Fui até Rick e lhe dei um tapa na cara...
-Hum... Gosto de mulheres agressivas. - ele brincou me puxando para perto de si, mas eu me afastei.
-Você nunca mais chega perto das pessoas que eu amo, você me entendeu! Você é maluco! Me solta!
-Aline... Não faça isso.
Virei as costas para ele e sai andando, com ódio. Ele não podia fazer mais nada... Ia denunciá-lo para a policia. Era isso e tudo acabaria bem.
Me concentrei na rua e atravessei-a correndo, em direção ao St. Thomas.
...
Cheguei correndo pelo corredor e realmente fui o mais rápido que pude. Em 15 minutos havia chegado ao hospital.
Nathan estava sentado no banquinho do corredor, mexendo no celular.
-Como ele está? - perguntei me aproximando.
-Ele acordou a 1 hora. O medico disse que amanhã já pode voltar pra casa... Se não tiver mais ataques cardíacos.
-Ataques cardíacos? - perguntei arregalando os olhos.
-Ele misturou uma grande quantidade de remédio com álcool. Alguma coisa terminada com "mina". Era um remédio psiquiátrico.
Pensei... Era isso. Rick era louco e o remédio que deu para Max, na verdade era seu.
-Alguma ideia de quem fez isso? - Nathan perguntou levantando a sobrancelha.
-Porque esta me perguntando isso?
-Por nada... Carol explicou que você iria se encontrar com ele de manhã e...
-Nós brigamos, Nathan. Eu não estava com ele.
-Então provavelmente... Você acha que ele tentou suicídio por causa da briga?
-Não acredito que tenha sido isso... Provavelmente, ele tem uma explicação.
-Pois é. Você quer alguma coisa? Ou eu posso ir embora? Não pode ficar dois acompanhantes aqui e preciso contar isso aos meninos.
-Tudo bem. Eu assumo daqui.
-Eu vou avisar a Carol que você está aqui... Mas qualquer coisa que precisar, meu celular estará ligado.
-Obrigada, Nathan.
Senti meus olhos encherem de água e Nathan percebeu.
-Ei, ele está bem. Vai dar tudo certo.
-Eu sei. - respondi com voz de choro. Porque diabos estava chorando?
Nathan com certeza ia me achar uma demente.
-Eu posso falar com o médico e ficar aqui com você se quiser... - ele ofereceu.
-Não precisa. Está tudo bem, Nathan. Obrigada.
Ele veio até mim e me abraçou.
Nathan era alto e por uns minutos me senti protegida, como se fosse um irmão mais velho... Ele era gente boa. Por alguns segundos me lembrei do tapa que dei em sua cara na briga que tivemos. Pelo visto, ele não havia guardado mágoas e estava ali, me apoiando. Ele era perfeito para a Carol e tive vontade de perguntar porque estava com Danielle.
Nosso abraço foi interrompido pelo médico que saiu do quarto ao nosso lado.
-Aline? - o médico perguntou.
-Sim, sou eu. - dei um passo a frente.
-Ele pode receber visitas agora, mas peço que somente um acompanhante passe a noite.
-Está tudo bem, doutor. Eu estou de saída. - Nathan disse, se despedindo com um aceno de cabeça e sumindo no fim do corredor.
O médico me encorajou a entrar, respirei fundo e empurrei a porta.
...

Nathan's POV

Não consegui falar com nenhum deles...
Siva eu sabia que estava na Irlanda com a Nareesha e não queria estragar a viagem dos dois e antecipar a volta.
Jay, provavelmente havia perdido o telefone em algum e lugar e Tom, estaria ocupado demais com Kelsey pra ligar o celular.
Liguei para Carol e ela atendeu eufórica.
-Nathan! O que houve? Alguma coisa com o Max?
-Não... Só pra avisar que a Aline vai ficar no hospital com ele.
-Aline estava lá? E como é que ela está?
-Achei que tinha falado com ela. - disse meio na duvida.
-Bem, eu falei mas ela nem me deixou terminar. Estava meio estranha.
-Ela estava bem nervosa.
-Vou pro hospital ficar com ela.
-Não! Você não vai poder ficar lá... Eles só permitem um acompanhante por pessoa. Eu deixei ela lá e estou indo pra casa.
-A ta. - ela respondeu meio fraca e pensei que ela também podia estar sofrendo.
-Você quer que eu vá ai? Precisa de algo? -perguntei calmamente.
-Não... Estou bem.
-Ta okay! Qualquer coisa que precisar...
-Eu te ligo, Nathan. - ela completou minha frase o que tirou um sorriso de meu rosto. "Sempre tão bom ouvir a voz dela" pensei. Nos despedimos e eu desliguei o telefone.
...
Cheguei ao apartamento e ainda pensava em Carolina, mas meus pensamentos foram interrompidos quando vi a luz da cozinha acesa.
Sabia que alguém havia ido lá.
Não me lembrava de tê-la acendido antes de sair.
Cherry veio correndo e pulou em meu colo, dando um pequeno miado.
-Quem esteve aqui, Cherry?
Ela miou novamente... Cada vez mais baixo. Então entendi que a pessoa que esteve lá, fazia Cherry sentir medo.
Fui até a cozinha e em cima da mesa havia um envelope com um bilhete:
"Oie, amor. É a Dani! Prometi que ia te mostrar a verdade e que ia te proteger até o fim. Esse envelope é a ultima coisa que te mostro...
Ps: Isso foi na quarta-feira... Ligue para ela e pergunte. Beijos."
Não entendi de primeira, mas segundos depois, meu coração gelou.
Abri o envelope e nele havia fotos... Carolina e Henrique.
Pelo ambiente, estavam em um restaurante.
As fotos do começo pareciam normais... Henrique segurava na mão dela.
Passei rápido todas elas e por fim... Cheguei a ultima.
"Não! Não!" minha mente gritava.
Sempre fiquei com o pé atrás... Não queria acreditar que ela tinha me traído. Mas no final, ela veio com ele para cá, para esfregar na minha cara que estão juntos.
Ele beijava a minha menina dentro de um carro.
Fui consumido pelo ódio. Ódio de mim. Ódio dela. Ódio dele e do meu amor por ela ainda ser tão vivo.
Eu não a queria... Nunca mais.
Se ela resolveu ir embora e ser de outro, que seja.
Não insistirei mais para que volte pra mim. Nunca mais.

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