Aline's POV
-Bom dia, meu amor. - Max abriu a porta com um sorriso encantador.
-Bom dia. - respondi retribuindo seu sorriso.
-Não vai entrar?
Só quando ele fez essa pergunta, percebi que estava parada como uma estatua na porta.
Entrei caminhando devagar, escutando os saltos de minha bota fazerem barulho no chão envernizado de seu apartamento.
-Pode me dizer o que está acontecendo com você? - ele levantou uma sobrancelha.
Bem, era a hora.
-Bem, eu e Carol saímos juntas ontem... - comecei fazendo uma pausa.
-Isso eu já sei.
Pensei que ficar enrolando talvez fosse deixá-lo com raiva. Resolvi parar de enrolar e contar de uma vez...
-Eu bebi demais, eu acho. Me descontrolei e fiquei com outro cara.
-Você o que? - ele enrugou a testa, surpreso com o que havia dito.
-Eu fiquei...
-Não, não, não. Não precisa repetir.
-Você ta chateado? - perguntei com medo da resposta.
-Você ainda ta perguntando isso?
-Me desculpa, Max.
-Qual é o seu problema?
-O que?
-Você ainda tem a cara de pau de vir aqui me pedir desculpa? - ele bufou. - Mereço isso mesmo. O que é? Não me tinha ontem para se divertir e agarrou o primeiro que viu?
-Como é? O que você quer dizer com isso?
-Olha Aline...
Ele veio até mim e pude ver raiva em seus olhos...
-Me deixa sozinho, ta?
-Não Max. Por favor, não significou nada pra mim.
-Mas para mim sim. Quis dizer que em questão de um dia você consegue me esquecer e agarrar outro...
-Não. Eu não te esqueci! Você ta entendendo errado!
-O que eu estou entendendo errado? Que você não sabe beber e cedeu a primeiro que deu em cima de você?
-Max, por favor.
Senti lágrimas caírem, eu nunca fui boa com brigas assim. Não sabia como me defender e me sentia culpada. No fundo, ele estava certo.
Eu havia ficado com outro tão facilmente... Essa fraqueza me incomodava.
Andei até ele, segurando em seus braços tentando uma aproximação, mas ele me repeliu, como se sentisse nojo de mim.
-Era por isso que estava estranha, né? Tava com medo de me dizer que eu tenho uma galhada na minha cabeça?
-Não, Max! Me desculpa mesmo... Eu não queria.
-Me deixa sozinho! - ele pediu pausadamente.
-Eu...
-O caminho da porta você já conhece. - ele me interrompeu antes que eu pudesse começar a falar.
Abaixei a minha cabeça, nunca havia visto ele com aquela cara, principalmente direcionada a mim.
Abri a porta e parei uma ultima vez para olha-lo. Talvez tivesse a esperança de que ele fosse me impedir de ir, mas ele se virou indo em direção ao quarto sem ao menos olhar pra trás.
Sai do prédio e sentia ódio de mim mesma.
Não queria voltar ao hotel, não queria falar com ninguém, nem ao menos olhar meu reflexo no espelho.
...
Londres estava movimentada naquela manha de quinta feira...
Pessoas corriam de um lado para o outro, entrando em lojas, saindo com seus carros... Muitas provavelmente se direcionando a seus trabalhos.
A manhã estava fria e com certeza, choveria mais tarde.
Andava sem rumo, sem emoção nenhuma, quando me deparei com o rosto de Max em uma vitrine.
Era uma loja de CDs e lá estava ele, na verdade eles, The Wanted. Uma das vitrines era especial deles, com o album novo, que parecia ser lançamento na cidade.
Voltei meus olhos ao poster dos meninos, encarei todos eles, mas meus olhos pararam nos verdes perfeitos de Max.
Senti uma lágrima cair e me apressei em limpá-la.
Estava disposta a voltar ao hotel, mas uma voz ao meu lado me tirou do transe.
-Essa cidade é realmente pequena!
-Rick! - falei surpresa.
-Você ta chorando?
-Não, é... Alergia, ao frio. - menti.
-Tem certeza?
Pelo visto não havia sido convincente.
-Acho que sim...
-Quer tomar um café?
-Acho que não sou uma boa companhia agora.
-Ah, que isso. Eu insisto! Nós podemos... conversar.
O sorriso de Rick se abriu, preenchendo quase toda a extensão de sua mandíbula.
Por um momento o associei a um anjo. Mas senti um calafrio quando pensei na palavra, o que foi bem estranho.
No fim, acabei aceitando seu café, hipnotizada por seus olhos e seu sorriso.
-Agora me conta o porque de você estar chorando? - ele perguntou quando nos sentamos na mesa da cafeteria.
-A gente se beijou aquele dia na boate, certo?
-Sim... E devo acrescentar que foi maravilhoso.
-Mas... Não podia ter acontecido. Eu não sei o que me deu. Fiquei descontrolada com a bebida. - expliquei um pouco rápido.
-E aonde chega o seu arrependimento?
-No Max.
Suspirei quando disse seu nome.
-E quem é esse? - ele perguntava curioso.
-É o cara que eu saio... Mas, acho que estou realmente apaixonada por ele.
Rick levantou a sobrancelha, parecendo achar idiota tudo o que eu havia acabado de dizer... Mas ele estava certo, eu estava sendo uma idiota completa.
-Me desculpa. Não devia ta te contando essas coisas. Você não precisa ouvir... A gente nem se conhece. - falei apressadamente.
-Tudo bem, linda. Você pode falar... Mas posso te confessar algo?
-Claro!
-Eu gostei muito de você e estou disposto a tirar esse Max da sua vida.
Sorri um pouco sem graça.
-Rick, não sou a pessoa certa para você investir. Acredite em mim.
-Eu não estou pedindo permissão! Alem disso, não sou uma pessoa fácil de se livrar.
Achei aquilo estranho e por uns míseros segundos, me incomodou. Mas estava sendo boba...
Ele com certeza falou aquilo para parecer que ia "lutar" por mim.
-Tudo bem. Você quem sabe. - disse.
-Vai largar ele para ficar comigo.
-O que?
-É o que vai acontecer, ou eu não me chamo Rick.
-Ah... Eu acho que vou voltar ao hotel. Obrigada pelo café. - disse pegando meu copo, que ainda estava intocado, e me levantando.
-Você parece assustada! - ele sorriu.
Algo me fez arrepiar mais uma vez. Seu sorriso era doentio e imaginei o que estava fazendo? Rick era um estranho e eu estava sentada em uma cafeteria, contando minha vida pra ele.
-Me lembrei de que tenho algo pra fazer...
-Ah, você esta triste! Essa coisa pode esperar.
Ele segurou minha mão com força, me impedindo de me afastar.
-Não, eu realmente preciso ir.
-Mas eu não quero que você vá!
-Me solta! - falei firme.
Ele não o fez e fui obrigada a me livrar de suas mãos.
Algumas pessoas nos olharam assustadas. Deviam ter pensado que era uma briga de casal.
Sai andando o mais depressa que pude e prometi a mim mesma nunca mais falar com ele...
...
Carol's POV
Não fazia ideia de onde Henrique ia me levar. O tempo estava frio e não conseguia pensar em algo diferente do que um restaurante, de novo.
Me vesti e fiquei esperando.
Abri o celular e vi o bilhete de Aline de que estaria com Max.
Se eles estavam juntos, com certeza ela só ia voltar a noite.
"O dia inteiro com Henrique, talvez?" pensei.
Na verdade, estava mais animada com relação a ele, mas ao mesmo tempo temia...
Temia que não conseguisse esquecer Nathan.
Sacudi de leve a cabeça tentando afastar meus pensamentos dele...
Aquela hora, em plena quinta feira, ele devia estar agarrado com sua namoradinha.
Me irritei com o rumo com que meus pensamentos chegaram e não queria mais ficar sozinha.
Disquei o numero de Henrique.
-Onde você está? - perguntei impaciente.
-Mas ta com saudades, Carolzinha?
-Deixa de bobeira. Aline já saiu a bastante tempo e não gosto de ficar sozinha...
-Eu estou saindo de casa. Já já to chegando ai.
-Onde vamos? - perguntei curiosa.
-É surpresa... Espere e você verá.
...
Nathan's POV
-Mas porque você quer ir a London Eye com esse tempo? Vamos ficar em casa, assistir um filme só eu e você.
-Não, Nathan. Todo dia ta frio e chuvoso... Vamos fazer algo diferente.
-Tem certeza?
-Deixa de ser preguiçoso, Nathan!!
Sorri com sua irritação. Eu achava isso engraçado em minha namorada. Mas eu fiquei pensando, ela tinha razão. Havia dias que não fazíamos um programa diferente pois a maioria dos dias eram só chuva e frio.
Antes de ontem fomos passear e comer algodão doce porque o tempo estava maravilhoso.
Mas esse dia me remeteu a Carolina... O que ela devia estar fazendo agora?
Sabia que ela amava frio, mas não imaginava o que ela pudesse fazer com isso.
-Ta pensando se vai sair comigo ou não? - Dani tirou Carol de meus pensamentos.
A encarei estreitando meus olhos, fingindo estar pensando em seu caso.
-Por favor, amor? - ela fez biquinho.
-Esta bem! Vamos nos vestir...
Ela levantou animada.
-Sabe... De noite eu posso até te recompensar. - ela voltou a cama mordendo minha orelha.
-Olha que posso te obrigar a me recompensar agora, hein?
-Não! Só mais tarde... Senão a London Eye vai fechar.
Ela saiu correndo como um raio, catando suas roupas e eu me levantei atrás. Vestindo minhas roupas bem quentes.
Nota: Huuum... Capítulo tenso esse hein? O que vocês acham que vai acontecer agora?
Max vai perdoar Aline? O que tem com Rick? E Nathan caindo nas armações da Danielle?
Espero que vocês tenham gostado e não deixem de comentar.
Obrigada pela leitura! ;)
Até o próximo.
Coitada da Alinne o Max nao deixou ela explicar e esse Rick é muito estranho!
ResponderExcluirCarol sempre medrosa hahahaha
Não suporto essa danielle garota falsa e o nathan ainda acredita nela ameii bjos @SraSykes